Nos últimos 4 dias, 1.500 brigadianos pediram aposentadoria. O bolo corresponde a quase 10% da tropa. O número é equivalente ao total de PMs que fizeram o mesmo durante todo o ano passado.
É reação ao projeto do governo que acaba com aposentadorias precoces e cria a previdência complementar.
PF fez busca e apreensão no escritório Portanova e Advogados Associados, Porto Alegre
No início da manhã, a Polícia Federal e o MPF informaram que mandatos de busca e apreensão, além de prisões, estavam ocorrendo naquele momento em várias capitais, entre elas SP e Porto Alegre. Não foram revelados nomes. Na própria coletiva das 10h, os delegados e procuradores não quiseram listar nomes, porque a nova fase da Operação Lava Jato estava em andamento.
Na coletiva desta manhã, delegados e procuradores avisaram que escritórios de advocacia também passaram a ser investigados por lavagem de dinheiro para o PT. O ex-ministro Zé Dirceu estaria por trás de um dos esquemas.
Há pouco, os jornalistas do site www.zerohora.com.br revelaram que o escritório de Porto Alegre que sofreu buscas e apreensões foi o Portanova e Advogados Associados, que fica na
Rua Vigário José Inácio, no Centro. O objetivo da PF foi coletar documentos relativos a
uma causa defendida ali e que resultou no recebimento de R$ 270 mil por parte
do escritório.
Leia a nota do site:
O dinheiro foi enviado pela Consist Business Software.
Essa empresa é suspeita de lavar dinheiro, entre outros, para o Partido dos
Trabalhadores. Ela teria feito repasses financeiros para o partido, por solicitação
de João Vaccari Neto, tesoureiro do PT. A informação foi passada por Milton
Pascowitch, delator da Lava-Jato, que afirma usar a Consist para intermediar
pagamento de propina em obras. Ele afirma ter feito contratos simulados entre
sua empresa, a Jamp, e a Consist. Os contatos com a Consist se dariam com o
presidente da empresa, Pablo Alejandro Kipersmit e com o Diretor Jurídico
Valter Silverio Pereira. Parte dos repasses, de cerca de doze milhões, teriam
sido feitos em espécie.
A Lava-Jato informa que o escritório de advocacia
Portanova & Advogados Associados teria recebido R$ 270.000,00 entre 01/2015
a 05/2015 da Consist Business Software para "serviços continuados com
relação a defesa e acompanhamentos de processos trabalhistas dos funcionários da
empresa".
A Lava-Jato quer saber da legalidade e objetivo desses
contratos.
Conforme a ordem de busca determinada pelo juiz Sérgio
Moro e relativa aos contratos da Consist, foi autorizada a apreensão de:
— Todos contratos, notas fiscais, relatórios, documentos
de comprovação de fornecimento de serviços, correspondências físicas ou
eletrônicas, relacionadas a eles.
— Todos contratos, notas fiscais, relatórios,
demonstrativos, extratos relacionados à destinação ulterior dada aos aludidos
recursos pagos ao escritório.
— HDs, laptops, pen drives, smartphones, arquivos
eletrônicos, de qualquer espécie, agendas manuscritas ou eletrônicas, dos
investigados ou de suas empresas, quando houver suspeita que contenham material
probatório relevante, como o acima especificado.
Zero Hora contatou o escritório Portanova. Os
responsáveis não estavam e um funcionário confirmou a busca, sem dar detalhes.
PIB cai 1,4% no segundo trimestre. Recessão instala-se para valer no País.
De acordo com o Indicador Serasa Experian de Atividade
Econômica (PIB Mensal), o segundo trimestre de 2015 encerrou com retração de
1,4% perante o primeiro trimestre do ano, já descontados os efeitos sazonais.
Como a economia brasileira já havia se contraído 0,2% no primeiro trimestre
deste ano, completaram-se dois trimestres consecutivos de retração na atividade
produtiva do país, consolidando, tecnicamente, uma situação de recessão
econômica.
Em relação ao mesmo trimestre do ano passado, houve queda
de 1,5% na atividade econômica no segundo trimestre deste ano.
De acordo com os economistas da Serasa Experian, as queda
dos níveis de confiança de consumidores e empresários, a alta da inflação corroendo
o poder de compra da população, as sucessivas elevações das taxas de juros
encarecendo o crédito e as turbulência do cenário político atingiram em cheio a
economia brasileira neste primeiro semestre de 2015, provocando o atual quadro
recessivo do país.
Pelo lado da oferta agregada, houve quedas em todos os
setores econômicos no segundo trimestre de 2015. A maior delas foi de 3,9% na
atividade industrial, seguida das retrações de 0,2% no setor agropecuário e de
0,3% no setor de serviços. Vale notar quem, apesar da retração observada neste
segundo trimestre de 2015, o setor agropecuário, em função da safra de grãs
recorde esperada para este ano, ainda acumulada alta de 3,9% no primeiro
semestre do ano.
Do ponto de vista da demanda agregada, a maior retração
no segundo trimestre do ano ocorreu nos investimentos: recuo de 8,6% perante o
primeiro semestre. Com este resultado, os investimentos fecharam o primeiro
semestre do ano com queda de 9,4%. Da mesma forma, tanto o consumo das famílias
quanto o consumo do governo se retraíram neste segundo trimestre do ano: quedas
de 0,9% e de 0,6%, respectivamente. Por outro lado, o setor externo, com
exportações avançando 4,1% e com as importações recuando 9,2%, impediram uma
retração maior na atividade econômica no segundo trimestre de 2015.
