Artigo, Paulo Timm - A dívida do RS

(...) ninguém fala que a "monstruosa" dívida do RS é equivalente ao que o Estado transfere, anualmente, à UNIÃO, pela arrecadação federal em seu território. Destes recursos transferidos liquidamente, uma parte fica para a União, outra vai para os Fundos de Participação de Estados e dos Municípios, vindo, no caso dos Estados "mais pobres" a compor grande parte, muitas vezes superior a 50%, de suas Receitas (consideradas próprias).

Lá, alimentarão a oligarquia política que usa o Estado como mecanismo de dominação política, refletindo-se, ademais, no papel dominante que acabam tendo no Congresso (e Administração) Federal, mercê dos critérios que os beneficiam no cálculo de representantes.

Ou seja, um dos problemas de Estados como o RS, malgrado os maus governos, está no Pacto Federativo, que o espolia fiscalmente para alimentar o coronelismo vigente em áreas com menor nível de desenvolvimento. Daí os "Renãs, "Collors".

CLIQUE AQUI para ler todo o artigo. 

7 comentários:

Anônimo disse...

sabem quando isso vai mudar? nunca.
basta somar os total de deputados e senadores nos estados que tem retorno maior contra os estados que tem retorno menor.
não por nada que como consequencia esta gente no congresso é maioria.
é a farra do socialismo,tirar de quem tem pra dar pra quem não tem.
os que recebem mais continuam cada vez mais pobres, mas seus representantes cada vez mais ricos..

Anônimo disse...

Desde a sua criação, as Capitanias Hereditárias comandam o Brasil.

Getulio Vargas, de triste memória, se valeu das Capitanias Hereditárias contra mineiros e paulistas para permanecer na presidência "provisória" por quinze anos.

VOTO DISTRITAL corrige em parte mas os políticos nordestinos NUNCA LARGARÃO O "OSSO".

Anônimo disse...

Esse é o nosso grande desafio, alterar esse quadro.
Estados trabalhadores, produtores, que poderiam ser ricos, sustentam uma turma de atrasados que possuem 3 senadores cada, e assim, denominam a política nacional.
Será possível alterar isso de forma pacífica ?

Emmanuel Carlos disse...

Ahá ... até que enfim alguém fala a verdade!
Os estados do sul, em regra, são credores da União, e não devedores; o pacto federativo deve se estabelecer do município para cima, e não o inverso.
E, se quiserem diferente .... bem .... aí dá vontade de separar, mesmo!
Nesse caso, dá para o RS deixar a Dilma de fora?

Anônimo disse...

Excelente informação.

Anônimo disse...

São Paulo transfere para a Federação mais de 300 bilhões anuais e recebe em investiventos federais menos de 25 bilhões, ou seja, menos que 10%.Nesses 10% parte é empréstimo do BNDEs e com muita propapanda do Governo Federal como se tivesse fazendo algum coisa mirabolante para o povo de São Paulo . São Paulo já pagou 3 vezes o principal da dívida e ainda deve 227 bilhões . Só para se ter uma idéia, o Piauí transfere 600 milhões anuais para o Governo Federal e recebe em investimentos 6 bilhões, a maioria em fundo perdido.Algo tem que ser repensado, os investimentos deria ser feito um cálculo percapita e de acordo com o tamanho territorial do Estado.Um bilhão para um Estado com o território pequeno rende muito mais que 1 bilhão para um Estado com grandes territorios onde para levar uma Estrada, Fiação,Tubulações etc... requer muito mais despesas . É por isso que eu digo que o Rio de Janeiro é mais mal adiministrado que São Paulo, renda percapita parecida recebe proporcionalmente do Governo Federal mais Verbas e tem um Territorio 5 vezes menor que o de São Paulo.

Anônimo disse...

Obrigada pelas informações, Polibio e Timm!
Daí percebe-se porque nunca vamos para a frente. Enquanto carregamos nas costas políticos omissos, coniventes, interesseiros e da "base", esse Everest de dinheiro que sai dos estados para Brasília sempre será mal empregado.
Azar nosso!