Artigo, Marcelo Aiquel - Não se gasta pólvora com chimango.

Existe este velho provérbio muito utilizado no pampa gaúcho, que tem sua origem na América do Sul (o chimango, pra quem não sabe, é um pássaro predador cuja carne não se presta para alimento humano) e era utilizado pelos federalistas (Maragatos) da revolução de 1893 ao referirem-se de forma pejorativa aos republicanos (também conhecidos como Chimangos).
                
Ou seja, sempre que alguma coisa não valia o custo benefício para se adquiri-la, no RS se usava o ditado: não se gasta pólvora com chimango.
                
Até hoje ainda se utiliza esta expressão, que vou pegar como “gancho”para este artigo.
                
Explicado, de forma sucinta, o significado do termo, digo que comentar o fato que motivou este texto de hoje seria o mesmo que gastar pólvora com chimango.
                
Pois não é que o “patético” deputado federal gaúcho Paulo Pimenta (o mesmo que já foi flagrado numa garagem em Brasília, num encontro nebuloso com o publicitário Marcos Valério, quando ocupava a vice-presidência da CPI do Mensalão) resolveu gravar um vídeo em defesa da sua colega Maria “chororô” do Rosário, referente ao affair envolvendo ela e o apresentador Danilo Gentili.

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