Painel da FSP
O Planalto avalia que o relatório do delegado Protógenes Queiroz é devastador para o ex-deputado petista Luiz Eduardo Greenhalgh, que aparece no grampo apertando todos os botões possíveis -a começar pelos do palácio- para fazer valer os interesses do banqueiro no governo. "Gomes", como o chamam os demais colaboradores de Dantas, não é personagem fácil de atirar ao mar, dadas suas relações históricas com pessoas como o chefe-de-gabinete Gilberto Carvalho e o próprio Lula. Entre os funcionários do Planalto que tiveram conversas com Greenhalgh grampeadas está Evanise Santos, namorada de José Dirceu. Cuidadosa com as palavras, ela avisa ao ex-deputado que "seu amigo está chegando entre quatro e cinco horas" e expressa uma dúvida sobre o encontro que ambos terão em seguida: "tô só esperando a resposta se é melhor fazer no hangar ou no hotel". Pouco depois, liga para Greenhalgh William, que se identifica como "funcionário do senhor José Dirceu" e avisa que o encontro vai ser "lá no hangar da TAM" no aeroporto de Brasília.
TARSO TENTA DEFENDER O GOVERNO
Trecho de entrevista na Folha de São Paulo desta segunda-feira:
FOLHA - O ex-deputado petista Luiz Eduardo Greenhalgh conversou com Gilberto Carvalho, chefe-de-gabinete do presidente Lula, no Planalto, para obter informações sobre o processo.
TARSO - Esse contato, se houve, o Gilberto soube diluí-lo, porque não fez qualquer pedido de informação à PF e ao ministério. Não creio que Luiz Eduardo tenha tentado solicitar ao governo inconfidências.
Correio do Povo publica pesquisa que dá vitória para Manuela e Rosário em Porto Alegre
É estranho que o Correio do Povo não tenha disponibilizado o resultado do confronto direto entre Manuela e Rosário no caso de irem ambas para o segundo turno e não Fogaça. Zero Hora publicou a resposta para este tipo de dilema e apontou a vitória de Manuela por 37% x 33%.
. O jornal Correio do Povo desta segunda-feira divulgou pesquisa feita em Porto Alegre pelo Instituto Methodus, que demonstra que o prefeito José Fogaça venceria as eleições por 25,7% contra 18,7% de Maria do Rosário, do PT, e 18,1% de Manuela D'Ávila, do PC do B, no primeiro turno, mas perderia no segundo turno tanto para Rosário (43,6% x 42,05%) como para Manuela (45,5% x 39,5%).. Os números do Correio do Povo diferem bastante dos números da pesquisa de Zero Hora deste domingo (Ibope), porque neste caso Fogaça dobra Manuela e Maria do Rosário no primeiro turno (29% contra 19%), mas vence ambas, também, no segundo turno: 40% x 38% contra Manuela e e 41% x 36% contra Rosário. . A pesquisa do Correio do Povo também simulou resultados com chapa completa, mas neste caso o vice de Rosário atrapalha, sendo que nos casos de Fogaça e Manuela, o vice ajuda. A diferença em qualquer dos três casos é mínima.
CLIQUE aqui e veja a pesquisa completa.
. O jornal Correio do Povo desta segunda-feira divulgou pesquisa feita em Porto Alegre pelo Instituto Methodus, que demonstra que o prefeito José Fogaça venceria as eleições por 25,7% contra 18,7% de Maria do Rosário, do PT, e 18,1% de Manuela D'Ávila, do PC do B, no primeiro turno, mas perderia no segundo turno tanto para Rosário (43,6% x 42,05%) como para Manuela (45,5% x 39,5%).. Os números do Correio do Povo diferem bastante dos números da pesquisa de Zero Hora deste domingo (Ibope), porque neste caso Fogaça dobra Manuela e Maria do Rosário no primeiro turno (29% contra 19%), mas vence ambas, também, no segundo turno: 40% x 38% contra Manuela e e 41% x 36% contra Rosário. . A pesquisa do Correio do Povo também simulou resultados com chapa completa, mas neste caso o vice de Rosário atrapalha, sendo que nos casos de Fogaça e Manuela, o vice ajuda. A diferença em qualquer dos três casos é mínima.
CLIQUE aqui e veja a pesquisa completa.
A "bomba" Daniel Dantas explodiu no colo do governo do PT
Clipping
Da newsleter diária assinada pelo prefeito do Rio, César Maia
Segunda-feira, 13 de julho, 9h
A menos que surjam fatos muito novos, o que menos se esperava foi o que aconteceu no caso do banqueiro Daniel Dantas, porque os grampos revelados pela Polícia Federal revelam uma permissiva colaboração entre o Opportunity e gente da maior intimidade do governo do PT. Na lista de conversas reservadíssimas, troca de informações e grossa advocacia administrativa, além de lobby, estão figuras como o próprio chefe de Gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, o ex-ministro José Dirceu, o ministro Geddel Vieira Lima, o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhgald e funcionários de confiança do PT, como a atual namorada de Zé Dirceu, que trabalha dentro do Palácio do Planalto.
. Isto ninguém esperava.
LEIA as revelações (algumas muito surpreendentes) reveladas pelo prefeito do Rio, César Maia, na newsletter que manda para alguns assinantes, entre os quais o editor desta página:
FINALMENTE OS ESCÂNDALOS CHEGAM AO CORAÇÃO DO PALÁCIO DO PLANALTO E À MÁXIMA INTIMIDADE DE LULA, COM GRAMPO E FIRMA RECONHECIDA!
1. Um efeito colateral -que poderia não ser tão colateral assim- da prisão de Daniel Dantas, estilhaçou no coração político de Lula. Seu mais importante, íntimo e fiel escudeiro está de cabeça nas investigações. O problema é tão grave que Gilberto Carvalho imediatamente tirou férias de forma a que a imprensa não tenha acesso a ele.
2. Gilberto Carvalho -entre outras- estava no centro do caso da morte do prefeito Celso Daniel do PT, que envolveu a cúpula petista. O ex-deputado Greenhalgh, oligopolista das indenizações da bolsa-ditadura e advogado do fígado do PT e seu dirigente, era também o operador de Daniel Dantas e buscava informá-lo através do contato íntimo com Gilberto Carvalho.
3. Humberto Braz, filmado pela PF tentando subornar delegado, era exatamente quem Greenhalgh procurava proteger (ler abaixo o grampo). Ou seja: provavelmente sabia da tentativa de suborno e de eliminação da investigação sobre Daniel Dantas.
4. Embora a imprensa tenha tido um justo constrangimento para relacionar, é provável que o uso do nome Leticia seja um indicativo (não que ela seja a receptora) de que os recursos iam para o "quarto" de Lula.
A seguir, trecho do grampo divulgado pela imprensa:
"O inquérito inclui a transcrição de um telefonema de Greenhalgh para o chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho. O ex-deputado queria saber se a Abin estava seguindo Humberto Braz no Rio. Segundo o monitoramento dos delegados, feita no dia 29 de maio, às 18h, esta foi a resposta de Gilberto Carvalho: Gilberto: O general me deu a resposta agora. É o seguinte: não há nenhuma pessoa designada na presidência na Abin, com esse nome. A placa do carro não existe, é fria, tá? Eles aqui acham que a única alternativa é que tenha sido caso de falsificarem documento, eles não consideram possível que seja da Abin. A Polícia Federal não usa a PM, eles não se misturam de jeito nenhum, tá. Então eu acho que o mais provável é que o cara tava armando mesmo alguma coisa. Mas com documento falso, que também no Rio é muito comum, porque daqui não tem, eu pedi, insisti, fiz o máximo cuidado, tal.
. O PALÁCIO DO PLANALTO ERA O CENÁRIO DOS CRIMES! E LULA, NÃO SABIA DE NADA????
O jornal O Estado de São Paulo deste domingo diz que Dantas fez lobby dentro do Planalto por ''negócios ilícitos''.
. O grupo liderado pelo banqueiro Daniel Dantas buscou apoio no Palácio do Planalto "para negócios ilícitos". Além de procurar a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, o advogado e ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, apontado como lobista do grupo de Dantas, foi atrás do ex-ministro e ex-deputado José Dirceu para auxiliá-lo na tarefa. De Dilma, Greenhalgh queria o aval à fusão entre a Brasil Telecom e a Oi, uma operação que rendeu R$ 985 milhões ao banqueiro do Opportunity, e de Carvalho, a promessa de ajuda na busca por informações sigilosas que ajudassem Dantas, conforme mostrou o Estado. Em seguida, Evanise (namorada de Dirceu), revela que está falando de dentro do Palácio do Planalto. "Esse é seu telefone?", pergunta Greenhalgh.
