O editor já tinha manifestado nesta quinta-feira a opinião de que as conversações pautadas para o ex-senador Sérgio Machado, não passaram até agora de conversa de comadres - de lavadeiras. Esta noite, o Jornal Nacional dedicou meia hora para destacar os trechos mais "picantes" das inconfidências de Renan Calheiros e José Sarney, mas apesar de todo o esforço do grampeador, nada além de opiniões, xingamentos e intenções saem dos diálogos. Os diálogos não revelam coisa nenhuma.
O fato é que sobrou xingamento para todo mundo, mas principalmente para o procurador Rodrigo Janot, chamado de "merda" por Machado e de "filho da puta" por Renan.
As teorias conspiratórias sobre acordão geral para levar Lula para a Casa Civil ou de tirar Dilma via impeachment, em ambos os casos para melar a Lava Jato, são ilações que podem ser feitas a partir dos diálogos, mas apenas isto, ilações, já que não há materialidade alguma nas inconfidências, bem diferente dos outros dois grampos a seguir:
Delcídio - O uso de dinheiro sonante e do plano completo de fuga programado por Lula, via Delcídio, para Nestor Cerveró não falar nada na Lava Jato, portanto em obstrução direta da ação do Judiciário.
Lula e Dilma - A nomeação de Lula para a Casa Civil, visando blindá-lo de Moro, portanto em obstrução direta da ação do Judiciário.
É claro que virá mais coisa pela frente, mas elas precisarão mais do que aquilo que surgiu até agora.
Os depoimentos de Sérgio Machado poderão materializar crimes contra muitos figurões da República, inclusive daqueles que ele grampeou.
Mas isto é coisa que virá mais adiante.
A ver.





