Temer tira nota oficial para negar uso da JBS para comprar Cunha e exige investigações sobre os grampos de Joesley

O Palácio do Planalto acaba de divulgar a nota a seguir. A nota saiu depois de reunião de emergência de Temer com seus principais ministros,presentes também líderes da base aliada.

Leia:

NOTA À IMPRENSA

O presidente Michel Temer jamais solicitou pagamentos para obter o silêncio do ex-deputado Eduardo Cunha. Não participou e nem autorizou qualquer movimento com o objetivo de evitar delação ou colaboração com a Justiça pelo ex-parlamentar.

O encontro com o empresário Joesley Batista ocorreu no começo de março, no Palácio do Jaburu, mas não houve no diálogo nada que comprometesse a conduta do presidente da República.

O presidente defende ampla e profunda investigação para apurar todas as denúncias veiculadas pela imprensa, com a responsabilização dos eventuais envolvidos em quaisquer ilícitos que venham a ser comprovados.

Ações brasileiras desabam em Nova Iorque por força do Caso Temer

Em Nova Iorque, o ETF (Exchange Traded Fund) FWZ iShares MSCI Brazil Capped, que representa os papéis com maior peso no índice da Bolsa de SP, desabava 10,58% às 20h49min (horário de Brasília).

Por se tratar das principais ações do índice, este ativo torna-se um bom indicador do que espera o mercado para amanhã.

Mídia mundial já repercute nova crise política brasileira

A mídia internacional começou a repercutir as revelações sobre grampos aplicados sobre o presidente Michel Temer.

O jornal El Universal abriu manchete sobre gravações nas quais Temer teria autorizado uso de dinheiro sujo para comprar o silêncio de Eduardo Cunha.

A queda da república

Declaração do advogado gaúcho Adão Paiani, que acaba de usar o Facebook do editor para dizer o que pensa sobre as revelações desta noite:

- Como testemunha ocular da história em tempo real, assisto dentro do Congresso Nacional, perplexo, a queda da república .

Presidente da OAB, Claudio Lamachia: "É tudo estarrecedor, repugnante e gravíssim"

O presidente da OAB está escandalizado.


O que acaba de mandar dizer ao editor o presidente nacional da OAB,Claudio Lamachia:

- É tudo estarrecedor, repugnante e gravíssimo.

Claudio Lamachia tirou nota para dizer que as revelações do jornal O Globo sobre os grampos aplicados em Temer e Aécio exige respostas imediatas:

- Queremos ver e ouvir as gravações na íntegra.

Governo Temer mantém silêncio, 20h42min

Até este momento, 20h41min, o governo Temer nada falou.

JBS diz que transferia propinas bilionárias para o PT, tudo através de Guido Mantega

O JN revelou ainda há pouco que Joesley Batista também tem gravações de conversas com o ex-ministro Guido Mantega, através do qual entregava de dinheiro de propinas para campanhas do PT, inclusive de Dilma Roussef.

O dono da JBS Friboi informou aos procuradores da PGR que Guido Mantega abria caminho para financiamentos do BNDES e participações bilionárias do BNDESPar;

Câmara e Senado encerram sessão depois das notícias sobre grampos em cima de Temer e Aécio

O presidente da Câmara, Rodrigo Maia, encerrou a sessão desta noite logo depois que circularam as informações sobre grampos feitos pelo empresário Joesley Batista.

O Senado fez a mesma coisa.

Gravações fulminariam Temer e Aécio

Joesley Batista, dono da JBS Friboi, fazia delação premiada na PGR e ninguém sabia. Ele foi instruído por Rodrigo Janot para grampear Temer, Aécio e mais políticos ainda sem identidades conhecidas, mas um deles é Lula. A PF orioentou Joesley. Os grampos foram autorizados pelo relator da Lava Jato no STF, Luiz Edson Fachin.

Caso existam de verdade as gravações de Joesley Batista, dono da JBS Friboi (leia notas a seguir) significam o fim da linha para Michel Temer e Aécio Neves.

