Ao contrário do que informa a maior parte da mídia e do mundo político, Medina Osório não foi conduzido ao governo por Eliseu Padilha. Ele foi escolha pessoal de Michel Temer.
O governo de Michel Temer enfrenta desde esta noite a mais severa crise política desde o impeachment de Dilma Roussef. O
motivo: demitido nesta manhã, o ex-advogado-geral da União, Fábio Medina
Osório, acusa o Palácio do Planalto de tentar sabotar a Lava Jato, em entrevista
concedida à revista Veja que circula neste fim de semana.
Medina Osório pretendia ter acesso às investigações contra
políticos e também estava decidido a cobrar R$ 23 bilhões das empreiteiras e de
seus executivos (acima, ao lado, no sentido relógio, fotos de Temer, Padilha, ação da Lava Jato, Medina Osório e Marcelo Odebrecht). No entanto, na noite de ontem, segundo ele mesmo, foi alertado por Eliseu
Padilha, ministro da Casa Civil, de que suas iniciativas estariam criando
sérios problemas para o governo federal. Osório pediu uma audiência com Temer e não foi atendido.
Magoado, decidiu cair atirando.
Ao
demitir Osório, Temer livrava-se de um problema, mas pode ser acusado de
obstruir a Justiça
Ex-promotor, advogado experiente, Medina Osório não atira sem farta munição e não para de atirar enquanto não derruba o adversário.







