Chegou ao fim a aventura da fábrica brasileira de caminhões da chinesa Yunglihong, Camaquã, RS

Ao lado, o desenho do que seria a planta da Yunlihong em Camaquã divulgado no site da empresa no Brasil: projeto nunca saiu do papel. -

Chegou ao fim a aventura brasileira da Yunlihong, fabricante chinês de caminhões e ônibus que em abril de 2012 anunciou investimento de US$ 100 milhões (R$ 185 milhões em valores da época) com recursos próprios para produzir seus veículos em Camaquã (RS). A produção deveria ter sido iniciada até o fim de 2014. Segundo reportagem do Jornal do Comércio, de Porto Alegre (RS), após várias tratativas e adiamentos, no último dia 20 de julho a prefeitura da cidade escolhida para o empreendimento retomou o terreno de 22 hectares que havia doado para a instalação da fábrica, colocando assim um ponto final no projeto que se arrastou por pouco mais de três anos desde a assinatura do protocolo de intenções entre a montadora e o governo gaúcho. Outra área de 100 hectares que já estava reservada para futuras expansões não chegou a ser passada para o nome da empresa.

“A desistência é lamentável, mas já estávamos esperando a negativa”, admitiu ao Jornal do Comércio a secretária de Indústria e Comércio de Camaquã, Maristela Monteiro. De fato, foram feitos muitos anúncios, mas nada saiu do papel, levantando a desconfiança das autoridades municipais, que em junho passado deram prazo até julho para que a Yunlihong desse sua palavra final, uma vez que o acordo de cessão do terreno previa o início das obras da fábrica para fevereiro de 2014.

 Assim como outros fabricantes chineses de veículos comerciais, a Yunlihong foi mais uma a ser atraída pelo crescimento exponencial do mercado brasileiro a partir de 2010, converteu o negócio de importações em investimentos na montagem local para atender as restrições impostas pelo governo em 2012, mas depois viu o projeto ruir por falta de financiamento, tanto da matriz na China como dos agentes brasileiros, e impossibilidade de atender às exigências de nacionalização explícitas do Inovar-Auto. Além disso, o mercado entrou em forte recessão e colocou qualquer plano na gaveta. Embora ainda não tenham declarado oficialmente o fim de seus projetos no País, empresas como Sinotruk, Foton e Shacman enfrentam dificuldades parecidas para levar adiante os empreendimentos prometidos, todos paralisados no momento.

PROJETO FRÁGIL

 Em reportagem de Automotive Business de julho de 2013, a Yunlihong havia confirmado o investimento em Camaquã, com previsão de começar a produzir no fim de 2014 e intenção de a partir de 2016 fabricar 1,5 mil unidades/mês de modelos de caminhões leves e médios, de até 8 toneladas de PBT. Também tinha entrado no projeto a produção de implementos rodoviários no País, como cegonheiras, caminhões-tanque, graneleiros (leia aqui).

 Ficava clara a falta de direção e fragilidade do projeto, já que na época a empresa não tinha feito e nem sabia se iria fazer sua habilitação ao Inovar-Auto para poder gozar dos descontos fiscais do programa, não tinha determinado qual grau de localização iria ter, nem se iria cumprir com os requisitos de nacionalização mínima de 60% para poder financiar seus produtos pelas condições vantajosas do Finame do BNDES, também não havia homologado um veículo sequer para venda no Brasil.

 Seis meses depois, em outra reportagem de Automotive Business de fevereiro de 2014, a Yunlihong informou que os planos haviam mudado. A empresa tinha chegado à obvia conclusão de que seria impossível competir no mercado brasileiro de caminhões sem a nacionalização necessária para obter os financiamentos do BNDES, responsáveis pela venda de 80% dos veículos comerciais no Brasil. Em vez de fabricar caminhões em Camaquã, a chinesa disse que iria produzir chassis de micro-ônibus de 7 metros, em versões 4x2 e 4x4, por ser um produto mais fácil de nacionalizar (leia aqui). A ideia era iniciar a operação depois de 2015 e, na sequência, começar a fazer caminhões e implementos na área de 100 hectares que a prefeitura local já tinha reservado para a empresa.


 Nenhum dos planos seguiu adiante. Representante da empresa chegou a dizer à secretária da prefeitura de Camaquã que, mesmo entregando o terreno, não tinha desistido do projeto. O site da Yunlihong continua ativo, mas ninguém atende no número de telefone divulgado da subsidiária brasileira.

GEFCO confirma investimento de R$ 33 milhões em Guaíba, RS

A GEFCO, uma das principais operadoras logísticas globais decidiu tocar adiante seu projeto de instalação de uma plataforma logística em Guaíba, na região metropolitana de Porto Alegre. O investimento da empresa é estimado em R$ 33 milhões e o empreendimento deverá gerar cerca de 360 empregos, sendo aproximadamente 120 empregos diretos já nas primeiras etapas do projeto que devem estar prontas no primeiro semestre de 2016.

O centro logístico atenderá o fluxo de veículos trazidos da Argentina pelos clientes da GEFCO agregando serviços de industrialização e customização, com potencial de expansão para todas as fabricantes que importam ou exportam no âmbito do MERCOSUL. Em 2014, aproximadamente 330 mil veículos ingressaram no mercado brasileiro por meio do MERCOSUL.

