Este artigo é do Observatório Brasil Soberano
O governo fez aquilo que Brasília costuma fazer quando não quer enfrentar um problema de verdade: trocou solução real por maquiagem financeira. Em vez de atacar o custo de vida, abrir concorrência séria no sistema bancário e criar condições para a renda crescer de fato, preferiu vender crédito como se isso fosse polí tica social. Só que crédito caro não é cuidado com o trabalhador.
É apenas uma forma politicamente útil de empurrar a conta para depois. Os números do Banco Central falam por si.
O consignado privado para trabalha dores com carteira assinada chegou a uma taxa média de 59,4% ao ano em fe vereiro. O rotativo do cartão de crédito — aquele saldo que sobra quando a pes soa paga menos do que o valor total da fatura — continua em um nível absurdo: 435,9% ao ano. A inadimplência sobe, o endividamento das famílias cresce e uma parte cada vez maior da renda vai direto para pagar juros. A promessa era ampliar o acesso ao crédito. Na prática, o que se ampliou foi a dependência dele. A contradição aparece logo depois. O mesmo governo que estimulou esses me canismos agora surge dizendo que está preocupado.
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