PT e PP do RS começam a pensar de que forma enfrentarão o tsunami político que atingirão os Partidos quando sair a lista dos deputados gaúchos envolvidos nas denúncias de corrupção do Lava Jato. A ideia geral é não lavar as mãos sujas de ninguém.
Domingo poderá ser o Dia D para o governo Dilma na Câmara dos Deputados
Será neste domingo a eleição do novo presidente da Câmara
dos Deputados. Se vencer Eduardo Cunha, PMDB, como se espera, Dilma Roussef,
Lula e o PT, precisarão mais do que um Petrolão para evitar a cadeia. Dilma
reunirá amanhã seus 39 ministros pela primeira vez, quando discutirá também o
caso. Os ministros serão acionados para ficar com o candidato oficial, Arlindo
Chinaglia, PT.
Sartori é o governador mais mal pago do Brasil
O governador do RS, José Ivo Sartori, é o governador do Brasil com os piores salários. Ele vai faturar R$ 16,7 mil por mês, o mesmo que Yeda e Tarso receberam durante oito anos, sem qualquer reajuste. Ao lado, Beto Richa, governador do PR, o primo rico.
. O aumento de 46,2%, que recompôs as perdas inflacionárias de oito anos, ficará suspenso enquanto durar o atual período de contingenciamanto de despesas no Estado.
. O governador melhor remunerado é o do Paraná, que recebe ER$ 33,8 mil por mês, praticamente o dobro do faturado por Sartori.
. Alckmin, o governador do Estado mais rico do Brasil, recebe R$ 21,6 mil mensais.
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Governador gaúcho ganha a metade do que ganha diretor de qualquer área de grandes empresas do RS
A seguir o leitor poderá comparar o atual salário do
governador do RS, José Ivo Sartori, com os salários dos 5 governadores melhor
remunerados do Brasil e com os cinco cargos mais bem pagos por diretores de
área de grandes empresas no RS, segundo pesquisas feitas pelo jornal "O Estado de S.
Paulo" deste domingo (governadores) e pela empresa gaúcha Resolution,
consultoria de recursos humanos (diretores). A pesquisa da Resolution não
inclui cargos de presidente, que seria o equivalente ao de governador.
Governador José Ivo Sartori: R$ 17,3 mil. Governadores:
Paraná, R$ 33,8 mil; Mato Grosso, R$ 32,9 mil; Roraima, R$ 30,9 mil; Paraíba, R$ 29,6 mil; Piauí,
R$ 26 mil. Diretores de empresas no RS: Marketing e vendas, R$ 43,9 mil;
Finanças, R$ 40,1 mil; Suprimento e Logística, R$ 39,5 mil; Engenharia, R$ 37,8
mil; Industrial, R$ 36,8 mil.
Produtores gaúchos começam a jogar leite para os porcos
Já ganhou contornos de escândalo a recente decisão de 150
produtores de leite da região do nordeste do RS, municípios de Alegria e
Independência, que passaram a dar para os porcos e até jogar fora boa parte da
produção de leite que conseguem extrair todos os dias. A alegação é de que o
pequeno laticínio que recebia a produção parou de operar. A informação foi
liberada este final de semana pela Fetag.
Esta é apenas a ponta do iceberg de um desastre anunciado.
Em outros municípios acontece o mesmo, como em Capão do
Cipó, onde 50 produtores seguem o exemplo dos colegas de Alegria e
Independência.
Há um problema sistêmico na área do leite do RS, porque o
problema não se resume ao recolhimento do produto em pequenas localidades.
Existem calotes claros aplicados por empresas como Laticínio santa Rita,
estrela, e Promilk. Pelo menos 5 indústrias integram o pelotão dos caloteiros.
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Fórum da Liberdade será lançado esta manhã em Porto Alegre
Será lançada hoje, 10h, a 28a. edição do Fórum da Liberdade, que este ano ocorrerá dias 13 e 14 na PUC. Ao contrário do Fórum Social Mundial, que já nem existe mais, o evento gaúcho é promoção do Instituto de Estudos Empresariais e não conta com verbas públicas.
TVE decide cortar pela metade 40 CCs que eram usados no governo TArso
A TVE decidiu cortar pela
metade os 40 CCs mantidos ali pelo governo Tarso Genro.
