Os R$ 37,7 milhões gastos anualmente são desnecessários e imorais, já que é dinheiro do povo entregue para servidores que não o servem.
Poderá ser votada hoje a PEC que acaba com as dezenas de cedências de servidores para sindicatos e organizações ligadas à oposição. A PEC sofre boicote há um ano na Assembléia.
Hoje, o Estado gasta R$ 37,7 milhões por ano com o
pagamento dos salários de 137 servidores da administração direta e de 180 das
estatais, fundações e autarquias que integram a diretoria de sindicatos e
associações de classe.
A PEC limita duramente as cedências e manda que os sindicatos passem a pagar a conta.
A proposta poderá ser aprovada se o PDT votar junto com a base aliada, o que poderá acontecer caso o Piratini aceite emenda dos deputados trabalhistas que propõe uma regra de transição.
Na administração direta, a secretaria que lidera o ranking
é a da Fazenda. Por concentrar os mais altos salários, os 18 servidores cedidos
para sindicatos e associações classistas custam, por mês, R$ 421,4 mil. A da
Educação tem 20 cedidos, mas, como os salários são mais baixos, o gasto é de R$
44 mil por mês. Depois da Fazenda, as áreas que mais gastam com
funcionários cedidos são Procuradoria-Geral do Estado (R$ 199,4 mil), Brigada
Militar (R$ 181,7 mil), Susepe (R$ 150,1 mil), Polícia Civil (R$ 113,2 mil).
Todas as outras da administração direta ficam abaixo de R$ 100 mil. Na
administração indireta, os campeões são o Banrisul (R$ 628,2 mil), a CEEE (R$
290,2 mil), a Superintendência do Porto de Rio Grande (R$ 218 mil) e a Corsan
(R$ 191,2 mil).