Artigo, Carlos Andreazza, O Globo - Pessimismo ou prudência

Tudo era matemática na Paixão de Lula, exatidão cinematográfica que as mais de 24 horas de ostensivo desrespeito público a uma decisão judicial permitiram.

Era óbvio que sairia a pé; que caminharia — cercado de povo cenográfico — até se entregar. Já rezara; já falara aos fiéis; já ceara em família — tudo à revelia de uma ordem de prisão contra si. Era tal o coletivo de barbaridades que conduzira o Brasil àquele estado de suspensão moral, tal o volume de excepcionalidades que se concedia ao homem: que a ele era mesmo impossível negar a condição sobrenatural. E é necessário que se diga: já vencera, bem antes de andar abrindo o mar dos cabrestados de Stédile e Boulos. Aquela batalha: ele ganhara.

(...)

Tudo ali era oração aos convertidos.

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5 comentários:

Anônimo disse...

Perfeita a Paixão de Lula.
Tinha ateu Exército de comunistas cachaça o diabo os padres, perfeito.

Anônimo disse...

STF LIVROU O BRASIL DE UM GOLPE MILITAR:

Em 1950 assim bradava Carlos Lacerda, em relação a Getúlio Vargas:

“O Sr. Getúlio Vargas, senador, não deve ser candidato à presidência. Candidato, não deve ser eleito. Eleito, não deve tomar posse. Empossado, devemos recorrer à revolução para impedi-lo de governar”.

Pois agora, com Lula preso, não há mais o risco de um golpe militar.

Mas ver como Bolsonaro conseguirá manter sua campanha política, pregando a intervenção militar.

Manoel Martins disse...

Perfeito o texto; vai ao encontro do meu pensamento, segundo o qual o meritíssimo juiz praticamente, no mínimo, ficou de cócoras para o super réu. Muitos precedentes foram abertos e daqui pra frente será impossível não atender a qualquer demanda do "encarcerado", por mais esdrúxula que venha a ser.

Anônimo disse...


Por isto que o país está nesta naba.

Formadores de opinião, estão preocupados com o fato de o Lula ter se apresentado depois. E não com a roubalheira institucionalizada e que continua, independente da prisão do Lula.

Anônimo disse...

Achei muita inteligência do Dr. Moro ao executar a prisão do Lula. Todos sabemos o quão agressivos são as esquerdas. Moro sabendo disso pensou nas inúmeras pessoas que ali no Sindicato dos Metalúrgicos cumpriam uma missão paga pelo partido. A Polícia Federal tinha todas as condições de chegar lá e fazer a sua parte, mas não usaram da força para preservar vidas inocentes. Achei inteligente a atitude do Dr. Moro, pois ao final do teatro do Lula a polícia atingiu o objetivo final que foi a prisão e sem vítimas.