. "Não... esse é o PABX aqui do palácio." Em seguida, ela passa ao advogado um número de celular, que, segundo a PF, está cadastrado "em nome da Secretaria da Administração da Presidência da República".
Da newsleter diária assinada pelo prefeito do Rio, César Maia
Segunda-feira, 13 de julho, 9h
A menos que surjam fatos muito novos, o que menos se esperava foi o que aconteceu no caso do banqueiro Daniel Dantas, porque os grampos revelados pela Polícia Federal revelam uma permissiva colaboração entre o Opportunity e gente da maior intimidade do governo do PT. Na lista de conversas reservadíssimas, troca de informações e grossa advocacia administrativa, além de lobby, estão figuras como o próprio chefe de Gabinete de Lula, Gilberto Carvalho, o ex-ministro José Dirceu, o ministro Geddel Vieira Lima, o ex-deputado Luiz Eduardo Greenhgald e funcionários de confiança do PT, como a atual namorada de Zé Dirceu, que trabalha dentro do Palácio do Planalto.
. Isto ninguém esperava.
LEIA as revelações (algumas muito surpreendentes) reveladas pelo prefeito do Rio, César Maia, na newsletter que manda para alguns assinantes, entre os quais o editor desta página:
FINALMENTE OS ESCÂNDALOS CHEGAM AO CORAÇÃO DO PALÁCIO DO PLANALTO E À MÁXIMA INTIMIDADE DE LULA, COM GRAMPO E FIRMA RECONHECIDA!
1. Um efeito colateral -que poderia não ser tão colateral assim- da prisão de Daniel Dantas, estilhaçou no coração político de Lula. Seu mais importante, íntimo e fiel escudeiro está de cabeça nas investigações. O problema é tão grave que Gilberto Carvalho imediatamente tirou férias de forma a que a imprensa não tenha acesso a ele.
2. Gilberto Carvalho -entre outras- estava no centro do caso da morte do prefeito Celso Daniel do PT, que envolveu a cúpula petista. O ex-deputado Greenhalgh, oligopolista das indenizações da bolsa-ditadura e advogado do fígado do PT e seu dirigente, era também o operador de Daniel Dantas e buscava informá-lo através do contato íntimo com Gilberto Carvalho.
3. Humberto Braz, filmado pela PF tentando subornar delegado, era exatamente quem Greenhalgh procurava proteger (ler abaixo o grampo). Ou seja: provavelmente sabia da tentativa de suborno e de eliminação da investigação sobre Daniel Dantas.
4. Embora a imprensa tenha tido um justo constrangimento para relacionar, é provável que o uso do nome Leticia seja um indicativo (não que ela seja a receptora) de que os recursos iam para o "quarto" de Lula.
A seguir, trecho do grampo divulgado pela imprensa:
"O inquérito inclui a transcrição de um telefonema de Greenhalgh para o chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho. O ex-deputado queria saber se a Abin estava seguindo Humberto Braz no Rio. Segundo o monitoramento dos delegados, feita no dia 29 de maio, às 18h, esta foi a resposta de Gilberto Carvalho: Gilberto: O general me deu a resposta agora. É o seguinte: não há nenhuma pessoa designada na presidência na Abin, com esse nome. A placa do carro não existe, é fria, tá? Eles aqui acham que a única alternativa é que tenha sido caso de falsificarem documento, eles não consideram possível que seja da Abin. A Polícia Federal não usa a PM, eles não se misturam de jeito nenhum, tá. Então eu acho que o mais provável é que o cara tava armando mesmo alguma coisa. Mas com documento falso, que também no Rio é muito comum, porque daqui não tem, eu pedi, insisti, fiz o máximo cuidado, tal.
. O PALÁCIO DO PLANALTO ERA O CENÁRIO DOS CRIMES! E LULA, NÃO SABIA DE NADA????
O jornal O Estado de São Paulo deste domingo diz que Dantas fez lobby dentro do Planalto por ''negócios ilícitos''.
. O grupo liderado pelo banqueiro Daniel Dantas buscou apoio no Palácio do Planalto "para negócios ilícitos". Além de procurar a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, o advogado e ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, apontado como lobista do grupo de Dantas, foi atrás do ex-ministro e ex-deputado José Dirceu para auxiliá-lo na tarefa. De Dilma, Greenhalgh queria o aval à fusão entre a Brasil Telecom e a Oi, uma operação que rendeu R$ 985 milhões ao banqueiro do Opportunity, e de Carvalho, a promessa de ajuda na busca por informações sigilosas que ajudassem Dantas, conforme mostrou o Estado. Em seguida, Evanise (namorada de Dirceu), revela que está falando de dentro do Palácio do Planalto. "Esse é seu telefone?", pergunta Greenhalgh.
. "Não... esse é o PABX aqui do palácio." Em seguida, ela passa ao advogado um número de celular, que, segundo a PF, está cadastrado "em nome da Secretaria da Administração da Presidência da República".
Yeda assina hoje carta-compromisso com base aliada e membros do governo
Em ato público no Palácio Piratini, a governadora Yeda Crusius assina com os partidos políticos da base de sustentação, nesta segunda-feira, às 14h30, a Carta-Compromisso elaborada em conjunto com o Gabinete de Transição e diversos segmentos da sociedade em que o Governo do Estado reafirma seu compromisso com o programa de desenvolvimento do Rio Grande do Sul, com a ética e a transparência e o combate à corrupção.
. Na semana passada, a governadora anunciou uma série de medidas, acordadas com o Conselho Político e o Gabinete de Transição, que serão adotadas na administração estadual para controlar o uso de dinheiro público e impedir que ocorram irregularidades.
. Entre as ações reveladas pelo governo estão a atuação de forma articulada dos diversos órgãos estaduais de fiscalização e a criação do Portal Transparência RS, para que a sociedade possa verificar como o Estado está procedendo, além de outras que serão divulgadas na cerimônia.
. Na semana passada, a governadora anunciou uma série de medidas, acordadas com o Conselho Político e o Gabinete de Transição, que serão adotadas na administração estadual para controlar o uso de dinheiro público e impedir que ocorram irregularidades.
. Entre as ações reveladas pelo governo estão a atuação de forma articulada dos diversos órgãos estaduais de fiscalização e a criação do Portal Transparência RS, para que a sociedade possa verificar como o Estado está procedendo, além de outras que serão divulgadas na cerimônia.
Paulo Brossard: Vivemos uma fase policialesca!
Clipping/ Folha de S.Paulo
ENTREVISTA DA 2ª - PAULO BROSSARD
Por Graciliano Rocha, na Folha:
Vivemos uma fase policialesca; abusos estão sendo tolerados
Ex-ministro da Justiça diz que exposição de suspeitos fere presunção da inocência e que disputa entre STF e PF deu início a crise inédita
EX-MINISTRO do STF (Supremo Tribunal Federal), ex-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ex-ministro da Justiça (governo Sarney), o jurista gaúcho Paulo Brossard de Souza Pinto, 83, afirma que a exposição de suspeitos em operações da Polícia Federal é "abuso" e fere o princípio da presunção da inocência. O ex-ministro sustenta que algemas só devam ser usadas em suspeitos com possibilidade real de fuga ou de resistência. Fora disso, é "agressão gratuita". "Está havendo uma tolerância com o abuso", critica ele.
Segundo Brossard, o uso disseminado de grampos telefônicos em investigações indica um resquício de autoritarismo, "que destruiu o conceito de legalidade". Para ele, os juízes erram ao permitir que a quebra de sigilo seja regra. "O uso do poder é um convite ao excesso." Embora tenha evitado comentar detalhes da polêmica envolvendo a prisão e a liberação do banqueiro Daniel Dantas, Brossard afirma que a disputa entre instâncias do Judiciário abriu uma crise inédita e de conseqüências imprevisíveis para o Poder.
FOLHA - O sr. é um crítico da chamada "espetacularização" das ações da PF. O que há de errado?