"O projeto nos permitirá fornecer soluções de otimização logística às indústrias locais e ampliar a distribuição dos produtos manufaturados brasileiros pelo mundo, fortalecendo a indústria do Estado do RS e do País", afirma Patrick Bonaly, Diretor Geral da GEFCO.

Além do transporte e estocagem de veículos e dos serviços logísticos de exportação, importação e transporte em geral, a nova plataforma logística da GEFCO trará à região serviços como a inteligência 4PL (fourth-party logistics, na sigla em inglês), que permite o gerenciamento completo dos prestadores da cadeia logística para entregar resultados em termo de otimização, redução de prazos e de custos das operações. Localizada próxima à montadora chinesa de caminhões Foton, a nova plataforma da GEFCO poderá aumentar ainda mais o fluxo de negócios na região.
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GRUPO GEFCO
A GEFCO é referência em logística industrial.  Com suas cinco principais áreas de expertise – Transportes Marítimos, Terrestres, Armazenagem Gestão de Embalagens retornáveis, Logística de Veículos Acabados e Representação Aduaneira – fornece soluções globais inovadoras para todas as necessidades de logística industrial, nacional ou internacional, inbound ou outbound. Presente em 107 países e com plataformas próprias na América Latina, Ásia e Europa, a GEFCO é um dos 10 maiores operadores logísticos europeus. Alcançou faturamento de € 4,1 bilhões em 2014 e conta com 11,5 mil colaboradores. O Grupo, que tem mais de 310 instalações em todo o mundo, está se desenvolvendo na Ásia Central, Europa Central e Oriental, Oriente Médio, Ásia Oriental e América do Sul.

Dólar ruma rapidamente para R$ 3,50

As 11h30min, o dólar estava sendo vendido a R$ 3,4942, em alta de 0,8660. E o viés é de alta. Rumo rápido a R$ 3,50.

A moeda americana continua valorizando-se muito em relação ao real.

Por trás do movimento altista está a crise política incontrolável que ajuda a paralisar o governo e a economia.

Sem a remoção do atual governo, dificilmente o cenário político e econômico será alterado.

Tudo agravou-se nesta segunda-feira com a nova prisão do ex-ministro Zé Dirceu, cujo recolhimento à carceragem da PF de Curitiba fornece indicativos de dias piores para o governo Dilma.

Saiba por que você dever conferir sua conta telefônica com cuidado

A conta ao lado é do celular do editor, usado unicamente para acionar seu dispositivo wirelles do notebook.

Se o leitor clicar sobre a imagem, poderá ampliá-la e examinar melhor.

Na conta, há uma cobrança de R$ 119,00 por conta de uma pretensa multa decorrente de contrato desfeito pelo editor.

A conta do wirelles costuma ser de R$ 120,00 mensais.

O editor ficou surpreso com a cobrança e foi atrás da informação. Foram 15 minutos grudados no celular, mas depois de responder a 15 questões colocadas pelo robô de voz feminina da Claro, acabou atendido pessoalmente pelo call center, que reconheceu a cobrança indevida, prometendo fazer a devolução na próxima conta.

O editor publica a conta e disponibiliza a informação, porque o leitor pode ser vítima de golpe semelhante.

Há necessidade clara de examinar cada ítem da compra para não ser lesado.

Indústria de máquinas e equipamentos reúne 280 senadores e deputados para defender sobrevivência

O deputado Jerônimo Goergen, PP do RS, informou hoje ao editor que mais de cem empresários brasileiros são aguardados em Brasília nesta quarta-feira para o lançamento da Frente Parlamentar da Indústria de Máquinas e Equipamentos. 

280 deputados e senadores integram a FPMAQ. 

O setor reúne sete mil empresas em todo o Brasil, responsável pela geração de 380 mil empregos diretos e um milhão de postos de trabalho em toda a cadeia. Com um faturamento anual de R$ 80 bilhões, o ramo de máquinas e equipamentos é o líder nacional de exportações dentro do segmento da indústria de transformação, com um saldo de US$ 11 bilhões de vendas em 2014.

Mesmo com números impressionantes, o setor vem sendo afetado duramente pela desaceleração da economia. 

Segundo o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Carlos Pastoriza, a situação se agravou nos últimos seis meses. “O nosso último pico foi em 2013, quando chegamos a 380 mil empregos diretos. Hoje, estamos com 330 mil. Portanto, perdemos 50 mil empregos nesses dois anos. Mas o pior é ver como isso está se acelerando nos últimos tempos. Desses 50 mil empregos perdidos nos últimos dois anos, 25 mil foram perdidos nesse primeiro semestre. Infelizmente, eu temo que, nesse segundo semestre, a coisa vai se acelerar ainda mais”, explica o dirigente.

Para evitar o aprofundamento da crise, o setor espera reverter no Senado a votação do Projeto de Lei 863/2015, já aprovado na Câmara, e que integra o ajuste fiscal do Palácio do Planalto. A proposta reduz o benefício fiscal da desoneração da folha de pagamentos concedido a 56 segmentos econômicos para diminuir o custo com a mão de obra e aquecer a economia. A proposta eleva de 1% para 2,5% a alíquota de contribuição previdenciária sobre a receita bruta, aplicada principalmente para setores da indústria. Para o presidente da FPMAQ, deputado Jerônimo Goergen (PP-RS), o governo federal comete um grave erro ao aumentar a carga tributária em 150% justamente num momento de crise. “Nós estamos com um país onde o governo não tem planejamento. E não tendo esse planejamento os efeitos são sempre negativos. Uma hora incentiva o consumo, outra recua, outra diminui juros, outra eleva. No que diz respeito à indústria de máquinas e equipamentos, nosso trabalho será o de acompanhar e negociar com governo para evitar que as perdas sejam ainda maiores”, explicou o parlamentar.


