Gama agendou para dia 31 a inauguração da sua nova fábrica de matrizaria de Caxias do Sul

A Gama Indústria de Matrizes inaugura sua nova fábrica no dia 31 de julho em local privilegiado de Caxias do Sul (Estrada Valentin Venturim, 3453, bairro Monte Bérico). A novidade integra as comemorações de 20 anos de fundação da empresa.
      
Especializada em moldes para injeção de alumínio e plásticos, a matrizaria planeja sua primeira fábrica própria desde 2012. Clientes, fornecedores, prestadores de serviços, parceiros e familiares serão recepcionados no local em uma confraternização com direito a jantar-show, apresentação do novo vídeo institucional e do novo site.
      
O local possui 2,5 mil metros quadrados, quase 1,5 mil somente de espaço fabril. As instalações compreendem refeitório, estacionamento interno, sala de descanso com jogos, além de amplos vestiários, auditório, climatizadores e ar condicionado, para aumentar ainda mais a qualidade de vida e o conforto para trabalhadores e clientes. A iluminação da fábrica foi feita 99% em led, para economizar energia e preservar o meio ambiente. Todos os banheiros estão projetados para reutilizar a água da chuva.
      
O espaço foi pensado para receber pelo menos 60 funcionários – hoje a empresa possui 41. Mais de cinco milhões de reais foram gastos na obra. “Decidimos investir porque o mercado cresceu e acabou nos impondo uma necessidade de ampliação. Soubemos administrar momentos de crise e hoje realizamos nosso sonho de ter um espaço só nosso”, comemora Antônio Gaviraghi, um dos fundadores e hoje diretor da Gama.
      
Com a construção da fábrica própria e consequente ampliação do espaço físico, foram adquiridos mais dois centros de usinagem: uma máquina de medir tridimencional CNC e um presset de ferramenta, referência no segmento, de marca alemã, high speed com 36 mil RPM, fatores que devem aumentar a produtividade da empresa entre 8% e 10%. O objetivo é investir em maquinário e equipamentos de ponta continuamente.
      
A ampliação das instalações deve propiciar um aumento de produção que gira em torno de 50%, ao longo dos próximos anos. Em 2015, o faturamento da Gama está previsto para R$ 18 milhões. Em 2016, a expectativa de crescimento é de 10%.
     
Gama Indústria de Matrizes
A empresa trabalha com moldes para injeção de plásticos e alumínio, com o foco de se afirmar como a mais completa e eficiente indústria de matrizes. Hoje existem cerca de 2,5 mil matrizarias no Brasil, dessas empresas estima-se que só 100 trabalhem com alumínio, incluindo a Gama.
Fundada em 1995 por três sócios, a Gama tem conquistado a preferência de clientes em todo o Brasil, devido à sua atuação confiável, preços compatíveis e prazos respeitados. Resultados atingidos a partir de uma estrutura de pessoal formada por 41 profissionais capacitados, associados a investimentos constantes em máquinas e processos sob a direção de Antônio e Rute Gaviraghi desde 2010. Destaque para a baixa rotatividade da Gama, já que a média de permanência na empresa é de seis anos. Há funcionários que integram a equipe há 20 anos.

A estrutura fabril e tecnológica permite a atuação em diversos segmentos de mercado, principalmente no automotivo. Mais de 90% dos clientes são de fora do Rio Grande do Sul, com ênfase em São Paulo, onde estão localizadas as principais indústrias automotivas do país. 

Piora do cenário político faz Bovespa recuar e dólar subir a R$ 3,20

Ações da Petrobras caíram 6%, com impacto da queda do preço do petróleo e incerteza sobre estatais

Cunha, desafiador: "Topo acareação com Camargo, mas exijo acareação de Dilma com Ricardo Pessoa e Youssef"

O presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse nesta segunda-feira (20) que aceita participar de acareação com o lobista Júlio Camargo, que disse ter pago US$ 5 milhões em propina ao peemedebista, mas defendeu que outros políticos também sejam acareados com delatores da operação Lava Jato. Cunha citou a presidente Dilma Rousseff, o ministro da Casa Civil, Aloizio Mercadante, e o ministro-chefe da Secretaria de Comunicação Social, Edinho Silva, todos do PT.

Eis o desafio do deputado:

- Não tem nenhum problema. Pode haver acareação com quem quiser. Mas aproveita e chama o Mercadante e o Edinho Silva para acarear com o Ricardo Pessoa e a Dilma para acarear com Youssef (doleiro Alberto Youssef).

Ele disse isto ao deixar almoço com líderes peemedebistas organizado pela Associação de Emissoras de Rádio e TV do Rio de Janeiro (AERJ). "Acho oportunista querer falar em acareação. Estou disposto a fazer em qualquer tempo. Aproveitem e convoquem todos os que estão em contradição. O ministro Mercadante e o ministro Edinho negam o que foi dito por Ricardo Pessoa. A presidente nega o que foi colocado pelo Youssef. Que façam acareação de todos", insistiu.

O deputado voltou a negar que a decisão anunciada por ele na última sexta-feira, 17, de romper com o governo signifique que ele implementará na Câmara uma pauta contrária aos interesses da presidente Dilma Rousseff. "Não estamos querendo tacar fogo no País, nenhuma pauta bomba. É o normal que está sendo tratado (na pauta da Câmara). Se o normal incomoda, é outro problema. O fato de eu ter mudado o meu alinhamento político com o governo não significa que eu vá mudar como presidente da Câmara. Minha militância partidária como deputado e como político é que está em discussão. Meu papel como presidente da Câmara é igual", afirmou Cunha, que embarcará nesta tarde para Brasília.


