Renato Sant'Ana é Advogado e Psicólogo.
E-mail releituras21@gmail.com
Um leitor bem provido de discernimento, ao ler "1984", a obra magna de George Orwell, mais do que um instigante romance, encontra a revelação minuciosa de um Estado totalitário. Orwell foi certeiro ao dar nome a um elemento constituinte dessa espécie de regime: o "duplipensamento", que consiste em aceitar duas ideias que se anulam, uma à outra, como se não houvesse flagrante contradição entre elas.
Se não fosse uma ameaça à nossa liberdade, seria engraçado ouvir, na propaganda eleitoral do rádio, uma candidata tentar impingir ao eleitor o "duplipensamento". Colocando-se no papel de vítima, ela pede voto para "enfrentar a extrema direita que quer cassar a nossa (dela) palavra".
Nenhum alvo da censura no Brasil é de esquerda. Para se ter uma ideia do cenário, a Revista Timeline teve cassado seus canais em redes sociais: as plataformas alegaram ordem judicial, mas sem informar ...
CLIQUE AQUI para ler mais.

5 comentários:
Quando um comunista reclama de resistências aos seus desejos, está demonstrando a intolerância típica ter sofrido lavagem cerebral e inserções de convictos e radicais pensamentos.
A lavagem poderia permitir a diversificação de personalidades no sentido de camuflar as reais intenções, num mimetismo macabro?
Mendonça sabe que pratica ilegalidade na boca da urna. Dará resultado?
...
Reinaldo Azevedo - Metropoles - 02/09/2026
....
Ele não é idiota e sabe que o tribunal não tem como não apontar a nulidade do relatório porque fruto de um duplo vício. Então por que fez o que fez? Será que devemos ignorar o calendário eleitoral? Apontada a nulidade, há um potencial para inflamar as hostes bolsonaristas. E devo lamentar ainda neste parágrafo: mais uma vez a imprensa condescende com a ilegalidade em nome do cumprimento da lei e da moralidade. Age assim desde 1964… 1954? Antes?
Fiz as minhas considerações antes de vir a público a manifestação de Paulo Gonet, que observa:
“A ordem para a investigação dada pelo Ministro relator e os elementos por ela colhidos sofrem, portanto, de dupla nulidade. A ordem dada à autoridade policial para investigar pessoas específicas, sem pedido do Ministério Público e sem iniciativa da autoridade policial, é nula, por exceder os limites de competência do magistrado na fase pré-processual. Por outra causa mais, é nula: mesmo que, casualmente, fosse encontrado algum indício do que o relator entendesse ser irregularidade de interesse penal (…), impunha-se, antes, que se dirigisse ao Presidente do Tribunal, para que o Plenário pudesse avaliar o acerto da sua impressão, concordando ou não com a investigação”.
Está tudo aí. Afastar o fundamento legal leva o país ao inferno. Vou me abster aqui, porque já o fiz e voltarei ao tema daqui a pouco, de ser exaustivo na demonstração de que, dadas as dezenas de títulos bombásticos contra Moraes e alguns contra Andrei Rodrigues e Paulo Gonet, não se aponta um miserável possível crime cometido por eles. Ao contrário até.
Se, pelos frutos, se conhece a árvore, pode-se acusar Rodrigues de ter sido condescendente com as lambanças ou de ter criado embaraços na investigação? Em que momento? Ao contrário: parece-me até que pode ter se excedido um pouco quando foi ao presidente do STF e evidenciou que Dias Toffoli não tinha como continuar relator da investigação — e só porque este foi levado a abrir mão da função, o caso caiu no colo de Mendonça.
Quando Gonet — cujo filho não viajou para Londres porque o tal Fórum Jurídico, a que se seguiria a degustação de uísque não se realizou em 2025 — cumpre lembrar: rejeitou a proposta de delação do ex-dono do Master porque, avaliou, não agregava dados novos à investigação.
O que esperar de uma vadia de quinta categoria, vigarista, ordinária, canalha e fdp? Este ser abjeto chamado Manu..ela não, nunca, jamais deveria ser posta na cadeia e lá apodrecer como quer fazer com os outros.
Em reunião com Vorcaro, Mendonça pediu para levar sócio de advogado de Flávio e maior doador de Tarcísio:
DCM - 2 de setembro de 2026
Reportagem de Paulo Motoryn publicada nesta quarta-feira (2) traz uma troca de mensagens entre o banqueiro Daniel Vorcaro e o advogado Ciro Rocha Soares. Na conversa, era tratado o agendamento de uma reunião entre o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça e o ex-dono do Banco Master. Em dado momento, Ciro, que articulava o encontro, contou ao banqueiro: “O André Mendonça disse que quer te receber junto comigo, me pediu até pra levar o Otto“.
A pessoa referida se chama Otto Medeiros de Azevedo Júnior, conhecido advogado do meio empresarial e político, que atuou na defesa de uma série de réus da Operação Lava Jato. Ele também é sócio em uma série de defesas da advogada Karine Nunes Marques, irmã do ministro Kassio Nunes Marques, e de Tracy Joseph Reinaldet dos Santos, chefe jurídico da campanha de Flávio Bolsonaro.
Além disso, foi o maior doador da campanha de 2022 do então candidato a governador de São Paulo Tarcísio de Freitas (Republicanos). O advogado que Mendonça pediu para estar junto em sua reunião com Daniel Vorcaro doou R$ 2.000.000,00 (dois milhões de reais) à campanha do atual governador, valor só igualado por Fabiano Zettel, cunhado de Daniel Vorcaro, banqueiro do Banco Master, que entregou outros R$ 2 milhões ao candidato bolsonarista.
Junto com Fabiano Zettel, Otto foi o maior doador para a campanha de Tarcísio de Freitas de 2022: R$ 2 milhões (crédito: TSE)
Otto Medeiros e o parceiro Tracy Reinaldet são especialistas em nulidades. A dupla, quando não consegue provar a inocência de seus clientes, pelo menos os livra da cadeia, seja por meio de anulações de provas e procedimentos ou vencimento de prazos prescricionais...
É só parar de confundir "liberdade de expressão" com "libertinagem de expressão".
Postar um comentário