Promulgação de lei de Redecker facilita Parcerias Público Privadas no RS
O governador José Ivo Sartori sancionou a lei 202/2012,
de autoria do deputado estadual Lucas Redecker – atual secretário de Minas e
Energia – que amplia o processo de parcerias público-privadas (PPPs) no Rio
Grande do Sul. A promulgação das modificações na lei das PPPs (12.234/2005) foi
publicada no Diário Oficial da última sexta-feira (23). O deputado tucano Lucas Redecker comemorou a decisão do governador,em nota enviada ao editor neste domingo a noite: "A parceria
público-privada traz menos burocracia e vai beneficiar, principalmente, as
regiões do Estado que hoje são carentes de investimentos. Será possível
encaminhar os projetos para o governo, que vai avaliar a viabilidade de
execução e iniciar a licitação".
Mudan;ças - 1) Empresas e
pessoas físicas apresentem análises sem prévia autorização e encaminhem para o
Conselho Gestor do Programa de Parcerias Público-Privadas. 2) Todo o
ônus dos projetos ficará a cargo das empresas. No entanto, caso o estudo seja
aproveitado em uma futura licitação, o custo pode ser pago pelo vencedor do certame. 3) A empresa que tiver um projeto selecionado para basear uma concorrência pública, não terá nenhum tipo de benefício, concorrendo igualmente com outras companhias
pela PPP.
Tarso boicotou PPPs no RS - Atualmente, o Rio Grande do Sul não tem
nenhuma Parceria Público-Privada em andamento. No governo Yeda Crusius, foi
iniciado o processo para pavimentação da RS-010 (rodovia alternativa para quem
usa a BR-116), mas não houve prosseguimento no governo Tarso Genro. Outra
iniciativa que não avançou durante o governo anterior refere-se à construção de
um presídio em Canoas.
O que são PPPs - Parceria público-privada é o contrato
pelo qual o parceiro privado assume o compromisso de disponibilizar à
administração pública ou à comunidade uma certa utilidade mensurável, mediante
a operação e manutenção de uma obra por ele previamente projetada, financiada e
construída. Em contrapartida, há uma remuneração periódica paga pelo Estado e
vinculada ao seu desempenho no período de referência. As PPPs têm sido
largamente empregadas em diversos estados brasileiros, principalmente na
construção de rodovias, postos de saúde e hospitais, entre outros projetos.
Os petistas, agora, não querem buscar culpados para a crise. A ordem é poupar Dilma, o PT, água e energia.
Esperto, o ex-porta-voz de Lula, Ricardo Kotscho, escreve hoje no seu blog uma traiçoeira análise intitulada "Sem chuva e sem governo, agora é o salve-se quem puder", pedindo que ninguém culpe Dilma pela falta de energia e nem Alckmin pela falta de água, mas que cada um trate de economizar.
O editor recomenda que o leitor salve-se de petralhas como Ricardo Kotscho e seus companheiros mensaleiros e petroleiros do PT.
De qualquer modo, leiam o que escreveu o infiltrado petista:
As chuvas não vieram, os governos sumiram, o ministro das
Minas e Energia entregou para Deus, e a mídia, finalmente, de uma hora para outra,
descobriu que estamos à beira de um colapso no abastecimento de água e energia
nas maiores áreas metropolitanas do país.
Diante dessa situação, não adianta mais nada ficar
discutindo de quem é a culpa, se Dilma e Alckmin esconderam a verdade ou mentiram
para os eleitores durante a última campanha, se a responsabilidade é municipal,
estadual ou federal.
Agora, meus amigos, é o popular salve-se quem puder. Ou
assumimos a nossa própria responsabilidade de cidadãos, e passamos a economizar
para valer água e luz, onde ainda tem, ou vamos todos para o inferno, e não
demora. Não escapa ninguém.
CLIQUE AQUI para ler tudo.
50 mil ficam sem luz por causa de incêndio em subestação da CEEE em Porto Alegre
Pelo menos 50 mil pessoas ficaram sem luz em função de um incêndio na subestação 12 da CEEE na avenida Senador Tarso
Dutra, prolongamento da Carlos Gomes, no bairro Petrópolis. Foi no final da tarde deste domingo.
