Artigo, Pedro Lagomarcino - Contra o "impeachment" ?

Ao lado, o senador Cássio Cunha Lima, ontem, defendendo o impeachment - Com tudo que estamos sendo obrigados a ver há aproximadamente 1 ano, ou mais precisamente, desde 17 de março de 2014, dia em que teve início da operação Lava-Jato, se tornou impossível compreender as “mentes” contrárias ao “impeachment” de Dilma Rousseff.
Começo a cogitar que as mesmas mentes defensoras da Presidenta também culparão a operação Lava-Jato, como sendo a causa da crise hídrica em São Paulo e no Rio de Janeiro, em razão do “elevado consumo de água” que está sendo utilizado, para limpar este país. Não há de demorar muito, para estas mesmas mentes iniciarem as previsões de estiagem completa do Lago Paranoá, se o foco desta operação também vier a abranger Brasília-DF.
Mas a bem da verdade, a operação “Lava-Jato” desvelou até mesmo aos brasileiros mais céticos, que a corrupção está mesmo, lamentavelmente, no DNA do Brasil. Algo como caçar caranguejo fora de época no manguezal: além de ilegal, muito se suja de lama e quando se pensa que pegou apenas um, bata puxá-lo para superfície e perceber que está preso no outro.
Enquanto os veículos de comunicação divulgaram “a rodo”, em 05 de fevereiro, que o PT recebeu, no mínimo, US$ 200 milhões, ou seja, R$ 550 milhões, no "PeTrolão", houveram vozes roucas que ainda têm não só a audácia, como o despeito de se posicionar contra o “impeachment”.
E como um dos expoentes destas vozes se autoproclama um “homem simples”, não vemos mal algum de colher da sabedoria popular uma medida que acena há muito tempo no seguinte sentido:
“Com o tempo as pessoas assumem as feições que realmente têm”.
Ainda mais quando uma delas é a contradição. No caso, uma contradição ululante.
Não imaginem os leitores a minha tristeza ao constatar que errei feio no meu artigo anterior, quando cogitei haver uma espécie de Oráculo de Delfos a ser reconhecido no RS. De fato, não há. Não há porque o Oráculo é completamente contraditório. E quando estamos a falar de contradição, não precisa ser muito iluminado, para desvendá-la, basta lançar-se a tarefa lúdico-pedagógica de “ligar os pontinhos”. Senão vejamos:
Primeiro pontinho:
Em 05 de janeiro o “colunista” a que me refiro se posicionou no Jornal da Zero Hora dizendo-se, em primeira pessoa, ipsis literis, “Eu faço parte da imprensa burguesa. É legal. Todo dia 5 recebo meu salário direitinho e não dependo de financiamento oficial. Quer dizer: não preciso ficar elogiando o governo. Já pensou ter de elogiar, por exemplo, a nomeação de Aldo Rebelo como ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação?”.
Segundo pontinho:
Em 09 de janeiro o google acena que o pensador gaudério se declarou eleitor do PT.
Terceiro pontinho:
Em 23 de janeiro, uma busca no google sugere a constatação de que o “colunista” define como um “homem simples” (ou seria melhor simplista, diante do que escreveu naquela ocasião?).
Quarto pontinho:
Em 06 de fevereiro o “colunista” posiciona-se contrariamente ao “impeachment”, fundamentalmente, porque, ipsis literis, "o impeachment de Dilma só poderia ser cogitado se houvesse prova concreta de sua participação na corrupção, o que duvido que haja. Ou de seu conhecimento da corrupção, o que provavelmente havia, mas que dificilmente pode-se provar."
Não tenho absolutamente nada contra quem se posiciona contra o impeachment, na medida em que o pensar livre é um direito constitucional. Mas, minha tolerância, encontra seu fim quando percebo que há uma gigantesca contradição com o que se vive, o que se diz e o que se escreve.
Façamos a tarefa de ligar os pontinhos:
Diante de tudo o que se vê na operação Lava-Jato e no PeTrolão, temos um membro da elite burguesa, que é declarado eleitor do PT, autoproclamado de um homem simples, que por sua vez é contra à indicação de Aldo Rebelo como Ministro de Ciência Tecnologia e Inovação e, pasmem, que é contrário ao “impeachment”.
É isto mesmo? Sim é isto.
Bastou ligar 4 simples pontinhos, para se ver tamanha contradição.