PAULO BROSSARD - Há alguns fatos que estão acontecendo que são inequivocamente graves e também inéditos. De tudo que vem acontecendo, uma das coisas mais importantes que foram ditas pelo presidente do STF [Gilmar Mendes] é que o país está atravessando uma fase policialesca. A expressão, embora forte, é verdadeira. Pelo menos é verossímil. A interferência policial, sendo legítima, tudo bem, porque a polícia existe é para isso. Quando existe uma infração que se apresenta com a natureza penal, aí é obrigação, não é favor. O que me chama a atenção, ao mesmo tempo, é que está havendo uma tolerância com o abuso.
FOLHA - Que tipo de abuso pela PF?
BROSSARD - Se eu, amanhã, exercendo uma autoridade legal, me deparasse com uma situação em que o meu dever é prender alguém, eu não hesitaria, mas prenderia com a finalidade de chegar ao resultado mais útil com o menor dano.
Uma coisa é prender uma pessoa condenada com uma pena a cumprir, onde não há uma necessidade de discrição. Agora, quando se trata de suposição de um crime, a conduta há de ser diferente, há de se levar em conta o que a Constituição estabeleceu, há de se levar em conta o patrimônio da humanidade. O que estou notando agora é que está se perdendo o apreço por essas garantias.
FOLHA - A prisão provisória não é um instrumento adequado para garantir que suspeitos, por exemplo, não destruam provas?
BROSSARD - A prisão provisória é legítima, desde que haja a observância daquelas regras que não são de agora. Para quê algemas? Haverá casos em que será necessário. Há casos em que há verdadeiros artistas em se evadir, neste caso a prudência recomenda as algemas. Mas há casos aí de pessoas em idade avançada, que não têm condições de correr. Algemar uma pessoa dessas é agressão gratuita. E para quê? Só para humilhar. Isso é estúpido e brutal.
Fotografar, filmar e publicar é para achincalhar uma pessoa que pode ser autora de grandes responsabilidades ou não.
Agora, num critério utilitário, o que é que isso ajuda? A Constituição garante ao preso, o preso condenado, que seja preservado na sua integridade física e moral. Então imagine aquele que está sendo preso porque está sendo investigado, porque há uma dúvida. Isso é um índice de falta de critério, quem parte daí não tem limites.
FOLHA - Quem está sendo tolerante com o abuso?
BROSSARD - É difícil dizer, são todos e não é ninguém. A sociedade se compõe de mil parcelas e não existe uma expressão adequada. Isso me impressiona vivamente. Por maiores que sejam os indícios, a pessoa que não é condenada deve ser considerada inocente. A presunção de inocência é uma norma de validade universal, salvo naturalmente naqueles países que ainda vegetam em tiranias. Estamos vivendo aqui um período de investigação judicial. Hoje não se faz uma investigação policial sem recorrer a [quebra de] sigilo. Isso não é normal. Haverá casos que será justificável, é por isso que se tem que requerer a um juiz e o juiz pode conceder ou não. Em geral, concede-se. Agora, isso não pode ser regra, porque é perigoso.
ENTREVISTA DA 2ª - PAULO BROSSARD
Por Graciliano Rocha, na Folha:
Vivemos uma fase policialesca; abusos estão sendo tolerados
Ex-ministro da Justiça diz que exposição de suspeitos fere presunção da inocência e que disputa entre STF e PF deu início a crise inédita
EX-MINISTRO do STF (Supremo Tribunal Federal), ex-presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral) e ex-ministro da Justiça (governo Sarney), o jurista gaúcho Paulo Brossard de Souza Pinto, 83, afirma que a exposição de suspeitos em operações da Polícia Federal é "abuso" e fere o princípio da presunção da inocência. O ex-ministro sustenta que algemas só devam ser usadas em suspeitos com possibilidade real de fuga ou de resistência. Fora disso, é "agressão gratuita". "Está havendo uma tolerância com o abuso", critica ele.
Segundo Brossard, o uso disseminado de grampos telefônicos em investigações indica um resquício de autoritarismo, "que destruiu o conceito de legalidade". Para ele, os juízes erram ao permitir que a quebra de sigilo seja regra. "O uso do poder é um convite ao excesso." Embora tenha evitado comentar detalhes da polêmica envolvendo a prisão e a liberação do banqueiro Daniel Dantas, Brossard afirma que a disputa entre instâncias do Judiciário abriu uma crise inédita e de conseqüências imprevisíveis para o Poder.
FOLHA - O sr. é um crítico da chamada "espetacularização" das ações da PF. O que há de errado?
PAULO BROSSARD - Há alguns fatos que estão acontecendo que são inequivocamente graves e também inéditos. De tudo que vem acontecendo, uma das coisas mais importantes que foram ditas pelo presidente do STF [Gilmar Mendes] é que o país está atravessando uma fase policialesca. A expressão, embora forte, é verdadeira. Pelo menos é verossímil. A interferência policial, sendo legítima, tudo bem, porque a polícia existe é para isso. Quando existe uma infração que se apresenta com a natureza penal, aí é obrigação, não é favor. O que me chama a atenção, ao mesmo tempo, é que está havendo uma tolerância com o abuso.
FOLHA - Que tipo de abuso pela PF?
BROSSARD - Se eu, amanhã, exercendo uma autoridade legal, me deparasse com uma situação em que o meu dever é prender alguém, eu não hesitaria, mas prenderia com a finalidade de chegar ao resultado mais útil com o menor dano.
Uma coisa é prender uma pessoa condenada com uma pena a cumprir, onde não há uma necessidade de discrição. Agora, quando se trata de suposição de um crime, a conduta há de ser diferente, há de se levar em conta o que a Constituição estabeleceu, há de se levar em conta o patrimônio da humanidade. O que estou notando agora é que está se perdendo o apreço por essas garantias.
FOLHA - A prisão provisória não é um instrumento adequado para garantir que suspeitos, por exemplo, não destruam provas?
BROSSARD - A prisão provisória é legítima, desde que haja a observância daquelas regras que não são de agora. Para quê algemas? Haverá casos em que será necessário. Há casos em que há verdadeiros artistas em se evadir, neste caso a prudência recomenda as algemas. Mas há casos aí de pessoas em idade avançada, que não têm condições de correr. Algemar uma pessoa dessas é agressão gratuita. E para quê? Só para humilhar. Isso é estúpido e brutal.
Fotografar, filmar e publicar é para achincalhar uma pessoa que pode ser autora de grandes responsabilidades ou não.
Agora, num critério utilitário, o que é que isso ajuda? A Constituição garante ao preso, o preso condenado, que seja preservado na sua integridade física e moral. Então imagine aquele que está sendo preso porque está sendo investigado, porque há uma dúvida. Isso é um índice de falta de critério, quem parte daí não tem limites.
FOLHA - Quem está sendo tolerante com o abuso?
BROSSARD - É difícil dizer, são todos e não é ninguém. A sociedade se compõe de mil parcelas e não existe uma expressão adequada. Isso me impressiona vivamente. Por maiores que sejam os indícios, a pessoa que não é condenada deve ser considerada inocente. A presunção de inocência é uma norma de validade universal, salvo naturalmente naqueles países que ainda vegetam em tiranias. Estamos vivendo aqui um período de investigação judicial. Hoje não se faz uma investigação policial sem recorrer a [quebra de] sigilo. Isso não é normal. Haverá casos que será justificável, é por isso que se tem que requerer a um juiz e o juiz pode conceder ou não. Em geral, concede-se. Agora, isso não pode ser regra, porque é perigoso.
PF diz que banqueiro Daniel Dantas fez lobby dentro do Planalto
O grupo liderado pelo banqueiro Daniel Dantas buscou apoio no Palácio do Planalto "para negócios ilícitos". É o que sustenta relatório da Polícia Federal. Além de procurar a ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, e o chefe de gabinete da Presidência da República, Gilberto Carvalho, o advogado e ex-deputado Luiz Eduardo Greenhalgh, apontado como lobista do grupo de Dantas, foi atrás do ex-ministro e ex-deputado José Dirceu para auxiliá-lo na tarefa.
. De Dilma, Greenhalgh queria o aval à fusão entre a Brasil Telecom e a Oi, uma operação que rendeu R$ 985 milhões ao banqueiro do Opportunity, e de Carvalho, a promessa de ajuda na busca por informações sigilosas que ajudassem Dantas, conforme mostrou o Estado.