Os bairros que sofreram cortes de energia foram Petróplis, Bom Jesus, Jardim do
Salso, Jardim Botânico e Chácara das Pedras. Não há previsão para volta da energia elétrica nos
pontos.
O incêndio começou em um dos transformadores da
subestação. Os bombeiros atenderam ao chamados por volta das 17h40. O fogo já
foi controlado.
Jornalista argentino que primeiro noticiou a morte do promotor Nisman fugiu para Israel
O jornalista Damian Ezequiel Pachter, que denunciou a
morte do promotor Alberto Nisman, publicou em seu Twitter que está a salvo em
Tel-Aviv, Israel. “Obrigado a todos. Em breve nos falamos. Dami”, publicou há
pouco, neste domingo, segundo notícia da Agência Brasil, de quem é todo o texto a seguir.
Ele deixou a Argentina ontem (24). Pachter, que também é
cidadão israelense, divulgou que estava deixando o país, porque se sentia
ameaçado.
Por algumas horas, o jornalista foi considerado
desaparecido. Ele trabalha no site do jornal Buenos Aires Herald e deixou de se
comunicar com os chefes ontem. Com isso, a empresa emitiu comunicado intitulado
"Informações sobre Damian Pachter", por meio do qual declarava que,
sem prévio aviso, o jornalista havia faltado ao trabalho.
"Nesta situação, o chefe de conteúdo digital fez
contato com o jornalista, que lhe informou que visitaria um médico, pois não
passava bem”, revelou a empresa. Tempos depois, o editor tentou novamente se
comunicar para saber como ele estava. Por meio do aplicativo de mensagens
WhatsApp, Damian respondeu que estava bem e que o celular tinha ficado sem
bateria.
Novas tentativas foram feitas hoje (25) por telefone,
mensagem de texto e WhatsApp. Elas ficaram sem respostas. No fim da tarde de
hoje, o jornalista publicou em seu Twitter que estava em Israel.
O caso
O procurador argentino Alberto Nisman foi encontrado
morto há uma semana em Buenos Aires.
Nisman acusou a presidenta Cristina Kirchner e o
chanceler Héctor Timerman de cobertura à participação do Irã em atentado contra
um centro judaico, em 1994, quando um carro-bomba explodiu na porta da
Associação Mutual Israelita Argentina (Amia), destruindo o prédio, no centro de
Buenos Aires, e matando 85 pessoas.
Encarregado de investigar o caso, Nisman acusou Cristina
e Timerman de negociar com o Irã um plano de impunidade para encobrir os
acusados, em troca de acordos comerciais. Entre os suspeitos, estão altos
funcionários do governo iraniano, com pedido de captura pela Interpol.
O corpo foi encontrado pela mãe do procurador no banheiro
do apartamento, no bairro de Puerto Madero, com um revólver calibre 22. A causa
e as circunstâncias da morte estão sendo investigadas.
Alberto Nismamr deveria se apresentar dia 19 no Congresso
argentino, para explicar a denúncia contra a presidenta. A reunião foi
convocada pela oposição
Armínio Fraga, entrevista : "Levy é uma ilha em um mar de mediocridade'
Ao falar para Eliane Cantanhêde, Estadão deste domingo, Armínio Fraga disse que o ministro pouco pode fazer sozinho e
‘vai até um certo ponto’. Leia tudo:
Num estilo mais direto e crítico do que de costume, o
ex-vilão da campanha presidencial, Armínio Fraga, disse ao Estado que o
ministro da Fazenda, Joaquim Levy, “largou bem, mas é uma ilha de competência
em um mar de mediocridade, com honrosas exceções”. Segundo Armínio, que foi
presidente do Banco Central no governo FHC e seria o homem da economia num
eventual governo de Aécio Neves, “o governo é carregado de incompetência, de
ideologia e de corrupção”.
Depois de virar o vilão da história durante a campanha,
como o sr. se sente agora?
Estou me desintoxicando da campanha. Eu não sou vilão e
me irritava o baixo nível do debate e aquela verdadeira produção de mentiras e
de cenas, tudo muito teatral. Eu dizia uma coisa, eles deturpavam ou tiravam do
contexto. Dizia outra, eles deturpavam de novo. Então, foi tudo muito
frustrante. E eu não sou desse mundo.