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Caiado coleta assinaturas para instalar CPI do BNDES

O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado, coleta assinaturas para instalação de CPI e de CPI mista para investigar empréstimos do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

. A intenção é investigar os financiamentos com inícios de ilegalidades a exemplo dos concedidos a JBS Friboi, a Sete Brasil, além dos executados em favor de projetos em Cuba, Equador e Venezuela.

Para ser instalada, a CPI precisa da assinatura de 27 senadores; no caso da mista são 27 senadores e 171 deputados.

Oi amplia acesso à internet banda larga e telefonia móvel

A operadora Oi tem investido na expansão de sua rede no estado do Rio Grande do Sul. Em 2014, a companhia instalou mais de 49.704 mil portas de acesso à internet banda larga no estado.

Neste período, também foram implantados 122 novos sites 2G, 3G e 4G. Os sites são os locais onde ficam as antenas que realizam a transmissão do sinal do telefone celular.

- A Oi conta com 550 mil acessos banda larga no estado e com 2,7 milhões de clientes na telefonia móvel.

IPC-S recua 1,63% em Porto Alegre

O Índice de Preços ao Consumidor - Semanal (IPC-S), calculado pela FGV, recuou em cinco das sete capitais pesquisadas na primeira quadrissemana de fevereiro em relação à quarta leitura de janeiro, divulgou a instituição nesta terça-feira.

No geral, o IPC-S desacelerou para 1,63% na primeira quadrissemana de fevereiro. O resultado ficou 0,10 ponto porcentual abaixo do registrado na quarta leitura de janeiro, quando o indicador apresentou alta de 1,73%.

Além da capital gaúcha, o IPC-S recuou em Salvador (de 1,19% para 1,00%); Belo Horizonte (de 1,89% para 1,71%); no Recife (de 1,39% para 1,21%); Rio de Janeiro (de 1,83% para 1,65%). Por outro lado, subiu em Brasília (de 1,16% para 1,26%) e São Paulo (de 2,23% para 2,30%).

Brasil: Emprego na indústria registra a maior queda desde 2009

O emprego na indústria avançou 0,4% na passagem de novembro para dezembro de 2014, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O resultado interrompeu uma sequência de oito taxas negativas consecutivas, mas foi insuficiente para reverter a tendência do ano.

Com isso, o emprego industrial acumulou uma queda de 3,2% em 2014. Com o resultado de 2014 o emprego na indústria registrou seu terceiro ano seguido de queda. Em 2014, o pessoal ocupado assalariado recuou 3,2% em relação ao ano anterior. O resultado sucede quedas de 1,1% em 2013 e de 1,4% em 2012.

Além disso, o desempenho do ano passado foi o pior desde 2009, quando o emprego diminuiu 5,0% no total da indústria brasileira.

Cony acha que Dilma não sabia de nada

Na sua coluna de hoje na Folha, o escritor e jornalista Carlos Heitor Cony analisa as discussões sobre a necessidade de aplicar impeachment em Dilma. Diz Cony: "Quem também perdeu alguma coisa foi dona Dilma, e com ela o próprio PT, que se vendia como uma vestal, um varão de Plutarco. O escândalo do mensalão atingiu Lula, que ficou com a fama de saber tudo.
O escândalo da Petrobras, queiram ou não queiram os milhões de eleitores que votaram nela, também se perguntam se ela não sabia o que ocorria na nossa maior estatal.

Sinceramente, acredito que não. Mas está sendo um descomunal abacaxi, para ela e para o Brasil." 
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11h10min, Brasil: dólar rompe a barreira dos R$ 2,80, rumo aos R$ 3,00.

As 11h10min, dólar a R$ 2,8019. Rompeu a barreira dos R$ 2,80. Desagregação política do governo, mais do que malfeitos da inflação e da paralisia econômica, determina alta do dólar, rumo aos R$ 3,00. 

Tribunal de Contas investiga possíveis malfeitos na EGR do governo Tarso Genro

O Tribunal de Contas do Estado iniciou inspeção especial na Empresa Gaúcha de Rodovias (EGR) para verificar a contratação dos serviços de recuperação de trechos de 10 rodovias estaduais durante o governo Tarso Genro. O valor orçado das obras corresponde a R$ 77,5 milhões, envolvendo 488 quilômetros de rodovias. Os auditores constataram indícios de irregularidades, como sobrepreço, pagamentos por serviços não realizados ou com qualidade insuficiente e tipo de licitação utilizado em desacordo com a legislação. As rodovias objeto de investigações:

RS-122 - Entr. ERS 240 – São Vendelino
RS-240 - Vila Scharlau – Entr. ERS. 287 (Montenegro)
RS-130 - Lajeado – Guaporé
RST-454 - Estrela – Garibaldi
RST-453 - Lajeado – Venâncio Aires
RS-115 - Gramado – Taquara
RS-235 - Gramado – Nova Petrópolis
RS-235 - Gramado – São Francisco de Paula
RS-466 - Canela – Caracol
RS-040 - Viamão – Pinhal

RS-474 - Santo Antônio da Patrulha

Tribunal Regional Federal protege novamente Yeda contra o Eixo do Mal

Às 19 horas desta segunda-feira, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região, voltou a suspender a Ação de Improbidade Administrativa que desde agosto de 2009 o Ministério Público Federal tenta emplacar inutilmente contraa ex-goernadora Yeda Rorato Crusius (PSDB). Alguns procuradores do MPF, que promoveram espetáculos midiáticos com o apoio da RBS ao tempo da Operação Rodin e insistem em promover ações sem fundamento. Yeda não é ré em qualquer processo.  Até hoje, esta única ação que sobrou no arsenal dos procuradores, a de Improbidade, não foi sequer recebida pelo Judiciário. O caso é tão esdrúxulo que em março de 2014, investigação criminal realizada pelo próprio Ministério Público Federal concluiu pela inexistência de qualquer indício de participação de Yeda Crusius nas referidas fraudes, de modo que foi arquivada. Sobrou a ação civil, cujos fundamentos são igualmente imprestáveis.  Estas nova decisão do TRF4, de autoria do juiz Federal Sérgio Renato Tejada Garcia, atendeu a recurso de Agravo de Instrumento apresentado pela defesa de Yeda Crusius. Por meio do recurso, a ex-governadora requereu a anulação e até mesmo a reforma de decisão de autoria do juiz Federal Loraci Flores de Lima, da 3ª Vara Federal de Santa Maria/RS, que entendeu existirem elementos de acusação  suficientes para dar início à ação de improbidade contra Yeda. Desse modo, a ação em Santa Maria ficará suspensa, ao menos até que o Tribunal decida se anula ou reforma a decisão que deu início ao processo. Os juizes do caso foram duas vezes desautorizados pelo Tribunal e insistem em manter suas decisões. Nesta decisão liminar, o TRF4 reconhece a complexidade da causa e a necessidade de  análise pormenorizada da situação, além de avaliar o  risco de Yeda Crusius ter de se defender desnecessariamente de uma ação que pode vir a não ser recebida. Com tais ponderações, a Justiça suspendeu a ação até o julgamento final do recurso da defesa.

Entrevista, Fábio Medina Osório - As repetidas decisões da Justiça mostram que há uma perseguição política implacável contra Yeda

ENTREVISTA, Fábio Medina Osório, advogado - 

Mais uma vez o Tribunal Federal da 4a. Região, Porto Alegre, mandou o juiz do caso fundamentar sua imprestável decisão de aceitar a aventureira Ação de Improbidade contra Yeda, ainda no âmbito da Operação Rodin. O que houve ? 
A ação movida contra Yeda Crusius foi uma das maiores calúnias institucionalizadas da história do Judiciário, uma falácia sem precedentes, uma demanda destituída de qualquer base empírica ou probatória, uma invenção dos acusadores.

Como fica o caso ?
Acredito no TRF4 e na perspectiva de que, ao julgar o mérito do recurso, se fulmine, definitivamente, este abuso de poder que foi a ação de improbidade lançada politicamente contra Yeda, e que tantos prejuízos lhe trouxe à imagem e ao patrimônio moral.

Não é um absurdo que MPF e o juiz de Santa Maria insistam em receber há sete anos uma ação imprestável e que só tem objetivos de assassinar a reputação de Yeda ?
Esta ação de improbidade, que tramita desde 2009, é o exemplo de como não se deve trabalhar estas questões. Não se pode usar o processo para humilhar um dirigente político, amassar sua honra, até porque as ações de improbidade permitem que o julgador, logo ao início, realize um filtro e verifique se a pretensão punitiva é razoável, plausível, ou não. No caso desta ação contra Yeda, o julgador que se debruçar sobre as provas - e todas já foram colhidas - verá que se trata de puro desvio de finalidade e abuso de poder acusatório.

