O autor é advogado, escritor e engenheiro, além de ex-presidente da Fiergs e ex-representante do Brasil na OIT
A reação anunciada pelo presidente Lula às tarifas impostas pelo governo Trump desperta uma questão que transcende divergências ideológicas: é do interesse do Brasil responder com novas barreiras comerciais ou concentrar seus esforços na negociação?
A retaliação — mesmo quando apresentada como reciprocidade — costuma ser entendida como demonstração de firmeza e defesa da soberania nacional. Politicamente, essa postura pode produzir dividendos internos, especialmente eleitorais, junto a públicos menos informados. Economicamente, porém, seus benefícios são altamente discutíveis.
Quando um país impõe tarifas sobre produtos estrangeiros, a primeira consequência é dificultar as exportações do parceiro comercial. Mas a resposta tarifária não elimina esse prejuízo nem recupera os mercados perdidos; apenas cria um novo foco de perdas, agora também para aquele que retaliou.
O Brasil importa dos ....
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