Que mundo?
De campanha, de debate político, de confronto
parlamentar. Sou uma pessoa engajada, que pensa o Brasil, que pensa política
pública, mas não faço política diretamente.
O que o sr. conclui com a experiência?
Estamos vivendo uma enorme crise de valores e isso é
gravíssimo. Nós temos exemplo para todo lado, é mensalão, é petrolão, mentiras
na campanha, como se tudo isso fosse muito natural. Não é.
CLIQUE AQUI para ler tudo.
Graça Foster vendeu ao BTG metade dos campos nigerianos
Neste artigo publicado nas edição de hoje do Correio do Povo, Porto Alegre, Elio Gaspari denuncia a privataria petista na Petrobrás da África. Leia: Imagine-se a doutora Dilma Rousseff dizendo o seguinte
durante a campanha eleitoral:
"Nossos adversários quebraram o país três vezes e
venderam para um banco metade da participação da Petrobras em ricos campos de
petróleo da África."
Em julho de 2013 a Petrobras vendeu ao banco BTG Pactual
metade de suas operações em campos de petróleo de sete países africanos. O
coração do negócio estava em dois campos da Nigéria (Akpo e Agbami), dos quais
a empresa tira uma produção de 55 mil barris/dia, 60% de todo o petróleo que o
Brasil importa, ou 25% do que refina.
Para se ter uma ideia do que isso significa, é uma
produção equivalente a 10% do que sairia do pré-sal brasileiro um ano depois,
ou quatro vezes o que Eike Batista conseguiu extrair.
CLIQUE AQUI para ler tudo.
Manifestantes concentram-se na frente do QG do Sul, Porto Alegre, e pedem intervenção militar
A manifestação da foto ao lado ocorreu neste sábado à
tarde em Porto Alegre. A foto foi tomada na frente do Comando Militar. O grupo
que organizou a passeata que partiu da frente do Comando e seguiu até a Esquina
Democrática, foi promovida pela Cruzada pela Liberdade, durou três horas e no
auge do movimento reuniu 60 manifestantes, que resolveram protestar contra o
governo Dilma e o PT, pedindo que ambos sejam expurgados pelos militares. No
vídeo disponibilizado ao final do evento pelo You Tube, os líderes da Cruzada
informam que propõem intervenção militar constitucional, baseada no que diz o
artigo 142 da Constituição Federal. Os organizadores querem reunir mais gente
nas próximas agendas, porque nesta época do ano, verão forte, Porto Alegre está
praticamente vazia e nada costuma emocionar as pessoas e a mídia. Eis o que diz o artigo 142: As
Forças Armadas, constituídas pela Marinha, pelo Exército e pela Aeronáutica,
são instituições nacionais permanentes e regulares, organizadas com base na
hierarquia e na disciplina, sob a autoridade suprema do Presidente da
República, e destinam-se à defesa da Pátria, à garantia dos poderes
constitucionais e, por iniciativa de qualquer destes, da lei e da ordem. CLIQUE AQUI para examinar video que explica o sentido da manifestação e o apelo ao artigo 142 da Constituição Federal.
87% dos leitores acham péssimo este início do segundo mandato de Dilma
87% dos leitores acham que é péssimo este início do segundo governo de Dilma Roussef, PT. Houve recorde de comparecimento na enquete disponibilizada no final de semana nesta página. As demais respostas: ótimo, 3%; bom, 0%; regular, 1%; ruim, 6%. Outra enquete já está disponível aí ao lado, à direita. A pergunta é sobre a qualidade da nova formatação deste blog.
Os réus do Petrolão aprenderam a lição deixada por Marcos Valério no Mensalão
Dora Krammer conta na sua coluna deste domingo que a lição deixada pelo publicitário Marcos Valério é de que os governos do PT podem muito, mas não podem tudo. Ela foi absorvida pelos réus do Petrolão, que não protegem mais Lula, Dilma e o PT, acusando-os frontalmente por atos de gorssa corrupção. Leia o que diz a jornalista - E qual é o
argumento? Que os contratos superfaturados da Petrobras foram usados pelo
governo federal para sustentar campanhas eleitorais e comprar apoio de
parlamentares no Congresso. Acusação fortíssima, mas que precisa ser provada,
evidentemente.