. Dois telefonemas interceptados pela PF revelam que o encontro entre Dirceu e Greenhalgh ocorreu em um hangar da TAM. A tarefa de Greenhalgh foi facilitada por uma integrante da Secretaria da Administração da Presidência identificada nas conversas como Evanise. Seria a coordenadora de relações públicas do órgão, Evanise Maria da Costa Santos. Namorada de Dirceu, ela ocupa uma sala no 2º andar do Palácio do Planalto.
. CLIQUE aqui para ler a matéria completa do jornal O Estado de S.Paulo.
. De Dilma, Greenhalgh queria o aval à fusão entre a Brasil Telecom e a Oi, uma operação que rendeu R$ 985 milhões ao banqueiro do Opportunity, e de Carvalho, a promessa de ajuda na busca por informações sigilosas que ajudassem Dantas, conforme mostrou o Estado.
. Dois telefonemas interceptados pela PF revelam que o encontro entre Dirceu e Greenhalgh ocorreu em um hangar da TAM. A tarefa de Greenhalgh foi facilitada por uma integrante da Secretaria da Administração da Presidência identificada nas conversas como Evanise. Seria a coordenadora de relações públicas do órgão, Evanise Maria da Costa Santos. Namorada de Dirceu, ela ocupa uma sala no 2º andar do Palácio do Planalto.
. CLIQUE aqui para ler a matéria completa do jornal O Estado de S.Paulo.
Inbev compra americana Anheuser-Busch por US$ 49,9 bi
A belga-brasileira InBev concordou em comprar a Anheuser- Busch por US$ 49,9 bilhões, informou o periódico Wall Street Journal. A aquisição da norte-americana Anheuser-Busch por US$ 70 por ação finaliza um mês de disputas judiciais e públicas sobre o futuro da fabricante da cerveja Budweiser.
. A fusão entre a Inbev e cervejaria norte-americana criará a maior cervejaria do mundo, com uma cifra de negócios da ordem de US$ 36 bilhões, deixando para trás a SABMiller, segunda maior cervejaria do mundo e com um volume de rendimentos de US$ 21 bilhões.
. A Inbev, com sede na Bélgica, mudará seu nome para Anheuser-Busch Inbev, e a Anheuser terá direito a dois lugares no conselho administrativo da empresa. De acordo com os analistas, a Inbev pagará aproximadamente 11 vezes o valor projetado para o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Anheuser-Busch em 2009.
. A fusão entre a Inbev e cervejaria norte-americana criará a maior cervejaria do mundo, com uma cifra de negócios da ordem de US$ 36 bilhões, deixando para trás a SABMiller, segunda maior cervejaria do mundo e com um volume de rendimentos de US$ 21 bilhões.
. A Inbev, com sede na Bélgica, mudará seu nome para Anheuser-Busch Inbev, e a Anheuser terá direito a dois lugares no conselho administrativo da empresa. De acordo com os analistas, a Inbev pagará aproximadamente 11 vezes o valor projetado para o Ebitda (lucros antes de juros, impostos, depreciação e amortização) da Anheuser-Busch em 2009.
PF pode afastar delegado que prendeu Dantas
A cúpula da Polícia Federal pode afastar das investigações nesta semana o delegado Protógenes Queiroz (foto), responsável pelo inquérito que embasou o pedido de prisão do banqueiro Daniel Dantas e companhia na semana passada. O delegado-geral Luiz Fernando Corrêa e alguns chefes de departamento da PF, contrariados com o modo como Protógenes conduziu as ações que levaram à Operação Satiagraha, esperam apenas por mais um deslize do delegado para eliminá-lo dos desdobramentos do caso, segundo informa uma reportagem publicada neste domingo pelo jornal Folha de S.Paulo.
. De acordo com a cúpula da PF, Protógenes cometeu três excessos: a permissão à TV Globo para filmar as prisões na terça-feira; o pedido de prisão da jornalista Andréa Michael, da Folha, negado pela Justiça Federal; e, principalmente, uma série de atos de insubordinação que incluíram a participação clandestina de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na sua investigação.
. De acordo com a cúpula da PF, Protógenes cometeu três excessos: a permissão à TV Globo para filmar as prisões na terça-feira; o pedido de prisão da jornalista Andréa Michael, da Folha, negado pela Justiça Federal; e, principalmente, uma série de atos de insubordinação que incluíram a participação clandestina de agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) na sua investigação.
Agronegócio deve salvar saldo comercial do Brasil
Pilar da balança comercial desde meados da década passada, a exportação de produtos do agronegócio será em 2008, mais do que nunca, a salvação do saldo comercial do Brasil. O superávit proporcionado pelas exportações do agronegócio previsto para 2008 deve atingir US$ 52,2 bilhões, quase o dobro do projetado para o saldo da balança comercial brasileira, de US$ 28 bilhões, segundo cálculos da RC Consultores.
. No ano passado, o superávit do agronegócio foi de US$ 42 bilhões, só US$ 2 bilhões acima do saldo positivo da balança comercial como um todo, de US$ 40 bilhões.
. Preços recordes de commodities, especialmente de soja e carnes, devem garantir o excelente desempenho das exportações do setor. A estimativa é de que as vendas externas do agronegócio somem US$ 60,5 bilhões em 2008, US$ 12 bilhões a mais que no ano anterior e 32% das exportações totais da balança comercial, projetadas em US$ 190 bilhões.
. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
. No ano passado, o superávit do agronegócio foi de US$ 42 bilhões, só US$ 2 bilhões acima do saldo positivo da balança comercial como um todo, de US$ 40 bilhões.
. Preços recordes de commodities, especialmente de soja e carnes, devem garantir o excelente desempenho das exportações do setor. A estimativa é de que as vendas externas do agronegócio somem US$ 60,5 bilhões em 2008, US$ 12 bilhões a mais que no ano anterior e 32% das exportações totais da balança comercial, projetadas em US$ 190 bilhões.
. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
É inaceitável grampear Zé Dirceu, Greenghalg e Gilberto Carvalho
As duas notas postadas logo a seguir são do jornal Folha de São Paulo, a primeira, e do blog do ex-ministor José Dirceu, a segunda.
. A primeira nota revela como de fato o presidente do STF foi afrontado pela Polícia Federal. Isto está claríssimo. É alguma coisa inaceitável dentro do estado democrático de direito e dos princípios republicanos, porque a Polícia Federal nem de longe é um dos Poderes da República e muito menos pode espionar o chefe de um dos Poderes.
. A segunda nota tem a ver com a primeira, porque é denúncia que faz na mesma direção o ex-ministro José Dirceu.
. O editor desta página tem diferenças tremendas com Zé Dirceu e com companheiros seus como Luiz Eduardo Greenghalg, como com os ministros Gilberto Carvalho, Geddel Vieira Lima e Dilma Roussef, mas não pode aceitar que a Polícia Federal grampe os telefonemas de ex-parlamentares e ministros do PT, alguns despachando dentro do Palácio do Planalto (o grampo foi feito em telefone do Palácio), mesmo quando a conversa entre todos tenha a ver com falcatruas, como neste caso da quadrilha orquestrada e dirigida pelo banqueiro Daniel Dantas.
. Quando se aceita que a polícia utilize meios inaceitáveis e truculentos para trabalhar contra nossos adversários ou inimigos, estamos abrindo caminho para que ela faça o mesmo conosco. É a lei da selva. Não é assim que funciona uma sociedade democrática.
LEIA:
Sinto muito
Da coluna Painel:
Em encontro com Gilmar Mendes na noite de quinta, o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, procurou isentar a cúpula da corporação e o Ministério da Justiça de responsabilidade por eventuais abusos cometidos na Operação Satiagraha. "É lamentável, mas não temos controle sobre esse processo", afirmou Corrêa, segundo relato do presidente do Supremo, que qualificou a conversa como "muito cordial". "A operação se autonomizou", teria dito Corrêa.
A visita se deu após telefonema de Mendes a Tarso Genro, motivado pelo aviso da vice-presidente do TRF de São Paulo, Suzana de Camargo Gomes, de que o gabinete do ministro fora monitorado pela PF. "Houve abuso de novo", disse Mendes a Tarso". "Não é possível", respondeu o titular da Justiça.
