Campanhas pelo rearmamento da população rodam nas redes sociais, como se vê ao lado. O editor é favorável ao estado anterior de autorizações para porte de armas. -
Vou abrir fogo contra o politicamente correto e o viés
ideológico que passaram a permear as discussões em torno do fim do Estatuto do
Desarmamento. Sou absolutamente favorável à revogação da lei. A razão é
simples: ela não funciona.
Desde 2004, quando o Estatuto do Desarmamento passou a
vigorar, até 2012, último dado do Ministério da Saúde, os assassinatos passaram
de 27 para 29 para cada grupo de 100 mil habitantes — nos Estados Unidos, onde
a população anda armada até os dentes, não chega a 5%, conforme a ONU. E —
pasme — os homicídios com armas de fogo no Brasil passaram de 66% para 70% do
total neste período. Que desarmamento é esse?
A lei falhou. Redobrou a ousadia de criminosos e aumentou
a sensação de impotência da população. Falhou porque foi mal pensada.
Imaginava-se que o estatuto reduziria os crimes passionais do cidadão comum,
enquanto a maior ameaça era, na verdade, o criminoso.
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