A revista Época de hoje publica exclusiva reportagem de capa, na qual demonstra que assim que a delação da JBS veio a público, em maio, ficam vispíveis provas apresentadas foram largamente ignoradas. Agora, a um mês do
prazo estipulado para entregar à Procuradoria-Geral da República todas as
evidências necessárias, os delatores e a JBS já dispõem de um novo e formidável
conjunto de documentos.
Temer, Lula e Dilma são os mais atingidos.
Nas últimas
semanas, ÉPOCA teve acesso, com exclusividade, a esses papéis inéditos –
milhares deles. Há planilhões de propina que
perfazem quase dez anos de campanhas – da eleição municipal de 2006 à eleição
presidencial de 2014. Há comprovantes bancários. Há notas fiscais frias. Há
contratos fraudulentos. Há, ainda, depósitos em contas secretas no exterior.
Da primeira parte dessa investigação, que ÉPOCA publica
agora, emergem provas consistentes dos famosos extratos das duas contas mantidas por
Joesley nos Estados Unidos – e não na Suíça – com saldo de propina no BNDES,
por combinação com o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. São aquelas contas
cujo saldo, cerca de US$ 150 milhões, serviu para financiar a campanha de Dilma
em 2014 – e também dos partidos que toparam, por valores altíssimos, aliar-se a
ela.
Surgem com especial força, no entanto, casos inéditos,
como a propina de US$ 1 milhão paga a Antonio Palocci, em 2010, por meio de uma
conta nos Estados Unidos. Ou os pagamentos em dinheiro vivo ao presidente do
Senado, Eunício Oliveira, entre outros parlamentares; e a ministros do governo
Temer, como Bruno Araújo, Gilberto Kassab, Helder Barbalho e Marcos Pereira.
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