Nesta entrevista ao Estadão, Abilio Diniz, aos 80 anos, diz que se considera um influenciador
para a terceira idade, mas que só é “velhinho” quando importunado.
Leia a entrevista concedida a Teo Cury:
Um dos empresários brasileiros mais conhecidos, Abilio
Diniz é também referência quando o assunto é longevidade. Dono de uma fortuna
estimada em US$ 3,2 bilhões, o 11º homem mais rico do País no ranking da Forbes
quer que os brasileiros envelheçam cada vez mais lentamente e com saúde.
Leia a seguir os principais trechos da entrevista:
O Brasil já não é mais um país jovem. Na sua opinião,
qual o impacto econômico deste movimento de rápido envelhecimento da população?
O impacto do envelhecimento na economia é enorme e vem
sendo estudado no mundo inteiro. Hoje é fácil passar dos 80 anos e consumindo.
Este é o maior impacto: no consumo. Seja para se divertir, viajar ou comprar,
mas participando da vida, assim como os jovens.
O senhor se considera idoso?
No meu caso, acredito que não sou velho. É uma questão de
crença, de percepção. Faço hoje tudo o que eu fazia 30 anos atrás. Claro, não
desço as montanhas na mesma velocidade, mas continuo esquiando. Continuo
fazendo meus esportes, correndo, nadando, jogando squash e sigo trabalhando.
Passei recentemente três semanas na França a trabalho. Gosto da minha casa, da
minha família. Então vou, trabalho e volto. Enquanto estiver fazendo isso vou
me considerar idoso? Para quê? Eu trabalho hoje, mas não na mesma intensidade,
porque não preciso, mas tenho a mesma capacidade. Quanto a relacionamentos,
melhorou. Enquanto a cabeça vai bem, os relacionamentos vão cada vez melhor.
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