Fernando Schüler - Artigo publicado no Estadão
Vai-se consolidando a ideia de que temos por aqui um tipo de poder imensamente personalista e imune a qualquer suspeita
"Não podemos deixar de nos furtar a cassar eleitoralmente aqueles que abusaram, atacando instituições", diz o ministro Toffoli em seu discurso, no STF, contra o relatório do senador Alessandro Vieira. A frase funciona como uma síntese do transe político brasileiro, dos últimos anos.
O roteiro é conhecido: denunciar condutas dos ministros equivale a um ataque ao Tribunal, como "instituição". E logo, uma agressão à própria democracia. O ministro também afirma que "sabe" por que o senador fez aquele relatório: uma "aventura para obter votos". E daí a ponte para o crime eleitoral. O desfecho semanal do caso todos conhecem. O senador passou ele mesmo à condição de investigado. E a partir daí seu futuro político é incerto.
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