Banrisul opera com lentidão no acerto entre Cotrijuí e Northstar. Dinheiro americano só depende de abertura de conta no RS.

Depende apenas de o Banrisul agilizar a abertura de uma conta em nome da Cotrijuí para que chegue ao Estado a primeira das 12 parcelas que a plataforma de negócios Northstar Capital Partners LLC irá repassar à cooperativa, no valor de R$ 440 milhões, para a aquisição, pelos próximos dez anos, de parte de sua produção de grãos e produtos beneficiados;

O alerta é do representante e procurador da empresa norte-americana para a América Latina, o advogado Marco Antônio Floriano Bittencourt, que falou esta tarde com o editor. 

Os investidores estão aflitos com a demora do banco estatal em concretizar sua parte na negociação, que já conta com o aval do Banco Central.

Cotrijuí reúne-se com Feltes para acertar dívida fiscal de R$ 80 milhões

Será no final desta semana, em data a ser confirmada (dia 7 ou 8) a reunião entre os dirigentes da Cotrijuí com o secretário da Fazenda, Giovani Feltes, para que seja regularizado o débito que a cooperativa tem com o Estado, em impostos atrasados, no valor de R$ 80 milhões. 

A dívida será acertada tão logo cheguem os primeiros valores da Northstar.

Deputado Marcel van Hattem propõe PEC que exige plebiscito para criar novas estatais no RS

O deputado estadual Marcel van Hattem protocolou nesta semana uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) com o objetivo de evitar o inchaço da máquina pública. A PEC acrescenta dois parágrafos ao artigo 22 da Constituição Estadual do Rio Grande do Sul, os quais preveem que, para a criação de qualquer empresa estatal, deverá haver plebiscito. Ademais, qualquer projeto que propuser a criação de nova empresa estatal deverá estar acompanhado de estudo de impacto orçamentário-financeiro, indicando o investimento do Estado e a origem do recurso a ser investido.


“Existe a obrigatoriedade de consulta popular via plebiscito para encerramento das atividades ou privatização de certas empresas estatais no Rio Grande do Sul. No entanto, sem a correspondente exigência também para a criação de novas empresas públicas, há um desequilíbrio no regramento da matéria”, justificou Marcel van Hattem.

Entrevista, Alceu Moreira, PMDB do RS - PT e CUT querem salvar Lula, mesmo que isto custe a cabeça de Dilma

ENTREVISTA
Alceu Moreira, deputado PMDB do RS

O PMDB decidiu esta manhã que só votará o ajuste fiscal se a bancada do PT fechar questão e o Partido desautorizar Lula. É isto ?
Sim, mas ainda assim isto não sairá agora.

Lula e o PT estão desestabilizando o governo Dilma de modo consciente ou isto tudo é combinado ?
PT e CUT querem salvaguardar a imagem de Lula como líder dos trabalhadores, nem que para isto tenham que fazer campanha de rua contra as medidas que o próprio governo deles propõe para ajustar as contas do governo e as condições da economia.

Portanto, Dilma que se vire ?
É a lógica deles. Essa gente pensa que nos engana, mas estão bem enganados. Eles não enganam mais ninguém.

E Dilma, poderá renunciar ?
Isolada, sem o PT e sem o nosso apoio, o que restará para ela ?

Entrevista, Darcisio Perondi - Só votaremos o ajuste se a bancada do PT fechar questão e o Partido desautorizar a fala de Lula na TV

ENTREVISTA
Deputado Darcisio Perondi, PMDB do RS

A votação do ajuste fiscal estava agendada para ontem a noite, mas não ocorreu. O que houve ?
O presidente Eduardo Cunha inverteu a pauta e votamos a PEC da Bengala. O que houve é que constatamos que a bancada de deputdados do PT tinha resolvido fazer corpo mole e uma boa parte iria se ausentar para não votar;Eles queriam transferir os ônus para nós e ficar com os bônus.

