Lula não consegue falar em evento da Telefônica. Assessoria diz que câncer não voltou.

- Na foto, Lula, na fase final do seu tratamento contra o câncer.

Submetido a exames nesta terça-feira , o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cancelou discurso que faria durante um evento de que participou durante a noite de hoje, de inauguração da nova sede da Telefônica no Brasil.

. Sua fala chegou a ser anunciada pelo locutor, que foi informado então pelo presidente da empresa no país, Antonio Carlos Valente, de que ele mandava um "boa noite" aos presentes, mas que não falaria.

. Lula passa por novos exames, e médico descarta volta de câncer.

. "O presidente Lula não pode falar porque está com um problema na garganta", afirmou então o apresentador da cerimônia.

. Lula passou na manhã de terça-feira por exames no Hospital Sírio-Libanês, que não detectaram sinais de tumor.

. Segundo a assessoria do ex-presidente, ele preferiu não falar para poupar a voz, mas não há relação direta com os exames.

. Em outubro de 2011, Lula teve diagnosticado um tumor na laringe. Passou por tratamento quimioterápico e radioterápico que durou cerca de cinco meses.

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Prefeitura esqueceu de combinar com os russos (o Exército) e obras do viaduto de R$ 69,6 milhões estão paradas há oito meses

- Assim ficará o viaduto em construção. 

A prefeitura de Porto Alegre esqueceu de combinar com os russos, neste caso com o comando do 3º Regimento da Cavalaria de Guarda, Porto Alegre, que não quer saber de ceder 80 metros da sua rica área que possui na avenida Bento Gonçalves, bem pertinho da PUC. A pequena área foi incluída à revelia no projeto de construção do viaduto que ligará a Aparício Borges à Salvador França sobre a Bento Gonçalves.

. O resultado é que as obras foram iniciadas e resultaram paralisadas há oito meses.

. O viaduto faz parte de uma série de obras de mobilidade que estão ocorrendo na Terceira Perimetral, que incluem também o viaduto da Carlos Gomes sobre a Plínio Brasil Milano e as passagens de nível na Anita Garibaldi e Ceará.

. As obras do viaduto começaram em agosto de 2012. Com investimentos no valor de R$ 69,6 milhões, sua conclusão é prevista para maio de 2014. O viaduto terá extensão total de 540 metros, com seis faixas de tráfego. Incorpora estação de ônibus do corredor da Terceira Perimetral.

Uma das alças do viaduto passará junto a uma área que pertence ao Exército, que na região possui o 3º Regimento da Cavalaria de Guarda. Para a continuidade da obra, é necessária a liberação da área por parte do Exército, o que ainda não ocorreu. Na semana passada, o secretário de Gestão, Urbano Schmitt, esteve em Brasília para tratar do assunto, mas de novo não conseguiu nada. As negociações para a liberação já duram seis meses. 

OAB denuncia caos na Justiça de Gravataí, RS

A OAB do RS anunciou nesta quarta-feira de manhã que "diante do caos instalado na Comarca de Gravataí, o presidente da OAB/RS, Marcelo Bertoluci, cobrará medidas emergenciais".

. A OAB informou que atualmente nas Varas da cidade existe falta de servidores para a demanda processual e também estrutura precária para os mais de 20 mil processos acumulados.

Dilma recicla São Francisco de Assis e reinventa o "É dando que se recebe"

*Clipping Folha de S. Paulo
Título original:  Recaída franciscana

A deletéria antecipação da corrida eleitoral de 2014 leva a presidente Dilma Rousseff a reciclar o jogo fisiológico e o loteamento de ministérios

. Embora contenha um fundo de verdade, a declaração da presidente Dilma Rousseff de que "nenhuma força política sozinha é capaz de dirigir um país com esta complexidade" não justifica o pragmatismo desenfreado do PT em busca de alianças eleitorais para perpetuar seu projeto de poder.