O presidente da Câmara lembrou que o PMDB já está dividido desde as eleições do ano passado, quando 41% dos que votaram na convenção nacional do partido foram contra a manutenção da aliança com o PT:

- A bancada já estava dividida, o PMDB já foi dividido para a eleição. Não foi a mudança no meu alinhamento que criou isso.

Polícia Federal indicia Marcelo Odebrecht e Alexandrino Alencar, que continuarão presos em Curitiba

Delegado também pediu a manutenção da prisão preventiva de cinco executivos, entre eles Marcelo Odebrecht. A reportagem a seguir é do site www.veja.com.br

Leia tudo:

A Polícia Federal (PF) indiciou nesta segunda-feira Marcelo Odebrecht, presidente da maior empreiteira do país que leva o nome de sua família, e mais sete executivos investigados pela Operação Lava Jato. Eles são suspeitos de praticar os crimes de corrupção ativa e passiva, lavagem de dinheiro, formação de cartel, fraude a licitação e organização criminosa.
Foram indiciados os executivos: Rogério Santos de Araújo, Marcio Farias da Silva, Cesar Ramos Rocha, Celso Araripe de Oliveira, Eduardo de Oliveira Filho, João Antonio Bernardi Filho e 
O delegado Eduardo Mauat também pediu a manutenção da prisão preventiva de cinco desses executivos, entre eles Marcelo Odebrecht e Alexandrino Alencar. A PF usou contra Marcelo Odebrecht um depoimento em que o dono da empreiteira afirma que "continua confiando nos seus companheiros, ou seja, nos executivos que foram detidos, acreditando na presunção de inocência dos mesmos".
"Entendemos, que a partir dessa fala, no cotejo com os demais elementos carreados, Marcelo Odebrecht aderiu de forma inconteste às condutas imputadas aos demais investigados, considerando que delas detinha pleno conhecimento", afirma o delegado. "Além do caso especifico das sondas, o material trazido aos autos aponta para o seu conhecimento e participação direta nas condutas atribuídas aos demais investigados, tendo buscado, segundo se depreende, obstaculizar as investigações."
E-mail - A PF afirma que Marcelo Odebrecht "não apenas tinha pleno conhecimento das irregularidades que envolviam o Grupo Odebrecht, como pretendia adotar uma postura de confronto com a Operação Lava Jato". O delegado analisou o conteúdo do bilhete manuscrito em que o dono da empreiteira determina a "destruição de e-mails", após ter sido preso. A PF contesta o argumento da Odebrecht, segundo quem não faria sentido mandar destruir provas já obtidas pelos investigadores. "Observamos que a destruição de e-mails relativos às sondas poderia ser aplicada à caixa de e-mails do mesmo titular, Roberto Prisco Ramos, cujos arquivos ainda não haviam sido entregues na data em que Marcelo Odebrecht teria dado a ordem aos seus advogados".
Segundo os investigadores, ficou provado que Rogério Araújo realizou transações financeiras em espécie para o Reginaldo Fipli (já morto) e que ele "comandava os depósitos" realizados pelo operador Bernardo Freiburghaus nas contas no exterior dos ex-diretores da Petrobras Paulo Roberto Costa (Abastecimento) e Nestor Cerveró, ambos já condenados em ações penais da Lava Jato.
Os policiais federais também concluíram que existem elementos que provam o "envolvimento de Alexandrino Alencar em relação ao contrato de nafta da Braskem". A empresa ganhou um aditivo contratual para vender o insumo petroquímico à Petrobras por meio do pagamento de propina a Paulo Roberto Costa e políticos do PP, como o ex-deputado José Janene e o ex-assessor João Cláudio Genú. Segundo Paulo Roberto Costa, a compra, mesmo desvantajosa, foi aprovada mediante o pagamento de propina em contas na Suíça, "na ordem de 3 a 5 milhões de dólares por ano, em média, o que teria ocorrido entre 2006 e 2012".
Vitória - A PF salienta que o grupo se utilizava sobretudo de operações no exterior para o pagamento de propina, de modo a dificultar o rastreamento do dinheiro, mas chama a atenção para irregularidades detectadas em obras da Petrobras em Vitória, no Espírito Santo. Em acordo de delação premiada, o executivo da Camargo Corrêa Eduardo Leite, condenado nesta segunda a quinze anos e dez meses de prisão, detalhou irregularidades nas obras do centro administrativo da Petrobras em Vitória.
Leite afirmou à PF que solicitou ao Diretor de Óleo e Gás da construtora, Paulo Augusto Santos da Silva, uma auditoria a partir das irregularidades apontadas pela Lava Jato. Santos, então, apresentou ao executivo dois contratos firmados entre o consórcio OCCH, composto pelas empresas Odebrecht, Camargo Corrêa e Hochtief, que teriam como finalidade o pagamento de propina a Celso Araripe, gerente local das obras. Um deles, no valor de 1,8 milhão de reais, teve como justificativa serviços de consultoria. "Verifica-se, então, o recebimento de recursos significativos por funcionário da Petrobras e seus familiares, que teriam origem na SulBrasil, empresa contratada pelo consorcio OCCH, pairando também indícios de que nenhum serviço fora prestado pela terceirizada", diz a PF no relatório.


Justiça Federal, TRF4 de Porto Alegre, nega pedido do MPF para que telefonia e provedor de internet sejam vendidos separadamente

A 4ª Turma do Tribunal Regional Federal da 4ª Região negou, na última semana, recurso do Ministério Público Federal (MPF) e confirmou a legalidade da venda conjunta dos serviços de telefonia e provedor para acesso à banda larga de Internet por via telefônica (tecnologia ADSL) pelas operadoras em todo o país.

A venda dos dois serviços como um só foi questionada pelo MPF, que ajuizou ação civil pública contra a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), a GVT, a Oi e a Associação Brasileira dos Provedores de Acesso, Serviços e Informações da Rede Internet (Abranet) pedindo que as operadoras fossem proibidas de incluir a venda do provedor no pacote de acesso à Internet via telefone.