O inédito é que uma afirmação dessa gravidade seja feita.
Até antes da ocorrência do mensalão, o silêncio era a lei. O prudente calava.
Marcos Valério, operador do esquema, calou. Foi condenado a 40 anos de prisão,
a maior pena de todos. Ele e a ex-banqueira Kátia Rabelo continuam presos
enquanto todos os políticos condenados estão em casa. Restam em regime
semiaberto apenas os ex-deputados João Paulo Cunha e Roberto Jefferson.
Conta o ex-ministro do Supremo que durante o julgamento
em conversas reservadas os integrantes do tribunal estranhavam o fato de
Valério não ter escolhido fazer delação premiada. Concluíram que ele confiava
na “palavra de alguém” de que não haveria rigor no desfecho do processo.
CLIQUE AQUI para ler tudo desde o começo.
Badesul pagou um mico de R$ 46 milhões por financiar sem garantia real o complexo da Engevix em Charqueadas
No canteiro de obras que a Engevix (Iesa) abandonou em Charqueadas, Os donos da Engevix foram para a cadeia em Curitiba, envolvidos no escândalo de corrupção da Petrobras. RS, além dos mil trabalhadores demitidos, estão ali toneladas de materiais como chapas de aço e módulos em processo avançado de construção, tudo sendo consumido por falta de manutenção.
. O empréstimo de R$ 46 milhões concedido pelo Badesul com a única garantia da própria planta industrial micou, porque as instalações locais não valem mais nada. A Petrobrás, que mantinha ali o único contrato conseguido pela Iesa, rompeu o negócio. O Badesul não se explica.
A falta de garantias reais por parte do Badesul assombrou o mercado, porque o nível de risco de uma garantia hipotecária não é comparável ao nível de risco de uma fiança bancária. Neste caso, o Badesul seria obrigado a promover provisionamento para perdas, que agora são certas. Tomar como garantia a fábrica construída com o dinheiro emprestado é muito temerário. Este tipo de empréstimo rebaixa internamente a classificação de qualidade do financiamento.
Foi tudo feito ás pressas no Badesul, porque prevaleceu a vontade política do governador Tarso Genro de viabilizar o seu sonhado Pólo Naval do Jacuí, hoje apenas um monturo de ferros velhos, tudo para ajudar sua campanha à reeleição.
. O empréstimo de R$ 46 milhões concedido pelo Badesul com a única garantia da própria planta industrial micou, porque as instalações locais não valem mais nada. A Petrobrás, que mantinha ali o único contrato conseguido pela Iesa, rompeu o negócio. O Badesul não se explica.
A falta de garantias reais por parte do Badesul assombrou o mercado, porque o nível de risco de uma garantia hipotecária não é comparável ao nível de risco de uma fiança bancária. Neste caso, o Badesul seria obrigado a promover provisionamento para perdas, que agora são certas. Tomar como garantia a fábrica construída com o dinheiro emprestado é muito temerário. Este tipo de empréstimo rebaixa internamente a classificação de qualidade do financiamento.
Foi tudo feito ás pressas no Badesul, porque prevaleceu a vontade política do governador Tarso Genro de viabilizar o seu sonhado Pólo Naval do Jacuí, hoje apenas um monturo de ferros velhos, tudo para ajudar sua campanha à reeleição.
Centrais sindicais protestam pela entrega a estrangeiros do contrato de US$ 800 milhões desativado em Charqueadas, RS
As três principais centrais sindicais - CUT,Força
Sindical e CTB - mais a Federação Única dos Trabalhadores, publicaram nota paga
nos diários de hoje de Porto Alegre para protestar contra o último processo
licitatório da Petrobrás.
Não se trata de denúncia de qualquer caso de corrupção
que atinge sistêmicamente a estatal.
É que as centrais sindicais ficaram irritadas porque na
última licitação, a Petrobrás encomendou módulos de compressão de gás para
navios-plataformas apenas com empresas localizadas no exterior.