]
A série histórica deste indicador está disponível em
http://www.serasaexperian.com.br/release/indicadores/atividade_ecomonica.htm
Deputado Bassegio poderá ser cassado na segunda-feira
O presidente da Comissão de Ética da Assembléia do RS, deputado Juliano Roso, acha que na segunda-feira o deputado Diógenes Bassegio será cassado.
Governador petista do Ceará dá lição ao governo do RS
O companheiro Camilo Santana, governador do Ceará, que acha que Sartori não deve ser ajudado pelo governo federal, em lição que passou ontem ao sair de encontro com o ministro da Fazenda, recebido na hora marcada na agenda de Levy:
- Os Estados não podem see prejudicar porque um determinado Estado não fez o dever de casa.
O companheiro não ensinou como o Ceará fez isto nos sucessivos governos do PSDB (Tasso Jereissati e Ciro Gomes).
- Os Estados não podem see prejudicar porque um determinado Estado não fez o dever de casa.
O companheiro não ensinou como o Ceará fez isto nos sucessivos governos do PSDB (Tasso Jereissati e Ciro Gomes).
Só o desmonte do PT e do governo Dilma acabará com a corrupção no Brasil
Daltan Dallagnol, há pouco, na coletiva de delegados da PF e procuradores do MPF, explicando as prisões da nova fase da Operação Lava Jato:
- Muitos dos presos e investigados em fases anteriores, inclusive empreiteiras, repetem do mesmo modo o que fizeram no Mensalão e no Petrolão, constituindo isto em desafio às instituições republicanas e ao estado democrático de direito.
O procurador não disse, mas o único modo de acabar com isto é desmontando a cabeça da organização criminosa e prendendo seus líderes, o que inclui a prisão de Lula, o impeachment de Dilma e o desmonte do PT e seus aparelhos nos movimentos sindicais, sociais e partidários.
- Muitos dos presos e investigados em fases anteriores, inclusive empreiteiras, repetem do mesmo modo o que fizeram no Mensalão e no Petrolão, constituindo isto em desafio às instituições republicanas e ao estado democrático de direito.
O procurador não disse, mas o único modo de acabar com isto é desmontando a cabeça da organização criminosa e prendendo seus líderes, o que inclui a prisão de Lula, o impeachment de Dilma e o desmonte do PT e seus aparelhos nos movimentos sindicais, sociais e partidários.
Veja, agora, ao vivo, canal 40 da Globonews, nova fase da Lava Jato
A nova fase da Operação Lava Jato, a Pixuleco 2 (leia nota abaixo), que desta vez apanhou roubalheira no âmbito do ministério do Planejamento, governo Dilma, está sendo explicada neste momento por delegados da PF e membros do MPF.
Quem tem Sky, deve ir ao Canal 40, Globonews, para ver ao vivo, agora.
É tudo nova roubalheira do PT e seus aliados de várias partes do Brasil, inclusive Porto Alegre.
Quem tem Sky, deve ir ao Canal 40, Globonews, para ver ao vivo, agora.
É tudo nova roubalheira do PT e seus aliados de várias partes do Brasil, inclusive Porto Alegre.
Tribunal Regional Federal decide em Porto Alegre que Jorge Zelada deve continuar preso na Lava Jato
Este é um dos quatro ex-diretores da Petrobrás, nomeado pelos governos Lula e Dilma, presos na Lava Jato. Todos estavam ali roubando para o PT e Partidos da base aliada, como também para si mesmos. -
A 8ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região
(TRF4) julgou hoje (12/8) o mérito do habeas corpus impetrado em favor de Jorge
Luiz Zelada e manteve, por unanimidade, a prisão preventiva.
Zelada, ex-diretor da Área Internacional da Petrobras,
está preso desde o dia 2 de julho. A detenção fez parte da 15ª fase da Operação
Lava Jato. Ele é acusado de tentar ocultar o dinheiro desviado, transferindo
entre julho e agosto do ano passado R$ 25 milhões de contas secretas na Suíça
para o principado de Mônaco.
A defesa do executivo argumentou que as informações
oriundas do principado de Mônaco são conhecidas pelas autoridades desde
fevereiro de 2015. O advogado afirma que não houve reiteração delitiva que
justifique a medida cautelar decretada em julho.
Segundo o relator, desembargador federal João Pedro
Gebran Neto, responsável pelas ações da Lava Jato no tribunal, Zelada tinha uma
conduta bastante semelhante a de outros diretores da Petrobras investigados,
como Nestor Cerveró e Renato de Souza Duque, recebendo a propina das
empreiteiras e negociando diretamente o ganho junto a algumas empresas com
contratos menores.
Para Gebran, Zelada é um dos investigados com posição de
preponderância no grupo, sendo necessária a manutenção da prisão preventiva. O
desembargador entende que o risco de reiteração criminosa é concreto, visto que
o ex-diretor movimentou grandes quantias da Suíça para Mônaco em momento em que
a Operação Lava Jato já era notória.
O desembargador ressaltou que a conduta de Zelada
demonstra não só a indiferença perante o Direito, mas também revela maior risco
à ordem pública.
