A intenção do secretário que o Conselho de Chanceleres da UNASUL fizesse um pronunciamento oficial a respeito da situação brasileira ao final da reunião, em Quito, foi bloqueado pela delegação do Paraguai. Ao lado, à esquerda, Marco Aurélio Top Top Garcia.
A situação no Equador, atingido por um forte terremoto há
uma semana, e o processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff centraram
as discussões dos chanceleres da União de Nações Sul-Americanas (UNASUL) neste
sábado, em Quito, Equador. No sábado mesmo, o editor informou aqui que fracassaram as tentativas do governo brasileiro e seus aliados, que queriam que a UNASUL tirasse posição de ameaça aos Poderes Legislativo e Judiciário do Brasil, acusados de tramar "golpe" contra Dilma.
O blog Defesa@net, de Porto Alegre, traz mais os detalhes a seguir sobre a reunião, entre elas a informação de que o assessor internacional de Dilma, Marco Aurélio Garcia, abalou-se desde Nova Iorque para participar do encontro. Leia:
O atual governo
usa a UNASUL conduzida pelo colombiano Ernesto Sámper, alinhado ao castrochavismo
e reforçado pela presidência temporária da Venezuela, como palanque diplomático
para desenvolver a tese de golpe, como argumento contrário ao impeachment da
Presidente Dilma Rousseff. Para isto o castrochavista Ernesto Sámper cumpre o
seu papel:
"Vemos que o
julgamento da presidente (Dilma Rousseff) está avançando rapidamente, sem que
exista, a nosso ver, nenhuma prova" que determine sua culpabilidade, disse Ernesto Samper ao advertir que sua eventual saída do poder seria uma
questão preocupante para toda a região. Segundo ele, o
Brasil está em uma espécie de "UTI da Unasul", por isso o diálogo de
chanceleres para buscar estratégias de apoio à democracia brasileira. "Esperamos
que os atores (políticos no Brasil) reiterem seu compromisso com a democracia e
que a presidente Rousseff possa sair bem deste impasse", ressaltou Samper
Na reunião de
Quito participaram cinco chanceleres, quatro vice-chanceleres e três
secretários de Relações Exteriores. A UNASUL é integrada por Argentina, Brasil,
Bolívia, Colômbia, Chile, Equador, Guiana, Paraguai, Peru, Suriname, Uruguai e
Venezuela.