Opinião do leitor - São traumáticas as aulas e as avaliações na Engenharia da UFRGS

O editor resolveu publicar este comentário de leitor, um estudante de engenharia da UFRGS, abalado com o suicídio de um colega, ontem, no entorno do próprio prédio da Faculdade. Este espaço está aberto para a direção e os professores da Engenharia, caso queiram se manifestar.

Ao lado, "tempos sombrios".

Sou estudante de (também de engenharia, neste mesmo prédio) e isso não me surpreende muito. Nas humanas na UFRGS, há domínio de doutrinas da esquerda e aplicando-se um "enrolation" com viés esquerdista todo mundo é aprovado no final das contas.

Nas exatas lida-se com números, mas os professores estão inseridos no mesmo "esquema" por se tratar de uma instituição pública (e de funcionários públicos): têm autonomia total pra avaliar como quiserem (muitas vezes "avaliam" o aluno "pela fuça"), preparar aulas e avaliações como acharem melhor: não devem explicações para ninguém. Resultado: os professores não dão a mínima para suas aulas (só se preocupam com sua pesquisa) e os alunos têm que se virar pra conseguirem passar pelas difíceis cadeiras (as cadeiras de exatas, naturalmente têm um índice de reprovação muito maior que as das humanas) que são porcamente dadas naquele prédio, e muitas vezes acabam numa situação de isolamento.

31 comentários:

Anônimo disse...

Vocês conseguem usar a morte de um jovem para destilar esse veneno ideológico? Pelo amor de Deus, pelo menos um mínimo de respeito. Tá começando a dar vontade de vomitar. E, só para constar, o Direito ("Humanas"), como sabe qualquer pessoa que já passou pela sua porta de entrada, é dominado há décadas pela doutrinação de extrema direita liderada pelo Professor Cézar Saldanha e sua turma. Pelos menos se informem...

Anônimo disse...

Tudo é por culpa da esquerda...acho que até o seu nascimento deve ter sido por culpa da esquerda!

aparecido disse...

A area de exatas é a area mais dificil numa universidade e suicidios nesta area acontecem em todas as universidades do mundo..Estudei na USP de 79 a 83 e neste periodo de cinco anos foram tres alunos e um professor se suicidando..Isso tudo num campus de 1800 alunos.. imagine em toda a universidade que tem hoje 40 mil alunos....Alunos que tem talento para matematicas fazem os cursos de exatas com facilidade...talvez deva-se explorar melhor os telentos e se as pessoas já encontrarem dificuldaes no começo devam se afastar dos cursos...Ciencias humanas é embromation.. já as exatas fazem os aviões voarem e as pontes e edificios ficarem de pé.. não dá para embromar...

Helmuth disse...

Os professores que forem Engenheiros podem ser acionados através do CREA.

Anônimo disse...

Já ouvi comentários que há professores que nem entram na sala de aula.
São representados por estagiários ou outros funcionários.
Se alguem investigar deve descobrir se é verdade.

Anônimo disse...

O aluno está totalmente certo. Também fui aluno da engenharia da UFRGS e é exatamente assim. Professores preocupados com publicação de artigos com seus nomes, com projetos de pesquisa financiado por empresas, pelo CNPQ, pela CAPES etc. Há inclusive professores acusados de desvios de recursos, de embolsar bolsas de alunos. Poucos se salvam. Procurem bem e vão achar várias investigações.
As aulas são em geral péssimas e os professores não tem compromisso com nada exceto seus bolsos e suas ideologias.

Anônimo disse...

Editor: eu sou o autor do comentário, quero deixar claro que eu não conheço o colega envolvido e não faço absolutamente nenhuma ideia das razoes que levaram à esta tragédia, apenas externei impressões pessoais que tenho por razão da minha própria vivência nesta universidade, e também de conversas com colegas. É claro que estas impressões não se aplicam a todos os funcionários/professores da universidade. Por favor não me alce à condição de autor reclamante, obrigado.

Anônimo disse...

Nos tempos que Collor foi presidente e Chiarelli (se não me engano) então Ministro da Educação negociou para que professores, que estavam na folha de pagamento, DESSEM AULA, PELO MENOS DE VEZ EM QUANDO.
Collor caiu e, pelo visto, nada mudou.

Anônimo disse...