Mas o PMDB votaria a favor ?
Tabulei os votos e percebi que pouquíssimos de nós votariam contra o ajuste. Temos responsabilidade. Não se trata de Dilma e nem de Partidos, porque é a estabilização da economia e a pacificação política que estão em jogo. Acontece que a bancada do PT não fechou questão e iria trair.

E agora ?
Estamos desgostosos e contrariados. Não vamos votar. Esta manhã, com os líderes, dissemos isto ao Michel Temer. As 11h, nosso líder comunicou ao governo que só votará se a bancada do PT fechar questão e o diretório nacional do PT tirar nota desautorizando a fala de ontem a noite do Lula.

Se não fizerem ?
Vamos derrubar o ajuste. Dilma, Lula e PT nos demonizam no caso da terceirização, mas agora o Lula vai para a TV e nos deixa muito mal. E isto que o beneficiário é o governo dele.

Derrotado o ajuste, o que acontecerá ?
Dilma só terá o caminho da renúncia.

Artigo, Ricardo Noblat, O Globo - Governo Dilma amarga um dia infernal.

Foi ontem o pior dos dias até agora do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff.

Está bem, exagero. Certamente foi um dos piores dias.

O que o governo amargou em menos de 12 horas:

1. Foi adiado o início da votação das Medidas Provisórias 665 e 665 do ajuste fiscal;

2. O PMDB anunciou que não tem mais compromisso de aprovar o ajuste devido à posição do PT;

3. Por sua vez, o PT recusou-se a garantir os votos dos seus 64 deputados para aprovação do ajuste;

4. A Câmara aprovou em definitivo a Proposta de Emenda à Constituição conhecida como PEC da Bengala, que aumenta a idade limite da aposentadoria compulsória de 70 para 75 anos no caso de ministros de tribunais superiores. Com isso, Dilma perderá a chance de indicar cinco novos ministros do Supremo Tribunal Federal e, pelo menos, mais 15 de outros tribunais;

5. Um ruidoso panelaço recepcionou em 18 capitais o programa de propaganda eleitoral do PT no rádio e na televisão;

6. Na CPI da Petrobras, Paulo Roberto Costa, ex-diretor da empresa, disse que dinheiro da corrupção alimentou a campanha de Dilma em 2010. Apontou a política do governo de defasagem do preço dos derivados como principal responsável pelo prejuízo de R$ 60 bilhões da Petrobras;

7. Em depoimento à Justiça Federal do Paraná, Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras, revelou que foi convidado para o cargo pelo então presidente Lula e sua ministra das Minas e Energia, Dilma. Negou que o PMDB tivesse tido algo a ver com isso;

8. Este ano, , segundo admitiu a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (ANFAVEA), cerca de 35 mil a 40 mil empregos serão extintos na indústria automobilística, que atravessa uma de suas piores crises.


Banco do Brasil financiou Porshe para amante de Bendine, atual presidente da Petrobrás

A socialite Val Marchiori, amiga do presidente da Petrobras, Aldemir Bendine, obteve autorização do Banco do Brasil –quando o executivo presidia a instituição– para usar parte de um financiamento de caminhões para comprar um carro de luxo.

A reportagem é da Folha de S. Paulo de hoje. Leia tudo:

Conforme a Folha revelou, o BB driblou regras internas para
conceder R$ 2,79 milhões à Torke Empreendimentos, empresa registrada em São Paulo pela socialite.

Os recursos, do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), eram subsidiados pelo governo a juros de 4% ao ano.

Em abril de 2013, o BB aprovou limite de crédito de R$ 3 milhões para a Torke para a compra de cinco caminhões. Em agosto, o BB liberou o dinheiro, mas o valor da aquisição ficou abaixo do limite, em R$ 2,79 milhões.

Segundo documentos obtidos pela Folha, meses depois, Marchiori pediu para ampliar e usar o valor restante do limite de crédito, em torno de R$ 200 mil, para comprar um carro de passeio.

Em fevereiro de 2014, o BB aprovou o pedido, e a socialite comprou um Porsche Cayenne S 2014 branco, avaliado em R$ 400 mil. Apenas o IPVA deste ano ficou em R$ 14.114.