A encomenda estava, antes, nas mãos da Engevix, que não
conseguiu tocar a encomenda de US$ 800 milhões na fábrica que instalou em
Charqueadas, RS.
Na verdade trata-se de um convite, uma das modalidades
previstas pela Lei de Licitações.
As centrais avisam que a decisão fere a Política de
Conteúdo Local. A nota lembra que graças a esta política, a indústria naval
expandiu-se e hoje emprega 82 mil trabalhadores. O temor é de desinvestimentos,
como os de Charqueadas, com a consequente demissão de trabalhadores e queda nas
receitas tributárias dos entes federados.
A nota defende a Petrobrás, mas em momento algum
condena a grossa corrupção que atinge a estatal, envolvendo profundamente sua própria
estrutura funcional, porque a corporação tomou conta de todos os cargos, mesmo
os de presidente e direção.
PT poderá censurar, amanhã, a deputada das medalhas
O PT do RS convocou reunião para segunda-feira com o objetivo de discutir o caso da deputada
estadual Marisa Fôrmolo, que fez a Assembléia conceder medalhas a 21
familiares, inclusive a maior delas, a Medalha do Mérico Farroupilha, só entregue a personalidades de grande estatura política, econômica, cultura ou social. Em solenidade no parlamento,
filhos, irmãos, e até cunhados e genros da deputada foram homenageados. O irmão
da deputada, Armando Formolo, chegou a receber a Medalha do Mérito Farroupilha,
a principal honraria do parlamento gaúcho.
. O editor passou a informação em primeira mão, quinta-feira. O caso ganhou repercussão nacional. Folha e O Estado, além de O Globo, abriram matérias destacadas nas suas edições de ontem.
. De acordo com o presidente estadual do PT, Ary Vanazzi, a
executiva tomará uma posição sobre o episódio após reunião na segunda-feira.
Vanazzi afirmou que a mais alta honraria do Parlamento precisa considerar a
‘impessoalidade’ dos atos e dos serviços prestados.
Após ganhar favor milionário do governo, empresário doa R$ 17 milhões para campanha de Dilma
Ao lado, para ampliar, clique em cima. Vá primeiro no link ao pé da nota, na capa. Na página da sequência, amplie - Em reportagem de capa que publica neste final de semana, a revista Época revela que no começo de 2013, o empresário Walter Faria, dono da
Cervejaria Itaipava, a segunda maior do país, queria expandir seus negócios ao
Nordeste, não conseguia dinheiro, até porque estava com a ficha suja em decorrência de autuações do fisco e de prisão por crime federal, mas acabou conseguindo financiamentos absurdos no Banco do Nordeste em troca de financiar com valores milionários a campanha de Dilma Roussef. Uma doação de R$ 12,3 milhões foi feita quatro dias depois da liberação de um empréstimo. Fria e sua Itaipava foram os quatro maiores doadores da campanha da candidata. Leia tudo com atenção:
A primeira parte do plano envolvia a construção de fábricas na
região. Ele optou por erguer a primeira em Alagoinhas, na Bahia, em razão de generosos
incentivos fiscais. Faltava o dinheiro para a obra, e conseguir crédito não
seria uma missão fácil. Faria e seu Grupo Petrópolis, que controla a Itaipava,
tinham nome sujo na praça – e uma extensa ficha policial. Deviam R$ 400 milhões
à Receita, em impostos atrasados e multas por usar laranjas, além de notas
fiscais. Em 2005, Faria fora preso pela Polícia Federal, acusado de sonegação
fiscal. Ficou dez dias na carceragem da PF. Três anos depois, em outra operação
da PF, Faria acabou denunciado pelo Ministério Público Federal por corrupção
ativa, formação de quadrilha e por denúncias caluniosas. Segundo as
investigações, Faria armara um esquema para retaliar os fiscais da Receita que
haviam autuado sua cervejaria anos antes. Iria difamá-los. Contratara para o
serviço ninguém menos que o operador do mensalão, Marcos
Valério Fernandes de Souza. A PF encontrou R$ 1 milhão na sede da Itaipava
em São Paulo – dinheiro que, segundo a acusação, serviria para pagar
chantagistas. Valério foi preso. Mas Faria perseverou.