Sou engenheiro há 28 anos. Qd fiz engenharia tinha ao redor de 40 horas de aula por semana. Dependendo do semestre um pouco mais ou um pouco menos. As novas gerações acostumadas a terem a comida mastigada pelos pais teve um choque ao entrar na universidade. Achou q estava no colégio ainda. O q fez o PT ? Reduziu para ao redor de 25 horas de aula por semana e, mesmo assim, a geração comidinha mastigada pelos pais não consegue passar. Na minha época nos reuniamos após as aulas de cálculo para estudar até entender a matéria. Não ficávamos bebendo cerveja, fumando maconha, ... Lembro de 1 professor no 1o dia de aula. Deu bom dia, escreveu no quadro a bibliografia, as datas das provas e os dias estaria na Universidade para tirarmos dúvidas. Se matar por causa da notinha? Aprendam a ser autodidatas, a estudar, a pensar.

Anônimo disse...

No último sábado assisti formatura da engenharia civil Unisinos, pelo mau gosto das "trilhas sonoras dos formandos" vamos ter muitas marquises caindo e paredes rachando, caso os prédios fiquem em pé.

Anônimo disse...

Há algo de podre nos paraísos esquerdistas das federais. Quando os alicerces das instituições apodrecem, as drogas substituem a falta de reitores e professores honestos e capazes.

Anônimo disse...

A pouco não classificaram a UFRGS como uma das melhores do Brasil?
Eu estudei engenharia na PUC nos anos 75 a 80 e banimos a esquerdalha. Já naquela época da Famecos e Filosofia começava o antro da esquerdalha. Paguei com financiamento das Aplub e Fies. Por isso achoq ue as universidades precisam de um alava jato e serem pagas.

Anônimo disse...

Mande este comentário para o atual Ministro de Educação.
Não vai ser fácil combate esta turma.

Anônimo disse...

O que vou escrever as pessoas não sabem ou calam...a 4 mil anos havia um rei chamado nabuconosor...ele invadia as nações e trazia parte da população colocando dentro de outra nação, as pessoas brigavam entre si por religião e outros motivos, enquanto isso ninguém se organizava para lutar contra o rei...
Hoje esse sistema é utilizado pelo exército.....oficiais gaúchos estão na Amazônia...os do Rio estao no sul, os do norte no rio....dessa forma mantem-se a ordem.
Os petralhas utilizam o mesmo sistema trocando estudantes de estado e dessa forma espalhar as famílias.
Chega um momento que o cara entra em depressão por estar longe da familia e comete suicídio

Anônimo disse...

É muita má vontade dizer que não há viés ideológico nas universidades. Há sim.E, além de tudo as aulas - em geral - são péssimas. Creio que ainda existem bons professores. Mas, digamos a verdade: os alunos não gostam de esforço. Quando não há aula, é ótimo. E, se passar, com professor bonzinho, está ótimo. São muitos os problemas de ambas as partes.

Cris disse...

Fui aluna da UFRGS e fiz inúmeras cadeiras com o pessoal da engenharia e da informática há decênios atrás...
No mesmo ano ingressei na PUC também...
Já naquela época a metodologia de ensino nas duas faculdades era diametralmente oposta...
Como eu tinha estudado a vida inteira em colégio particular, custei um pouco a me adaptar e , na época ,tinha a mesma opinião deste menino...
Hoje , devo confessar que optaria pela metodologia da UFRGS sem pestanejar... porque ao te deixar livre, sem amarras , "ela te ensina a pescar" e "não te entrega simplesmente o peixe"...
O máximo que você vai conseguir além da aula de um mestre que espera que você já tenha lido parte da bibliografia recomendada é "mais bibliografia" sobre um assunto em que você ainda tiver dúvida...
E sem querer... como em um passe de mágica você estará sabendo tanto quanto teu professor sobre o assunto ( se for meio vagal) , ou mais do que ele ( se for um NERD)...
E sairá pela vida dando um show como profissional porque nunca irá deixar de estudar...
Sempre irei lamentar a perda da vida de um jovem que tinha tudo para brilhar , mas acho que devia haver mais problemas envolvidos ...

Mauro Moreira disse...

Provavelmente alunos petistas da UFRGS. Deve ser o mesmo que faz sempres escala aqui no blog para protestar em nome da esquerdalha lulopetista. Com esse aí é como diz o Lobão, é como jogar xadrez com pombo: DISCUTIR COM PETISTA É COMO JOGAR XADREZ COM POMBO.ELE VAI DERRUBAR AS PEÇAS,CAGAR NO TABULEIRO E SAIR DE PEITO ESTUFADO CANTANDO VITÓRIA. Essa gente se recusa a se render aos fatos. É doença!