Polícia Federal abre nova fase da Lava Jato. Vereador do PT é preso em São Paulo. PF age também em Porto Alegre.
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira a 18ª fase
da Operação Lava Jato, batizada de Pixuleco II. Setenta agentes cumprem onze
mandados em Brasília, Porto Alegre e São Paulo, sendo um de prisão temporária e
dez de busca e apreensão.
O preso é Alexandre Corrêa de Oliveira Romano,
ex-vereador de Americana (SP) pelo PT, entre os anos de 2001 e 2004.
A Pixuleco II mira os negócios de um novo operador,
identificado pela força-tarefa a partir de informações obtidas na operação anterior,
a Pixuleco. Segundo a Polícia Federal, ele arrecadou mais de 50 milhões de
reais em propina a partir de contratos de empréstimos consignados no Ministério
do Planejamento. Os pagamentos de vantagens ilícitas se davam por meio de
empresas de fachada.
A fase anterior da Lava Jato foi responsável por levar de
volta à cadeia o ex-ministro da Casa Civil e mensaleiro condenado José Dirceu,
apontado pelo Ministério Público Federal como um dos responsáveis por instituir
o petrolão, quando ainda ocupava um dos principais cargos do governo Lula.
Instituto Paraná Pesquisas mostra que 85,9% dos mineiros desaprovam o governo Dilma. 64,5% são a favor do impeachment.
Ontem a noite o editor recebeu o resultado da última pesquisa feita no País pelo Instituto Paraná Pesquisas, desta vez junto ao eleitorado de Minas Gerais.
A respeito do impeachment da presidente Dilma Roussef, eis os resultados:
A favor, 64,5%
Contra, 27,5%
Não sabe, 7%
Nenhum a opinião, 1%
Sobre a aprovação do governo, aí vão os números
Aprova, 11,8%
Desaprova, 85,9%
Não sabe ou não opinas, 2,5%
A respeito do impeachment da presidente Dilma Roussef, eis os resultados:
A favor, 64,5%
Contra, 27,5%
Não sabe, 7%
Nenhum a opinião, 1%
Sobre a aprovação do governo, aí vão os números
Aprova, 11,8%
Desaprova, 85,9%
Não sabe ou não opinas, 2,5%
Análise, Instituto Ludwig Von Mises - Entenda por que o SUS nunca deu e jamais dará certo
Curiosamente, ao se analisar o funcionamento do SUS à luz
da teoria misesiana, conclui-se que o real desafio está em perceber como uma
medicina socializada afeta a oferta de serviços de saúde privados. No caso do Brasil, o desafio é perceber como
o SUS afeta o funcionamento dos serviços fornecidos pelos planos de saúde
privados, e como as regulamentações impostas pelo governo sobre as seguradoras
de saúde ajudam a piorar todo a serviço de saúde do país.
No que concerne ao funcionamento específico do SUS, ele
em nada difere de qualquer outro serviço socializado. Falar sobre questões ligadas aos serviços de
saúde é algo que desperta grandes paixões, pois, por algum motivo, parte-se do
princípio de que saúde é um direito do cidadão (de quem é o dever é algo que
não se comenta), e que, por conseguinte, a oferta de serviços de saúde deve ser
ilimitada.
Infelizmente, porém, a realidade econômica não nos
permite tais devaneios, e o fato de que vivemos em um mundo de escassez é uma
verdade válida também — e principalmente — para os serviços de saúde. Infelizmente.
Se a escassez pudesse ser extinta por meio do simples decreto
governamental — como acreditam os socialistas —, então estaríamos já há muito
tempo de volta ao Jardim do Éden.
Logo, voltemos à realidade.
Quando se deixa as paixões ideológicas de lado e busca-se
apenas a verdade por meio da razão e, consequentemente, da aplicação da genuína
ciência econômica, nenhum resultado é surpreendente. Mais especificamente, o interesse aqui é
discutir como a ciência econômica explica os problemas inerentes a uma medicina
socializada, sem fazer qualquer juízo de valor.
Afinal, economia não funciona de acordo com sentimentalismos, e serviços
médicos funcionam exatamente da mesma maneira que qualquer outro setor de serviços
na economia, por mais que as pessoas se deixem levar pela emoção.
Os libertários seguidores da doutrina dos direitos
naturais — que dizem que cada indivíduo tem o direito de não lhe tirarem a
liberdade, a propriedade e a vida — diriam que a medicina socializada não só é
economicamente maléfica como também é moralmente indefensável, pois baseia-se
no roubo da propriedade alheia para o financiamento dos serviços médicos. Embora seja indiscutível que a medicina socializada
baseia-se no roubo da propriedade alheia, somente essa argumentação não é muito
promissora, pois a própria existência do governo baseia-se no roubo. Logo, por coerência, pedir o fim da medicina
socializada implicaria também pedir a abolição do governo. Embora seja esse o desejo dos anarcocapitalistas,
é preciso reconhecer que tal postura não faria ninguém vencer um debate
econômico.
Logo, argumentações puramente econômicas são necessárias
para explicar por que nenhuma medicina socializada pode ser de qualidade
duradoura. (E, de fato, nenhum país que
hoje possui medicina socializada apresenta serviços de saúde invejáveis. Canadenses e britânicos que o digam, para não
citar os cubanos).