Segundo a Folha apurou, o BB não costuma autorizar o uso de "sobras" de limite de crédito para finalidades distintas do objeto do financiamento. Nesse caso, a socialite poderia comprar outro caminhão ou peças de reposição, por exemplo, mas não um automóvel de passeio.

Procurado, o BB se recusou a responder a uma série de perguntas encaminhadas. O banco não informou qual foi a linha de crédito usada, a taxa de juros e nem se financiou o valor total do veículo.

O banco disse que o financiamento não empregou recursos do BNDES e que a empresa de Marchiori opera com o BB "nas linhas necessárias para condução dos seus negócios". O Porsche, contudo, é usado para fins pessoais.

LUXO E RIQUEZA

A socialite exibe seus carros como símbolos de luxo e riqueza. Em entrevista ao site iG, ela disse que é "mais fácil chorar" no seu "Porsche do que num Fusca". A Folha fotografou Val dirigindo o automóvel, na tarde de segunda-feira (4), pelos Jardins, bairro nobre de São Paulo.

Erica de Lima Silva, uma das analistas do BB que avaliou a operação, constatou que havia restrições para a concessão do crédito para a Torke. Em um dos relatórios da operação, ela fez a ressalva, mas mesmo assim opinou pela liberação dos recursos.

A operação é alvo de inquérito da Polícia Federal, aberto a pedido do Ministério Público Federal em São Paulo.

Bendine e Val são amigos. A socialite hospedou-se no mesmo hotel em que ele duas vezes, durante missões oficiais do BB. Uma na Argentina, e outra no Copacabana Palace, no Rio, ambas em abril de 2010. Bendine disse que a estadia nos mesmos hotéis, nas mesmas datas, foram somente coincidências.


Teori Zavascki autoriza devassa no gabinete do presidente da Câmara, Eduardo Cunha. Caso tem a ver com Lava Jato.

O jornal O Estado de S. Paulo de hoje informa que o ministro Teori Zavascki, do Supremo Tribunal Federal, autorizou esta semana que um oficial de Justiça fosse ao gabinete do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), para apreender um documento que pode trazer novos indícios de que o parlamentar foi beneficiado com recursos desviados da Petrobras.

A autorização é parte das diligências solicitadas pela Procuradoria-Geral da República. Cunha está entre os 50 investigados pela Procuradoria com inquéritos abertos no Supremo.

Pessoas próximas às investigações informaram ao jornal "O Estado de S. Paulo" que um oficial foi destacado anteontem para cumprir o pedido no gabinete do deputado. A autorização foi assinada por Zavascki, que é relator da Lava Jato no STF, após pedido do procurador-geral da República, Rodrigo Janot.

O que fundamenta o pedido é o fato de a Procuradoria ter tomado conhecimento da existência de um documento no gabinete de Cunha que poderia comprovar que partiu dele a participação em dois requerimentos que podem reforçar indícios contra o presidente da Câmara.

Procurada, a assessoria da presidência da Casa nega que um oficial de Justiça tenha estado no gabinete para cumprir a ordem de apreensão.

Os dois requerimentos foram feitos na Câmara em 2011 e oficialmente são de autoria da ex-deputada federal Solange Almeida (PMDB-RJ), hoje prefeita da cidade de Rio Bonito, no Estado do Rio de Janeiro.

Investigadores suspeitam que as representações tenham sido arquitetadas por Cunha, com base em depoimento do doleiro Alberto Youssef, um dos delatores da Lava Jato.

De acordo com o delator, o presidente da Câmara seria um dos beneficiários das propinas vindas do esquema envolvendo um contrato de aluguel de um navio-plataforma das empresas Samsung e Mitsui.

Ele teria encomendado os pedidos de auditoria dos contratos entre Mitsui, Samsung e Petrobras como uma "ameaça", após o pagamento de propina ter sido suspenso.

Cunha tem negado qualquer relação com o esquema de corrupção e desvios investigados pela Lava Jato.