A pauta legislativa da FPMAQ também inclui a redução do chamado ´Custo Brasil.

Ao optar por Olívio e Tarso, os gaúchos escolheram o atual caminho de trevas

Um empresário gaúcho que assistia ao anúncio de investimentos de R$ 7 bilhões apenas no setor portuário de Santa Catarina (sem contar os projetos de energia, armazenagem, inovação, pequenas empresas), comentou que se sentia como tendo um déjà vu:

-  Este sentimento de desenvolvimento, de governo com rumo e com projetos, que deixa as pessoas com orgulho e com confiança, eu já vi com Antônio Britto no Rio Grande do Sul. Nesta hora é preciso muito cuidado. A prosperidade vai chamar o PT que apoiado pelos funcionários públicos acabará com tudo, transformará tudo em prioridade dos sem-terra. Depois do PT, nunca mais as coisas serão as mesmas. Que a Santa Catarina proteja os catarinenses dos parasitas destruidores porque eles vão aparecer prometendo o paraíso sem dor. Os gaúchos caíram no truque e são os verdadeiros culpados pelo que acontece com eles mesmos. Os gaúchos pediram isso. Trocaram Britto por Olívio e insistiram com o Tarso na direção do atraso.

Vídeos exclusivos: em reuniões no Peru, Dirceu falou de Lula e Petrobras

CLIQUE AQUI para ver todos os videos de Veja. 

Na edição de hoje do site www.veja.com.br, o repórter Felipe Frazão publica a reportagem exclusiva que vai a seguir. Ela revela de que modo o ex-ministro Zé Dirceu exerceu sua influência política junto aos governos esquerdistas latinoamericanos.

Vale a pena ler:

Vídeos obtidos pelo site de VEJA mostram a desenvoltura com que o ex-ministro José Dirceu circulava no alto escalão do governo peruano no segundo mandato do ex-presidente Lula - mesmo réu no processo do mensalão e defenestrado da Casa Civil em 2005. Em encontros com autoridades do país, o petista chega a se referir a estratégias comerciais do Planalto. E afirma que o Peru era uma das prioridades de Lula. Um dos encontros precede uma visita de Estado do ex-presidente ao país andino. Ao saber que o tema Petrobras seria tratado, Dirceu afirma: "Isso é importante". As portas para o ex-ministro no Peru foram abertas por meio da parceria com a mulher de um ex-ministro peruano, que recebeu do petista 378.785 reais e outros 180.000 dólares (cerca de 620.000 reais) da Galvão Engenharia, a pedido de Dirceu. Com a ajuda da brasileira Zaida Sisson de Castro, de 63 anos, o ex-ministro "expandiu sua consultoria para atuar no Peru", segundo a Polícia Federal - e passou a circular na cúpula do governo peruano.
Elo de Dirceu no país, a consultora Zaida era mulher do arquiteto peruano Rodolfo Luis Beltrán Bravo. Ele foi ministro da Presidência (1989-1990) no primeiro governo de Alan García, titular do Ministério do Comércio Exterior e diretor do Banco Central da Reserva, além de conselheiro comercial na embaixada peruana na Venezuela. Formado nos Estados Unidos e no Brasil, Rodolfo Beltrán já foi condecorado pelo governo brasileiro com a ordem Grã-Cruz da Medalha Cruzeiro do Sul.
Em 2 de novembro de 2009, Zaida levou Dirceu a uma reunião com o então primeiro-ministro do Peru, o político do Partido Aprista Peruano Javier Velásquez Quesquén, ex-presidente do Congresso Nacional. À época, ela prestava serviços à filial peruana da Galvão Engenharia - a empreiteira disse à Justiça que Dirceu esteve em uma reunião com Zaida e autoridades do governo do Peru, em defesa de interesses da empresa. No mesmo período, o marido de Zaida ocupava a diretoria do Agrorural, programa governamental de desenvolvimento produtivo agrário e rural do Ministério da Agricultura, no segundo governo do ex-presidente Alan García. Dirceu já estava com mandato cassado, réu no mensalão e longe do Palácio do Planalto, mas parecia falar em nome do governo brasileiro.
A reunião precedeu uma visita de Estado do ex-presidente Lula, no dia 11 de dezembro daquele ano. No fim do encontro, Dirceu perguntou a Velásquez se Lula não iria ao Peru em breve. Zaida interveio e respondeu que sim, e o premiê Velásquez acrescentou que conversariam sobre a Petrobras. Dirceu fez um sinal positivo com a mão e disse: "Isso é importante".
Na reunião, Dirceu conversou em "portunhol" com o então presidente do Conselho de Ministros sobre o desenvolvimento do Brasil, defendeu a integração tecnológica e disse que o Peru seria a saída "preferencial" que o Brasil buscava para o Pacífico. Ele também afirmou que muitas empresas brasileiras estavam interessadas em investir no país. "Tem muitos empresários brasileiros que querem vir ao Peru", afirmou Dirceu.
"O Lula tem o Peru como prioridade na América do Sul. As relações com Paraguai e Bolívia são de outro tipo porque temos contencioso e temos que apoiar o desenvolvimento desses países. O Peru está em outro nível. E com a Argentina temos problemas e mais problemas porque é natural, são duas economias que competem", diz Dirceu. "Estou à ordem. Basta me convocar que estou sempre à disposição do Peru", despediu-se.
A audiência foi gravada em vídeo e publicada por Zaida em um canal de vídeos na internet. O registro da reunião foi apagado depois que o site de VEJA questionou Zaida sobre sua atuação profissional e seus elos com Dirceu. Ela não respondeu.
No mês seguinte, Lula faria mais um incentivo aos investimentos brasileiros no Peru, inclusive com crédito do BNDES. O ex-presidente palestrou a empresários peruanos e brasileiros, reuniu-se reservadamente com Alan García, e depois com o atual presidente, Ollanta Humala, do Partido Nacionalista Peruano. Lula ainda assinou onze acordos de cooperação com o país andino, na área de transporte aéreo, comércio e energia, como a construção de uma hidrelétrica na fronteira com o Acre. "Os empresários brasileiros, Alan - e tem muitos aqui que você conhece -, sabem que desde 2003 eu tenho feito uma pressão imensa para que eles façam investimento na América do Sul, porque a similaridade que existe entre nós permite extraordinárias oportunidades de investimentos do Peru no Brasil, do Brasil no Peru. Eu poderia pegar a Petrobras, que está aqui, que ainda está investindo pouco no Peru; poderia pegar a Vale do Rio Doce, que está aqui; e as coisas que eu mais discuto com eles é fazer investimento no Peru, produzir coisas no Peru, gerar empregos no Peru e exportar o excedente para o Brasil para que a gente possa equilibrar a balança comercial entre Brasil e Peru", disse Lula.
Buscas - Zaida Sisson foi apontada pelo delator Milton Pascowitch como parceira de negócios de Dirceu no Peru e indicada pelo petista para "atuar na obtenção de contratos para a Engevix". Eles se conheceram durante uma viagem ao país em 2008 com Dirceu, Gerson Almada e José Antonio Sobrinho. Na ocasião, também se reuniram com ministros das Águas, de Energia e com o presidente da Petroperu. O Ministério Público Federal (MPF) afirma que há indícios de lavagem ou ocultação de dinheiro por parte dela. Um endereço em nome de Zaida na Rua Amaral Gurgel, região central de São Paulo, foi alvo de buscas da Lava Jato na segunda-feira. O Ministério Público pediu o bloqueio de bens dela, na quantia de 364.398 reais, referentes a vinte transferências identificadas entre janeiro de 2009 a abril de 2010. "Há evidências de que os serviços contratados pelas empreiteiras da JD não foram realizados. Portanto, há elementos de prova de que Zaida tenha recebido recursos de propina dessas empreiteiras para atuar em favor das empresas no Peru", afirma o MPF.
Zaida recebeu de Dirceu pagamentos que somam ao todo 378.785 reais entre 2008 e 2011, segundo a Receita Federal. Os repasses aparecem em relatório do Fisco na movimentação declarada da JD Assessoria e Consultoria, empresa de Dirceu usada, segundo delatores e investigadores do petrolão, para movimentar propina. Zaida recebeu por meio da Blitz Trading, empresa que abriu em 2003 no Brasil. A empresa tem como principal objeto social a representação comercial, agenciamento de comércio de máquinas, equipamentos, embarcações e aeronaves. A sede é um apartamento em Porto Alegre (RS). Também é sócia da Blitz a filha da consultora, Carol Sisson, estudante de jornalismo e blogueira de moda em São Paulo. Zaida ainda é dona da SC Consultoría, registrada em Lima, capital do Peru.
Por indicação de Dirceu, Zaida foi contratada pela filial peruana da Galvão Engenharia por 5.000 dólares mensais para "analisar aspectos sociológicos e políticos do Peru", prestar assessoria e divulgar o nome da empreiteira em eventos no país. O contrato foi firmado com a SC Consultoría e durou de três anos, segundo a informações da empreiteira, o que daria um pagamento de 180.000 dólares. Ela ajudou a Galvão Engenharia em um contrato com a estatal de águas e esgoto de Lima, Sedapal. A Galvão declarou à Justiça que Zaida "realizou reuniões periódicas com representantes da empresa e ministros da Agricultura [setor em que o marido atuava], com o presidente regional de Tumbes, prospectou projetos de interesse nas áreas de infraestrutura, saneamento e rodovias, sendo que em ao menos uma dessas reuniões José Dirceu esteve presente".


Juiz Sérgio Moro foi sondado para promoção ao TRF4

O juiz federal Sérgio Moro foi sondado para ocupar a próxima vaga de desembargador do Tribunal Regional Federal da 4a. Região, cuja sede fica em Porto Alegre.

Opinião do editor - O governo Sartori precisa, sim, dar uma no cravo e outra na ferradura

Além de tudo, o governo Sartori, ao contrário de Britto e Yeda, que enfrentaram terríveis obstáculos políticos para as mudanças, Sartori trafega num cenário no qual a oposição de esquerda liderada pelo PT está desmoralizada pelo voluntarismo na gestão do governo e da economia, bem como pelos escândalos de corrupção. por isto não conseguindo mais articular-se e nem mobilizar ninguém - nem contra e nem a favor.


