Dona de marcas como a Bom Gosto, do RS, a LBR, maior
complexo empresarial lácteo de capital brasileiro, entrou em recuperação
judicial, mas em carta enviada aos seus clientes e fornecedores, datada de 14
de fevereiro, avisou que resolveu suspender os pagamentos aos credores
financeiros, mas tinha decidido “honrar os compromissos, mantendo rigorosamente
em dia os pagamentos aos colaboradores, clientes, fornecedores,, produtores e
cooperativas”.
. Foi o que a LBR avisou em carta assinada pelo diretor
de Vendas e marketing, Gerson Francisco.
. O documento passou de mãos em mãos entre os
colaboradores, clientes e fornecedores da Bom Gosto no RS.
. Acontece que apenas seis dias depois, a LBR enviou uma
circular muito mais dura, de caráter confidencial, avisando que também
suspendeu os pagamentos devidos aos fornecedores, mas assegurando que os novos
fornecimentos seriam pagos rigorosamente em dia. Eis o teor do aviso:
- Para preservar as relações com a sua empresa, como
fornecedor essencial às nossas atividades, é primordial que seus fornecimentos
sejam mantidos dentro dos prazos, descontos, especificações, qualidade e lad
time que já vinham sendo praticados. Em contrapartida, honraremos, nos próximos
dias, todos os seus compromissos a vender após 15 de fevereiro.
. É uma inédita quebra de confiança com os fornecedores.
A LBR não informou quando deve a todos eles, mas os problemas financeiros de
todos eles serão enormes.
. A empresa possui 15 plantas industriais no RS.
. Os problemas de insolvência são atribuídos pela
companhia a fatores externos. Na carta do dia 14, a LBR avisa que se nada for
alterado, 5 milhões de pessoas que vivem do setor lácteo terão graves
prejuízos.
- No seu balanço de 2012, o BNDES lançou como “dinheiro
perdido” os R$ 700 milhões que botou na LBR.