Depoimento
Em depoimento prestado à Polícia Federal, no âmbito das investigações, Solange diz que "não se lembra" das motivações que a fizeram assinar os requerimentos apresentados à comissão - ela afirma que o tema de tal requerimento envolvendo a Petrobras "não se inseria em suas pautas de atuação parlamentar".Disse ainda que "suas pautas principais eram a saúde pública, havendo fundado a frente parlamentar em defesa dos hospitais universitários". A prefeita de Rio Bonito nega ainda que Cunha tenha pedido que ela formulasse o requerimento sobre a Petrobras e diz não se recordar de que o parlamentar tenha falado com algum outro congressista sobre a elaboração do requerimento. As informações são do jornal "O Estado de S. Paulo".

Produção industrial despencou 4,7% em março. Brasil volta apressado aos tempos do Brasil Colônia.

Quando considerada uma série de 12 meses terminados em março, a produção industrial brasileira teve queda de 4,7%, a maior nesse tipo de comparação desde janeiro de 2010, que foi de 4,8%.

Os resultados foram divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas) na manhã desta quarta-feira (6).

Os números mostram que a indústria começou o ano com desempenho pior do que no início de 2014. No primeiro trimestre deste ano, a queda acumulada foi de 5,9%. No ano passado, a baixa foi de 0,4%.

Apenas no mês de março comparado com o mês anterior, a queda foi de 0,8%. Em fevereiro, a produção industrial do país teve queda de 0,9% na série livre de influências sazonais.

Para esse período, o centro (mediana) da expectativa de 25 projeções ouvidas em pesquisa da agência Reuters era de que a produção caísse 0,7% em março sobre o mês anterior.


Em relação a março de 2014, o setor registrou uma retração de 3,5%.

Deputada Stela Farias confessa na Assembléia que ela e o PT não são sérios

A deputada Stela Farias, ex-prefeita de Alvorada, RS, notabilizada pelo protagonismo que teve na oposição ao governo Yeda Crusius, continua polemizando na Assembléia, muito embora com menor repercussão, já que representa os interesses do governo Dilma Roussef e do seu Partido, o PT.

A deputada tem sido acusada pela falta de seriedade na luta política.

No video a seguir, tomado durante debate realizado na própria Assembléia, a deputada reconheceu que não é séria e que seu Partido, o PT, também não é sério.

Leiam a declaração dela, agastada com acusações que tinha acabado de receber:

- Se é para fazer a luta política sem seriedade, nós faremos isto, porque nós sabemos fazer luta política em seriedade.

A confissão não pegou ninguém de surpresa.

CLIQUE AQUI para ver e ouvir.

Depois do Fies, chegou a vez do esvaziamento do Pronatec

Depois do Fies, também o Pronatec claudica em todo o Brasil. No RS, o Pronatec não abrirá nenhum curso novo.

Dilma usou Fies e Pronatec como cavalos de batalha durante sua campanha eleitoral.

Era puro 171.

Zaffari avisa que não vai comprar o Estádio Olímpico

Apesar de toda a boataria existente no mercado gaúcho de imóveis, o grupo Zaffari garante que naõ está nos seus planos comprar o Estádio Olímpico.

Os boatos começaram depois que ganhou publicidade a aquisição do Estádio Brinco de Ouro da Princesa, Campinas.

Comissão aprova MP que limita pagamento de pensão por morte

A comissão especial criada para analisar a MP 664, que restringe o acesso ao benefício da pensão por morte, aprovou nesta terça-feira o relatório do deputado Carlos Zarattini (PT-SP) que limita o pagamento de pensão por morte.

O texto seguirá agora para o plenário da Câmara, onde deve ser votado ainda nesta semana.

Antes da edição da MP, não era exigido tempo mínimo de contribuição para que os dependentes tivessem direito ao benefício, mas era necessário que, na data da morte, o segurado estivesse contribuindo para a Previdência Social. Nesta terça, a comissão especial determinou que os cônjuges só poderão requerer pensão por morte do companheiro se o tempo de união estável ou casamento for de mais de dois anos e o segurado tiver contribuído para o INSS por, no mínimo, um ano e meio. O texto original do governo previa, para a concessão do benefício, dois anos de união e dois anos de contribuição.