Fragilidade na Justiça ameaça a democracia do país
Quem escreveu:
"Se a Polícia Federal tem cada vez mais exercido seu papel de combater o crime e a corrupção, não importa quão poderosos sejam os envolvidos, muitas vezes se vê seu trabalho comprometido pelo açodamento na produção de provas, que depois se mostram frágeis, não sustentando o processo criminal; por vazamentos de informações parciais, que comprometem muitas vezes inocentes, beneficiam partes e servem à luta política; pela tendência de alguns (...) delegados se guiarem mais pelos holofotes da mídia do que pela substância do conjunto de provas; pela investigação de terceiros não relacionados à autorização específica concedida pelo juiz. Do lado do Ministério Público, há uma tendência de que se veja, em muitos casos, não só como acusação, mas como juiz, pré-julgando pessoas que ainda não foram julgadas. E do lado dos juízes de primeira instância, ainda se atravessa o aprendizado do uso da maior independência. Se ela é salutar, de um lado, de outro, demanda mais maturidade para evitar decisões impulsivas".
. A primeira nota revela como de fato o presidente do STF foi afrontado pela Polícia Federal. Isto está claríssimo. É alguma coisa inaceitável dentro do estado democrático de direito e dos princípios republicanos, porque a Polícia Federal nem de longe é um dos Poderes da República e muito menos pode espionar o chefe de um dos Poderes.
. A segunda nota tem a ver com a primeira, porque é denúncia que faz na mesma direção o ex-ministro José Dirceu.
. O editor desta página tem diferenças tremendas com Zé Dirceu e com companheiros seus como Luiz Eduardo Greenghalg, como com os ministros Gilberto Carvalho, Geddel Vieira Lima e Dilma Roussef, mas não pode aceitar que a Polícia Federal grampe os telefonemas de ex-parlamentares e ministros do PT, alguns despachando dentro do Palácio do Planalto (o grampo foi feito em telefone do Palácio), mesmo quando a conversa entre todos tenha a ver com falcatruas, como neste caso da quadrilha orquestrada e dirigida pelo banqueiro Daniel Dantas.
. Quando se aceita que a polícia utilize meios inaceitáveis e truculentos para trabalhar contra nossos adversários ou inimigos, estamos abrindo caminho para que ela faça o mesmo conosco. É a lei da selva. Não é assim que funciona uma sociedade democrática.
LEIA:
Sinto muito
Da coluna Painel:
Em encontro com Gilmar Mendes na noite de quinta, o diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, procurou isentar a cúpula da corporação e o Ministério da Justiça de responsabilidade por eventuais abusos cometidos na Operação Satiagraha. "É lamentável, mas não temos controle sobre esse processo", afirmou Corrêa, segundo relato do presidente do Supremo, que qualificou a conversa como "muito cordial". "A operação se autonomizou", teria dito Corrêa.
A visita se deu após telefonema de Mendes a Tarso Genro, motivado pelo aviso da vice-presidente do TRF de São Paulo, Suzana de Camargo Gomes, de que o gabinete do ministro fora monitorado pela PF. "Houve abuso de novo", disse Mendes a Tarso". "Não é possível", respondeu o titular da Justiça.
Fragilidade na Justiça ameaça a democracia do país
Quem escreveu:
"Se a Polícia Federal tem cada vez mais exercido seu papel de combater o crime e a corrupção, não importa quão poderosos sejam os envolvidos, muitas vezes se vê seu trabalho comprometido pelo açodamento na produção de provas, que depois se mostram frágeis, não sustentando o processo criminal; por vazamentos de informações parciais, que comprometem muitas vezes inocentes, beneficiam partes e servem à luta política; pela tendência de alguns (...) delegados se guiarem mais pelos holofotes da mídia do que pela substância do conjunto de provas; pela investigação de terceiros não relacionados à autorização específica concedida pelo juiz. Do lado do Ministério Público, há uma tendência de que se veja, em muitos casos, não só como acusação, mas como juiz, pré-julgando pessoas que ainda não foram julgadas. E do lado dos juízes de primeira instância, ainda se atravessa o aprendizado do uso da maior independência. Se ela é salutar, de um lado, de outro, demanda mais maturidade para evitar decisões impulsivas".
Oposição troca DEM por PMDB para vice de Santo Ângelo
A oposição em Santo Ângelo resolveu trocar o vice do candidato a prefeito, Alberto Wächter, do PP. O ex-vereador José Marques, do PMDB, deu lugar a Arlindo Diel, do DEM, que, na última eleição, perdeu por apenas 900 votos para o atual prefeito - e candidato à reeleição - Eduardo Loureiro, do PDT.
. O município tem apenas dois candidatos. A oposição conta com PP, PMDB, DEM, PSDB, PTB e PV. Os pedetistas têm o apoio do PT e do PPS, além de outros partidos nanicos.
. Arlindo Diel foi três vezes o vereador mais votado de Santo Ângelo. Wächter foi vice-prefeito no mandato do ex-deputado estadual por três mandatos Valdir Andres, o último prefeito do PP na Capital das Missões.
. O município tem apenas dois candidatos. A oposição conta com PP, PMDB, DEM, PSDB, PTB e PV. Os pedetistas têm o apoio do PT e do PPS, além de outros partidos nanicos.
. Arlindo Diel foi três vezes o vereador mais votado de Santo Ângelo. Wächter foi vice-prefeito no mandato do ex-deputado estadual por três mandatos Valdir Andres, o último prefeito do PP na Capital das Missões.
Fogaça e Lula são bem avaliados em Porto Alegre
Considerando-se apenas ótimo e bom, os índices alcançados pelo prefeito José Fogaça e por Lula em Porto Alegre somam 33% para Fogaça e 40% para Lula.
. Quando a opção é pelo conceito regular, Lula está com 33% e Fogaça com 39%.
. Yeda soma 20% em ótimo e bom (48% ruim e péssimo e 33% regular).
. Os números são da pesquisa do Ibope, publicadas na edição antecipada de domingo do jornal Zero Hora.
. Quando a opção é pelo conceito regular, Lula está com 33% e Fogaça com 39%.
. Yeda soma 20% em ótimo e bom (48% ruim e péssimo e 33% regular).
. Os números são da pesquisa do Ibope, publicadas na edição antecipada de domingo do jornal Zero Hora.
Capitão Nascimento vem a Porto Alegre para apooiar Luciana Genro
A presença do ex-policial do Bope (Batalhão de Operações Especiais) Rodrigo Pimentel, que inspirou o capitão Nascimento de Tropa de Elite, mobilizou algumas dezenas de pessoas neste sábado, em Porto Alegre, porque Pimentel, que também foi roteirista do filme, veio à cidade apoiar a candidatura de Luciana Genro (PSOL) à prefeitura.
. Ninguém do PSoL considerou fascista o autor, o filme e o ator.
. Além do apoio e da visita inesperados, neste sábado (12), Pimentel e Luiz Eduardo Soares, ex-secretário nacional de Segurança Pública, participaram de um debate sobre violência urbana na sede do PSOL em Porto Alegre.
. Luciana Genro disse que vai investir o que for preciso para equipar a Guarda Municipal, que atua - armada - na proteção do patrimônio público da cidade. "Queremos que a Guarda trabalhe em conjunto com a Brigada Militar, mas sempre respeitando as comunidades", disse a candidata. .
. Ninguém do PSoL considerou fascista o autor, o filme e o ator.
. Além do apoio e da visita inesperados, neste sábado (12), Pimentel e Luiz Eduardo Soares, ex-secretário nacional de Segurança Pública, participaram de um debate sobre violência urbana na sede do PSOL em Porto Alegre.
. Luciana Genro disse que vai investir o que for preciso para equipar a Guarda Municipal, que atua - armada - na proteção do patrimônio público da cidade. "Queremos que a Guarda trabalhe em conjunto com a Brigada Militar, mas sempre respeitando as comunidades", disse a candidata. .
Ibope: José Fogaça 29%; Maria do Rosário e Manuela D’Avila, 19%
O Ibope divulgou neste sábado (12) a primeira pesquisa para a prefeitura de Porto Alegre. Na pesquisa estimulada, o atual prefeito e candidato à reeleição José Fogaça (PMDB) está na frente com 29% das intenções de votos, seguido de longe pelas deputadas federais Maria do Rosário (PT) e Manuela D'Ávila (PCdoB), com 19%. Em quarto-lugar está à também deputada Luciana Genro (Psol), com 8%, em quinto Onyx Lorenzoni (Dem), com 4%, seguido de Nelson Marchezan Junior (PSDB), Paulo Rogowski (PHS) e Vera Guasso (PSTU), com 2, 1 e 0% respectivamente.. Na pesquisa espontânea, Fogaça segue na frente com 19%, seguido de Rosário com 12% e Manuela com 11%. Entre os que não sabem, não opinaram ou em branco são 50%.