Anônimo disse...

CREA?

os cara não punem nem mesmo engenheiros de obra ruim...

imaginem punir profis engenheiros...

Anônimo disse...

Concordo com o comentário do anônimo das 13:12 (22/01/19). Pretender que o conteúdo de engenharia se enquadre e se esgote em poucas horas de aula dá uma ideia do quão sem noção das coisas está a nova geração. Bora estudar galera. Durante minha graduação em engenharia na UFRGS, dormia por noite entre 4h e 4,5h. Passava a noite estudando. Pessoal, aproveitem que ainda é ensino gratuito e vão em frente, sem mimimi.

Mauro Moreira disse...

Essa gente precisa de professores como o falecido professor Hélio Silva ((Rio de Janeiro, 10 de abril de 1904 – Rio de Janeiro, 21 de fevereiro de 1995). Formou-se médico pela Faculdade de Medicina da Praia Vermelha, trabalhando nos Correios para ajudar a pagar pelos estudos. Praticou a medicina na Santa Casa da Misericórdia do Rio de Janeiro. Dedicou-se ao jornalismo e foi historiador e professor universitário de história. Li, dito por um petista do qual não me lembro o nome, que certa feita, alunos do professor, por ele ser defensor do contragolpe militar de 64, resolveram fazer troça com ele. Certo dia,levaram um burro para a sala de aula e lá deixaram. O professor vingou-se. Preparou uma prova dificílima. Ao reclamarem, o professor aconselhou-os a tirar as dúvidas com o amigo que haviam deixado na sala de aula dias antes, o burro. Já no fim da vida, o professor entrou para o Mosteiro de São Bento do Rio de Janeiro na década de 1990, assumindo o nome de Dom Lucas. Permaneceu na ordem beneditina até a morte. Eu mesmo,no ginásio estadual no estado de S. Paulo, tinha um professor de Ciências Físicas e Biológicas que não admitia que entrássemos em sua sala de aula com o colarinho da camisa aberto e o nó da gravata desfeito o relaxado. Era muito rigor e disciplina. Naquela época, se o aluno fosse aplicado nos estudos, não tinha dificuldade em ser admitido em uma boa faculdade estadual ou federal. Não havia cursinhos. Detalhe, se o aluno repetisse de ano duas vezes consecutivas, era jubilado, caia fora e dava lugar para quem queria realmente estudar. Tínhamos uma caderneta que era recolhida e anotada a presença ou quaisquer indisciplinas que cometêssemos, e nossos pais tinham que assinar dando ciência. Nossas notas eram anotadas nessas cadernetas, para que nossos pais acompanhassem nosso desempenho. Hoje, o aluno agride o professor e, em muitos casos, agride também os pais. Tudo sob o manto do Estatuto da Criança e do Adolescente e dos Direitos Humanos.

Rosa Maria disse...


Estamos vivenciando uma geração "mimimi", que reclama de tudo e que espera que os seus professores o trate igual a um filhinho de papai. Não sei se esse caso do suicídio se deve a esse tipo de comportamento, mas vejo que muito dos jovens não estão preparados para enfrentar pressões e cobranças, esperando que sempre tenha alguém que facilite sua vida, seja no estudo ou no trabalho.

Anônimo disse...

O grande problema dessa geração é que os pais criam seus filhos como hóspedes dentro de casa. Não lhes é exigido nada, recebem tudo prontinho. Não foram preparados para assumir a dura realidade que é a Sociedade. O que não é ensinado em casa pelos pais a Sociedade cobra e é muito caro. Sendo assim um ponto de fuga é inevitável como o exemplo citado aqui. É preciso acordar, o sonho acabou. Vamos a luta e vencer pelo mérito. Não somos o país dos coitadinhos como nos fizeram acreditar.

Unknown disse...

A matéria do triste ocorrido, repito triste,não é ligada ao conteúdo das ciências exatas, nem da política de ensino da UFRGS e menos ainda das ideologias de direita e de esquerda. A matéria é espiritual e de saúde mental, pertinências do Eterno e da Medicina. A atitude mais ética agora é a compaixão e, ao menos, respeito à dor alheia e, por uma piedade circunstancial, silenciem-se os pensamentos e letras
que evocam sentimentos perturbadores. Paz, Lucidez, Ordem e Progresso!

Tiarajú disse...