Além disso, quando o tempo de casamento ou de contribuição forem inferiores ao necessário para se ter o benefício, o cônjuge terá ainda assim direito a uma pensão, mas somente durante quatro meses. O texto original não previa a concessão desse benefício temporário.

O relatório de Zarattini também derruba o artigo da MP que reduzia pela metade o valor das pensões por morte. Com isso, mesmo se a MP for aprovada, o benefício pago pela Previdência Social aos pensionistas continuará sendo o valor da aposentadoria que o segurado recebia ou teria direito a receber se estivesse aposentado por invalidez na data da morte.

Do texto original enviado pelo Palácio do Planalto ao Legislativo, foram mantidas intactas apenas as mudanças previstas na concessão do auxílio-doença. Atualmente, o benefício é pago pelo Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS) ao trabalhador que ficar mais de 15 dias afastado das atividades.

Com a MP, o prazo de afastamento para que a responsabilidade do pagamento do salário passe do empregador para o INSS será de 30 dias. Durante esse período, a empresa será obrigada a bancar o salário integral do funcionário. Se o afastamento durar mais de um mês, a Previdência passará a pagar o auxílio-doença, que é equivalente à média das últimas 12 contribuições do segurado.
saiba mais

Editada em dezembro de 2014, junto com a MP 665, que altera regras para obter seguro-desemprego, a MP 664 é apontada pelo governo como indispensável para reequilibrar as contas da União.
No entanto, parlamentares da oposição e parte da base aliada temem que as duas MPs representem retrocesso nos direitos trabalhistas. Embora Zarattini tenha feito alterações no texto original para amenizar o impacto, deputados e sindicalistas presentes à sessão da comissão especial criticaram a proposta.

“A vaca tossiu em dezembro de 2014 e continua tossindo. É lamentável que o povo brasileiro, ao votar em outubro do ano passado, tenha sofrido um estelionato eleitoral. Como que uma presidente do Partido dos Trabalhadores entra num processo de retirar direitos dos trabalhadores?”, criticou o deputado Pauderney Avelino (DEM-AM), em referência à promessa da presidente Dilma Rousseff durante a campanha de que não mexeria em direitos dos trabalhadores “nem que a vaca tussa”.
Para o relator da MP 664, as alterações feitas ao projeto original protegem os trabalhadores, ao mesmo tempo em que “corrigem” distorções e pagamentos excessivos por parte da Previdência. “O relatório resolve muitas das críticas feitas pela Central Única dos Trabalhadores.”

Segundo Zarattini, essas alterações no tempo de contribuição vão representar uma diminuição de R$ 755 milhões na economia que o governo pretendia fazer com a medida provisória. As demais modificações no texto ainda não tiveram impacto calculado, conforme o relator.

Ao anunciar a edição da MP, em dezembro de 2014, o ministro do Planejamento, Nelson Barbosa, disse que os ajustes significariam uma economia de R$ 18 bilhões por ano, a partir de 2015.
Valor das pensões

Em seu relatório, Zarattini também alterou a tabela de duração das pensões aos cônjuges, fixando como base a idade, e não a expectativa de vida dos pensionistas, da seguinte forma:

- 3 anos de pensão para cônjuges com menos de 21 anos de idade
- 6 anos de pensão para cônjuge com idade entre 21 e 26 anos
- 10 anos de pensão para cônjuge com idade e entre 27 e 29 anos
- 15 anos de pensão para cônjuge com idade entre 30 e 40 anos
- 20 anos de pensão para cônjuge entre 41 e 43 anos
- Pensão vitalícia para cônjuge  com mais de 44 anos

Conforme o texto aprovado pela comissão, perderá o direito à pensão o dependente que for condenado, com trânsito em julgado, por crime que tenha resultado na morte do segurado.