O MPF argumenta que o serviço disponibilizado pelas companhias telefônicas é suficiente por si só para garantir o acesso dos consumidores à internet banda larga e que a obrigatoriedade de contratar o provedor seria venda casada, lesiva a direitos difusos, coletivos e individuais.

Conforme a decisão, de relatoria do desembargador federal Cândido Alfredo Silva Leal Júnior, a alegação do MPF de que se trataria de venda casada, proibida por lei, não procede. “Os serviços de telefonia e de provedor se complementam para o fim de tornar possível o serviço de acesso à internet banda larga ADSL”, afirmou Leal Júnior.

“A pretensão do Ministério Público Federal não traz benefício algum para o consumidor, que terá que arcar com os custos de um provedor de qualquer modo, incorporado ou não à mensalidade do serviço de acesso à internet banda larga”, concluiu.

O desembargador explicou que o provedor é um serviço de valor adicionado. “Ainda que se possa reconhecer a possibilidade técnica da conexão direta, tal circunstância não pode servir de fundamento para afastar as regras impostas pela Anatel”, escreveu em seu voto, citando jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Ele acrescentou que o serviço de provedor é importante e necessário, visto que possibilita a identificação do usuário, bem como horários de entradas e saídas da Internet. Ainda cabe recurso.

Ação Civil Pública
A ação tramita desde janeiro 2008. Em março do mesmo ano o MPF obteve tutela antecipada determinando que as operadoras e a Anatel deixassem de exigir a contratação de provedor para permitir acesso à internet banda larga por telefone. A sentença foi proferida em agosto do ano passado e julgou a ação improcedente, levando o MPF a recorrer ao tribunal.

Tecnologia ADSL
ADSL é a sigla para Assymmetric Digital Subscriber Line ou "Linha Digital Assimétrica para Assinante", um tipo de conexão que permite a transferência digital de dados em alta velocidade por meio de linhas telefônicas comuns.
A tecnologia ADSL surgiu em 1989 como uma alternativa viável porque também utiliza a infraestrutura da telefonia convencional, mas o faz sem deixar a linha ocupada. Atualmente muitas lojas usam essa tecnologia para pagamento com cartões.

Artigo, Clóvis Rossi, Folha - Rumo à ditadura capitalista em Cuba

Perspectiva em Cuba é de uma mudança apenas na economia, sem alteração do sistema político da ilha

Por enquanto, a reabertura da embaixada de Cuba nos Estados Unidos e destes em Havana muda apenas as expectativas dos cubanos, e não a vida real.

Mesmo assim, as expectativas dos cubanos, sempre para o curto prazo, são extremamente realistas, conforme pesquisa publicada recentemente pelo jornal "The Washington Post": 64% esperam que a normalização de relações entre os dois vizinhos provoque uma mudança no sistema econômico, mas apenas 37% acreditam que mudará igualmente o sistema político.

Realista porque mudar a economia será apenas a continuidade de um processo de abertura gradual que já levou a um crescente número de empresas privadas e cooperativas atuando em uma economia ainda esmagadoramente estatal.

O setor privado e de cooperativas representava 25,3% do PIB em 2012, cinco vezes mais do que a fatia ocupada em 1989.

É absolutamente lógico imaginar que esse crescimento se tornará ainda mais significativo com a normalização de relações com os Estados Unidos e, principalmente, com o fim do embargo, que pode demorar, mas é inexorável.

Se é assim na economia, na política é o contrário. O máximo que os Estados Unidos imaginam é um "processo evolutivo", portanto gradual (e lento).

É o que mostra estudo sobre Cuba preparado pelo Instituto Fernando Henrique Cardoso, com base em 37 entrevistas com personalidades cubanas, norte-americanas e latino-americanas que estudam ou trabalham com o dossiê Cuba.

A principal conclusão, na área política, é esta: "Não interessa a nenhum dos principais atores internacionais e latino-americanos um colapso traumático do regime atual. Segundo assessores do presidente Obama, do vice-presidente Biden e diplomatas do Departamento de Estado, o atual regime assegura uma proteção eficaz em uma zona costeira estratégica, que, em caso de um regime instável, poderia ser controlada pelo crime organizado.

Como é óbvio que a instabilidade tampouco interessa aos países latino-americanos, não parece haver uma força que empurre na direção da liberalização política.

O que pode provocá-la, em médio ou longo prazo, é o avanço do setor privado na economia e as inevitáveis comparações entre o sucesso dos cubanos que imigraram para os Estados Unidos e as carências dos que permaneceram.

Segundo pesquisa recente do Pew Research Center, a renda média dos lares cubanos residentes nos Estados Unidos é de US$ 38 mil (R$ 120 mil) por ano.

Já cada cubano de Cuba vive com US$ 6.848 (R$ 21.774) por ano (Banco Mundial, 2013).

É claro que essa comparação tem de ser levada com extremo cuidado, porque os cubanos gozam, no próprio país, de educação e assistência à saúde gratuitas, o que não acontece nos Estados Unidos.

Mas essa vantagem do socialismo não basta para reduzir o desejo dos cubanos da ilha de serem capitalistas ou, mais exatamente, de abrirem um negócio próprio.

É a intenção declarada de 70% deles.

A abertura de embaixadas ajuda na consecução do sonho. Resta ver quanto tempo resiste uma ditadura em um sistema crescentemente capitalista.

Deputado do PT do RS quer criar o Dia do Orgulho Louco

O deputado Adão Villaverde, PT do RS, que é engenheiro, protocolou ontem projeto que propõe a criação do Dia do Orgulho Louco.

Não, não tem nada a ver com o PT.

CLIQUE AQUI para ler o projeto e sua justificativa.