É lamentável que por ocasião de uma tragédia algumas pessoas desviem o foco e passem a vilipendiar os professores. A UFRGS foi considerada a melhor universidade federal do País, tendo obtido classificação superior às classificações de todas as universidades particulares. Isso não foi obtido com professores relapsos ou irresponsáveis.

Deve ser destacado que a média mundial de evasão de alunos nos diversos cursos de engenharia é cerca de 50 %.

Na Escola de Engenharia da UFRGS há ações para reduzir a evasão. Nessa Escola há um sistema de avaliação dos professores pelos alunos e aqueles professores que , eventualmente sejam mal avaliados, devem explicar o motivo.

Os professores não tem e não podeeriam ter autonomia para atribuir conceitos aleatóriamente. Há mecanismos de revisão de conceitos, e de denúncia de conduta inapropriada de professores.

Agressões genéricas sem identificação de professores com procedimentos incompatíveis com o ambiente acadêmico não constituem em auxílio para correcão de eventuais falhas. A razão para tais agresssões permanece obscura.

Certamente, a Universidade vai considerar sugestões para evitar que outras tragédias ocorram e sobre como melhorar seus cursos.

Leandro disse...

Coisa mais normal do mundo professores mandarem seus oeientados de mestrado e doutorado ministrarem suas aulas. Estudei na UFSM e era assim.

Anônimo disse...

Estou cansado de ler em Fóruns pela Internet mensagens do tipo "Engenharia X Direito, qual dá mais dinheiro?" ou "Automação x Medicina, qual maior salário?". Esse pessoal não sabe o que quer e não gosta de nada, só se interessa pelos ganhos que (presumidamente) terá quando se formar. Criam expectativas irreais, ilusórias, absurdas até, baseados no "achismo" de estranhos, e acabam ingressando em um curso de exatas sem ter a mínima aptidão para matemática, lógica, física, etc.
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O resultado será um fracasso seguido do abandono do curso, uma tremenda decepção ou, se o sujeito chegar a se formar, um péssimo profissional que só aproveitará o "diploma" para participar de algum concurso público fora da área de formação.
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Depois ficam acusando os cursos e os professores pelo fracasso E alguns caras de pau de esquerda, com a desculpa de "resolver o problema", ainda pretendem interferir nesses cursos, enfiando goela abaixo dos alunos conteúdo de humanas.

Anônimo disse...

Privatização já das universidades publicas. Prioridade para escolas de turno integral com ensino profissionalizante !!!

Anônimo disse...

Cris disse...
Fui aluna da UFRGS e fiz inúmeras cadeiras com o pessoal da engenharia e da informática há decênios atrás...
No mesmo ano ingressei na PUC também...
Já naquela época a metodologia de ensino nas duas faculdades era diametralmente oposta...
Como eu tinha estudado a vida inteira em colégio particular, custei um pouco a me adaptar e , na época ,tinha a mesma opinião deste menino...
Hoje , devo confessar que optaria pela metodologia da UFRGS sem pestanejar... porque ao te deixar livre, sem amarras , "ela te ensina a pescar" e "não te entrega simplesmente o peixe"...


Olá, não se trata, absolutamente, de ser contra o "método de ensinar a pescar"...

Uma prática que é bastante comum em várias cadeiras da engenharia da UFRGS, e que eu acredito que revela pra que lado tende o fiel da balança nas relações entre os professores e alunos na UFRGS (pelo menos nas engenharias) é não entregar as provas de volta aos alunos depois que elas são corrigidas... só é permitido ao aluno "dar vistas" à prova depois de corrigida, sob a supervisão do professor, para "reclamar" de alguma coisa, se for o caso... as provas permanecem arquivadas como garantia (da universidade) em caso de algum desacordo e não servem a propósito didático nenhum...

Onde está o "ensinar a pescar" nisso? Os professores fazem isso pra re-utilizar as provas (o modelo das provas) nos semestres seguintes, isso passa muito longe do interesse da própria instituição e do corpo discente.

O que acaba ocorrendo por conta dessas práticas é que a universidade acaba se tornando apenas um local de feitura de provas onde o indivíduo vai, estuda em casa, faz as provas, oficializa a coisa e carimba o diploma... quando no papel a UFRGS é uma instituição de ensino.

Tiarajú disse...

Os alunos tendo acesso às provas e às correções podem identificar os acertos e os erros e reforçar pontos em que não tenham sedimentado conhecimentos.

Caso a ideia fosse carimbar diplomas, bastaria realizar sempre as mesmas provas e torna-las de conhecimento público.

