Estes são os números de Delfim para o encerramento de 2013

Eis aí o resumo do artigo que o ex-ministro Delfim Neto assinou na Folha de S. Paulo desta quqarta-feira (Delfim tem permanecido alinhadíssimo com os governos Lula e Dilma, aos quais presta seguidas colaborações):

Estamos terminando 2013 com um importante grau de incerteza, mas com os seguintes resultados: 1) crescimento do PIB em torno de 2,7%; 2) taxa de inflação ligeiramente abaixo de 6%; 3) robusto déficit em contracorrente da ordem de 3,6% e uma relação dívida bruta/PIB parecida com 60% do PIB. Há, entretanto, desconforto com alguns controles de preços (inflação reprimida) e com a relação dívida/PIB, não só pelo seu tamanho, mas pelas perspectivas de seu crescimento, apesar de ela ser, basicamente, em reais.

CLIQUE AQUI para ler, também, na íntegra, o artigo "Beijo da Morte", Alexandre Schwartsman, na Folha desta quarta. O autor avisa que o déficit externo em cenário de menor fluxo de capital será o beijo da morte da nova matriz macroeconômica. 

3 comentários:

Anônimo disse...

Delfim a despeito de sua capacidade é o pai da quebradeira do setor industrial gaúcho na década de 80!!!! Foi "muy amigo" do RS...

Anônimo disse...

Eduardo Campos é contra reajuste automático do salário-mínimo:


por Fernando Brito no Tijolaço

Não é de hoje que a elevação do salário-mínimo dá arrepios à direita brasileira.

Algumas vezes expressos claramente, como no Manifesto dos Coronéis, no segundo governo Vargas, onde o aumento de 100%, depois de passar todo o governo anterior, de Eurico Gaspar Dutra, sem um centavo de ajuste, provocou a derrubada de João Goulart do Ministério do Trabalho.

A maioria deles, porém, silenciosa e disfarçadas sob uma série de argumentos econômicos, todos, claro, focados na “estabilidade econômica”: gerar déficit para a Previdência, quebrar as administrações municipais e, o maior de todos, que salário-mínimo maior vai gerar desemprego.

Agora mesmo, após a aprovação da PEC das Domésticas, ouvimos a cantilena: ia haver uma legião de mulheres pobres, sem qualificação profissional, atiradas ao desemprego por patrões de classe média que não seriam capazes de arcar com o mínimo e seus encargos.

Óbvio que nada disso aconteceu e, ao contrário, na última pesquisa do IBGE a categoria dos trabalhadores domésticos foi a que maiores ganhos reais de salário registrou: um aumento de 5,1% acima da inflação.

Novamente me socorro do trabalho do professor João Sicsú, no gráfico que ilustra o post para mostrar que está longe de ser, em si, o aumento dos salários causa de desemprego.

Diz ele, em seu Facebook:

“Nos últimos anos, ocorreu um fenômeno inexplicável para a teoria do liberalismo econômico. Houve aumento real do salário mínimo e queda drástica do desemprego. Para os neoliberais, um aumento do salário mínimo provocaria demissões devido à elevação dos custos com a mão-de-obra. E mais: um trabalhador com baixa qualificação não seria contratado já que a sua produtividade não é capaz de compensar o custo empresarial do salário mínimo.”

Anônimo disse...

Só sei que o PT rapou o tacho e está fazendo malabarismo contábil para fechar as contas no final do ano.Não é atoa que está investindo,investindo de investida e não de investimento, ferozmente nos Estados de São Paulo,Minas e Rio para ganhar as eleições de Governador no ano que vem.