O princípio do SUS é igual ao de qualquer medicina
socializada
Serviços de saúde socializados são defendidos e ofertados
de acordo com o princípio de que a saúde é um direito básico e indelével do
cidadão, principalmente dos mais pobres.
Logo, o acesso aos serviços de saúde deve ser gratuito ou quase
gratuito, pois só assim os pobres podem ter saúde em abundância.
O problema é que até aí estamos apenas no terreno dos
desejos, e não da realidade econômica. É
indiscutivelmente bonito posar de defensor dos pobres e oprimidos, exigindo
saúde gratuita para eles. Porém,
infelizmente, a realidade econômica sempre insiste em se intrometer. E a realidade econômica é que, sempre que
algo passa a ser ofertado gratuitamente, a quantidade demandada desse algo
passa a ser infinita. No caso específico
da saúde, sempre que serviços de saúde passam a ser gratuitos, a quantidade
desses serviços que as pessoas passam a querer consumir torna-se praticamente
infinita. E não poderia ser
diferente. De novo, trata-se de uma lei
econômica, e não de sentimentalismos.
A medicina socializada é um caso clássico de intervenção
que necessita de intervenções cada vez maiores para ser mantida, até o momento
em que tudo se esfacela em decorrência da total imobilidade do setor
regulado. Mises foi pioneiro em explicar
a mecânica de tal fenômeno, e é em sua explicação que vou me basear.
Falando especificamente do SUS, caso o governo apenas se
limitasse a financiar — via impostos extraídos da população — a oferta de
serviços de saúde, a demanda por consultas de rotina, testes de diagnósticos,
procedimentos, hospitalizações e cirurgias tornar-se-ia explosiva. Logo, caso o governo nada fizesse, os custos
gerados por tal demanda iriam simplesmente estourar o orçamento do governo.
É aí que a realidade econômica se impõe.
Como os recursos para a saúde não são infinitos, mas a
demanda é (pois a oferta é "gratuita"), o governo logo se vê obrigado
a impor vários controles de custo. Os
burocratas estabelecem um teto de gastos na saúde que não pode ser superado. Porém, apenas estabelecer um limite de gastos
não é o suficiente para reduzir a demanda.
Assim, embora os custos estejam agora limitados, a demanda por
consultas, pedidos de testes de diagnósticos, hospitalizações e cirurgias segue
inabalada. Consequentemente, com oferta
limitada e demanda infinita, ocorre o inevitável: escassez. Ato contínuo, começam a surgir filas de
espera para tratamentos, cirurgias, remédios e até mesmo consultas de rotina.
O agravamento de tais ocorrências faria com que o sistema
inevitavelmente entrasse em colapso. É
aí que o governo passa, então, a impor mais controles. No caso, ele passa a controlar a
demanda. Mais especificamente, ele
começa a "limitar" — por meio de várias burocracias insidiosas — o
número de visitas ao médico, o número de testes de diagnósticos, o número de
hospitalizações, cirurgias etc. Por
exemplo, em alguns casos, um paciente é atendido apenas quando um determinado
conjunto de sintomas é perceptível. Em
outros, uma hospitalização ou cirurgia ocorre apenas se o paciente estiver
acima de certa idade ou se estiver grávida de um bebê deficiente. Em inúmeros casos, o paciente simplesmente é
rejeitado — popularmente, ficará na fila esperando até desistir.
Outra consequência inevitável do processo de controle de
custos aparece nos salários e nas compensações que o governo paga aos médicos
do SUS, algo que é refletido diretamente na qualidade dos serviços
prestados. Afinal, profissionais mal
remunerados simplesmente não têm incentivos para trabalhar corretamente.
A medicina socializada, portanto, baseia-se no mesmo
princípio do controle de preços: a oferta torna-se limitada e a demanda,
infinita. Como consequência, a qualidade
dos serviços decai, os hospitais tornam-se degradados e a escassez de objetos
passa a ser uma inevitabilidade — em alguns casos, faltam até sabonetes. (Tal realidade
explica, por exemplo, os constantes escândalos de funcionários de hospitais
públicos extorquindo pacientes, cobrando por fora em troca de remédios ou de
pronto atendimento).
Tratamentos ou atendimentos bem feitos ou mesmo
satisfatórios tornam-se exceções em um sistema socializado de saúde.
Seguradoras
Nesse ponto, o leitor mais iniciado pode estar pensando:
"ora, dado esse cenário, o governo deveria incentivar a medicina privada,
pois ela desafogaria grande parte dessa demanda pela saúde pública. No mínimo, os mais endinheirados não mais
estariam demandando os serviços do SUS."
Tal raciocínio está parcialmente certo. De um lado, é fato que o governo, ao
contrário do livre mercado, sempre vê o consumidor como algo aborrecedor. Ao passo que, no livre mercado, as empresas
estão sempre ávidas por consumidores para os quais vender seus produtos, no
setor público, o consumidor é apenas um irritante demandante, um usuário
esbanjador de recursos escassos. No
livre mercado, o consumidor é o rei, e os ofertantes estão sempre se esforçando
para ganhar mais consumidores, com os quais poderão lucrar caso forneçam bons
serviços. No setor público, cada
consumidor é visto como alguém que está utilizando um bem em detrimento de
outra pessoa. No livre mercado, todos os
envolvidos em uma transação voluntária ganham, e as empresas estão sempre
ávidas para oferecer seus produtos ao consumidor. No setor público, o consumidor é apenas uma
chateação para os burocratas.