Nem Rosane Oliveira, RBS, aguenta mais o PT

Incomodada com os rumos da organização criminosa em que se transformou o PT, a editora de Política do jornal Zero Hora resolveu passar o seguinte conselho ao Partido: "Se os petistas querem ajudar a presidente Dilma Rousseff a sair da crise que corroeu sua popularidade, a primeira coisa a fazer é parar de justificar os erros com os argumentos de que os outros também fizeram. Se acatarem o conselho, os petistas simplesmente assumiria sua culpa, pediria desculpas ao distinto público e iriam cumprir suas penas na Papuda, levando Dilma junto, porque ela não é mera espectadora da crise, mas sua protagonista principal. Leia o que mais escreveu a jornalista -  Nada pode ser mais ofensivo para os brasileiros honestos do que essa ideia de que o roubo na Petrobras é coisa pouca perto do que teria sido desviado em outros escândalos, como o do Banestado. Não se pode transigir com a corrupção nem passar a ideia de que um erro justifica outro. É verdade que o PT não inventou a corrupção nas obras públicas e que se roubava na Petrobras antes da chegada do ex-presidente Lula ao poder. Está aí o ex-gerente Pedro Barusco para confirmar que começou a receber propina em 1997. Está aí o Caso Alstom, para mostrar que os tucanos, encastelados no poder em São Paulo desde Mario Covas, também sujaram as mãos. O que não dá para aguentar é essa mania dos dirigentes petistas de culparem a "mídia" pela exposição das entranhas de um esquema milionário de corrupção que veio à tona pela investigação da Polícia Federal e do Ministério Público Federal.Na campanha eleitoral, Dilma já usou esse argumento de que a diferença entre os escândalos dos governos petistas e os anteriores é que antes se engavetavam acusações. Ora, o PT está no poder desde 2003. A Polícia Federal teve tempo de sobra para investigar os malfeitos do passado. Por que não o fez?Dilma não vai sair do atoleiro com discurso, até porque a comunicação é um dos seus pontos fracos. O que a presidente e seus ministros precisam é apresentar ao país um programa consistente para sair da crise. E não passar a mão na cabeça de quem ajudou a afundar uma empresa com o tamanho, a importância e a reputação da Petrobras, mesmo que seja um companheiro de partido.

Marcel e Gerson Borba, PP, assumem esta tarde na Assembléia do RS

Os dois mais novos deputados do PP do RS assumirão esta tarde suas cadeiras na Assembléia do RS. São eles: Gerson Borba, São Leopoldo, e Marcel Van Hatten, Ivoti. Eles ocuparão as vagas de Ernane Polo e Pedro Westphalen, escolhidos para o secretariado do govrno Sartori. 

Prefeituras gaúchas cortam CCs,diz IBGE. Canoas, na contramão, elevou sua quota para 460, número igual ao de Porto Alegre.

Levantamento do IBGE ao qual o editor teve acesso esta manhã, mostra que as prefeituras diminuíram 665 CCs de 2012 a 2013 no RS. São os números mais recentes. 
O número de Cargos em Comissão, os conhecidos CCs, caiu 3% de 2012 para 2013 nos municípios gaúchos. Segundo a 11ª edição da Pesquisa de Informações Básicas Municipais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), as prefeituras empregam 22.202 CCs em 2013, último ano disponível. Em 2012, este número somava 22.867 CCs. O levantamento feito pela Famurs junto aos dados do IBGE, comprova que os gestores municipais estão procurando economizar para enfrentar a constante crise financeira que abala as finanças das prefeituras nos últimos anos.

Conforme o IBGE, Porto Alegre, governado pelo PDT, tem o maior número de CCs – 523 em 2013, quatro a menos do que 2012. Depois vem Canoas, cujo prefeito é Jairo Jorge, PT, com 460 CCs em 2013, 54 a mais do um ano antes. Sapucaia é o terceiro no ranking (344), seguido por Alvorada (302) e Pelotas, que baixou de 343 CCs em 2012 para 273 em 2013. Outros municípios que se destacaram na diminuição de CCs foram Santo Ângelo (de 192 para 91) e São Leopoldo (249 para 168). Novo Hamburgo (234), Cachoeirinha (228), Uruguaiana (224), Charqueadas (213), Santa Maria (207) e Caxias do Sul (200) são as cidades que somam mais de duas centenas de CCs.