.  Se o mensalão é um exemplo acabado do abandono de princípios éticos em troca de apoio político, a proliferação e o loteamento de ministérios atestam, por seu turno, o triunfo da fisiologia sobre a responsabilidade administrativa e a boa gestão do Estado.

. Depois de compelida, no primeiro ano de mandato, a promover o que se convencionou chamar de "faxina" ministerial para conter o gangsterismo de aliados, Dilma volta ao credo do "é dando que se recebe" -cínica apropriação politiqueira da oração franciscana.

. Os movimentos da presidente pautam-se pela antecipação deletéria do jogo eleitoral de 2014, com as virtuais candidaturas de Aécio Neves (PSDB), Marina Silva (Rede Sustentabilidade) e Eduardo Campos (PSB) na praça. As escaramuças já haviam propiciado, há duas semanas, a reabilitação do pedetista Carlos Lupi, que deixou o Ministério do Trabalho sob acusações de corrupção. Agora, a mandatária reforça a posição do PR e cria um espantoso 39º cargo de primeiro escalão para contemplar o PSD, do ex-prefeito paulistano Gilberto Kassab.

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O Globo diz que Dilma mete fogo no País

* Clipping, Editorial de O Globo
Título original: A mistura inflamável de inflação com reeleição

É grande a tentação de manter o mercado de trabalho aquecido, considerado a explicação da alta popularidade da presidente.

. A previsão de que 2013 seria um ano em que o Banco Central precisaria ter sangue frio se confirma, e é até mais ampla: o próprio país precisa manter os nervos sob controle, pois, como esperado, a inflação deverá superar o teto da meta de 6,5%, e o BC faz o possível para retardar ao máximo o aumento da taxa básica de juros, hoje em 7,25%.

. O presidente do BC, Alexandre Tombini, esteve ontem no Senado e repetiu o discurso clássico de que o compromisso da instituição é com a meta de 4,5%. Não poderia ser diferente.

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Ao meio dia, no Copacabana, o PMDB fará a crítica da desordem financeira no governo do RS

Ao lado, o presidente do PMDB, Edson Brum.

Os oito deputados estaduais do PMDB do RS, inclusive o presidente estadual, Edson Brum, reunirão os jornalistas políticos ao meio dia no restaurante Copacabana, onde farão um balanço crítico sobre o governo Tarso Genro, com ênfase para dois pontos que passaram a surgir com tons dramáticos no noticiário:

- A crise da segurança pública.
- A crise das finanças públicas.

. A bancada fará uma análise das contas públicas estaduais, cuja desordem pode ser medida pelo anúncio de que o governo do PT resolveu meter a mão em mais R$ 4,2 bilhões do caixa único. O valor soma-se a outros R$ 1,8 bilhão já sacados. 

. A bancada já tinha preparado sua análise crítica sobre o governo Tarso Genro quando surgiu a notícia sobre o oceânico tamanho do rombo das contas públicas do RS (leia notas a seguir).

Saiba por que chegou a hora de aprovar uma Lei Estadual de Responsabilidade Fiscal

A oposição na Assembléia Legislativa do RS não tem mais desculpas para impor a aprovação de uma Lei Estadual de Responsabilidade Fiscal duríssima, capaz de enquadrar governos perdulários e incompetentes como o atual governo do RS.

. A Lei Federal de Responsabilidade Fiscal deixou abertas as portas para manobras escusas do tipo do uso dos recursos do caixa único estadual. Esse tipo de dinheiro representa empréstimos disfarçados e não exigem aprovação da Assembléia.

. Os sucessivos assaltos aos cofres públicos gaúchos precisam acabar de uma vez por todas. Sem isto, nunca haverá equilíbrio das contas e jamais o governo disporá de recursos próprios – sustentados – para pagar bem, quitar as contas em dia e investir.

- Qualquer dona de casa sabe que não pode gastar mais do que consegue receber, mas o governo do RS nem isto sabe.

Governo Tarso Genro promove assalto inédito ao caixa único do Estado. Ele confisca R$ 4,2 bilhões da conta dos depósitos judiciais.