O fracasso da greve geral do funcionalismo estadual, segunda-feira, e também a baixíssima adesão aos protestos contra o governo, mais a serenidade com que a sociedade gaúcha enfrentou a anunciada paralisação das forças da segurança pública, demonstram que existem condições objetivas e subjetivas para a implementação de reformas estruturais que mudem de uma vez por todas o estado de descalabro e descontrole do setor público estadual, com ênfase para o Executivo. O povo gaúcho parece suficientemente convencido de que seu governo agonizante puxa-lhe a perna para levá-lo junto para a sepultura.

Apesar disto, a realização de reformas estruturais para que se tornem equilibradas as contas do governo gaúcho de forma sustentada, o que permitirá eficiência nos serviços e a retomada dos investimentos públicos estaduais, não elimina a necessidade da implementação de ações pontuais imediatas para a busca de recursos financeiros, mesmo finitos, capazes de suprir carências básicas do dia a dia.

É o caso de ações como as que recomeçam hoje, no caso as blitzes para a recuperação de IPVAs atrasados. A blitz da semana passada rendeu R$ 45 milhões (veja nota abaixo).

Inscreve-se neste leque de movimentos pontuais, a elevação de 85% para 95% dos valores dos depósitos judiciais passíveis de saque, proposta que conta com o apoio de toda a bancada governista e até da oposiçãso, com ênfase para a bancada do PT. Seriam mais R$ 1 bilhão para sacar este ano.

O governo estadual precisa apenas saber comunicar-se política e socialmente como deve, alternando  abusca de recursos imediatos para suprir o caixa diante de despesas incontornáveis e ações de reformas estruturais que levem ao equilíbrio sustentado das contas públicas.

Cassiá Carpes sai da Fundação de Esportes e Lazer

O ex-deputado Cassiá Carpes demitiu-se da presidência da Fundação de Esportes e Lazer. A saída de Cassiá facilitará a extinção do órgão.

Três delatores vão devolver R$ 247 milhões para a Petrobras. Lava Jato já ultrapassou marca de R$ 1 bilhão recuperados.

Nesta reportagem da Folha de S. Paulo de hoje, Mário Cesar Carvalho e Graciliano Rocha informam que três lobistas investigados pela Operação Lava Jato que fecharam acordo de delação premiada concordaram em devolver R$ 247 milhões à Justiça. Posteriormente, o montante será repassado para a Petrobras, por se tratar de valores desviados em contratos com a estatal. Com esses acordos, a Lava Jato deve ultrapassar a marca de um R$ 1 bilhão recuperados –dos quais, R$ 296 milhões já regressaram para o caixa da Petrobras.

Leia tudo:

Os R$ 247 milhões serão devolvidos pelos lobistas Julio Faerman, Milton Pascowitch e seu irmão José Adolfo Pascowitch.

A maior devolução, de US$ 54 milhões (R$ 187 milhões), será feita por Faerman, que representava os interesses da empresa holandesa SBM junto à Petrobras, fechou um acordo de delação em maio com procuradores do Rio de Janeiro e contou que pagou propina para obter contratos com a estatal.

Os US$ 54 milhões são o segundo maior valor já recuperados nas investigações, só inferior aos US$ 97 milhões (R$ 336 milhões pelo câmbio de ontem) devolvidos pelo ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco.

O dinheiro que Faerman ganhou em contratos com a Petrobras estava escondido em contas na Suíça. Nesta quarta (5), o secretário de Cooperação Internacional Substituto da Procuradoria-Geral da República, Carlos Bruno Ferreira da Silva, se reúne com procuradores suíços, em Lausanne, para acertar detalhes de como será feita a devolução.

A Petrobras estima que todos os contratos que fechou com a empresa holandesa somam US$ 27 bilhões.

Já os irmãos Milton e José Adolfo aceitaram devolver R$ 40 milhões e R$ 20 milhões, respectivamente.

Além de pagar a multa milionária, Milton ficará um ano em prisão domiciliar, com tornozeleira eletrônica, e outro ano em regime aberto. Seu irmão terá de prestar serviços comunitários por dois anos.

A delação e os documentos entregues pelos irmãos Pascowitch foram usados pelos procuradores para pedir a prisão do ex-ministro José Dirceu, decretada pela Justiça nesta segunda (3).

Milton, que representava os interesses da Engevix junto a Dirceu e ao PT, disse que bancou reformas de uma casa e de um apartamento de Dirceu, que pagava o aluguel de aviões e chegou a comprar 50% de um jatinho para ele. Ele também contou que entregou R$ 10 milhões para o PT em dinheiro vivo em 2010.

O advogado de Dirceu, Roberto Podval, diz que os pagamentos feitos por Milton eram referentes a consultorias que o ex-ministro prestou à Engevix.


Por meio de nota, o PT disse que só recebeu doações legais, por meio de transferências bancárias. 

Caso da cassação do deputado dr. Bassegio só será definido em setembro

Depois do depoimento de ontem do deputado Diógenes Bassegio, PDT, a  Subcomissão de Ética da Assembleia terá a partir de agora o prazo de cinco sessões legislativas (aproximadamente duas semanas) para votar pelo arquivamento ou seguimento do processo de cassação do parlamentar. O caso ainda precisa passar pelo crivo da comissões de Ética e de Constituição e Justiça. 