O caso de Temer é mais grave, porque tudo seria obstrução claríssima ao trabalho da Justiça, um, crime gravíssimo já cometido várias vezes também por Lula e Dilma.

Joesley Batista, JBS, também teria gravado Aécio pedindo R$ 2 milhões. Ao agradecer a ajuda, teria dito Aécio: "É uma ajuda do caralho !"

O dono da JBS, Joesley Batista, além do grampo aplicado em Michel Temer (nota a seguir) entregou à PGR um grampo no qual Aécio Neves lhe pede 2 milhões de reais.

Até as 20h, as gravações não apareceram, Joesley e a PGR nada confirmaram também.

A nota de Lauro Jardim é a seguinte:

No diálogo, gravado em 24 de março no Hotel Unique, em São Paulo, Aécio diz que o dinheiro é para pagar o advogado criminalista Alberto Toron, que o defende na Lava Jato. O encarregado de pegar o dinheiro com Joesley foi Frederico Pacheco de Medeiros (Fred), ex-diretor da Cemig e um dos coordenadores da campanha do tucano à presidência.

Uma das falas de Aécio, no entanto, dá a entender que o dinheiro não seria para pagar o advogado:

- Tem que ser um que a gente mata ele antes de fazer a delação. Vai ser o Fred com um cara seu. Vamos combinar o Fred com um cara seu porque ele sai de lá e vai no cara. E você vai me dar uma ajuda do caralho.

JBS teria gravação na qual Temer pede dinheiro para comprar o silêncio de Eduardo Cunha

As gravações não apareceram até as 20h de hoje. Joesley e PGR nada falaram até o momento e nem se sabe por que razão o dono da Friboi teria feito o grampo.O editor acredita na existência de gravações do mula do negócio, mas descarta completamente grampos sobre Temer, porque isto caracterizaria total inconstitucionalidade, já que nem o STF possui poderes para autorizar este tipo de espionagem.

A Globonews acaba de repercutir a informação passada há pouco pelo jornalista Lauro Jardim, segundo a qual os donos da JBS disseram em delação à Procuradoria-Geral da República que gravaram o presidente Michel Temer dando aval para comprar o silêncio do deputado cassado e ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha (PMDB-RJ), segundo o colunista do jornal
"O Globo" Lauro Jardim.

Temer teria usado o deputado Rocha Loures (foto acima com o presidente), seu valete, para pegar o dinheiro.

Rocha Loures foi filmado pegando uma mala com R$ 500 mil.

O blog O Antagonista fala em outra gravação entre Joelsy e Temer, esta no subsolo do Planalto, na qual o presidente teria pedido R$ 50 milhões para sua "previdência".

Segundo o jornal, o empresário Joesley Batista entregou uma gravação feita em março deste ano em que Temer indica o deputado Rodrigo Rocha Lourdes (PMDB-PR) para resolver assuntos da JBS.

Requião vai ao Papa para pedir excomunhão de Sérgio Moro

O senador Roberto Requião, conhecido no Paraná como Maria Louca,viajará neste final de semana para Roma, onde participará das reuniões do Eurolat, o parlamento euro-latinoamericano, e avisou que se encontrará com o Papa Francisco.

O senador do PMDB avisou que fará um, único pedido ao papa:

-Quero que ele excomungue Sérgio Moro e Michel Temer.

Maria Louca não disse se pedirá a canonização de Lula e de Gleisi Hofmann.

Senado aprovou esta noite o Programa de Recuperação Fiscal dos Estados

O Senado aprovou esta noite, 56 x 9, a proposta que cria o Programa de Recuperação Fiscal dos Estados.

Como a Câmara já tinha aprovado a matéria, o projeto irá para a sançãopresidencial, o que poderá acontecer amanhã.

O Programa é vital para os interesses de ajuste fiscal e recuperação financeira dos governos do RS, Rio e Minas.