. Fogaça chega em primeiro lugar nos quatro cenários de segundo turno em que disputa. Contra Rosário ele vence por 41% a 36% e contra Manuela por 40% a 28%. Já a deputada Manuela vence em três dos quatro cenários de segundo turno contra Rosário (37% a 33%), Luciana (42% a 26%) e Onyx (47% a 20%).
. A pesquisa foi realizada entre os dias 8 e 10 e ouviu 602 eleitores.
Projeto de políticos “anti-ficha suja” reduziria candidaturas em 20%
O secretário-geral da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), o juiz Paulo Henrique Machado, afirma que se o projeto que impede a candidatura dos políticos com “ficha suja”, atualmente em tramitação no Senado, já estivesse em vigor, entre 15% e 20% dos candidatos não poderiam concorrer às eleições de outubro deste ano.
. “Há um receio, uma preocupação com a divulgação, o que não faz sentido, já que é uma questão de garantir o acesso a informações que são públicas”, afirmou o magistrado ao portal IG.
. De acordo com a atual legislação, apenas o candidato condenado em última instância (aquele que não pode mais recorrer da decisão judicial) é impedido de se candidatar a um cargo público.
. O projeto que impede a candidatura dos políticos com condenações em primeira instância foi aprovada na terça-feira (8) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O presidente da Casa, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), chegou a afirmar que a matéria seria votada em plenário na quarta-feira (9). No entanto, não houve consenso para votá-la.
. “Há um receio, uma preocupação com a divulgação, o que não faz sentido, já que é uma questão de garantir o acesso a informações que são públicas”, afirmou o magistrado ao portal IG.
. De acordo com a atual legislação, apenas o candidato condenado em última instância (aquele que não pode mais recorrer da decisão judicial) é impedido de se candidatar a um cargo público.
. O projeto que impede a candidatura dos políticos com condenações em primeira instância foi aprovada na terça-feira (8) pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O presidente da Casa, senador Garibaldi Alves (PMDB-RN), chegou a afirmar que a matéria seria votada em plenário na quarta-feira (9). No entanto, não houve consenso para votá-la.
Schirmer e Pepe largam na frente em Santa Maria e Caxias
A primeira pesquisa eleitoral encomendada pelo Grupo RBS nas cidades de Santa Maria e Caxias do Sul mostra que o deputado Cezar Schirmer (PMDB) venceria a disputa em Santa Maria com 37,1% das intenções de voto, 6,2 pontos percentuais à frente do segundo colocado, Paulo Pimenta (PT), que aparece com 30,9%.
. A pesquisa, do instituto Fato Pesquisa Social e Mercadológica, realizada no dia 9, também mediu o grau de rejeição dos eleitores em relação aos três candidatos. Pimenta tem 27,9%, seguido de Sandra Feltrin (PSOL), com 25,5%. Schirmer foi citado por 20,5% dos eleitores.
. Já em Caxias do Sul, o ex-prefeito Pepe Vargas (PT) venceria a corrida se a eleição para prefeito fosse hoje. De acordo com o instituto Fato Pesquisa Social e Mercadológica, o candidato do PT tem 47,3% das intenções de voto. O atual prefeito e candidato à reeleição, José Ivo Sartori (PMDB), aparece com 36,5%.
. O instituto também quis saber qual era a expectativa de vitória dos entrevistados, independentemente da intenção de voto. Para 45,6%, Pepe será o próximo prefeito, e para 33,3%, Sartori sairá vencedor.
. As informações são do jornal Zero Hora.
. A pesquisa, do instituto Fato Pesquisa Social e Mercadológica, realizada no dia 9, também mediu o grau de rejeição dos eleitores em relação aos três candidatos. Pimenta tem 27,9%, seguido de Sandra Feltrin (PSOL), com 25,5%. Schirmer foi citado por 20,5% dos eleitores.
. Já em Caxias do Sul, o ex-prefeito Pepe Vargas (PT) venceria a corrida se a eleição para prefeito fosse hoje. De acordo com o instituto Fato Pesquisa Social e Mercadológica, o candidato do PT tem 47,3% das intenções de voto. O atual prefeito e candidato à reeleição, José Ivo Sartori (PMDB), aparece com 36,5%.
. O instituto também quis saber qual era a expectativa de vitória dos entrevistados, independentemente da intenção de voto. Para 45,6%, Pepe será o próximo prefeito, e para 33,3%, Sartori sairá vencedor.
. As informações são do jornal Zero Hora.
Fala Dantas! Os 20 escândalos dos governos FHC e Lula que o banqueiro pode esclarecer.
Clipping/ Revista Veja
Preso, solto, preso de novo, solto... Essa era na semana passada a vida do banqueiro Daniel Dantas, o peixe mais graúdo a cair nas malhas de uma operação da Polícia Federal batizada de Satiagraha, slogan do movimento popular de resistência pacífica com que o faquir Mahatma Gandhi liberou a Índia de três séculos de dominação britânica. Freqüentador assíduo do noticiário policial, foi a primeira vez, no entanto, que Dantas conheceu o xadrez. Dois de seus intermediários foram filmados enquanto ofereciam 1 milhão de dólares a um delegado da Polícia Federal. O banqueiro pretendia assim excluir seu nome e o de sua família de uma investigação sobre crimes financeiros que vão de gestão fraudulenta a evasão de divisas, passando pelo uso indevido de informações privilegiadas. Além do banqueiro, a operação prendeu mais dezesseis pessoas, suspeitas de integrar a quadrilha de Dantas ou de manter estreitas relações comerciais e financeiras com ela. O flagrante foi a única manobra de inequívoco brilho da Satiagraha, de resto uma operação mambembe.
Poucos homens de negócios representam com mais nitidez a natureza perversa do capitalismo brasileiro dependente do estado macrófago do que o banqueiro Daniel Dantas. Pelas mãos do ex-ministro Mario Henrique Simonsen, que o considerava seu aluno mais capaz, Dantas despontou há duas décadas como um jovem e astuto economista saído do conceituado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. Como empresário privado de patrimônio público, que Dantas despontou como o mais astuto entre os inúmeros capitalistas brasileiros cujo sucesso se deve a privilégios oficiais obtidos pela bajulação e, principalmente, pela corrupção de autoridades de plantão. Nessa condição, Dantas envolveu-se em praticamente todos os grandes escândalos de economia mista – estatal e privada – da última década no Brasil.
Na semana passada, Nélio Machado, o advogado de Dantas, questionou o fato de dirigentes do PT nunca serem presos nas diligências da Polícia Federal. Ele tem certa razão. Com a prisão do banqueiro e de Nahas, o combate à corrupção no país ganha uma dinâmica curiosa. Até o governo Lula, era lugar-comum criticar a parcialidade com a qual autoridades policiais perseguiam funcionários públicos corruptos e deixavam de lado seus corruptores, os tubarões. Dá-se agora o inverso. Os corruptores são presos sem que os corruptos apareçam. Cadê os corruptos?
As 20 questões que o banqueiro Daniel Dantas ainda pode esclarecer:
1. Privatizações:
Daniel Dantas foi incluído pelo governo no consórcio formado pelos fundos de pensão e pela CSN que saiu vitorioso do leilão da Vale do Rio Doce.
2. Privatizações:
Grampos revelados por VEJA mostraram que o BNDES operou para favorecer o grupo Opportunity no leilão de privatização das teles.
3. Fundos de pensão de estatais:
Dantas conseguiu que a Previ e outros fundos de pensão lhe entregassem o controle acionário da Brasil Telecom quando ele havia investido apenas 1% do capital usado na criação da empresa.
4. Fundos de pensão de estatais:
Alguns dias antes da intervenção do governo federal no comando da Previ, que destituiu diretores do fundo que se opunham a Dantas, o banqueiro teve um jantar reservado com o presidente Fernando Henrique Cardoso.
