Um dia fui goleiro.
Ser goleiro é diferente de jogar no gol. Jogar no gol é ocupação temporária: é aceitar ficar lá pela goleira, usar preferencialmente as mãos e ter uma certa disposição emocional – alguma coisa entre a humildade e o altruísmo – para não perder amigos.
Já o goleiro é gente de outra espécie: ele tem a consciência orgulhosa dos seus privilégios e a certeza grave das suas obrigações. Se veste diferente. Tem um território em que é intocável e uma área para chamar de sua. Vê o jogo de frente, comanda barreiras e lê os olhos dos adversários.
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