- Na foto, o secretário Odir Tonnollier, quadro partidário do PT que Tarso foi buscar depois que ele foi defenestrado junto com a prefeita Rita Sanco, Gravataí, onde provocou desordem financeira e administrativa sem precedentes, antes de ser cassada, ano passado. Odir era seu chefe de Gabinete. 

O governo do sr. Tarso Genro finalmente abriu parte da caixa preto em que transformou seu caixa único, chamou a domesticada jornalista Rosane Oliveira, RBS, e mandou seu recado curto e grosso:

- Pegamos R$ 4,2 bilhões dos depósitos judiciais (depósitos de partes em ações tramitando nas instâncias de outro Poder, o Judiciário) e enfiamos no caixa único, onde gastaremos quando bem entendermos, onde bem entendermos e jamais devolveremos.

. E ninguém garante que este não será o último assalto ao trem pagador, porque não existe lei que impeça este tipo de ocorrência. A Assembléia poderia obstaculizar novos confiscos, como já fez no passado, mas para isto é preciso maioria, toda ela em poder do governo do PT. 

. Questionado pela jornalista sobre o ineditismo do assalto aos cofres públicos, o secretário Odir Tonnollier foi de uma franqueza rude e apalermante:

- Ah, mas o Rigotto fez o mesmo e além disto a lei nos autoriza a fazer isto.

. Não pode dizer que Yeda Crusius ou Dom Pedro II fizeram o mesmo, porque estes foram governantes que não meteram a mão no dinheiro do caixa único, com ou sem a menor intenção de devolver. É que eles governaram o governo, promoveram o déficit zero e mantiveram as contas públicas em ordem. 


. O governo Yeda Crusius saneou as finanças, pegou o caixa único estourado e o Tesouro sem margem de endividamento, com inscrição no Cadin.  Ela deixou R$ 3,6 bilhões no caixa único, segundo o balanço do Estado. Poder ser mais porque os depósitos judiciais são  uma caixa preta.A margem de endividamento que não existia, ela deixou em torno de R$ 3,5 bilhões.O governo Tarso gastou toda margem e está liquidando com os depósitos judiciais. 


. O atual governo já tinha sacado outros R$ 1,8 bilhão do caixa único.

. Trata-se de outro governo que não faz, que gasta mais do que ganha e que além disto não tem quadros para impor ordem à desordem administrativa e financeira que implantou.

. Desde o dia 3, as 2h22min, quando o editor queixou-se do fato de que o governo tinha ultrapassado o terceiro mês do ano sem revelar a movimentação patrimonial do Estado, foi possível perceber que algo era tramado nos porões do Palácio Piratini. Sem conhecer essa movimentação, seria impossível avaliar os valores do ativo, passivo, existência de recursos financeiros, dívidas de curto e longo prazo, restos a pagar e  dívidas do exercício. A lista é apenas exemplificativa.

. Sem conhecer a movimentação patrimonial, não há como saber os saques do caixa único.

. O governo alegava que estava “arrumando o plano de contas”,  mas já se vê que isto era mentira.

- O governo do PT quebrou o Estado novamente, em menos de três anos, como fez Olívio Dutra, que saqueou totalmente o caixa único, endividou-se de maneira selvagem e só pagou o 13º salário do último ano do seu governo porque o governo FHC, seu adversário, alcançou-lhe o dinheiro na calada da noite, na undécima hora, depois de rocambolescas viagens aéreas na calada da noite, para recolhimento de assinaturas de contratos que resultaram na entrega de patrimônio do Estado. Tarso Genro caminha para o mesmo tipo de desastre. 

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Produção industrial registra maior recuo em quatro anos. Fiesp pede mudanças na economia. Bovespa despenca 1,8%.

À esquerda, Paulo Skaf, presidente da Fiesp. Heitor Muller, presidente da Fiergs, mudo, não vê nada, não ouve nada e não fala nada. A montagem é do site Brasil247.