5. Transição para o governo do PT:
Na edição de 22 de outubro do jornal O Estado de Minas, Dantas publicou um texto quase em código revelando supostas ameaças e achaques praticados por integrantes do governo petista que assumiria.
6. Transição para o governo do PT:
Dantas conversou longamente com o então coordenador da campanha presidencial de Lula, Antonio Palocci, e com o tesoureiro Delúbio Soares.
7. Telefonia:
Por ordem de Dantas, a Brasil Telecom contratou o advogado Roberto Teixeira para prestar-lhe consultoria. Teixeira ganhou 1 milhão de reais no período.
8. Gamecorp:
Por meio da Brasil Telecom, Dantas pagou à Gamecorp, empresa de games do filho do presidente Lula, 100 000 reais mensais pelo fornecimento de conteúdo para o portal de internet da Brasil Telecom
9. Kroll:
O jornal Folha de S.Paulo revelou um esquema de Dantas e da empresa de arapongagem Kroll para espionar o governo, jornalistas e empresários. A PF pôs-se atrás do banqueiro, que contratou o advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, procurador informal do ex-ministro José Dirceu. Kakay levou 8,5 milhões de reais.
10. Telefonia:
José Dirceu, então ministro-chefe da Casa Civil, subitamente passou a defender os interesses de Dantas junto ao governo.
11. CVM:
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aplicou a Dantas uma multa extremamente branda por manter aplicações de investidores residentes no Brasil no Opportunity Fund, fundo sediado nas Ilhas Cayman.
12. CVM:
Enquanto o caso se arrastava na CVM, Dantas se reunia seguidamente para tratar do assunto com o petista Ivan Guimarães, ex-auxiliar de Delúbio Soares e ex-presidente do Banco Popular.
13. Matisse:
Dantas contratou a agência Matisse, de propriedade de Paulo de Tarso Santos, publicitário das campanhas de Lula em 1989 e 1994, para "reposicionar" a marca Brasil Telecom no mercado de telefonia. A informação foi revelada por VEJA.
14. Mensalão:
Dantas pagou ao publicitário Marcos Valério ao menos 152,4 milhões de reais por meio das concessionárias de telefonia Brasil Telecom, Telemig e Amazônia Celular.
15. Mensalão:
Anotações na agenda de Fernanda Karina Somaggio, ex-secretária de Marcos Valério, mostravam encontros entre o publicitário e o sócio de Dantas, Carlos Rodenburg. Ao menos um desses encontros contou com a presença de Delúbio Soares.
16. Telefonia:
Dantas pagou pelo menos 1,1 milhão de dólares ao então professor Mangabeira Unger, a pretexto de tê-lo como consultor e representante legal nos Estados Unidos.
17. CPI dos Correios:
O senador Heráclito Fortes, velho aliado de Dantas, disse ao ex-ministro Luiz Gushiken que a Kroll, empresa de espionagem contratada pelo banqueiro, era especializada em "rastrear contas bancárias no exterior".
18. Dossiê da Kroll:
Dantas mandou seu espião Frank Holder fazer um dossiê com contas no exterior que seriam do presidente Lula e de outros manda-chuvas do governo e do petismo.
19. Dossiê da Kroll:
Depois que a existência desse dossiê foi revelada por VEJA, Dantas reuniu-se em Brasília com o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos.
20. BrOi:
Dantas foi convencido a encerrar seu litígio com o governo envolvendo o controle da Brasil Telecom. Essa decisão foi essencial para a criação da gigante da telefonia BrOi.
Preso, solto, preso de novo, solto... Essa era na semana passada a vida do banqueiro Daniel Dantas, o peixe mais graúdo a cair nas malhas de uma operação da Polícia Federal batizada de Satiagraha, slogan do movimento popular de resistência pacífica com que o faquir Mahatma Gandhi liberou a Índia de três séculos de dominação britânica. Freqüentador assíduo do noticiário policial, foi a primeira vez, no entanto, que Dantas conheceu o xadrez. Dois de seus intermediários foram filmados enquanto ofereciam 1 milhão de dólares a um delegado da Polícia Federal. O banqueiro pretendia assim excluir seu nome e o de sua família de uma investigação sobre crimes financeiros que vão de gestão fraudulenta a evasão de divisas, passando pelo uso indevido de informações privilegiadas. Além do banqueiro, a operação prendeu mais dezesseis pessoas, suspeitas de integrar a quadrilha de Dantas ou de manter estreitas relações comerciais e financeiras com ela. O flagrante foi a única manobra de inequívoco brilho da Satiagraha, de resto uma operação mambembe.
Poucos homens de negócios representam com mais nitidez a natureza perversa do capitalismo brasileiro dependente do estado macrófago do que o banqueiro Daniel Dantas. Pelas mãos do ex-ministro Mario Henrique Simonsen, que o considerava seu aluno mais capaz, Dantas despontou há duas décadas como um jovem e astuto economista saído do conceituado Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), nos Estados Unidos. Como empresário privado de patrimônio público, que Dantas despontou como o mais astuto entre os inúmeros capitalistas brasileiros cujo sucesso se deve a privilégios oficiais obtidos pela bajulação e, principalmente, pela corrupção de autoridades de plantão. Nessa condição, Dantas envolveu-se em praticamente todos os grandes escândalos de economia mista – estatal e privada – da última década no Brasil.
Na semana passada, Nélio Machado, o advogado de Dantas, questionou o fato de dirigentes do PT nunca serem presos nas diligências da Polícia Federal. Ele tem certa razão. Com a prisão do banqueiro e de Nahas, o combate à corrupção no país ganha uma dinâmica curiosa. Até o governo Lula, era lugar-comum criticar a parcialidade com a qual autoridades policiais perseguiam funcionários públicos corruptos e deixavam de lado seus corruptores, os tubarões. Dá-se agora o inverso. Os corruptores são presos sem que os corruptos apareçam. Cadê os corruptos?
As 20 questões que o banqueiro Daniel Dantas ainda pode esclarecer:
1. Privatizações:
Daniel Dantas foi incluído pelo governo no consórcio formado pelos fundos de pensão e pela CSN que saiu vitorioso do leilão da Vale do Rio Doce.
2. Privatizações:
Grampos revelados por VEJA mostraram que o BNDES operou para favorecer o grupo Opportunity no leilão de privatização das teles.
3. Fundos de pensão de estatais:
Dantas conseguiu que a Previ e outros fundos de pensão lhe entregassem o controle acionário da Brasil Telecom quando ele havia investido apenas 1% do capital usado na criação da empresa.
4. Fundos de pensão de estatais:
Alguns dias antes da intervenção do governo federal no comando da Previ, que destituiu diretores do fundo que se opunham a Dantas, o banqueiro teve um jantar reservado com o presidente Fernando Henrique Cardoso.
5. Transição para o governo do PT:
Na edição de 22 de outubro do jornal O Estado de Minas, Dantas publicou um texto quase em código revelando supostas ameaças e achaques praticados por integrantes do governo petista que assumiria.
6. Transição para o governo do PT:
Dantas conversou longamente com o então coordenador da campanha presidencial de Lula, Antonio Palocci, e com o tesoureiro Delúbio Soares.
7. Telefonia:
Por ordem de Dantas, a Brasil Telecom contratou o advogado Roberto Teixeira para prestar-lhe consultoria. Teixeira ganhou 1 milhão de reais no período.
8. Gamecorp:
Por meio da Brasil Telecom, Dantas pagou à Gamecorp, empresa de games do filho do presidente Lula, 100 000 reais mensais pelo fornecimento de conteúdo para o portal de internet da Brasil Telecom
9. Kroll:
O jornal Folha de S.Paulo revelou um esquema de Dantas e da empresa de arapongagem Kroll para espionar o governo, jornalistas e empresários. A PF pôs-se atrás do banqueiro, que contratou o advogado criminalista Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, procurador informal do ex-ministro José Dirceu. Kakay levou 8,5 milhões de reais.
10. Telefonia:
José Dirceu, então ministro-chefe da Casa Civil, subitamente passou a defender os interesses de Dantas junto ao governo.
11. CVM:
A Comissão de Valores Mobiliários (CVM) aplicou a Dantas uma multa extremamente branda por manter aplicações de investidores residentes no Brasil no Opportunity Fund, fundo sediado nas Ilhas Cayman.