No Dia dos Amigos, Dilma e Lula trocam mensagens de "companheira para companheiro"

Amigos para sempre ?


A presidente Dilma Rousseff publicou nesta segunda-feira, 20, em sua página no Facebook, um cumprimento ao ex-presidente Lula pela Dia do Amigo, comemorado nesta segunda. 

- No #‎DiaDoAmigo, a homenagem é ao querido companheiro Lula", disse Dilma em post com foto em que aparece abraçada ao ex-presidente. 


Também pelo Facebook, Lula retribuiu o cumprimento. 

"À companheira, e antes de tudo amiga Dilma Rousseff, um forte abraço neste #‎DiadoAmigo. O Brasil e os brasileiros têm certeza de sua dedicação por este país!", afirmou o ex-presidente

Deputado Pozzobom diz por Whats App como escolhe seus amigos

O editor recebeu esta mensagem de Whats App do deputado Jorge Pozzobom, PSDB do RS, tudo em função do Dia do Amigo:

Quem escolhe meus amigos sou eu e é por isto que te saúdo nesta data. 


84% dos leitores querem que oposição acelere pedido de impeachment contra Dilma

84% dos leitores acham que a oposição não deve vacilar diante de nada e insistir com a defesa do impeachment da presidente Dilma Roussef.

9% consideram que falar em impedimento é golpismo e 5% não gostaram da questão.

A nova enquete, que já está aí ao lado, pergunta o que acha o leitor do modo como Sartori vai conduzido o ajuste fiscal das contas públicas estaduais.

Vá lá e escolha sua resposta. As opções são:

Conduz muito bem
Conduz muito mal
Conduz bem
Conduz mal
Conduz regularmente

Jornalista Flávio Dutra lança seu livro de crônicas no dia 28

O jornalista Flávio Dutra lança dia 28 de julho seu livro Crônicas da Mesa ao Lado, editado pela mineira Bartlebee Editora.  O livro começou a nascer com a criação do blog ViaDutra (http://viadutras.blogspot.com.br), em outubro de 2009. As histórias originais ganharam repercussão e incentivo – curtições, comentários, compartilhamentos -  em postagens do Facebook.   Após a avaliação dos mais de 500 textos disponíveis e de uma revisão criteriosa pelo escritor e mestre em Literatura Diego Lock Farina, a seleção foi  editada em quatro capítulos: Crônicas da Mesa ao Lado, com a advertência de que nem tudo é verdade;  Crônicas do Cotidiano, que retrata a vida real; e Crônicas da Nostalgia, sobre o que pode ser contado do passado do autor. Fechando a edição, uma coleção de frases, algumas emprestadas, “ouvidas na mesa ao lado”. 

Avisa Flávio Dutra:

- Esta obra só foi possível pela colaboração de companheiros de fé, com relatos de situações que resultaram em crônicas. Seus nomes verdadeiros são preservados,  esse é o acordo tácito, mas eles sabem o quanto foram decisivos para a materialização dessa autêntica brincadeira que vai muito além da mesa ao lado.

O prefácio é de David Coimbra e a capa de Cezar Arruê,  que convergiram com seus  talentos para que Crônicas da Mesa ao Lado ficasse mais atraente.

O lançamento será o mais informal possível e vai ocorrer no Chalé da Praça15, no Largo Glênio Peres, Porto Alegre, a partir das 18 horas. 

Crônicas da Mesa ao Lado poderá ser encontrado também nas livrarias Bamboletras, no Shopping Nova Olaria (Lima e Silva, 776 -loja 3),na Palavraria ( Vasco da Gama, 165), na Koralle (José Bonifácio, 95 ) e na do Santander Cultural, no Centro Histórico. 


- Flávio Dutra é porto-alegrense desde 1950, formado em Comunicação Social pela UFRGS, com especialização em Jornalismo Empresarial e Comunicação Digital. Trabalhou nos principais jornais e emissoras de rádio e TV do Rio Grande do Sul. Coordenou coberturas jornalísticas nacionais e internacionais, especialmente na área esportiva. Presidiu a Fundação Cultural Piratini, gestora das emissoras públicas TVE e FM Cultura, atuou como secretário de Comunicação do Governo do Estado e da Prefeitura de Porto Alegre e participou de campanhas eleitorais para o governo do estado e prefeitura.


Petroleiros ampliam chamada de greve para blindar Petrobrás

A FNP (Federação Nacional dos Petroleiros), que reúne cinco sindicatos que representam funcionários da Petrobras, aprovou no domingo o indicativo de greve de um dia para 24 de julho, contra a venda de ativos e em defesa de direitos dos funcionários, informou a entidade em um comunicado.

Nem uma só palavra sobre a corrupção oceânica que jogou num mar de lama a Petrobrás e na qual os envolvidos do lado da estatal são todos trabalhadores dos seus quadros. 

Jornal de Lisboa diz que PGR do Brasil pediu que PGR de Portugal investigue conexões de Lula no caso Lava Jato

CLIQUE AQUI para ler a notícia completa no site do próprio jornal, edição de hoje. -  O jornal português Diário de Notícias, Lisboa, informa nesta segunda que as investigações da PGR de Portugal investigará as  viagens do ex-presidente do Brasil a Portugal: incluindo a de 2013, para apresentar o livro do ex-premier José Sócrates (foto ao lado) que está preso desde novembro por conta de outro caso de corrupção. O embaixador do Brasil na época, em nota ao Itamaraty, disse que Lula intercedeu junto de Passos a favor da Odebrecht.

Leia a notícia completa.