O ponto principal do Programa é a carência de 3+3 anos, o que dará fôlego para que o governo gaúcho saia finalmente do sufoco, embora tenha que aderir e fazer concessões duríssimas, algumas das quais dependem da aprovação da Assembléia, como é o caso da privatização da Sulgás, CRM e CEEE. A PEC que prevê a desestatização sem plebiscito está na Assembléia há bastante tempo, os deputados vacilam, mas a partir de agora o governo e os parlamentares terão que enfrentar o voto.

Fachin derruba sigilo sobre operador de propinas da Odebrecht, que confirma repasses à marqueteira de Dilma

O ministro Edson Fachin, relator da Operação Lava Jato no Supremo Tribunal Federal, retirou a sigilo da delação do ex-executivo da Odebrecht Fernando Migliaccio. O acordo foi assinado há pouco mais de um ano, quando Migliaccio estava na Suíça, onde foi preso. A delação de Migliaccio reafirma o que tem dito os demais executivos da Odebrecht e também o casal de marqueteiros João Santana e Mônica Moura sobre o fato de a ex-presidente Dilma Rousseff ter conhecimento de pagamento de propina por meio da empreiteira.

De acordo com ele, Dilma foi informada de pagamentos de propina fora do país. 

“Ao receber a informação sobre os depósitos realizados na conta de Mônica Moura no exterior, Mônica Moura afirmou: ‘Então vou avisar a presidente, pois agora tem como chegar na gente’”, disse Migliaccio, que também afirmou que, semanas depois, a publicitária o informou que “havia avisado ‘a moça’ (referindo-se à ex-residente) sobre os pagamentos realizados no exterior pela Odebrecht”.
Recomendação de Marcelo Odebrecht

O executivo era considerado o operador das empresas offshores da Odebrecht – entidades sem funcionários ou estrutura física, sediadas em paraísos fiscais, que a empresa usava para movimentar valores destinados ao pagamento de propina.

Polícia Federal inaugura posto de passaporte no shopping Praia de Belas

Iniciou oficialmente o atendimento ao público nesta quarta-feira, o Posto de Emissão de Passaportes (PEP) da Polícia Federal no segundo andar do Shopping Praia de Belas, em Porto Alegre.

Nesta terça-feira já foram realizados 241 atendimentos e entregues 370 passaportes.

O atendimento na sede da Superintendência da PF, na Avenida Ipiranga, foi desativado.

Dólar opera em alta, vendido perto de R$ 3,12; Bolsa cai quase 2%

A Bolsa caia, enquanto o dólar comercial operava em alta nesta quarta-feira. Por volta das 16h30, o Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira, tinha baixa de 1,91%, a 67.374 pontos.

No mesmo horário, a moeda norte-americana avançava 0,89%, a R$ 3,123 na venda.

Financial Times diz que recessão no Brasil está chegando ao fim

O jornal inglês Financial Times publicou na edição desta terça-feira um caderno especial sobre o Brasil com 11 reportagens. A publicação destaca que a recessão parece estar chegando ao fim, o governo está cortando gastos e as reformas do presidente Michel Temer estão avançando, apesar dos protestos da população e da baixa popularidade do presidente. "O Brasil parece estar se movendo de novo", afirma o especial, que recebeu o título de "Reinventando o Brasil".

O especial tem uma série de reportagens, além de entrevistas com a equipe de Temer, incluindo o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, e o presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn.

O texto principal começa ressaltando que, em São Paulo, na Avenida Faria Lima, "a versão brasileira de Wall Street", onde estão as sedes de vários bancos de investimento, a animação, que há muito não se via, está voltando. O texto menciona que em quatro meses de 2017 já ocorreram três ofertas milionárias de ações, com destaque para a abertura de capital da companhia aérea Azul, que movimentou US$ 571 milhões.

Doria volta a atacar Lula: "Se a maioria, silenciosa ficar, a minoria ruidosa vai ganhar. Não pode!"