No dia em que o IBGE divulgou o maior recuo na produção industrial em quatro anos, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), presidida por Paulo Skaf, pediu mudanças na política econômica; governo já começou a reagir, desonerando investimentos na compra de máquinas e equipamentos; decepção com números da indústria foi pretexto para queda de 1,8% da Bovespa.

247 - A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) manifestou preocupação nesta terça-feira com o resultado do desempenho da indústria nacional em fevereiro, divulgado pelo IBGE, que apontou a maior queda de produção dos últimos quatro anos. Em nota assinada pelo seu presidente, Paulo Skaf, a entidade pede mudanças na política econômica do governo. "Iniciamos o ano prevendo crescimento da indústria em 2,5%, e do PIB em 3%. Com estes primeiros dados, sabemos que o desempenho industrial será menor. Se não houver mudanças na política econômica, vamos enfrentar grandes dificuldades em 2013", alerta Skaf.

. Mais cedo, o ministro da Fazenda, Guido Mantega, abriu mais uma frente de desoneração fiscal na economia, eliminando o IOF nos financiamentos para compras de máquinas, equipamentos e produtos voltados para obras de infraestrutura (leia mais). A meta do governo Dilma é garantir um crescimento de pelo menos 3% no PIB em 2013.

Queda

A indústria brasileira apresentou queda de 2,5% na produção de janeiro para fevereiro deste ano. Foi a maior queda desde dezembro de 2008, quando houve recuo de 12,2%. A redução ocorreu depois de dois meses de alta, uma vez que em dezembro de 2012 e em janeiro deste ano houve crescimento de 0,1% e 2,6%, respectivamente.A publicação dos números valeu à Bovespa seu segundo dia consecutivo de queda. O Ibovespa perdeu 1,81%, maior queda diária desde 20 de fevereiro, e fechou a 54.889 pontos. E, de acordo com a Fiesp, a expectativa para a indústria nos próximos meses não é positiva. A entidade destaca que, em março, o comércio, pelo terceiro mês seguido, constatou queda na intenção de consumo das famílias.

* Clipping www.brasil247.com.br com Agência Brasil.

Stela Farias agoniza na secretaria da Administração

É agônica a permanência da deputada estadual Stela Farias na secretaria gaúcha da Administração e Recursos Humanos.

. Não será a única mudança no primeiro escalão do governo estadual, porque o PCdoB poderá mudar seu titular na secretaria do Turismo.
 
. E não será só isto.

Será o fim do reinado da ATP?

Caso cumpra a promessa de submeter o transporte coletivo de passageiros a uma disputa através de licitação, o prefeito José Fortunati fará algo que não acontece há meio século no RS.

. Seria o fim do reinado da ATP na prefeitura de Porto Alegre.

Oposição unifica o discurso para criticar insegurança pública no RS

A oposição gaúcha parece ter encontrado um ponto de convergência para centrar fogo no governo Tarso Genro, que é a incapacidade demonstrada pela administração petista na condução da sua (falta) política de segurança pública.

. Nesta terça, o PP tirou nota de críticas severas ao governo que não faz. Nota assinada pelo presidente Celso Bernardi, abre de forma lapidar:
- A segurança é a primeira das liberdades. Se não temos segurança, que assegure o direito de ir e vir, não temos liberdade.

. O mesmo tema irá de novo para debate nesta quarta-feira, mas desta vez no âmbito do PMDB, que reunirá a imprensa para um almoço no restaurante Copacabana, onde falará sobretudo de segurança pública.

Indústria quer alfândega funcionando 24 horas no Salgado Filho

Não foi a Fiergs, mas a Firjan (Rio) quem iniciou a briga para que os órgãos alfandegários funcionem 24 horas, sete dias por semana, no aeroporto Salgado Filho, Porto Alegre.

. A Firjan emitiu documento em que pede providência igual para os aeroportos de Guarulhos, Campinas, Galeão e Manaus.