A foto ao lado foi disponibilizada pelo site do jornal, ainda há pouco.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) esclareceu hoje ter recebido um pedido de cooperação judiciária internacional das autoridades brasileiras que investigam o processo 'Lava Jato', que segundo a imprensa brasileira envolve o ex-presidente Lula da Silva e a construtora Odebrecht.
"Confirma-se a receção de pedido de cooperação judiciária internacional, através de carta rogatória. O teor do pedido formulado pelas autoridades brasileiras é de natureza reservada. O Ministério Público português não deixará de investigar todos os factos com relevância criminal que cheguem ao seu conhecimento", referiu a PGR à agência Lusa a propósito do pedido de auxílio das autoridades brasileiras que investigam um dos maiores casos de corrupção e tráfico de influências no Brasil.
Segundo noticiou domingo o jornal O Globo, o ex-Presidente do Brasil, Lula da Silva, terá pedido ao primeiro-ministro português, Passos Coelho, para dar atenção aos interesses da Odebrecht na privatização da EGF, a sub-holding da Águas de Portugal.
Lula da Silva é investigado por alegadamente favorecer a construtora Odebrecht a obter contratos durante viagens para África e na América Latina, entre 2011 e 2014, quando já não era chefe de Governo.
De acordo com telegramas diplomáticos trocados entre chefes de postos brasileiros no exterior e o Ministério das Relações Exteriores, entre 2011 e 2014, "as atividades do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em favor do grupo Odebrecht no exterior foram além da contratação para proferir palestras, contrariando o que o petista [do Partido dos Trabalhadores] e a construtora têm sustentado".
A movimentação do ex-presidente brasileiro em Portugal é relatada em dois telegramas: a 25 de outubro de 2013, o embaixador brasileiro em Lisboa, Mario Vilalva, enviou um comunicado sobre a visita de Lula a Portugal, no qual o diplomata deixa claro que a visita do ex-presidente resultava do convite da Odebrecht, por ocasião dos 25 anos de presença da construtora brasileira em Portugal.
Menos de sete meses depois, em outro telegrama, numa análise sobre a privatização da Empresa Geral de Fomento (EGF), Vilalva, notava que as empresas brasileiras Odebrecht e Solvi, em parceria com o grupo português Visabeira, demonstraram interesse no negócio, o que gerou simpatia dos formadores de opinião em Portugal, referindo "a ação direta de Lula em favor da Odebrecht".
"O ex-presidente também reforçou o interesse da Odebrecht pela EGF ao primeiro-ministro Pedro Passos Coelho, que reagiu positivamente ao pleito brasileiro", informou o diplomata, citado pelo O Globo, que refere que o contacto a favor da construtora foi feito em privado.
Lula da Silva deu uma entrevista à televisão portuguesa, a propósito dos 40 anos da Revolução dos Cravos e abordando vários temas, defendendo uma maior participação de empresas brasileiras nas privatizações conduzidas em Portugal, sem citar nenhuma empresa.
Na ocasião do telegrama, a construtora brasileira era uma das sete que tinham manifestado oficialmente interesse na privatização da EGF, mas dois meses depois a Odebrecht acabou por não formalizar uma proposta.
O Globo afirma que, no âmbito das buscas que a PF (Polícia Federal) efetuou à casa do empreiteiro, em 19 de junho, "durante a 14.ª etapa da Lava Jato", foram apreendidos "documentos, correspondências e mídias", sendo que "um HD que estava num cofre no quarto de Marcelo Odebrecht armazenava troca de mensagens sobre o jantar".
O Instituto Lula rejeitou as acusações, frisando que "o ex-presidente não atuou em favor da Odebrecht, nem fez gestão a favor da empresa", referindo que Lula da Silva se limitou a comentar "o interesse da empresa brasileira pela empresa portuguesa (...) que, aliás, era público há muito tempo".
Entretanto, e segundo o jornal Correio da Manhã, podem estar em causa algumas das recentes viagens do ex-presidente brasileiro a Portugal: seis delas estão a ser alvo de investigação por terem sido alegadamente pagas pela construtora Odebrecth, incluindo a vinda de Lula a Lisboa, em 2013, para apresentar o livro de José Sócrates sobre a tortura em democracia.

O presidente da Odebrecht Portugal, Fábio Januário, garantiu, no entanto, em declarações ao semanário Expresso, que aquela viagem financiada pela construtora foi apenas para trazer Lula às comemorações dos 25 anos da empresa.

Executivos da Camargo Correa são condenados a mais de 15 anos de prisão

Neste post a seguir, o site da revista Veja conta que o Juiz federal Sérgio Moro reduziu parte das penas de Danton Avancini e Eduardo Leite, que firmaram acordo de delação, mas negou a eles o perdão judicial. A reportagem é de Carolina Farina.

