O ex-dono da
Avipal e depois da Elegê, o bilionário chinês, naturalizado brasileiro, Shan
Ban Chun, acionista minoritário da BRF, está pedindo na Justiça uma indenização
milionária ao BTG Pactual e aos gestores da Governança e Gestão Investimentos
(GG), por prejuízos de cerca de R$ 460 milhões que teve em 2012 na bolsa de
valores. O empresário alega que os gestores, com a supervisão do
BTG, fizeram uma aposta arriscada em operações de derivativos alavancadas que
não eram permitidas pelo regulamento do fundo Bird, da família Shan.
. Ao conferir a notícia no jornal O Estado de S. Paulo de hoje, o editor buscou confirmação em SP e Nova Iorque. Quando o editor conheceu pessoalmente Shan Ban Chun, ele já tinha vendido seus ativos e se dedicava, como se dedica até hoje, a ganhar dinheiro com a Bolsa. Ele investe pessoalmente, mantendo ativos profissionais ao seu lado. Leia o que mais escreve O Estadão de hoje:
. A causa corre desde março de 2013 na primeira instância
da Justiça paulista. Todos os envolvidos já se manifestaram e o caso está em
fase final de tréplicas para que, então, possa ser apreciado pelo juiz da 42ª
Vara Cível do Fórum João Mendes, Marcello do Amaral Perino. O processo, de
quase quatro mil páginas, está cheio de trocas de acusações, entre Shan, BTG e
GG, três personagens conhecidos do mundo dos negócios.
. O BTG pertence ao banqueiro André Esteves. A GG, gestora
do fundo do empresário chinês, foi fundada pelo ex-ministro Antonio Kandir e
pelo executivo Rami Goldjfan, ex-Galeazzi e ex-presidente da empresa fundada
por Shan Ban Chun - um veterinário chinês que chegou ao Brasil, fugido do
comunismo, no fim da década de 1950. Em Porto Alegre, ele criou, do zero, a
Eleva, que era dona dos leites Elegê e da Avipal, do ramo de frangos.
. Em 2007, o chinês vendeu a companhia para a Perdigão, por
R$ 1,5 bilhão. Além de dinheiro, a família Shan recebeu ações da empresa
controladora e se tornou o terceiro acionista mais relevante, com quase 8% de
participação. Quando a Perdigão e a Sadia se uniram , em 2009, a posição
acionária da família foi reduzida (em 2012, era 3,44%). As ações recebidas por
Shan foram integralizadas no fundo Bird, que, em 2008, era gerido pela GG. Até
2010, o administrador do fundo era o Santander, mas o banco foi substituído
pelo BTG.
. No mundo dos fundos de investimentos, o gestor é aquele
que compra e vende ativos seguindo um regulamento. O administrador atua como um
auditor, defendendo os interesses dos cotistas.
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