
Nesta sexta-feira, o Conselho do Meio Ambiente, o Consema do RS, aprovou por unanimidade alterações no zoneamento ambiental da silvicultura.
. O resultado tem implicações técnicas e científicas, mas o que interessa mais ao editor são as implicações para o desenvolvimento econômico estadual (geração de riqueza e emprego).
. Foram surpreendentes (e nem sempre bem vindos) os ajustes feitos na Câmara de Biodiversidade do Consema. Ali foram realizados estudos desde agosto de 2008. Não foram apenas questões técnicas e científicas.
. Tudo o que saiu resultou de consenso entre ONGs ambientalistas, setor produtivo, universidades, Famurs e Poder Público.
. Isto é surpreendente no RS.
. Segundo o zoneamento original, previa-se 8 milhões de hectares de área para plantio. O resultado aprovado sexta-feira reduziu a área para 3,5 milhões de hectares.
. O governo alega que a redução foi compensada pela melhor distribuição.
. Há controvérsia.
. As discussões para as mudanças no zoneamento, tiveram início em agosto de 2008 em numa reunião da Câmara Técnica Permanente (CTP) de Agropecuária e Indústria do Consema. Após, o assunto passou a ser apreciado pela CTP de Biodiversidade e Política Florestal, que promoveu 22 encontros, aprovando as alterações, por unanimidade, na reunião do dia 19 de outubro.
. As principais alterações tratam do percentual de ocupação de área de plantio, dos tamanhos de maciços (área de plantio lindeira) e das distâncias entre eles.
. O zoneamento ambiental para a silvicultura do Estado foi amplamente debatido em 2007, quando a Fundação Estadual de Proteção Ambiental (Fepam) promoveu quatro audiências públicas nos municípios de Pelotas, Alegrete, Santa Maria e Caxias do Sul.