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O juiz federal Sergio Moro, responsável pelas ações da Operação Lava Jato em primeira instância, condenou nesta segunda-feira executivos da empreiteira Camargo Correa pelos crimes de corrupção ativa, lavagem de dinheiro e pertinência a organização criminosa. O ex-presidente da empresa Dalton Avancini e o executivo Eduardo Leite, que firmaram acordo de delação premiada com a Justiça, receberam penas de 15 anos e 10 meses cada. Já João Ricardo Auler foi condenado a 9 anos e seis meses de prisão.
Avancini e Leite relataram que a Camargo Correa desembolsou pelo menos 110 milhões de reais em propina ao longo de seis anos para os ex-diretores de Serviços, Renato Duque, e de Abastecimento, Paulo Roberto Costa. Entre 2007 e 2012, dizem os delatores, a construtora pagou 63 milhões de reais para a Diretoria de Serviços e 47 milhões de reais para a Diretoria de Abastecimento. Moro negou o perdão judicial pleiteado pelas defesas dos empreiteiros. o juiz determinou que ambos fiquem em prisão domiciliar. Na sequência, passarão para regime semi-aberto. "Eventualmente, se houver aprofundamento posterior da colaboração, com a entrega de outros elementos relevantes, a redução das penas pode ser ampliada na fase de execução", afirma o juiz sobre Avancini.
O magistrado considerou agravante para fixar a pena de Avancini por lavagem a "especial sofisticação" do crime. Segundo ele, o caso envolveu "seis empresas de fachada, simulação de prestação de serviços, contratos e notas fiscais falsas". Ao estipular a sentença de Leite, Moro destaca: "A corrupção com pagamento de propina de dezenas de milhões de reais e tendo por consequência prejuízo equivalente aos cofres públicos merece reprovação especial".
Também foram condenados o ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa, o doleiro Alberto Youssef e o ex-policial federal Jayme Alves de Oliveira, o Careca, que recebeu sentença de onze anos e dez meses de reclusão.
Costa foi condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. As penas chegariam a doze anos, mas em decorrência do acordo de delação premiada que firmou com a Justiça, o ex-diretor da Petrobras cumprirá prisão domiciciliar. Já Alberto Youssef, condenado por corrupção, deverá cumprir somente três anos das penas em regime fechado.
Ao final da sentença, Moro faz considerações acerca da situação da Camargo Correa - e sobre acordos de leniência. "Considerando as provas do envolvimento da empresa na prática de crimes, incluindo a confissão de seu ex-presidente, recomendo à empresa que busque acertar sua situação junto aos órgãos competentes, Ministério Público Federal, Cade, Petrobras e Controladoria -Geral da União. Este juízo nunca se manifestou contra acordos de leniência e talvez sejam eles a melhor solução para as empresas considerando questões relativas a emprego, economia e renda. A questão relevante é discutir as condições. Para segurança jurídica da empresa, da sociedade e da vítima, os acordos deveriam envolver, em esforço conjunto, as referidas entidades públicas e, necessariamente, nessa ordem, o afastamento dos executivos envolvidos em atividade criminal, a revelação irrestrita de todos os crimes, de todos os envolvidos e a disponibilização das provas existentes, a adoção de sistemas internos mais rigorosos de compliance e a indenização completa dos prejuízos causados ao poder público".
Crimes - De acordo com as investigações feitas pela Polícia Federal e pelo Ministério Público, o cartel de empreiteiras incluía OAS, Odebrecht, UTC, Camargo Correa, Techint, Andrade Gutierrez, Mendes Júnior, Promon, MPE, Skanska, Queiroz Galvão, IESA, Engevix, Setal, GDK e Galvão Engenharia e teria atuado de 2006 a 2014 nas maiores obras do país, como a construção da refinaria Abreu e Lima, em Pernambuco, e o Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj). "As empreiteiras, reunidas em algo que denominavam de 'Clube', ajustavam previamente entre si qual delas iria sagrar-se vencedora das licitações da Petrobras, manipulando os preços apresentados no certame, com o que tinham condições de, sem concorrência real, serem contratadas pelo maior preço possível admitido pela Petrobras", relatou o juiz em sua decisão.
Para garantir que pudessem monopolizar as grandes obras de infraestrutura, a Camargo Correa e as demais empreiteiras destinavam uma percentagem de cada contrato com a Petrobras para o pagamento de propina. Segundo os investigadores, os dirigentes da Camargo Correa teriam destinado pelo menos 1% sobre o valor dos contratos e aditivos à Diretoria de Abastecimento da Petrobras, então comandada por Paulo Roberto Costa. Na Camargo Correa, o presidente da empreiteira Dalton Avancini ainda assinou os contratos das obras nas quais as fraudes foram constatadas, além de ter celebrado contrato fraudulento com a empresa de Paulo Roberto Costa, a Costa Global, para dissimular o pagamento de propina.


Artigo, Percival Puggina - Caridade, pobreza e desenvolvimento social

Se formos buscar nos Evangelhos algumas réguas para aferir os valores segundo os quais nos devemos conduzir, veremos que a régua da caridade, do zelo pelos mais necessitados, serve como medida do amor a Deus. Nenhum cristão negará essa realidade ao mesmo tempo material e espiritual. No entanto, o pobre dos Evangelhos é, principalmente, o carente de Deus. E é também, entre muitos outros aspectos, o materialmente pobre, o necessitado de afeto, de justiça, de liberdade, de oportunidade. Desconhecer isto é uma primeira e muito comum perversão do sentido evangélico da palavra "pobre" e da situação da pessoa humana a ela correspondente.
Infelizmente, muitos alegam encontrar, nos Evangelhos, inspiração para uma visão sociopolítica do pobre. O pobre das Escrituras, nessa hipótese, não seria uma pessoa concreta, mas uma classe social. Mais um passo, e ele muda de nome, tornando-se o "excluído" da teologia da libertação. É fácil perceber onde se quer chegar com a substituição do vocábulo por um suposto sinônimo. Dizer-se "excluído" implica a ideia simétrica do "incluído", ou seja, de alguém que ocupou determinado espaço e rejeita a presença do outro. É o que sugere Lula, por exemplo, cada vez que coloca um suposto pobre num suposto avião e diz que os demais passageiros, supostamente, não o querem ali. Não há limite para a demagogia do multimilionário Lula. E não há limite para a malícia sociopolítica, supostamente religiosa, da teologia da libertação. Esta é uma segunda perversão envolvendo o mesmo conceito.
Uma terceira corresponde ao culto à pobreza material como um bem em si. Nessa perspectiva, muito comum, tudo se passa como se o empenho individual ou coletivo para sair de uma situação de carência material em direção a uma vida com maior dignidade e bem-estar fosse desvio de finalidade da existência humana e não um bem a ser buscado. Afirmo, aqui, o oposto: o ser humano não foi criado com tantos dons físicos, espirituais e intelectuais para se nutrir num pomar e se vestir com folhas de parreira.
Uma quarta perversão - e talvez a socialmente mais maléfica - é a que procura enfrentar a pobreza mediante políticas e sistemas econômicos que a conservam, reproduzem e aprofundam. Refiro-me ao igualitarismo percebido como ideal de vida social, cujos péssimos resultados se tornam nítidos nas experiências comunistas. Em nome da igualdade, mata-se a riqueza na sua fonte. Solapa-se a iniciativa dos indivíduos e das comunidades. Cerceia-se a liberdade de criação, condena-se o mérito e planeja-se a mediocridade. Se a igualdade é o objetivo, a pobreza de todos não perturba os adeptos dessa estranha ideologia que se diz protetora e defensora dos pobres.
A sociedade contemporânea já demonstrou, com excesso de evidências, que o modo mais eficiente de promover o desenvolvimento social, sem prejuízo da caridade, da solidariedade e do amor cristão ao próximo, exige: zelosa formação de recursos humanos, através da educação; inserção dos indivíduos de modo eficiente na vida social, política e econômica; segurança jurídica e atividades produtivas desempenhadas em economia livre, de empresa. Só são contra isso os que têm mais ódio ao materialmente rico do que amor ao materialmente pobre. Cegos pela ideologia, semeiam o que dizem combater: pobreza material e crescentes desníveis sociais.