Se houver pedido de cassação do mandato, a medida precisa ser aprovada por maioria absoluta no plenário da Casa. 

O deputado é acusado de ter confiscado salários de seus funcionários e de ter alterado prestações de contas de diárias e uso de combustível. 

Até hoje, não houve cassação de mandato na Assembleia gaúcha.

STJ aceita denúncia por estelionato contra conselheiro do TCE do RS

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) aceitou denúncia por estelionato contra o conselheiro do Tribunal de Contas do Estado do RS, Marco Peixoto, que foi do PP. O processo envolve a suspeita de manutenção de funcionários-fantasma na Assembleia Legislativa.

Chuvas nestas terça e quarta. A partir de quinta, tempo seco e calor no RS.

O dia amanheceu com muitas nuvens no RS, inclusive Porto Alegre, onde neste momento (8h20min) não chove, embora o cenário seja ameaçador. 

O sol deve aparecer em algumas áreas, especialmente do Oeste e do Norte.  

As mínimas do dia oscilarão entre os 13°C em São José dos Ausentes e Bagé. As máximas, por sua vez, podem chegar a 27°C em Uruguaiana. Em Porto Alegre, os termômetros variam entre 16°C e 22°C.


Nesta quarta, a instabilidade atinge o seu pico com chuva em diversas regiões e risco de temporais isolados. A partir de quinta se inicia longa sequência de dias com predomínio do tempo seco e calor que vai se prolongar até a próxima semana. O calor impressionará no fim de semana.

Sartori foi ontem a noite ao STF para evitar intervenção federal no RS

O governador José Ivo Sartori reuniu-se ontem a noite, em Brasília, com os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Teori Zavascki, Luís Roberto Barroso e Celso de Mello.

Na foto ao lado, com Zavascki.

Sartori viajou inesperadamente porque foi informado de que o STF está inclinado a decretar intervenção federal no Estado, tudo a pedido de áreas gaúchas dos servidores estaduais que não receberam seus salários integrais. 

O governador levou junto o procurador-geral do Estado, Euzébio Fernando Ruschel, Sartori, que entregou um memorial com todo o descritivo retratando a situação financeira do Estado.

O que disse o governador, ao sair do encontro:

- A realidade financeira é esta e precisamos ter tolerância e compreensão para vencermos os desafios. É preciso serenidade e tranquilidade para superar este momento difícil. A compreensão da sociedade será fundamental para a superação dessa fase e para permitir que o Estado tenha condições de retomar o desenvolvimento.

Fábrica gaúcha da FCC investe R$ 2 milhões para dobrar a produção ainda este ano

Em meio aos anúncios de crise e queda de faturamento na construção civil, a FCC, fabricante gaúcha da Massa DunDun, anuncia ampliação da produção, depois de ter quase dobrado as vendas em relação ao ano passado.

A FCC informou ontem ao editor que traz boas notícias para a 18ª edição da Feira Internacional de Construção (Construsul), que começa hoje e vai até 8 de agosto nos Pavilhões da Fenac, em Novo Hamburgo, RS. A empresa anunciará durante o evento a ampliação da capacidade produtiva da Massa DunDun, uma massa polimérica destinada ao assentamento de tijolos ou blocos.

O setor da construção civil vive um momento conturbado sem precedentes na história do País, com queda nas vendas, nos lucros, nos empregos. Mas esses números não acontecem na FCC. Ao contrário. A empresa de Campo Bom (RS), responsável pela produção da Massa DunDun, informa que vai dobrar a capacidade de fabricação da massa. 

“As vendas aumentaram 96% de janeiro a junho deste ano”, revela o gerente comercial da área de construção civil da FCC, Fabiano Andrade de Araújo. Esse crescimento e a perspectiva contínua de expansão justificam o investimento de R$ 2 milhões para ampliação da produção. “Estamos dobrando a capacidade da fábrica.”, informa o gerente. Em 2015, a equipe técnica da FCC deve acompanhar a aplicação do produto em mais de um milhão de m² de paredes por todo o Brasil. Esse é o mesmo número que foi acompanhado nos últimos 3 anos somados.

Para Araújo, “os atributos que garantem economia aos construtores, como a dispensa de água, areia, cal e cimento para se assentar a alvenaria, justificam o aumento do uso da Massa DunDun. Além disso, o produto rende três vezes mais que o processo de assentamento com a argamassa convencional”. Por trás dos bons números está o aumento da utilização em grandes obras em todo o país. É o caso, por exemplo, da Equipe Engenharia, de Porto Alegre, que construiu um edifício de 11 pavimentos com a Massa DunDun há dois anos e está erguendo outro de mesmo porte com o massa polimérica na capital gaúcha. “Reduz perdas, desperdícios e aumenta o rendimento e a agilidade no processo”, destaca o arquiteto Tonicler Flores Bolzan, responsável pela obra. “Com a utilização da massa, diminuímos o tempo de construção em um a dois meses em relação ao período que seria necessário para erguer o mesmo edifício com argamassa convencional”, compara Bolzan.

