Durou 14 horas, terça-feira, o depoimento feito na Justiça Federal de Santa Maria pelo ex-Secretário Executivo da Fatec, Silvestre Selhorst, que negou todas as malfeitorias atribuídas aos réus do processo instaurado pelo MPF no âmbito da chamada Operação Rodin. A operação da Polícia Federal foi desfechada no dia 7 de novembro de 2007 pelo Delegado Ildo Gasparetto, subordinado ao Ministro da Justiça, Tarso Genro, na época já candidato ao governo do RS. As investigações atingiram professores, administradores públicos, políticos e empresários ligados à UFSM e ao Detran, provocaram duas CPIs, um escândalo político sem precedentes no Estado e a derrota eleitoral de Yeda em 2011.
. O professor Silvestre Selhorst denunciou que a operação foi resultado de vinganças pessoais e interesses políticos e eleitorais.
. O processo principal atinge 37 réus.
. Todos estão sendo ouvidos pela Juíza Simone Barbizan, porque esta é a última fase do processo antes da sentença.
. O professor (aposentado) da UFSM, disse que a Operação Rodin foi uma farsa, acusou o Ministério Público de Contas por falsear documentos e enganar a Juíza, mas além disto acusou por torturas psicológicas a Polícia Federal de Porto Alegre.
. Na carta aberta que Silvestre Selhorst começou a distribuir nesta sexta-feira em Santa Maria, ele narrou as 14 horas do debate que promoveu com os Procuradores do MPF que o denunciaram, avisando que a Juíza Barbisan Fortes não terá alternativa senão extinguir o processo.
. O advogado Fábio Freitas Dias pediu o desentranhamento das provas produzidas pelo Ministério Público de Contas (cálculos sobre o suposto desvio de R$ 44 milhões), o que tornaria imprestável a denúncia do Ministério Público Federal.
. A seguir, o trecho mais incisivo da carta aberta de Silvestre Selhorst:
- A Operação Rodin foi uma farsa. Ela só foi possível porque um Delegado da Polícia Federal, acreditou cegamente nessa armação e ao invés de proceder uma investigação séria para comprovar as denúncias anônimas iniciais, nada mais fez do que, em conjunto com MPE/TCE, falsear documentos para enganar o juiz, e com a conivência do MPF, conseguir prisões e interrogatórios para neles, por métodos, em alguns casos piores do que os dos anos de chumbo, extrair, por tortura psicológica, o que os documentos não provavam.
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