. Na média, a liberação de cargas leva uma semana nos aeroportos brasileiros, contra quatro horas após sua chegada em Shangai ou seis horas em Memphis.

. Os órgãos anuentes brasileiros funcionam apenas 8 horas por dia e exclusivamente em dias úteis.

- BNo ano passado, 0,2% do volume de cargas movimentadas no comércio exterior brasileiro ocorreram no aeroporto, mas o valor foi a 10,7%.Os números globais são de 2% e 35% respectivamente, que é o que a Firjan reclama para o Brasil.

CLIQUE AQUI para ler a íntegra da nota técnica sobre o assunto. A análise é da Firjan.

Obras do Salgado Filho seguem arrastadas, demoradas – a pior situação do Brasil

De todos os aeroportos com obras de expansão em andamento, o que registra maior atraso é o de Porto Alegre.

Apple decide abrir 30 lojas próprias no Brasil

A Apple decidiu abrir 30 Apple Stores no Brasil. A primeira sairá no Rio, que cortará a fita ainda este mês.

. No momento, os americanos trabalham em parceria com grandes varejos, como Fnac e Fast Shops, mas o que conta mesmo são as Apple Premium Ressellers, as APRs. No Brasil, existem 42 APRs, 30 dos quais da rede iPlace, do grupo gaúcho Herval, o mesmo dos Móveis Herval.

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Bier Markt vai produzir chopes e cervejas com marca própria

Bier Markt, Porto Alegre, depois de inovar com a inauguração de dois bares focados em chopes e cervejas artesanais, resolveu aderir à fabricação de produtos com sua própria marca.
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Saiba o que o governo precisa fazer para conter a inflação e retomar o crescimento da economia

O editor resolveu pinçar o depoimento a seguir do economista Afonso Celso Pastore, porque dos seis economistas que falaram domingo para o Estadão sobre o que deve fazer o governo para conter a inflação e estimular o desenvolvimento, ele foi quem melhor desenhou os problemas principais e as soluções mais evidentes.

. O jornalão dos Mesquita ouviu Edmar Bacha, Yoshiaki Nakano, Gustavo Frabnco, Luiz Gonzaga Belluzzo, Afonso Pastore e Luis Carlos Bresser Pereira. Eles foram unânimes:

1) A taxa de desemprego de 4,2% cacteriza pleno emprego, portanto um mercado de demanda aquecida.
2) Acontece que a produção industrial não avança e até caiu no ano passado (2,1%).

As soluções:

Inflação - Conter com política monetária (juros mais altos para restringir o crédito) e fiscal (contenção da gastança pública)
Crescimento - Tudo começa pela infraestrutura. A solução é privatizações, seja que nome o governo escolher para isto (concessões, PPPs, terceirizações, privatizações puras e simples), já que o governo não tem dinheiro para investir.

. Leia a análise de Pastore:

No longo prazo, o crescimento aumenta em países com estabilidade de preço. No curto prazo, se a inflação está instalada e tem inércia grande, o único jeito de combatê-la é com política monetária e política fiscal. E isso, em geral, leva a uma desaceleração do crescimento. A questão é saber porque o Brasil não cresce. Com o País em pleno emprego, essa não é uma economia sem demanda. O Brasil não cresce porque o investimento é insuficiente. O governo precisa de um programa de investimento em infraestrutura, mas não tem dinheiro. É preciso que o setor privado invista. Só que o governo não quer privatização e arbitra uma taxa de retorno baixa. O País, então, não investe em infraestrutura e, por isso, não cresce. O governo fica tentando resolver o problema injetando mais demanda na economia e deixando a inflação subir. E isso cria dois defeitos: crescimento baixo e inflação alta. O BC exagerou quando baixou os juros, porque tentou usar a Selic para estimular o crescimento. A política fiscal brasileira deveria mudar integralmente. É preciso um superávit forte e privatizações para deixar o setor privado investir." 