Diante dessa ficha, qual banco toparia emprestar dinheiro
para Faria e suas empresas? O Banco do Nordeste, o BNB, criado no governo de
Getúlio Vargas para ajudar no desenvolvimento econômico da região – mas que,
desde então, é usado com alarmante frequência para ajudar no desenvolvimento
econômico dos políticos que mandam nele. Desde que o PT chegou ao
poder, em 2003, o BNB, custeado com R$ 13 bilhões em dinheiro público, vem
sendo aparelhado pelo partido. As previsíveis consequências transcorreram
com regularidade desde então. Escândalos, escândalos e mais escândalos. O
último deles, em 2012, revelado por ÉPOCA, derrubou a cúpula do
banco após a PF entrar no caso – e deflagrou uma cascata de investigações
dos órgãos oficiais, como a Receita, o Tribunal de Contas da União e o MP.
Apesar disso, o aparelhamento petista no BNB perseverou, como Faria
perseverara. Ambos perseveraram porque partidos como o PT precisam de
empresários como Walter Faria, e empresários como Walter Faria precisam de
partidos como o PT.
No segundo mandato de Lula, Faria, segundo fontes do
PT e no BNB, tornou-se próximo dos líderes do partido, como o ex-presidente da
República e o tesoureiro informal da legenda, João Vaccari. E manteve essas
boas relações. Pelas leis da política, a história que se narra a seguir –
fundamentada em documentos internos do BNB, relatórios do TCU e entrevistas com
os envolvidos – era inevitável. Ainda no começo de 2013, Faria conseguiu obter
do BNB um empréstimo de R$ 375 milhões para construir a fábrica na Bahia.
Naquele momento, a nova cúpula do BNB, sob o trauma recente do escândalo que
derrubara a diretoria anterior, relutava em fazer negócio com Faria. O então
presidente do banco, Ary Joel Lanzarin, fez questão de que Faria apresentasse
garantias sólidas para o empréstimo. Exigiu uma garantia conhecida como
carta-fiança, em que outro banco garante cobrir o valor devido em caso de
calote. Para quem empresta, como o BNB, é um ótimo negócio – praticamente zera
o risco de calote. Para quem recebe o dinheiro, nem tanto. Uma carta-fiança tem
um custo anual, que varia entre 0,5% e 3% do total do empréstimo.
Durante as tratativas, Faria reclamava. Dizia que
perderia muito dinheiro com a carta-fiança. Mas capitulou. Ao fim, obteve dois
empréstimos, ambos sob as mesmas condições. O de R$ 375 milhões seria destinado
à construção da fábrica em Alagoinhas. Outro, fechado depois, em abril de 2014,
no valor de R$ 452 milhões, serviria para construir outra fábrica da Itaipava,
em Pernambuco. No total, portanto, Faria obteve quase R$ 830 milhões do BNB.
Cada empréstimo tinha como principal garantia uma carta-fiança, que cobria
integralmente o valor emprestado pelo BNB. Faria teria juros baixos, 11 anos
para pagar e dois anos de carência para começar a devolver o dinheiro. Os
técnicos do BNB classificaram a operação como segura, em virtude da
carta-fiança.
Em conversas com os diretores do BNB, no entanto, Faria
não desistia de rever a garantia da carta-fiança. Queria porque queria que o
banco abdicasse dela, topando ter como principal garantia as fábricas
construídas com o dinheiro emprestado. Faria dizia, nesses encontros, que a
exigência da fiança lhe custava o equivalente a 2% do valor dos empréstimos – o
equivalente a quase R$ 17 milhões ao ano. Para o BNB, era um pedido
aparentemente impossível de atender, como seria para qualquer banco privado.
Ainda mais porque, pelo contrato de empréstimo, os juros eram pré-fixados. Ou
seja: o BNB não poderia compensar a garantia pior com um aumento nos juros do
empréstimo. Segundo as regras do Banco Central e três especialistas de três
grandes bancos, se o BNB aceitasse as condições de Faria, teria de rebaixar
internamente a classificação de qualidade do empréstimo. Essa medida é
obrigatória e forçaria o BNB a reservar dinheiro próprio para pagar ao menos
parte da dívida de Faria, caso ele desse calote. No jargão do mercado, isso se
chama “provisionamento”. Nenhum banco toparia fazer isso. É um péssimo negócio.