Artigo, Fernando Schuller, revista Época - PT, o partido da tradição

O PT é, de longe, o maior caso de sucesso na história do sistema partidário brasileiro. Tem cinco governadores, a maior bancada na Câmara dos Deputados e terá permanecido por 16 anos à frente do governo federal, quando se encerrar o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. Sucesso que deriva, em primeiríssimo lugar, de seus próprios méritos. Partido com a maior e mais aguerrida militância, feito objeto de crença e via de ascensão social para milhares de pessoas, com um líder cujo carisma e senso estratégico não parece ter rival na política brasileira. Em segundo lugar, da sorte. O partido governou o Brasil na época de ouro das matérias-primas exportáveis, na esteira da bem-sucedida estabilização econômica do país, nos anos 1990, e da grande mutação social que varreu a América Latina, no início deste século, resultando na formação do que alguns chamam de "nova classe média". Nesta semana, o partido comemora 35 anos. Em tempos sombrios. A economia parou, a miséria voltou a crescer, a corrupção não sai das manchetes e nossa maior empresa pública está na lona. Para qualquer partido, seria o fim. Não para o PT, que retribuirá ao país com uma grande festa, em Belo Horizonte. A frase mais ouvida, por estes dias, será que o partido deve "voltar às origens". Volta e meia, esse discurso aparece. Lula faz cara de sério, restringe as aparições públicas, reúne antigos amigos para discutir a identidade do partido. Rende até boa repercussão na mídia, isso tudo. Depois passa, e a política segue no ritmo de sempre. O PT é um caso inédito, em nossa história, de resiliência política. Protagonista, em sequência, de dois casos espetaculares de corrupção "sistêmica" envolvendo ícones da vida brasileira, como a Petrobras, o partido não se abala. Não reconhece seus delitos, ganha as eleições, não perde parlamentares, transforma apenados em heróis. Seus militantes, alguns já bem grisalhos, continuam firmes, mandando ver, em geral nas redes sociais.
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Morreu o livreiro Edgardo Xavier

O livreiro português radicado em Porto Algre, Edgardo Xavier, 92 anos, morreu ontem. Ele estava na cidade desde 1954, era sogro do escritor Airton Ortiz e foi um dos fundadores da Feira do Livro.

Itália decidirá amanhã se extraditará ou não Henrique Pizzolato

A Corte de Cassação dea Itália decidirá amanhã se o mensaleiro Henrique Pizzolato será ou não extraditado para o Brasil. Ele fugiu do Brasil há um ano e cinco meses.

Deputado Sossela irá a julgamento no dia 24. Caso seja condenado, perderá o mandato.

Será dia 24 o julgamento do ex-presidente da Assembléia do RS, Gilmar Sossela, PDT. O Tribunal Regional Eleitoral decidirá sobre ação movida pelo Ministério Público, que encontrou nas atividades do deputado uma série de crimes, como abuso de poder, captação ilícita de recursos e conduta vedada. Sossela foi investigado pela Polícia Federal depois de denúncias de servidores do gabinete da presidência da Assembléia, segundo as quais eles teriam sido pressionados para comprar convites para festas de campanha. Se for condenado, o deputado perderá o mandato.

Feltes e Biolchi já montaram gabinetes e até nomearam assessores para seus gabinetes na Câmara dos Deputados

Depois de 24 horas de retorno ao governo, os deputados Márcio Biolchi e Giovani Feltes voltam hoje a Brasília. Eles atendem apelos da bancada gaúcha do PMDB, que fechou questão em torno do apoio ao deputado Lúcio Vieira Lima para líder do PMDB. Lúcio já tem assegurados 35 dos 64 votos necessários, segundo informou ao editor o deputado Darcísio Perondi (veja nota abaixo). Dois votos a menos podem significar derrota. A eleição será nesta quarta. Embora tenham permanecido apenas 10 dias nos cargos de deputados federais, Biolchi e Feltes montaram vistosos gabinetes e nomearam equipes, conforme o editor constatou no portal Transparência da Câmara. Seus suplentes herdarão tudo. 

Liquida Porto Alegre vem aí

O Liquida Porto Alegre poderá começar no dia 26 de fevereiro. A promoção, iniciada na capital pela CDL, já se espalhou como rastilho de pólvora pelo interior. Versões locais do Liquida ocorrem em três dezenas de cidades.

Brigada já tem ordens para mandar para o presídio o primeiro que levantar pedra nas manifestações de rua

O governador José Ivo Sartori já avisou ao comandante da Brigada Militar que nas previstas manifestações de rua contra tudo e contra todos, os blocos dos pelados serão tratados com todo o rigor da lei. A ordem é prender o primeiro que levantar uma pedra e o primeiro que ousar iniciar um quebra-quebra. Quem fizer isto, será isto não irá para a delegacia de polícia mais próxima, mas para o presídio central. No dia seguinte até poderá sair da cadeia, mas terá virado mocinha. Nenhum beiçudo será recebido com cafezinho e rapapés no vetusto salão do Negrinho do Pastoreio. Governos federal, estadual e municipal já sabem que março virá muito quente. 
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