12. CVM:
Enquanto o caso se arrastava na CVM, Dantas se reunia seguidamente para tratar do assunto com o petista Ivan Guimarães, ex-auxiliar de Delúbio Soares e ex-presidente do Banco Popular.
13. Matisse:
Dantas contratou a agência Matisse, de propriedade de Paulo de Tarso Santos, publicitário das campanhas de Lula em 1989 e 1994, para "reposicionar" a marca Brasil Telecom no mercado de telefonia. A informação foi revelada por VEJA.
14. Mensalão:
Dantas pagou ao publicitário Marcos Valério ao menos 152,4 milhões de reais por meio das concessionárias de telefonia Brasil Telecom, Telemig e Amazônia Celular.
15. Mensalão:
Anotações na agenda de Fernanda Karina Somaggio, ex-secretária de Marcos Valério, mostravam encontros entre o publicitário e o sócio de Dantas, Carlos Rodenburg. Ao menos um desses encontros contou com a presença de Delúbio Soares.
16. Telefonia:
Dantas pagou pelo menos 1,1 milhão de dólares ao então professor Mangabeira Unger, a pretexto de tê-lo como consultor e representante legal nos Estados Unidos.
17. CPI dos Correios:
O senador Heráclito Fortes, velho aliado de Dantas, disse ao ex-ministro Luiz Gushiken que a Kroll, empresa de espionagem contratada pelo banqueiro, era especializada em "rastrear contas bancárias no exterior".
18. Dossiê da Kroll:
Dantas mandou seu espião Frank Holder fazer um dossiê com contas no exterior que seriam do presidente Lula e de outros manda-chuvas do governo e do petismo.
19. Dossiê da Kroll:
Depois que a existência desse dossiê foi revelada por VEJA, Dantas reuniu-se em Brasília com o ex-ministro da Justiça Márcio Thomaz Bastos.
20. BrOi:
Dantas foi convencido a encerrar seu litígio com o governo envolvendo o controle da Brasil Telecom. Essa decisão foi essencial para a criação da gigante da telefonia BrOi.
Grampos da PF mostram que Nahas sabia de novo campo da Petrobras
Naji Nahas lucrou ao menos 8,2% com as ações da Petrobras em uma semana com o suposto uso de informações privilegiadas de que seria anunciada a descoberta de que as reservas do megacampo de petróleo na bacia de Santos chegariam a 33 bilhões de barris, em abril, caso seu corretor na Bovespa tenha seguido a orientação de comprar papéis da empresa.
Gravações telefônicas realizadas pela Polícia Federal flagraram Nahas orientando o operador de Bolsa Miguel Jurno Neto a comprar ações da Petrobras entre os dias 7 e 8 de abril deste ano, apesar de os papéis estarem em queda, como alertava seu interlocutor.
Na semana seguinte, dia 14 de abril, o diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo), Haroldo Lima, confirma a informação após um evento. Com a alta das ações, Lima disse que a notícia era antiga e conhecida desde dezembro do ano passado, tendo sido até mesmo divulgada por uma publicação especializada.
A hipótese da Polícia Federal de que Nahas obteve acesso antecipado a descobertas de petróleo é reforçada em outra gravação, feita entre os dias 19 de março e 2 de abril deste ano.
Nahas diz ao doleiro Lúcio Bolonha Funaro, o "maluquinho", como era tratado pelo grupo, que tinha uma "chamada gigantesca na Petrobras".
Para a polícia, esta seria a senha de que o especulador já sabia, de antemão, que os papéis da Petrobras se valorizariam, graças às novas descobertas.
. As informações acima são da Folha.
Gravações telefônicas realizadas pela Polícia Federal flagraram Nahas orientando o operador de Bolsa Miguel Jurno Neto a comprar ações da Petrobras entre os dias 7 e 8 de abril deste ano, apesar de os papéis estarem em queda, como alertava seu interlocutor.
Na semana seguinte, dia 14 de abril, o diretor-geral da ANP (Agência Nacional do Petróleo), Haroldo Lima, confirma a informação após um evento. Com a alta das ações, Lima disse que a notícia era antiga e conhecida desde dezembro do ano passado, tendo sido até mesmo divulgada por uma publicação especializada.
A hipótese da Polícia Federal de que Nahas obteve acesso antecipado a descobertas de petróleo é reforçada em outra gravação, feita entre os dias 19 de março e 2 de abril deste ano.
Nahas diz ao doleiro Lúcio Bolonha Funaro, o "maluquinho", como era tratado pelo grupo, que tinha uma "chamada gigantesca na Petrobras".
Para a polícia, esta seria a senha de que o especulador já sabia, de antemão, que os papéis da Petrobras se valorizariam, graças às novas descobertas.
. As informações acima são da Folha.
Arapongas da Abin agiram na Operação Satiagraha
O diretor-geral da Polícia Federal, Luiz Fernando Correa, confidenciou ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Gilmar Mendes, que o comando da PF, em Brasília, não coordenou a Operação Satiagraha, tendo sido posto à margem das investigações pelo delegado Protógenes Queiroz. Agentes da Agência Brasileira de Inteligência (Abin) colaboraram com a operação na condição de arapongas, isto é, sem autorização do juiz Fausto De Sanctis, da 6ª Vara Federal. As assessorias da PF e da Abin confirmaram ao Estado as duas informações.
O encontro de Correa e Mendes aconteceu anteontem, no STF, por volta das 18 horas. Antes, o presidente do Supremo também havia conversado com o ministro da Justiça, Tarso Genro, mas por telefone.
Segundo o diretor-geral da PF, "a participação dos agentes da Abin foi irregular porque não houve pedido institucional entre os dois órgãos, não houve requisição da ajuda e do pessoal entre os diretores", disse Correa por meio de sua assessoria. "Além disso", lembrou, "a Abin compartilhou informações sigilosas que o juiz de São Paulo (De Sanctis) depositava legalmente apenas na Polícia Federal".
Esse procedimento, avalia a direção da PF, "pode contaminar o inquérito e ajudar os suspeitos na fase judicial".
CLIQUE aqui para ler a matéria completa no jornal O Estado de S.Paulo.
O encontro de Correa e Mendes aconteceu anteontem, no STF, por volta das 18 horas. Antes, o presidente do Supremo também havia conversado com o ministro da Justiça, Tarso Genro, mas por telefone.
Segundo o diretor-geral da PF, "a participação dos agentes da Abin foi irregular porque não houve pedido institucional entre os dois órgãos, não houve requisição da ajuda e do pessoal entre os diretores", disse Correa por meio de sua assessoria. "Além disso", lembrou, "a Abin compartilhou informações sigilosas que o juiz de São Paulo (De Sanctis) depositava legalmente apenas na Polícia Federal".
Esse procedimento, avalia a direção da PF, "pode contaminar o inquérito e ajudar os suspeitos na fase judicial".
CLIQUE aqui para ler a matéria completa no jornal O Estado de S.Paulo.
MP pede indiciamento do presidente do TCE-RS
O procurador-geral do Ministério Público Especial junto ao Tribunal de Contas (TCE) do RS, Geraldo Costa da Camino, elaborou parecer nesta sexta-feira (11) em que pede o indiciamento do presidente da corte, João Luiz Vargas, para investigar evidências de prevaricação e advocacia administrativa. Ao mesmo tempo, pede a abertura de processo administrativo disciplinar no Tribunal de Contas.
. Como Vargas tem foro privilegiado, Da Camino recomenda o envio do pedido de indiciamento ao Procurador-Geral da República, o que precisa ser aprovado pelo tribunal. O julgamento do TCE poderá determinar o arquivamento do parecer ou, se concluir pela existência dos indícios apontados, julgar os dois pedidos formulados. Em qualquer uma das alternativas, o procurador pede ainda o afastamento de Vargas de suas funções.
. O pleno do TCE irá julgar os pedidos no dia 28 de julho.
. Como Vargas tem foro privilegiado, Da Camino recomenda o envio do pedido de indiciamento ao Procurador-Geral da República, o que precisa ser aprovado pelo tribunal. O julgamento do TCE poderá determinar o arquivamento do parecer ou, se concluir pela existência dos indícios apontados, julgar os dois pedidos formulados. Em qualquer uma das alternativas, o procurador pede ainda o afastamento de Vargas de suas funções.
. O pleno do TCE irá julgar os pedidos no dia 28 de julho.
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