* Percival Puggina (70), membro da Academia Rio-Grandense de Letras, é arquiteto, empresário e escritor e titular do site www.puggina.org, colunista de Zero Hora e de dezenas de jornais e sites no país, autor de Crônicas contra o totalitarismo; Cuba, a tragédia da utopia e Pombas e Gaviões, integrante do grupo Pensar+.

Bala de Prata do caso Dilma será disparada dia 16 em São Paulo

O tamanho das manifestações do dia 16 de agosto, determinará o tamanho dos problemas que o governo Dilma e o PT terão que enfrentar dali para a frente.

"São Paulo será a bala de prata do caso", disse há pouco ao editor o deputado Ênio Bacci, PDT do RS.

PDT ficará com Dilma até o fim dos dias

O PDT amarelou e ficará no Titanic até ele afundar.

Caso do deputado Bassegio será decidido em agosto. Entenda o rito.

O Conselho de Ética da Assembléia só voltará a analisar o caso do deputado Diógenes Bassegio no primeiro dia útil de agosto, quando acabará o recesso. Nessa data, serão ouvidos o deputado e três testemunhas.

Cinco dias depois, o deputado Ênio Bacci apresentará seu relatório, no qual pedirás o rquivamento do caso, proporá a cassação ou a suspensão temporária do mandato do colega.

O rito seguinte inclui passagem pela Comissão de Constituição e Justiça e Plenário.

Prefeito Fortunati viaja para a Europa com a mulher, a deputada Regina. Comunistas estão com o controle de Porto Alegre.

O prefeito de Porto Alegre, José Fortunati, viajou para a Europa. É a segunda vez que faz isto em 60 dias. O prefeito ficará na Europa até o dia 24, com todas as despesas pagas pela prefeitura, inclusive passagem de ida e volta para Roma.

Ele viajou com a mulher, a deputada Regina Foster, que cumpre recesso na Assembléia.

O programa europeu prevê visita ao Papa.A prefeitura informou que Fortunati participará de workshop sobre a Escravidão Moderna e as Mudanças Climáticas: O Compromisso das Cidades, e do Simpósio sobre Cidades e Desenvolvimento Sustentável.

Ufa !

Como o vice Sebastião Melo está em Brasília, a cidade passou ao comando do vereador petista Mauro Pinheiro, que por sua vez foi substituído pela comunista Jussara Cony.

depois de 13 anos, é a primeira vez que comunistas mandam simultâneamente na prefeitura e na Câmara.

Miro Teixeira confessa que governo Lula decidiu comprar deputados com o dinheiro sujo do Mensalão

A mídia chapa branca saúda nesta segunda-feira a entrevista do deputado Miro Teixeira, que já foi do PSP, passou para o PDT e depois acabou no Pros do Rio, porque ele defende o afastamento de Eduardo Cunha, diante das denúncias feitas pelo delator Júlio Camargo em Curitiba. 

O que a mídia oficialista não amplifica é a informação contida na mesma entrevista, segundo a qual ministro das Comunicações no primeiro mandato de Lula, o deputado relatou que participou, junto com o ex-ministro Antonio Palocci (Fazenda), de uma reunião em janeiro de 2003, com mais duas pessoas do governo. Segundo ele, a reunião era para decidir como o governo obteria maioria no Congresso. Miro disse, sem usar o termo mensalão, que venceu a posição "orçamentária", de comprar o apoio dos parlamentares, contrariando os votos dele e de Palocci.

Miro Teixeira não renunciou, não pediu o afastamento de Lula e foi conivente com tudo. 

Este é o homem que agora quer o afastamento de Cunha. 

Leia a reportagem e cheque tudo por conta própria. O material é da Folha de São Paulo.

Decano da Câmara, em seu 11º mandato, o deputado federal Miro Teixeira (Pros-RJ), 70, afirma que não há possibilidade de impeachment da presidente Dilma Rousseff, mas diz que o mesmo não vale para o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ).
"Definida a responsabilidade penal, eu penso que ele [Cunha] deve ser afastado da Presidência da Câmara, em primeiro lugar. Mas seria útil se ele renunciasse."
Na sexta (17), Cunha anunciou rompimento com o governo após um dos investigados na Lava Jato, o lobista Julio Camargo, ter denunciado que o peemedebista lhe pedira US$ 5 milhões em propina.
Miro comparou Cunha ao ex-presidente da Câmara Severino Cavalcanti, que renunciou após denúncia de recebimento de propina, em 2005.

