Marina Silva sai do PT, irá para o PV e disputará mesmo espaço de Dilma em 2010

CLIPPING: Quarta-feira, 19 de setembro.

Marina Silva anuncia saída do PT e diz que negociará, a partir de agora, ida para o PV.

BRASÍLIA E RIO - A senadora Marina Silva (AC) anunciou, nesta quarta-feira, em entrevista coletiva, que vai deixar o PT, após 30 anos de militância no partido. A ex-ministra do Meio Ambiente recebeu há cerca de duas semanas convite para se filiar ao PV e se candidatar à Presidência da República em 2010 pelo partido.


- Comuniquei agora há pouco, através de um telefonema e uma carta a minha decisão de desligamento na fala que tive com o presidente do partido (PT). Não se trata ainda de anunciar filiação a um outro partido, quero deixar isso muito claro. Para fazer o diálogo de filiar-me ao PV, que foi o convite que me foi feito, eu precisava primeiro decidir, se iria ou não sair do PT - afirmou Marina Silva, que prosseguiu:
- A partir de agora, me sinto livre para fazer essa discussão dentro daquilo que me dispus, uma discussão em termos programáticos, de organização, tendo sempre a clareza que nenhum partido na história do Brasil é perfeito, mas que as instituições precisam das pessoas, das suas virtudes, do seu empenho para serem virtuosas.

A senadora afirmou que a questão da candidatura à presidência é prioritária para o PV, mas não cabe a ela decidir se é a candidata do partido. Disse ainda que não ter anunciado sua filiação nem a possível candidatura não podem ser considerados passos lentos. Marina diz que sai em busca do 'sonho' do desenvolvimento sustentável.

A decisão, que segundo ela não foi fácil, foi tomada para buscar "um sonho" do desenvolvimento sustentável. O programa ambiental, defendeu, não pode mais ser um assunto periférico e tem que ser algo prioritário, no que o PV, segundo ela, é pioneiro.

- Não se trata mais de fazer um embate dentro do partido, mas de fazer um encontro com todos aqueles que querem fazer o desenvolvimento sustentável em todas as suas esferas - disse.

Ela agradeceu aos colegas do PT com quem conversou nas duas últimas semanas e citou o presidente do partido, Ricardo Berzoini, o governador do Acre, Binho Marques, os irmãos Jorge e Tião Viana e os senadores Aloizio Mercadante e Eduardo Suplicy. Sobre Lula, ela se disse grata pelo "honroso convite" de ter participado do governo por mais de cinco anos.

- Só os excessivamente conservadores não colocam a possibilidade de mudança em suas vidas - justificou Marina, admitindo saber que nenhum partido é perfeito.

Ela reconheceu a dificuldade de colocar a questão ambiental no cerne das políticas públicas de governo e negou que sua saída tenha ligação com a crise do Senado.

- As questões políticas são importantes a crise que o Senado está vivendo, que a política está vivendo, e que deve necessariamente passar por uma reforma política que esteja a altura da sociedade brasileira, mas isso não é a condicionante para minha saída (do PT), isso tem a ver com a minha visão programática para o Brasil. Eu não seria leviana de fazer uma decisão apequenando o tamanho dessa discussão em função de uma questão conjuntural - disse Marina, defendendo em seguida o afastamento do presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP) da presidência da Casa durante as investigações. Sirkis diz que está tudo pronto para filiação de Marina.

Em seu blog, o vice-presidente do PV e vereador Alfredo Sirkis informa que está tudo pronto para o ingresso de Marina ao partido. Segundo ele, a filiação se daria no dia 30 de agosto, durante convenção nacional festiva do PV, em São Paulo.

"Marina indicará nove integrantes de sua equipe que, juntamente como ela própria, ingressarão na Executiva Nacional do PV e, juntamente com onze membros atuais da Executiva, formarão uma Coordenação Nacional destinada a tratar, prioritariamente, da elaboração do texto base para os novos programas partidário (20 anos) e de governo (5 anos) pela campanha presidencial".

Desde a semana passada, Marina Silva já vem sinalizando que aceitará o convite dos verdes, apesar dos esforços feitos pelo PT, que chegou a
escrever uma carta aberta , para mantê-la no partido.

O Planalto avalia que sua provável candidatura
deve causar prejuízos à campanha da ministra Dilma Rousseff (Casa Civil), pré-candidata do PT apoiada por Lula. Em 2008, Marina deixou o Ministério do Meio Ambiente depois de duros embates com Dilma por causa de entraves ambientais.

Pesquisa
Datafolha , publicada domingo na "Folha de S.Paulo", mostra que a possível entrada de Marina Silva na disputa presidencial, pouco altera o quadro eleitoral, já que ela aparece em último, com 3% das intenções de voto.

2 comentários:

Anônimo disse...

Ih, agora a Marina Silva terá de provar do veneno petista. Deixou de ser imortal e intocada. Começa a desconstrução de sua imagem...Quem viver verá.

elektrofossile disse...

Nenhum fantoche cria outro fantoche. Veremos

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