Fator previdenciário
O relator da MP 664 não incorporou ao texto o teor de três emendas apresentadas à comissão que derrubavam ou alteravam o fator previdenciário, cálculo utilizado pela Previdência para a concessão de aposentadoria. A fórmula, criada no governo Fernando Henrique Cardoso (1995-2002), leva em conta a idade, o tempo de contribuição, a expectativa de sobrevida e a média dos 80% maiores salários de contribuição desde 1994.
Segundo Zarattini, essas propostas de mudança no favor previdenciário deverão ser discutidas em plenário, pois contam com apoio de parcela da base aliada e do PT.
“Acredito que podemos avançar no texto, na discussão em plenário. Ainda teremos a discussão, inclusive, sobre o fator previdenciário”, enfatizou.
Apesar de contar com o apoio de parte da bancada do PT, a proposta de derrubada do fator contraria o governo já que aumentaria o rombo na Previdência Social em um momento em que a equipe econômica tenta reduzir gastos públicos.
Na prática, o fator previdenciário reduz o valor do benefício de quem se aposenta por tempo de contribuição antes de atingir 65 anos, no caso de homens, ou 60, de mulheres). O tempo mínimo de contribuição para aposentadoria é de 35 anos para homens e de 30, para mulheres.
O fim do fator foi aprovado, em 2010, na Câmara dos Deputados, em uma das maiores derrotas do governo Lula no Congresso. A decisão dos parlamentares, no entanto, acabou vetada pelo então presidente da República.


Só reunião e discurso não resolverão a situação da segurança pública em Porto Alegre

O prefeito José Fortunati e o vice, Sebastião Melo, irão nesta sexta-feiras ao gabinete do secretário da Seguranças, Wantuir Jacini, para cobrar mais policiamento na capital.

O editor conversou cm Sebastião Melo esta manhã. Ele disse que a reunião terá pauta aberta, para examinar de que modo os governos federal, estadual e municipal podem alavancar medidas para garantir mais segurança para a população. "A pauta da segurança tem se imposto até sobre pautas locais nas reuniões que temos com a comunidade", disse o vice-prefeito ao editor.

A ida ao secretário para apelar por mais segurança em Porto Alegre vai funcionar mais como gesto político do que como caminho para soluções, porque o governo estadual já anunciou claramente contingenciamentos ferozes nas verbas para todos os setores, inclusive segurança, e vai apertar mais. O governo trabalha com déficit de R$ 5,4 bilhões para este ano, prepara medidas de ajustes pesadíssimas, e portanto não fará nada melhor do que já faz.

Isto tudo significa que a prefeitura de Porto Alegre e as prefeituras que como ela estiverem em situação financeira melhor, terão que ajudar.

Uma das formas de ajudar é garantir combustível para os carros da Brigada saírem das garagens e efetuarem o policiamento ostensivo com mais intensidade.

A prefeitura também pode encorpar e botar a guarda municipal na rua, mobilizando além disto a população e as entidades representativas da sociedade para ajudar.

Corsan lucrou R$ 232,7 milhões em 2014

A Corsan, maior empresa gaúcha de saneamento, registrou receita de R$ 2,2 bilhões no ano passado, apurando lucro líquido de R$ 232,7 milhões. A empresa opera em 320 municípios.

O balanço da estatal foi publicado hoje.

Hospitais interrompem atendimentos via SUS no RS

Os problemas decorrentes de cortes e valores defasados do SUS não atingem apenas a emergência do Instituto do Coração, caso denunciado ontem pelo editor, porque atingem com gravidade os hospitais de 220 municípios do RS. Todos eles farão protestos nesta quarta-feira.

As Santas Casas e os hospitais filantrópicos são os mais atingidos.

O SUS é administrado pelo governo Dilma, do PT.

Os maiores problemas começaram em outubro, portanto há oito meses.

Só as 245 instituições sem fins lucrativos gaúchas deixaram de receber R$ 207 milhões. Elas respondem por 75% do atendimento via SUS do Estado.

Em dezenas de municípios, cirurgias eletivas em áreas como traumatologia e oncologia foram suspensos.

Marcha dos Prefeitos a Brasília sairá no dia 25

A Marcha dos Prefeitos a Brasília está agendada para o dia 25.