E é justamente por essas características do livre mercado
que o governo não pode permitir um genuíno livre mercado nos serviços de
saúde. Para entendermos o motivo, basta
novamente utilizarmos a razão e aplicarmos a genuína ciência econômica.
Assim, o que ocorreria em um arranjo em que há contínua
deterioração dos serviços de saúde e os salários dos médicos são controlados
pelo governo? A resposta é óbvia: os
médicos iriam querer fugir de tal sistema e passar a lidar diretamente com seus
pacientes, sem amarras burocráticas e sem regulamentações. Ou seja, haveria uma fuga de médicos para a
medicina totalmente privada, em um arranjo de livre mercado.
Em tal arranjo, obviamente, os médicos não apenas
poderiam ganhar maiores salários, como também teriam a liberdade de tratar seus
pacientes de acordo com seus próprios critérios médicos, o que iria lhes render
ainda mais clientes e, consequentemente, mais dinheiro. Na medicina pública permaneceriam apenas os
ruins e incapazes, algo péssimo para qualquer democracia, um sistema em que
políticos precisam de votos.
Sendo assim, o governo fica numa encruzilhada. Ao mesmo tempo em que deve desafogar o setor
público de saúde, ele não pode permitir que o setor privado crie grandes
incentivos, sob pena de perder seus melhores profissionais e, consequentemente,
permitir a total deterioração da medicina pública. Logo, ele precisa criar um meio termo.
E é assim que o governo entra em cena estipulando pesadas
regulamentações sobre o setor de planos de saúde, fazendo com que os serviços
médicos fornecidos por seguradoras sejam quase tão ruins quanto os do SUS.
Apenas pense: o mercado de seguro-saúde é totalmente
regulado pelo governo. Não há livre
concorrência. Não é qualquer empresa que
pode entrar no mercado e ofertar seus serviços.
Houvesse livre entrada no setor, as seguradoras que oferecessem melhores
condições para os médicos conveniados certamente teriam os melhores
profissionais para seus clientes. Porém,
como é o governo quem decide quem entra no mercado (o que aniquila a livre
concorrência) e como é o governo quem estipula várias regras para o
funcionamento do setor, o que temos hoje são planos de saúde caros e que
remuneram muito mal os médicos conveniados.
Há situações em que ser médico da rede pública — geralmente de sistemas
estaduais ou, em alguns casos, municipais — é ainda melhor do que ser médico
conveniado de alguma seguradora.
Logo, temos a seguinte situação:
1) O sistema público de saúde é ruim, sofre de escassezes
e os médicos são mal pagos.
2) O sistema privado de saúde é controlado pelas
seguradoras, um ramo fortemente regulado pelo governo, dentro do qual a
concorrência é mínima. Logo, os médicos
são mal remunerados pelas seguradoras e os planos de saúde são caros e cobrem
cada vez menos eventualidades. Para ter
maiores benefícios, é necessário pagar apólices muito altas.
3) O domínio das seguradoras obviamente criou um
"mercado paralelo", em que médicos particulares atendem diretamente
seus clientes sem a intermediação de seguradoras — e, consequentemente,
cobrando bem mais caro, justamente por causa dos incentivos criados pelas
regulamentações sobre o setor de seguros.
Tais médicos, entretanto, precisam ter grande renome e boa reputação
para obter sua clientela cativa, algo trabalhoso e demorado. Desnecessário dizer que tal arranjo só é
acessível para os mais ricos.
4) Consequentemente, o sistema privado não se torna, para
boa parte dos médicos da rede pública, um sistema substantivamente mais
atraente que o sistema público, exatamente a intenção do governo.
5) Tal arranjo contém o êxodo de médicos da rede pública,
o que impede o esfacelamento do sistema.
6) Apenas os realmente ricos conseguem contornar tais
empecilhos, e geralmente fazem suas consultas, internações e cirurgias sem o
uso de seguradoras, lidando diretamente com os médicos, sempre os
melhores. Estes, por sua vez, cobram
caro justamente pelos motivos delineados no item 3, a saber: porque não possuem
concorrência para suas qualidades e também porque sabem que possuem uma
clientela cativa, composta daquelas poucas pessoas que podem se dar ao luxo de
não utilizar planos de saúde para pagar suas cirurgias.
No final, quem realmente perde são os mais pobres,
justamente aqueles a quem os amorosos defensores da saúde pública querem
proteger. A medicina socializada destrói
a qualidade dos serviços médicos e, por causa das regulamentações estatais,
encarece o acesso à medicina privada. Os
mais pobres — aqueles que mais pagam impostos em relação à sua renda — ficam privados
de bons serviços médicos, serviços estes pelos quais eles pagaram a vida
inteira. Caso tivessem podido manter
esse dinheiro para si, certamente poderiam hoje estar usufruindo um melhor
serviço de saúde.
Muitas vezes um pobre tem seu acesso ao sistema público
de saúde negado porque os burocratas que controlam o sistema determinaram que
outras pessoas estão mais necessitadas do que ele; logo, estas têm mais direito
àqueles serviços que ele próprio ajudou a financiar via impostos.
A ciência econômica mostra, portanto, que defender a medicina
socializada é uma perversidade.
