O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes atuou nos bastidores para consolidar a união de 11 partidos contra o voto auditável, informou nesta segunda-feira o jornal Folha de S.Paulo. Moraes faz o jogo do presidente do TSE, Luiz Barroso, inimigo jurado da auditoria.
A ideia seria não provocar um novo confronto entre a Corte e o presidente Jair Bolsonaro, mas na verdade é uma reação do Eixo do Mal para não permitir que mecanismos de controle e auditoria impeçam fraudes em 2022, caso Bolsonaro vença.
Os Partidos uniram-se com a finalidade de barrar no Congresso Nacional a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que permite a auditoria das urnas. Atualmente, a PEC tramita na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania da Câmara.
A articulação de Moraes iniciou-se na segunda-feira, segundo a publicação. Durante um jantar, Moraes pediu a Bruno Araujo (PSDB), Paulinho da Força (Solidariedade), Baleia Rossi (MDB) e Orlando Silva (PCdoB) que a questão não chegasse ao STF. No podcast Supremo na Semana, o magistrado atacou a impressão do comprovante do voto. Segundo ele, a medida não contribui para a democracia. “Até agora, não apresentaram uma única fraude”, afirmou, no programa, ao mencionar que a discussão é uma oportunidade para o Tribunal Superior Eleitoral.