Folha - Recaem suspeitas hoje sobre a presidente da República, o presidente do Senado e o presidente da Câmara. O Brasil vive seu pior momento político na história?
Miro Teixeira - Não. As suspeições surgem da apuração que a democracia permite dos fatos. Isso indica que estamos caminhando para bons momentos. Os piores momentos são os da prática da corrupção. Da revelação, não. Da apuração, não. Da punição, não.
O Brasil melhora após todos esses escândalos?
Sai mais forte.
O Congresso sai mais forte?
Depende do que o Congresso fizer. Se você resolve uma crise bem, você sai mais forte. Se você acaba cúmplice dos que geraram a crise, aí a instituição perde.
Uma Câmara com Eduardo Cunha presidente sai mais forte?
Eu não votei no Eduardo Cunha. Enquanto houver acusações contra ele, a ele deve ser dado todo o direito de defesa. Definida a responsabilidade penal, eu penso que ele deve ser afastado da Presidência da Câmara, em primeiro lugar. Mas seria útil se ele renunciasse ao mandato.
Depois do trânsito em julgado (quando não cabe recurso)?
Não precisa do trânsito em julgado. A Lei da Ficha Limpa, por exemplo, não exige o trânsito em julgado. Então eu penso que, no exercício da direção dos poderes, o rigor político deve ser superior ao rigor da lei. Recebida a denúncia, começa o processo.
Em que momento o Congresso deveria, então, avaliar se Eduardo Cunha tem ou não condição de presidir a Casa?
A questão é a convicção política da impossibilidade de continuar. Assim como Severino Cavalcanti, que não tinha condição de continuar presidente da Casa.
Cunha pode chegar à mesma situação do Severino?
Pode, pode.
Eduardo Cunha é um bom presidente da Câmara?
Aí depende de gosto. Eu acho a pauta dele ruim. Mas ele tem trazido muitos projetos para votação.
A forma como ele lida com a pauta de votações é boa?
Absolutamente combinada com o colégio de líderes. É preciso que isso seja dito com todas as letras. Não é arbitrária.
Mas e a oposição?
Não há oposição. Hoje não existe nem oposição à Dilma nem à Presidência da Casa. E isso é muito ruim para o país. Uma boa oposição permite ao governo fazer um enfrentamento de ideias.
Hoje o Executivo não tem essa troca?
O Brasil é outro a partir do mensalão. O Lula, daqui a 30 anos, será visto como Getúlio Vargas é visto em termos históricos, como grande personalidade. Acho que o Fernando Henrique também será, pela questão da estabilidade da moeda. Ele tem uma marca. O Lula também tem uma marca. Ele melhorou a vida do trabalhador. Qual o problema? Ele caiu em tentação. Aquilo que é uma prática que não foi ele que inaugurou, a do "é dando que se recebe".
Em que tentação ele caiu?
O que eu presumo, e tenho minhas razões para presumir... Janeiro de 2003 foi um mês de debates, de como fazer maioria no Congresso. Houve uma reunião em janeiro. Havia quem dissesse que a maioria poderia ser em torno de projetos. E havia quem dissesse que "aquele Congresso burguês" poderia ter uma maioria organizada por orçamentos. Essa tendência dos que quiseram organizar pelo orçamento foi vitoriosa.
José Dirceu estava nessa reunião?
Eu não vou nominar. Há uma coisa que eu devo falar. O Palocci se debateu muito para se trabalhar pelos projetos, dizendo que o PSDB, sem dúvida, apoiaria.
Qual outro nome importante do governo estava na reunião?
Não vou falar. Teve quatro pessoas presentes.
O Lula estava nessa reunião?
Não se deve citar nomes. A revelação que posso fazer é essa.
Falar em impeachment hoje é golpe ou é um legítimo instrumento democrático?
Falar, podemos falar. Agora, não existe elemento de qualquer espécie que indique violação da lei que define crimes de responsabilidade. Consequentemente, não há possibilidade de se iniciar um processo de impeachment. Eu digo peremptoriamente, não há possibilidade.
Em tese, doação ilegal para a campanha da presidente da República não seria crime de responsabilidade?
Você pode ter outras tipificações. Crime de responsabilidade, não. Qual o pressuposto da responsabilidade? É o conhecimento da ilegalidade da origem. Se você não tem o conhecimento da ilegalidade da origem, você não é responsabilizado como candidato. Se houve contrapartida –"resolve esse negócio lá na Petrobras que você leva tanto"–, aí a doação tem a aparência de legalidade, mas ela não é legal.
Não é o caso hoje na Lava Jato, segundo os delatores, de doação ilegal para a campanha da presidente?
Vamos admitir como verdade [o que disseram os delatores]. Se o candidato não tinha conhecimento, se ele não colaborou para a prática desse ato, ele não pode ser responsabilizado.
E se o tesoureiro desse candidato sabia?
Aí tem um processo. E os advogados precisam trabalhar. Isso ainda está em fase de investigação. Se prosperar, contamina presidente e vice-presidente da República.
Dilma termina o mandato?
A interrupção involuntária do mandato não acontecerá, porque a Dilma não tem na testa o estigma da desonestidade. Eu não gosto do governo da Dilma, penso que é uma frustração o que o Brasil está vivendo. Mas também não gosto do oportunismo, como isso é tratado, porque faz mal ao país.
A eleição de Eduardo Cunha para presidente da Câmara pode ser classificada como subproduto da fraqueza da presidente Dilma?
Eu digo que não, porque não é desejável que seja. Não é desejável que o Poder Executivo influencie na eleição do Poder Legislativo.
*Cunha rompeu com o governo. Que instrumentos o presidente da Câmara tem para acuar o Plana*lto?
Acho que ele não tem instrumento nenhum. E em uma circunstância desse tipo, eu acho que a Dilma vai agradecer. Porque obviamente o governo não é responsável pela Lava Jato, o governo está sendo escarnado pela Lava Jato.


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