Conclusão
Ainda mantendo-nos fieis à ciência econômica, fica claro
que o arranjo que melhor atenderia a todos os necessitados seria justamente um
arranjo de livre mercado. As pessoas
seriam liberadas dos impostos, podendo agora manter consigo boa parte daquilo
que são obrigadas a dar para o governo a fim de financiar um sistema de saúde
que não presta serviços decentes.
O setor de seguros de saúde deve ser totalmente
desregulamentado, havendo livre entrada no mercado e, consequentemente, livre
concorrência. Os preços dos planos de
saúde cairiam e os médicos agora passariam a ser remunerados de acordo com sua
competência. Principalmente: haveria a
livre negociação entre médicos e pacientes, sem intromissões governamentais —
algo que hoje só ocorre entre médicos e pacientes ricos. A medicina socializada não mais teria motivos
para existir (como nunca teve, aliás).
Por fim, e ainda mais importante: nunca é demais
enfatizar que a saúde é responsabilidade de cada indivíduo, de cada família,
sendo que todos devem ter o direito de manter para si os frutos de seu trabalho
e de poderem utilizar seu dinheiro da forma que quiserem, tendo a liberdade de
escolher os serviços médicos que desejarem, e com a responsabilidade de encarar
as consequências de suas escolhas.
Não há nada de radical ou novo nisso: afinal, esse é
exatamente o princípio que seguimos hoje quando escolhemos e compramos
alimentos, roupas, carros, computadores, celulares, iPads, iPods, iPhones,
passagens aéreas, apartamentos e tudo o mais.
E, pelo menos até agora, tal princípio vem funcionando com enorme
sucesso. O fato de esse princípio (em
outras palavras, liberdade) ter sido abandonado na saúde e principalmente na
educação apenas mostra as tragédias que ocorrem quando nos desviamos dele.
Serviços médicos funcionam exatamente da mesma maneira
que qualquer outro setor de serviços, por mais que as pessoas se deixem levar
pela emoção. Ademais, pela lógica
socialista, não faz sentido pedir intervenção em serviços médicos e deixar, por
exemplo, o setor alimentício por conta do livre mercado. Afinal, existe algo mais essencial do que
comer? Porém, é exatamente por causa do
livre mercado que temos comida sempre disponível, para todos os gostos. Não importa a que horas você vá ao
supermercado, você sempre tem a certeza de que tudo estará ali. Tanto para
pobres quanto para ricos. Isso não é fascinante?
Sempre que você quiser serviços de alta qualidade a
preços baixos, você tem de ter um livre mercado, uma livre concorrência. Não há
nenhuma outra opção. Quem acha que
ofertar bens gratuitamente, criar uma montanha de regulamentações e impor
controles de preços é a receita para bons serviços, deve se preparar para uma
grande decepção. Isso nunca funcionou em
lugar nenhum do mundo.
Quem realmente quer serviços médicos de qualidade para os
pobres (e quem não quer?) tem de defender um livre mercado nos serviços de
saúde. Não há outra opção.
A verdadeira ciência econômica explica.
CLIQUE AQUI para conhecer o instituto.
A cada meia hora um carro é roubado no RS
Um carro é roubado a cada meia hora no RS, 24 horas por dia, 7 dias por semana, 365 dias por ano, segundo números revelados ontem pela secretaria gaúcha da Segurança Pública.
O número só inclui carros tomados pela força, com uso de armas.
Os furtos, que não incluem o uso da força, portanto, são em menor número.
Há 5 anos, o número de roubos era de 29 carros por dia e não 44, como agora.
A Polícia não diz o que fará para estancar a sangria, cujo maiores incentivos estão nos desmanches e na ausência de fiscalização eletrônica nas divisas e fronteiras.
O número só inclui carros tomados pela força, com uso de armas.
Os furtos, que não incluem o uso da força, portanto, são em menor número.
Há 5 anos, o número de roubos era de 29 carros por dia e não 44, como agora.
A Polícia não diz o que fará para estancar a sangria, cujo maiores incentivos estão nos desmanches e na ausência de fiscalização eletrônica nas divisas e fronteiras.
Saiba por que o governo acha que é um erro sacar mais dinheiro dos depósitos judiciais
O governador José Ivo Sartori sabe que em algum momento acabará propondo a elevação dos saques sobre os depósitos judiciais, que passariam de 85% para 95% do bolo total, assegurando-lhe R$ 1 bilhão para atender algumas despesas que lhe causam enorme constrangimento, como a diferença que precisa para quitar a Folha, mas resiste por razões corretas.
Sem implementar a Teoria do Caos, qualquer solução dramática do governo pareceria menos dura para a opinião pública, favorecendo o discurso populista, demagógico e reacionário do PT e seus satélites na Assembléia, cujo vetor é a irresponsabilidade fiscal.
Compreenda as razões do governo:
1) O recurso é finito e em algum momento terá que ser devolvido, porque ele pertence a litigantes privados que estão disputando causas em juízo. Além disto, dentro de quatro meses tudo voltará á estaca zero.
2) A solução por poucos meses, empurrando a crise com a barriga, impediria a aprovação mais pacífica de ações realmente duras, embora capazes de apresentar resultados sustentados, portanto definitivos, como são os casos do desmonte de ativos que só causam despesas e de privilégios previdenciários inaceitáveis. Sem contar a proposta de elevar as alíquotas do ICMS, que não teria o apoio necessário, já que a resolução tópica da questão da Folha tornaria menos dramática a situação fiscal do Estado.
