Produção de veículos subiu na passagem de agosto para setembro, enquanto as vendas caíram no período

A retomada das unidades que estavam em greve em agosto favoreceu esse resultado

A produção total de veículos, exceto máquinas agrícolas, somou 170.815 unidades em setembro, segundo os dados divulgados ontem pela Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o equivalente a uma alta de 14,8% em relação a agosto, descontada a sazonalidade. 

Três das quatro categorias apresentaram alta no período, com destaque para o crescimento de 15,7% da produção de automóveis, descontados os efeitos sazonais, seguido pela alta da produção de comerciais leves, de 12,8%. Para veículos pesados, houve alta de 28,4% da produção de ônibus e queda de 4,1% de caminhões entre agosto e setembro. 

VENDAS - As vendas ao mercado interno, por sua vez, mostraram recuo de 3,8% na margem, na série sem efeitos sazonais, refletindo queda generalizada entre as categorias. As vendas de automóveis caíram 2,7%, descontados os efeitos sazonais, enquanto comerciais leves e ônibus mostraram queda de 8,1% e 40,7%, respectivamente. As vendas internas de caminhões ficaram praticamente estáveis. As exportações cresceram 2,1% em setembro, de forma que os estoques registraram recuo de 1,2% ante agosto, excluídos os efeitos sazonais, a despeito do aumento da produção e da retração nas vendas. Para os próximos meseses, a Anfavea projeta uma melhora moderada das vendas, o que deve contribuir para o processo de normalização dos estoques. Somado a isso, o crescimento da produção de veículos na passagem de agosto para setembro reforça a expectativa de expansão da atividade industrial no mês passado.

Um comentário:

Anônimo disse...

Não entendi por qual razão aumentaram a produção,se deveriam saber que dificilmente venderiam.
Eles não se conformam que os bons tempos dos descontos do IPI acabaram.
A vaca (PT)morreu.
Restou só a propina que o filho do Lula recebeu para reeditar a medida provisória que isentava esses vigaristas do IPI enquanto não tinha dinheiro pra saúde e educação.