Com embalagem de 3 kg, que pode ser aplicada diretamente, e também de 15 kg, que utiliza uma pistola aplicadora, a FCC também viu crescer sua utilização em pequenas obras, graças ao aumento de vendas no varejo de materiais de construção e a ações de capacitação. O gerente de compras da loja Zona Nova Center Construção, de Capão da Canoa (RS), integrante da Redemac, Ezequiel Guerreiro da Luz, relata que foram realizados dois eventos voltados para pedreiros e construtores da região. “Com os cursos promovidos pela FCC, mostramos que é possível fazer um assentamento rápido e limpo. Podemos fazer até uma reforma com os móveis em casa”, ressalta. Outra vantagem é a economia. “Enquanto são necessários uma betoneira e dois profissionais para uma obra com argamassa convencional, com a Massa DunDun basta uma pessoa com uma embalagem plástica ou aplicador”, exemplifica o gerente.

Artigo, Waldo Luís Viana - Propensão genética para roubar

“Só existem dois grupos em verdadeira lutam no Brasil: os que estão roubando e os que querem roubar.”
Tenório Cavalcanti

Michel Foucault, célebre pensador, filósofo e médico-psiquiatra francês revolucionou a década de 70, do século passado, afirmando que, afora a demência, todas as doenças mentais são conseqüência de pontos de vista culturais vigentes na sociedade em certo momento histórico.

Haja vista a homossexualidade, classificada na década de 50 como doença, incluída no Catálogo Internacional da ONU, e hoje percebida como um comportamento agradável e até motivo de orgulho pelos praticantes, chegados e participantes. Esse movimento acompanha, como repetição ou farsa, os costumes da Grécia antiga, que, no século V aC.,  apoiavam a homossexualidade como comportamento socialmente aceito, assim como o materialismo e a idolatria de diversos deuses, ditos “olímpicos”.

No Brasil, ganha corpo uma legislação para incorporar a homossexualidade como comportamento aceito e o repúdio, incluído como delito penal, da homofobia. Só falta uma lei que nos obrigue à prática, contrariando as célebres disposições do Deuteronômio.

Em nosso país, por outro lado, sempre aceitamos o ladrão famoso e rico, o ladrão das elites, como digno de admiração silenciosa e até de elogios cochichados. O honesto subjugado, ou seja, aquele que mesmo que deseje, jamais consegue roubar, por medo ou incompetência, sempre admirou a capacidade crítica dos rompedores, dos grandes vigaristas que desafiam as leis caretas e se lançam em enormes tacadas, com suas malas pretas, estilo 007. Os pequeno- burgueses ufanam-se dos protagonistas, transgressores das leis, formadores de quadrilhas, até então inexpugnáveis.

Por outro lado, os brasileiros acham insuportável aquela rama da sociedade que furta galinhas ou pedaços de queijo, os ignorantes que praticam pequenos delitos, seja por fome, pobreza ou falta de instrução: esses recebem o opróbrio público pela ausência completa de “savoir-faire” e abarrotam as Varas criminais, enchendo o saco dos atarefados juízes, que sempre têm mais o que fazer. Resultado: essa escumalha abarrota as penitenciárias de negros, pardos e pobres, traçando o perfil dos apenados, como uma escória sem voz nem vez.

Os heróis, por conseguinte, estão na outra ponta ou no vértice da pirâmide social. Sua malandragem é socialmente aceita e muito admirada. Grana no exterior, tacadas na bolsa, operações de caixa 2, superfaturamento em obras públicas, contas em paraísos fiscais, empresas de fachadas para “esquentar” dinheiro, laranjas abonados com imóveis e fazendas, comissões do tráfico de drogas e de armas, subornos a políticos e juízes – enfim, há um séquito incontável de bueiros por onde escorre o dinheiro sujo, objeto da secreta admiração de numerosos brasileiros.

Essa disposição psicológica, porém, vem arrefecendo culturalmente por dois motivos: o aparecimento da Internet e o fortalecimento da cidadania através de franquias democráticas. Hoje, a polícia federal, que é uma entidade de investigação digital, pode pegar os grandes ladrões pela gola e o imposto de renda pode seguir, se quiser, os sinais exteriores de riqueza, como já faz o seu congênere norte-americano há mais de cinqüenta anos.

No entanto, sobra uma peninha nessa discussão: como conceber que pessoas ricas, abonadas às vezes de berço, tentem se locupletar com mais dinheiro e bens, exibindo aquela velha mentalidade de que meter a mão no dinheiro público não é pecado, porque “ele não é de ninguém”?

Tal elite patrimonialista e atrasada poderia sofrer o julgamento reverso às considerações de Foucault, no passado. De admirados personagens, esses donatários da corrupção seriam classificados como indivíduos geneticamente perturbados por afecção patológica, catalogável internacionalmente. Não que isso os eximisse de culpa ou de cadeia. Mas seria um avanço técnológico para a compreensão forense desses comportamentos delituosos, típicos de certos empresários e políticos.

Aliás, com as instâncias recursais permitidas pelo nosso Código de Processo Penal, somadas à belíssima figura constitucional da presunção da inocência, que  só favorece os delinquentes ricos ou os executores de crimes hediondos, muitos escapam das malhas da lei e só são condenados quando as penas já estão prescritas ou quando o próprio criminoso já morreu, tornando a execução da pena uma tarefa completamente paranormal.

 A propensão genética para furtar ou roubar não está adstrita apenas à cleptomania, que afeta indistintamente, como doença, até personagens de boa reputação. É uma tendência mais profunda que deveria ser estudada, de modo mais atento, nesse país, em que os grandes tubarões têm necessidade de engolir grandes quantias, formando quadrilhas e lobbies cujos vestígios agora aparecem na insegurança das brechas deixadas pela informática.