3) Sobre os resgates – a taxa Selic, hoje em 14,25% ao
ano, incide sobre cada valor sacado. Até o fim de 2015, mesmo sem a ampliação do limite, a Fazenda terá de
desembolsar R$ 1 bilhão por conta disso. Parte do valor é revertida para o
Fundo de Reaparelhamento do Judiciário. Para a oposição, a saída para reduzir
as perdas envolveria uma negociação com o Tribunal de Justiça.
Porto Alegre terá dia de sol e calor. No interior, chuvas poderão ocorrer em Uruguaiana.
O sol abriu a manhã desta quinta-feiras em Porto Alegre, mas na maioria das regiões, mas o Sul, o Oeste
e a fronteira com o Uruguai ocorre maior cobertura de nuvens e à tarde teremos períodos de
chuva. A chuva será mais volumosa e persistente na área de
Uruguaiana. Nestas regiões com instabilidade, a temperatura deve ter pequena variação
e se manter mais baixa.
As maiores máximas
devem ser observadas na Grande Porto Alegre e nos vales com marcas acima dos
30ºC mais uma vez.
As mínimas irão dos 12°C em São José dos Ausentes, até a casa dos 32°C em Santa Cruz do Sul. Em Porto
Alegre, os termômetros variam entre 19°C e 32°C.
Depois de aplicar dois bolos, Levy recebeu Sartori de pé na ante-sala do seu gabinete
Depois de aplicar dois bolos em Sartori, o ministro concordou em receber Sartori no início da noite de ontem. A foto ao lado, de Luiz Chaves, passa a impressão de que o governador foi recebido de pé, numa sala de reuniões. O Piratini não esclareceu de que modo decorreu o encontro e nem quanto tempo durou, mas aparentemente foi breve. Na foto, os dois homens parecem pouco à vontade.
Depois de ter levado dois bolos durante o dia, um de 30 minutos, de manhã, e outro de 16 minutos, á tarde, o governador José
Ivo Sartori foi recebido finalmente pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na noite desta
quarta-feira, para tratar da situação financeira do Rio Grande do Sul.
Sartori
afirmou para Levy que o governo está fazendo o seu ajuste fiscal, da mesma forma que a
União vem trabalhando para equilibrar as suas contas. “Precisamos solidariedade
ativa do governo federal. Estamos fazendo a nossa parte, com as mudanças
estruturas necessárias”, enfatizou.
O ministro não prometeu nada.
Sartori procurou o intermediário errado para pedir ajuda ao governo Dilma
O governador Ivo Sartori errou de endereço quando procurou o ministro Joaquim Levy para dobrar o governo Dilma e conseguir ajuda.
Ele deveria ter procurado a carceragem da Polícia Federal em Curitiba, onde encontraria melhores mediadores, no caso o ex-ministro Zé Dirceu, o ex-tesoureiro nacional do PT, João Vaccari, e o velho conhecido dos gaúchos, o dono da Braskem, Marcelo Odebrecht.
Ele deveria ter procurado a carceragem da Polícia Federal em Curitiba, onde encontraria melhores mediadores, no caso o ex-ministro Zé Dirceu, o ex-tesoureiro nacional do PT, João Vaccari, e o velho conhecido dos gaúchos, o dono da Braskem, Marcelo Odebrecht.
Com Itamar, 1999, Minas decretou moratória da dívida com a União
No discurso que fez ontem no Senado, aparteando a senadora gaúcha Ana Amélia, o senador Antonio Anastasia, que foi governador de Minas, lembrou que em 1999 o então governador Itamar Franco decretou moratória e não pagou o que devia à União.
Acabou enfrentando represálias parecidas como as que enfrenta Sartori.
Não cedeu e o governo FHC foi obrigado a compor.
Acabou enfrentando represálias parecidas como as que enfrenta Sartori.
Não cedeu e o governo FHC foi obrigado a compor.
Senador Anastasia, PSDB de Minas, critica postura cruel e fria de Dilma no caso do RS
O senador Antnio Anastasia, PSDB, ex-governador de Minas Gerais, mandou ao editor o texto integral do aparte que concedeu ontem a discurso pronunciado pela senadora Ana Amélia, no qual ela analisou a crítica situação fiscal do governo gaúcho e as retaliações produzidas por Dilma contra o Estado.
Anastasia virá na segunda-feira a Porto Alegre para um debate na Assembléia sobre governança, o que inclui o tema da dívida dos Estados.
Leia:
Eu queria também fazer aqui uma manifestação de solidariedade ao Estado do Rio Grande do Sul. Como
disse muito bem V. Exª, o Estado do Rio Grande do Sul é um dos Estados não só
mais desenvolvidos, com os melhores indicadores e qualidade de vida do Brasil,
mas, sobretudo, é um Estado fundamental na formação da cultura brasileira, pela
sua história, pela sua tradição, pelo brio do seu povo, pela inteligência de
sua gente, pelas suas riquezas, por sua beleza natural, por sua arquitetura,
por sua culinária e, especialmente, por sua gente, pelos gaúchos, dos quais
temos aqui uma representação tão distinta, dos três Senadores, mas quero me
dirigir neste momento a V. Exª, uma gaúcha briosa, dedicada, batalhadora, que
tem o Rio Grande do Sul no seu coração, assim como o Brasil.