O prefeito de São Paulo João Doria Jr recebeu homenagem em Nova York nessa terça-feira, com salão lotado com quase 1.000 convidados. O prefeito pretendia fazer um discurso centrado em sua gestão em São Paulo, mas fugiu do script para atacar os governos petistas e se apresentar como o seu antídoto.

"Eu vou continuar a ser o João trabalhador. Eu vou continuar a ser uma pessoa que vai trabalhar e que vai se dedicar exatamente de forma oposta àquilo que Luiz Inácio Lula da Silva e seus asseclas nunca fizeram nos últimos anos no Brasil: trabalhar, trabalhar, trabalhar", afirmou o prefeito, no momento mais aplaudido do discurso em que agradeceu o prêmio "Personalidade do Ano", entregue pela Câmara de Comércio Brasil-Estados Unidos em Nova York.

"Vocês não podem se calar", disse Doria à plateia de homens de smoking e mulheres de vestidos longos, formada por empresários e executivos. "Essa maioria, se silenciosa ficar, a minoria ruidosa vai ganhar. E não pode. Não pode. Porque ninguém quer para os seus filhos e para os seus netos aquele mundo que estava previsto até um ano atrás."


O tucano afirmou que os petistas "quase destruíram" o Brasil e sua economia e disse que será uma voz para "lembrar essas mazelas". Em nenhum momento Doria fez referência explícita à disputa presidencial ou à sua potencial candidatura, mas toda a simbologia do evento apontava nessa direção.

Fiesp: Brasil está atrasado em negociação trabalhista

A diretora executiva jurídica da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Luciana Nunes Freire, avaliou que o Brasil está atrasado na liberdade de negociação trabalhista. Com base em um estudo do Banco Mundial, ela sinalizou que o engessamento da legislação do trabalho é uma das causas do alto desemprego no País. Por isso, a executiva diz que a Fiesp apoia totalmente a reforma em tramitação no Senado.

"Há pontos da reforma que poderiam ser melhorados, mas preferimos apoiar o texto para que seja votado com celeridade. Porque quanto menos regulamentação, maior empregabilidade", disse em evento da Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (FecomercioSP) que discute o tema.

Segundo ela, uma pesquisa da Fiesp mostra que 77% dos empresários avaliam que uma maior segurança jurídica contribuiria para aumentar as contratações. De acordo com a pesquisa, somente a aprovação final da medida criaria cerca de 170 mil postos de trabalho na indústria do Estado. "Mesmo com a crise atual, os empresários se disseram dispostos a contratar cerca de 10% do volume atual de empregados do setor paulista por causa da maior segurança jurídica", disse ela ao Broadcast, serviço de notícias em tempo real do Grupo Estado.

No RS, a Fiergs não diz que sim nem que não para as reformas do governo Temer.

Imposto sindical obrigatório pode voltar em texto no Senado

O projeto que pretende reformar as leis trabalhistas no Brasil em nome de uma modernização corre o risco de deixar de fora o fim da obrigatoriedade do imposto sindical.

Todo trabalhador com carteira assinada é obrigado a contribuir com o sindicato da categoria dele, mesmo que não seja filiado a nenhuma entidade sindical. O valor corresponde a um dia de trabalho por ano. A maior parte desse dinheiro fica com os sindicatos, que não têm obrigação de prestar contas.

Os deputados aprovaram dentro da reforma trabalhista o fim dessa obrigatoriedade. Pelo projeto aprovado na Câmara, cada trabalhador passa a decidir se autoriza ou não o desconto na folha de pagamento.

Mas para o projeto virar lei ele ainda terá que percorrer um longo caminho no Senado, e as centrais sindicais já entraram em cena para tentar reverter a decisão e reincluir o imposto sindical obrigatório.

Representantes dos sindicatos conseguiram abrir uma negociação. Em vez de acabar de uma vez só, a cobrança passaria por uma transição até passar a ser opcional.
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