 Os grandes ladrões não atiram, são documentalistas e internautas, empregam centenas de pessoas que nem desconfiam de suas atividades e até cumprem, de fachada, belos papéis sociais. Fico pensando como deve ser duro para um juiz, de causas cíveis, ganhando menos de 30 mil reais ao mês, julgando causas de 200 milhões de dólares de réus louros, de olhos azuis, sorridentes e confiantes à esperada das sentenças. Tais magistrados são torturados, porque são funcionários de Estado sem participação nos lucros ou qualquer comissão pelas sentenças. Como a Justiça sempre ganha, no processo acusatório, seja de uma parte ou de outra, o dinheiro das causas reverte para palácios suntuosos, olhados de longe pelo povo admirado que, quase sempre neles não entram.

Sou, por conseguinte, inteiramente favorável a que os juízes, desde a primeira instância, recebam comissões sobre as sentenças, a partir de certo patamar e do grau de morbidade das causas, incluindo aí as consequências sociais e exemplares dos delitos e que os médicos forenses possam avaliar neurológica e psicologicamente o comportamento de nossos delinquentes milionários, a fim de ofertar ao mundo uma contribuição brasileira para a mitigação de uma doença tipicamente nacional: a nossa velha propensão genética para roubar e se apropriar, alegremente, do que é alheio.


* Waldo Luís Viana é escritor, economista, 

Artigo, Roberto Rachewsky, Zero Hora - O Rio Grande tem chance

Estamos assistindo o governo do Rio Grande do Sul entrar em colapso por sua própria inaptidão.
Governos não são afeitos à eficiência. Sua existência não depende de sua competência, mas de sua capacidade de extrair recursos dos indivíduos, através do uso da coerção.
Não se enganem. Pagamos impostos porque somos coagidos a fazê-lo.
Estamos muito longe de termos um governo limitado à defesa da vida, da liberdade e da propriedade individual. Podemos até imaginar um aparato estatal financiado voluntariamente. Imaginem a polícia e a Justiça sendo sustentadas, exclusivamente, pelas custas judiciais ou por taxas pagas por serviços prestados. Não seria ideal?
É óbvio, que os problemas do governo devem ser analisados e soluções devem ser implementadas. Sem nenhuma dúvida, o governo precisa ajustar-se, enfatizo. Urge reduzir seu tamanho, priorizando suas funções originais, que lhe são inerentes e para as quais é insubstituível.
Privatizar setores cruciais para a sociedade, como educação, saúde, previdência, infraestrutura, saneamento, fornecimento de energia e água, entre tantos outros, é imprescindível. Não apenas para melhorar a qualidade e reduzir o custo dos serviços prestados à população, mas, principalmente, para desarmar a teia de aranha do coletivismo estatista, que nos envolve e nos imobiliza cada vez mais.
O mais grave de todos os problemas causados pelo governo é o da intervenção violenta, que impede o livre-mercado de promover o desenvolvimento econômico e social, criando e distribuindo riquezas de forma constante, crescente e concomitante.
Somente um mercado livre da violência, fundado sobre instituições que protejam os direitos individuais, é capaz de permitir a criação e a distribuição de riqueza suficiente para sustentar governos ineficientes.
A regulação e a taxação asfixiantes vêm, silenciosamente, há muito tempo, inviabilizando o esforço empreendedor, de quem quer aqui se estabelecer para inovar, investir, produzir e comerciar.
O governo deve estar a serviço dos indivíduos em uma sociedade, protegendo-os da violência, permitindo-os que ajam com liberdade e confiança para perseguir seus propósitos de forma racional, cooperando uns com os outros, na busca da felicidade que cada um almeja.
Conseguiremos solucionar os problemas do governo quando formos livres para resolver os nossos próprios problemas."

- O artigo acima é de Roberto Rachewsky. Ele foi publicado pelo jornal Zero Hora. 

Veja este hangout: "A saúde por um fio - o extermínio de uma Nação"

Assista este hangout sobre a saúde no Brasil, intitulado "A vida por um fio - o extermínio de uma Nação". 

CLIQUE AQUI para ver e ouvir. 

- Se você quiser entender melhor o que é hangout, CLIQUE AQUI. O texto é da Wikipedia, muito curto e elucidativo. 

Ex-presidente da Câmara e ex-secretário da Smam, o vereador professor Garcia sofre AVC em Porto Alegre

O ex-presidente da Câmara, ex-secretário da Smam e atual vereador do PMDB, professor Garcia, sofreu ontem um Acidente Vascular Cerebral, um AVC, e foi internado imediatamente no Hospital Mãe de Deus.

Ele está na CTI do hospital de Porto Alegre.

A informação foi passada esta madrugada no Facebook da equipe do vereador.

O Mâe de Deus ainda não emitiu nenhum boletim para informar sobre o estado de saúde do vereador, que é da base aliada do prefeito José Fortunati.

Ao lado é reproduzida a página com a informação, que não entra em detalhes.

A Câmara de Vereadores estava em recesso até ontem, como os demais legislativos brasileiros, mas já retomou os trabalhos.

Os colegas do vereador do PMDB não conhecem detalhes do que aconteceu.
https://api.clevernt.com/e46a5348-350f-11ee-9cb4-cabfa2a5a2de/https://api.clevernt.com/e46a5348-350f-11ee-9cb4-cabfa2a5a2de/