“Nunca vi alguém aceitar algo parecido”, diz um economista que trabalha com
esse tipo de operação para um grande banco brasileiro.
Mas o impossível é sempre uma possibilidade na política
brasileira. Ainda em abril de 2014, Ary Lanzarin, o presidente que tentava
moralizar o BNB, deixou o cargo. O PT pressionava para voltar ao comando
absoluto do banco. A presidente Dilma Rousseff aceitou. As diretorias do BNB
foram entregues novamente a afilhados de políticos petistas, como o ministro da
Defesa, Jaques Wagner. Procurado por ÉPOCA, Wagner preferiu não comentar o
assunto. O jogo mudara.
Meses depois, no auge da campanha à reeleição de Dilma e
dos esforços de arrecadação dos petistas, Faria conseguiu o impossível. No dia
10 de setembro, protocolou o pedido de dispensa da fiança do empréstimo da
fábrica na Bahia. Uma semana depois, o pedido foi analisado – numa velocidade
espantosa para os padrões de um banco tão lento e burocrático quanto o BNB. Num
intervalo de pouco mais de 24 horas, o pedido passou por cinco instâncias do
BNB e foi aprovado pelo Conselho de Administração do banco, segundo os
documentos obtidos por ÉPOCA. Estava no papel: o BNB aceitara, em tempo
recorde, abdicar de uma garantia 100% segura por outras mequetrefes, se
comparadas à carta-fiança. De quebra, teve de reservar R$ 3,6 milhões no
balanço – o tal “provisionamento” – para cobrir o mau negócio que fechara.
Alguns técnicos do banco não gostaram da solução
encontrada. Para demonstrar insatisfação, deixaram claro que a dispensa da
fiança não seria inócua para o BNB. Em um documento interno obtido por ÉPOCA,
funcionários afirmaram: “O nível de risco atualmente corresponde a 8,75 (AA),
quando considerada a fiança bancária. Quando considerada a garantia hipotecária
do complexo industrial, passa a ser 6,05 (B)” (leia abaixo). Fica claro que a
substituição da fiança só interessava mesmo a Faria. A decisão do BNB também
contrariou frontalmente uma das principais cláusulas que permitiram a
assinatura do contrato: “Outras instituições financeiras de primeira linha
estarão comprometidas com o projeto durante o prazo de 11 anos, visto que a
fiança que comporá a garantia da operação terá vigência por todo o período do
financiamento”.
No dia 29 de setembro, apenas 12 dias após seu Grupo
Petrópolis obter o impossível no BNB, Faria depositou R$ 5 milhões na conta da
campanha de Dilma. Até o dia 3 de outubro, a campanha dela receberia outros R$
12,5 milhões. No total, Faria doou R$ 17,5 milhões. Tornou-se, assim, o quarto
maior doador da campanha da presidente. É aproximadamente esse valor que Faria
gastaria com as fianças anuais dos dois empréstimos. O pedido para que o
segundo empréstimo, o da fábrica em Pernambuco, também seja dispensado da
carta-fiança será feito em breve. Segundo fontes na cúpula do BNB, está
encaminhado para ser aprovado.
Procurado por ÉPOCA, o Grupo Petrópolis afirmou, por meio
de nota, que a dispensa da fiança gerou economia para a empresa, mas não disse
quanto. Afirmou ainda que a fiança foi substituída por outras garantias com
“valores até maiores”. Ainda de acordo com a nota, Faria conhece Vaccari, mas
negou ter pedido ajuda a ele ou a qualquer pessoa para que a fiança usada no
empréstimo do BNB fosse dispensada. Disse, ainda, que todas as doações à
campanha da presidente Dilma cumpriram as regras eleitorais. Também por meio de
nota, Vaccari disse jamais ter tratado do interesse de qualquer empresa com o
BNB. O presidente do BNB, Nelson de Souza, afirmou que a substituição da fiança
está prevista nas regras do banco e que nunca esteve com o empresário Walter
Faria. Disse, no entanto, que o empresário já esteve com dirigentes do banco
para tratar assuntos do interesse dele.
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