De fato, é muito triste nós observamos neste momento o
Estado do Rio Grande do Sul passando por uma crise tão grave. Minas Gerais –
eminente Senadora e caro Senador Dário Berger, que preside, neste momento, o
Senado Federal – passou por uma situação semelhante, no início de 1999, quando
o então Governador e ex-Presidente da República Itamar Franco assumiu o
governo, mas, por vontade dele, declarou uma famosa moratória, não pagou a
União Federal e também teve consequências. Mas havia ali outras questões que
não existem agora.
O que nós observamos, de fato, Senadora Ana Amélia, é que
os Estados federados e os grandes Municípios estão sangrados, em uma hemorragia
completamente incontida, no que se refere ao pagamento da dívida com a União
Federal.
E não é de agora que esse alerta vem sendo dado. Já faz
anos e anos a fio que os governadores – e eu me incluo entre eles – do último
quadriênio estão alertando a União de que a situação é insustentável. Só Minas
Gerais pagou, no último ano do meu governo, R$6 bilhões de juros para o Governo
Federal – juros de usura praticamente. É inadmissível numa negociação que foi
feita, num primeiro momento, para ajudar os Estados, mas que, num segundo
momento, lamentavelmente, ficou extremamente nociva. E os Estados não aguentam.
E, no Rio Grande do Sul, por ser um Estado já bem consolidado, um Estado
antigo, por isso, com um número alto de funcionários, com muitos aposentados,
como também em Minas Gerais e Rio de Janeiro, por exemplo, essas dificuldades
são maiores em razão do regime previdenciário.
Então, lamentavelmente, observamos que, neste momento,
como muito bem disse a Senadora Ana Amélia, a Federação deve surgir com a
palavra-chave: solidariedade. A Federação deve ser solidária, deve haver
reciprocidade: os Estados colaboram com a União, a União colabora com os
Estados.
No momento em que o Governador Sartori, um homem de bem,
dedicado, reconhecido, um grande administrador, pede socorro à União, ele tem
uma resposta negativa. E, ao contrário de qualquer tipo de negociação, o
Governo Federal, a meu juízo, de maneira até fria, declara o bloqueio das
contas, levando insegurança aos servidores gaúchos, aos fornecedores do Estado
do Rio Grande do Sul, a toda cadeia econômica daquele Estado, que já se
encontra debilitada. Não é hora de retaliação, é hora do diálogo e da
composição. A União Federal sabe muito bem como deve fazê-lo.
Eu queria, portanto, eminente Senadora Ana Amélia, trazer
aqui também essa solidariedade e o apoio, que tenho certeza de que é de todos
os brasileiros, ao Rio Grande neste momento.
Por convite da digna Assembleia Legislativa do Estado do
Rio Grande do Sul, eu estarei, na próxima segunda-feira, em Porto Alegre
fazendo parte de uma mesa redonda técnica sobre temas relativos à governança.
Certamente, lá todos nós vamos, mais uma vez, de viva-voz, declarar nosso apoio
ao Rio Grande do Sul e à necessidade que a União Federal tem, neste momento, de
levar a sua mão a um dos Estados principais da nossa Federação. Parabéns pelo
seu trabalho. E a história da República de Piratini, com a bandeira tricolor
gaúcha, neste momento, está nas mãos de todos os Senadores desta Casa, que é a
Casa da Federação. Muito obrigado.
Minas, 2o turno: Aécio, 61,3%; Lula, 25,2%
Instituto Paraná Pesquisas, 2o turno em Minas
Aécio Neves, PSDB, 61,3%
Lula, PT, 28,2%
Não sabe, 6,3%
Nenhum, 7,3%
Aécio Neves, PSDB, 61,3%
Lula, PT, 28,2%
Não sabe, 6,3%
Nenhum, 7,3%
Aécio venceria em Minas, mas Alckmin perderia para Marina
O diretor do Instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, mandou ontem a noite ao editor as pesquisas estimuladas que fez em Minas Gerais, adotando dois cenários, um com Aécio e outro com Geraldo Alckmin como opções do PSDB.
Com Aécio:
Aécio, 45,7%
Lula, 18,7%
Marina, 16,9%
Eduardo Cunha, 2,8%
Jair Bolsonaro, 2,7%
Caiado, 1,1%
Não sabe, 3,9%
Nenhum, 6,6%
Com Alckmin
Marina, 26,8%
Alckmin, 24,9%
Lula, 21,2%
Eduardo Cunha, ,6%
Jair Bolsonaro, 3,5
Caiado, 1,1%
Não sabe, 7,5%
Nenhum, 10,1%
Com Aécio:
Aécio, 45,7%
Lula, 18,7%
Marina, 16,9%
Eduardo Cunha, 2,8%
Jair Bolsonaro, 2,7%
Caiado, 1,1%
Não sabe, 3,9%
Nenhum, 6,6%
Com Alckmin
Marina, 26,8%
Alckmin, 24,9%
Lula, 21,2%
Eduardo Cunha, ,6%
Jair Bolsonaro, 3,5
Caiado, 1,1%
Não sabe, 7,5%
Nenhum, 10,1%
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