Saiba quem foram os denunciados à Justiça no caso da Boate Kiss

O Ministério Público denunciou oito pessoas no caso do incêndio da boate Kiss. Nenhum deles pertence à administração municipal, sequer o prefeito Cesar Schirmer, demonizados pela Polícia Civil no seu irriquieto inquérito. O MPE não enxergou elementos no inquérito policial para enquadrá-los, mas poderá pedir novas investigações. Os denunciados são todos vinculados diretamente à administração da boate e à banda, mais dois policiais-militares do Corpo de Bombeiros, organização do governo do sr. Tarso Genro. Resta saber o que fará o governo estadual com a sua parte de responsabilidade no caso. O Piratini não se manifestou até agora sobre isto.

Denunciados por homicídio doloso (podem ir a júri popular) e tentativa de homicídio 

Homicídio qualificado por fogo, asfixia e torpeza
 - Elissandro Spohr, o Kiko (preso), 30 anos. Empresário de  era um dos sócios da Kiss..
 - Mauro Londero Hoffmann (preso), 47 anos, empresário e um dos sócios da Kiss.
- Luciano Bonilha Leão (preso), 35 anos, produtor da banda Gurizada Fandangueira.
- Marcelo de Jesus dos Santos (preso), 32 anos. Vocalista da banda Gurizada Fandangueira. É casado e mora em Santa Maria. Além de músico, durante a semana também trabalhava como azulejista.

Denunciados por fraude processual
 - Gerson da Rosa Pereira , oficial do Corpo de Bombeiros, o major é chefe do Estado Maior do 4º Comando Regional dos Bombeiros. Segundo a polícia, teria incluído documentos na pasta referente ao PPCI da Kiss após o incêndio.
 - Renan Severo Berleze, 31 anos, é natural de Santa Maria. Sargento dos bombeiros, tem Ensino Superior incompleto e é casado. foi indiciado pela Polícia Civil por incluir documentos na pasta referente ao PPCI da boate.

Denunciados por falso testemunho
 - Elton Cristiano Uroda, ex-sócio da boate Kiss
 - Volmir Astor Panzer, contador da GP Pneus, empresa da família de Kiko. Tentou omitir quem era o sócio investidor da Kiss

Mais renúncias fiscais: governo zera a alíquota do IOF para financiamentos a investimentos de longo prazo

- Os bancos foram novamente premiados pelo governo, que apela de novo para renúncias fiscais com o objetivo de reaquecer a economia e garantir um crescimento de pelo menos 3% este ano.

Luciene Cruz
Repórter da Agência Brasil

Brasília – O governo zerou a alíquota do Imposto sobre Operações Financeiras (IOF) para financiamento de bens de capital, bens de consumo para exportação, setor de energia elétrica, projetos de engenharia, inovação tecnológica e projetos de infraestrutura logística como obras de rodovias e ferrovias, que fazem parte das concessões do governo federal. Segundo o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a medida visa a dar competitividade aos créditos bancários. "A retirada do IOF foi para tornar mais competitivo os créditos dos bancos para bens de capital para investimentos, principalmente naquela modalidade de compulsório. Liberamos o compulsório para os bancos com essa finalidade", disse.

. De acordo com o titular da pasta, com a retirada do imposto, os bancos poderão baratear os empréstimos dos investimentos de longo prazo. Com isso, serão beneficiados, principalmente, financiamentos para setores envolvidos em infraestrutura. O estímulo foi criado pelo Decreto 7.975, publicado hoje (2) no Diário Oficial da União. De acordo com o texto, a medida é válida para as operações de crédito contratadas a partir de hoje. A norma altera o Decreto 6.306, que regulamenta o IOF.

- As operações de crédito estavam com taxas de juros reduzidas por estarem incluídas no Programa de Sustentação de Investimentos (PSI). Nessa modalidade, as taxas de juros praticadas são de 3% ao ano, até junho deste ano. A partir do segundo semestre, a alíquota sobe para 3,5%. O prazo de financiamento do programa é 20 anos, com carência de até 36 meses.
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