A maneira correta de estudar não é a resolução de provas antigas, mas sim a identificação dos assuntos chave dos conteúdos ministrados. Não adianta resolver 1000 problemas mecanicamente, pois um problema adicional que não se assemelhe aos demais pode se tornar complicado para quem não captou a essência da matéria.

Anônimo disse...

A UFRGS foi considerada a melhor universidade federal do País, tendo obtido classificação superior às classificações de todas as universidades particulares. Isso não foi obtido com professores relapsos ou irresponsáveis.

A principal razão das classificações positivas da UFRGS (principalmente nas Engenharias) é a qualidade do corpo discente (dos alunos) e não do docente, apesar de a universidade contar com muitos professores qualificados. Quem conhece a universidade sabe.

Na Escola de Engenharia da UFRGS há ações para reduzir a evasão. Nessa Escola há um sistema de avaliação dos professores pelos alunos e aqueles professores que , eventualmente sejam mal avaliados, devem explicar o motivo.

Confesso que não sei exatamente que "explicações" os professores devem dar (ou a quem - chefes de departamentos...?) se forem mal avaliados, mas sei de casos nos quais o professor simplesmente faltou a grande parte das aulas do semestre e no semestre seguinte continuou ministrando a disciplina (ou outra, em um caso) normalmente. Acho muito difícil que sofram alguma sanção real mesmo tendo avaliação extremamente negativa.

Os professores não tem e não podeeriam ter autonomia para atribuir conceitos aleatóriamente. Há mecanismos de revisão de conceitos, e de denúncia de conduta inapropriada de professores.

Evidentemente eles não têm autonomia para "atribuir conceitos aleatóriamente"... mas têm autonomia sim (quase que completa) para formular as avaliações, para conduzir estas como acharem que devem e para "considerar" (ou deixar de "considerar") aquilo que quiserem na sua apreciação final.


Os alunos tendo acesso às provas e às correções podem identificar os acertos e os erros e reforçar pontos em que não tenham sedimentado conhecimentos.

Caso a ideia fosse carimbar diplomas, bastaria realizar sempre as mesmas provas e torna-las de conhecimento público.

A maneira correta de estudar não é a resolução de provas antigas, mas sim a identificação dos assuntos chave dos conteúdos ministrados. Não adianta resolver 1000 problemas mecanicamente, pois um problema adicional que não se assemelhe aos demais pode se tornar complicado para quem não captou a essência da matéria.


A responsabilidade de fazer novas avaliações, de criar questões novas e diferentes (assim como a de formular boas aulas) é do corpo docente da universidade e nada mais natural que assim seja, pois são essas pessoas que supostamente tem amplo domínio do conteúdo e por isso tal tarefa não deveria ser muito difícil. Reter documentos assinados por alunos (sem a possibilidade de conceder cópia) é um abuso já reconhecido por regramento interno da UFRGS, mas alguns professores das exatas passam por cima da própria universidade (por meio de subterfúgios) e continuam com essa prática.

Certamente, a Universidade vai considerar sugestões para evitar que outras tragédias ocorram e sobre como melhorar seus cursos.

A UFRGS é uma grande Universidade, com grandes contribuidores e valorosa produção, concordo que é lamentável o rumo que esta discussão tomou... sugiro a redução da autonomia dos professores, mais padronização nas avaliações, menos subjetividade, mais incentivo à qualidade das aulas e do material oferecido e adoção de salvaguardas mais rigorosas contra os maus. Também seria muito bom (se fosse possível) oferecer a carreira de pesquisador (sem a obrigação indesejada de ter que dar aulas) com menor remuneração, para alguns. Integração e incentivo ao coleguismo são sempre coisas boas.

Anônimo disse...

Há mecanismos de revisão de conceitos, e de denúncia de conduta inapropriada de professores.

É, só que a possibilidade de o conceito ser "revisado" é mínima (o professor é que decide no final das contas, ele tem autonomia e seus colegas a respeitam) e a chance de o aluno ganhar a antipatia do departamento ao qual o professor pertence é bem razoável... em caso de denúncia muito mais... só se fosse uma conduta MUITO inapropriada MESMO... se não for escandalosamente inapropriada (e provada), o aluno só vai se prejudicar "denunciando".

É importante prestar atenção à quantidade de conteúdos ministrados em algumas disciplinas... excesso atrapalha. Há cadeiras que nem são tão difíceis mas reprovam muito por causa da quantidade
de tópicos.