Cpers mente, intriga e força a mão para justificar greve impopular dos professores

A foto ao lado é de Luiz Chaves, Palácio Piratini. Ela registra o assédio dos sindicalistas do Cpers, com destaque para o ativista da CUT, aparelho do PT. Cpers e CUT fizeram campanha aberta por Tarso, promoveram situações de constrangimento para Sartori e foram amplamente derrotados, mas agora forçam um terceiro turno. -


O Cpers aproveitou ontem uma curta troca de farpas com o governador Ivo Sartori para tentar intrigá-lo com os professores e ampliar o caldo de cultura para a greve geral que cozinha em fogo brando. O caso aconteceu quando o governador saía da Rádio Guaíba e encontrou um grupo de lideranças sindicais, muitos deles com a logomarca da CUT nas camisas, muito embora o Cpers tenha se desfiliado da CUT. 

Conta o Cpers que instado a falar sobre o caso do Paraná, Sartori teria dito:

— Tudo bem, vocês sempre têm razão, né?

O governo tem outra versão, porque Sartori teria dito:

— Vocês sabem quem sou e de onde venho.

Quem conhece o Cpers e Sartori, vai perceber claramente quem está mentindo.

No Paraná, o sindicato dos professores, açulados pelo PT, forçou a mão, contratou mascarados para atacar a polícia e conseguiu as vítimas que queria. 

Nesta sexta-feira, expira o prazo concedido pelo Cpers ao governo para a apresentação de uma proposta de reajuste salarial. No dia, o sindicato fará um ato para "acordar" o governador. Os docentes estão sendo orientados a promover um "sinetaço" de um minuto nas escolas. O Cpers promete iniciar a formatação de uma greve com a base da categoria se o Piratini não cumprir as reivindicações. A cúpula do governo afirma que o Estado não tem condições financeiras de propor aumento aos professores.

Agora, é tratar de barrar Fachin para o STF

Ao aprovar a PEC da Bengala e com isto evitar que o governo do PT aparelhe completamente o STF, a bola da vez ficará no campo do Senado.

Caberá ao Senado evitar que Luiz Fachin seja aprovado para o Supremo.

O advogado paranaense indicado por Dilma é alinhado com o MST, os movimentos LGTB e o PT, o que significa que no cargo de ministro do STF ele será algoz de deputados e senadores, fazendo o jogo do governo.

Leia nota abaixo.

Câmara aprova a PEC da Bengala. Governo do PT não pode mais aparelhar o STF.

Eduardo Cunha e o PMDB impuseram nova derrota acachapante ao governo e ao PT. Dilma deixará de nomear 5 novos ministros. 

Segundo release enviado ao editor pela Agência Câmara, o plenário da Câmara dos Deputados aprovou, por 333 votos a 144 e 10 abstenções, em segundo turno, a Proposta de Emenda à Constituição 457/05, que aumenta de 70 para 75 anos a aposentadoria compulsória de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), do Tribunal de Contas da União (TCU) e de outros tribunais superiores.

A proposta visa evitar que o governo Dilma, PT, nomeie novos ministros, já que os atuais poderão ficar mais 5 anos nos cargos, ou seja, até que assuma o novo presidente.

Os deputados querem evitar o aparelhamento completo das Cortes Superiores.

Os deputados votarão, em seguida, destaque do PT que pretende fazer valer a regra apenas após uma lei complementar e para todos os servidores. Como o destaque retira parte do texto da proposta, serão necessários 308 votos a favor desse trecho para mantê-lo na redação final da PEC.
Indicações ao Supremo são novo foco de tensão

A votação ocorreu após o presidente da Câmara, Eduardo Cunha, suspender a votação da Medida Provisória 665, que muda regras de acesso ao seguro-desemprego e ao abono salarial.

Embora a MP tranque a pauta da Câmara para projetos de lei, por exemplo, a PEC da Bengala se sobrepõe por ser uma proposta de alteração da Constituição. A aprovação da PEC retira da presidente Dilma Rousseff o poder de indicar até cinco ministros do STF até o final de seu mandato, em 2018.
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