Senado aprova estender regra de ajuste do mínimo para aposentadoria

O Senado aprovou nesta quarta-feira (8) a medida provisória que prorroga até 2019 o atual modelo de reajuste do salário mínimo e estende a regra para as aposentadorias. Como foi votada sem mudanças em relação ao texto aprovado pela Câmara, a matéria segue agora para sanção presidencial.

Pela medida provisória, o mecanismo de atualização do salário mínimo continuará a ser calculado com a correção da inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) do ano anterior, mais a variação do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores.
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Câmara conclui votação de MP que mantém regras de reajuste do mínimo
A MP foi editada em março pela presidente Dilma Rousseff, mas não incluía a extensão da regra para aposentados, o que foi incluído na Câmara por meio de emenda. O governo é contra a mudança porque alega que extensão da norma para aposentados pode comprometer as contas previdenciárias.

Segundo o ministro da Previdência Social, Carlos Gabas, a alteração gera R$ 9,2 bilhões em gastos extras por ano – sendo R$ 4,6 bilhões em 2015.

A votação nesta quarta no Senado foi marcada por diversas tentativas de governistas para impedir a aprovação da matéria com o trecho que contraria o governo. Inicialmente, os senadores José Pimentel (PT-CE) e Cristovam Buarque (PDT-DF) tentaram aprovar uma emenda para alterar o texto, o que faria com que o projeto voltasse à Câmara e não seguisse direto para sanção. A mudança, no entanto, foi rejeitada.

A emenda de Cristovam propunha que, ao invés de levar em conta o INPC, o índice para a correção do mínimo fosse o IPC-C1, relativo às famílias com renda mensal entre um e dois salários mínimos e meio. Cristovam discutiu com o senador Paulo Paim (PT-RS) de forma acalorada sobre a emenda. Paim acusou o pedetista de "trair" os trabalhadores, já que se a emenda fosse aprovada, o texto voltaria para nova análise da Câmara. (veja vídeo)

Polêmica sobre redação final
Depois da rejeição da emenda, o texto principal acabou sendo aprovado, conforme a Câmara votou e diferente do que o governo pretendia. Com esta derrota, o líder do governo, Delcídio do Amaral (PT-MS), tentou uma manobra regimental para adiar a análise da redação final da matéria. A votação da redação final é parte do trâmite no Senado, e ocorre sempre após a aprovação do texto principal e da análise das emendas.

De acordo com senadores ouvidos pelo G1, a manobra do líder do governo de adiar a análise da redação final visava dar mais tempo para o governo negociar saídas para o impacto que a extensão do reajuste para a Previdência pode causar.

Delcídio explicou, no entanto, que o pedido para adiar a votação foi para que os senadores soubessem como o texto final ficou após a aprovação de algumas alterações de redação pelo plenário.

A expectativa de Delcídio era que a redação final fosse votada apenas a partir da sessão desta quinta (9). Apesar disso, Renan Calheiros decidiu colocar o texto final em votação e rapidamente a votação foi concluída.

Soldado é baleado e morto na porta da casa do vice-presidente Michel Temer

Um soldado do Exército morreu baleado enquanto trabalhava no Palácio do Jaburu, residência oficial da vice-presidência da República, em Brasília. A informação foi confirmada nesta quarta-feira (8) pelo Comando Militar do Planalto.
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O soldado fazia parte do Batalhão da Guarda Presidencial. O corpo foi encontrado próximo a uma guarita de segurança a cerca de 300 metros da entrada principal, voltada para o lado de fora do palácio. Em nota, o Comando Militar do Planalto informou que um inquérito policial militar foi aberto para apurar as causas e circunstâncias do disparo.


O nome do soldado não foi revelado. O Gabinete de Segurança Institucional da Presidência e o comando militar afirmam que estão prestando apoio à família.

Senador Romero Jucá, PMD, diz que ataques de Dilma lembram os últimos dias de Collor

— Aliados da base governista ficaram assustados com o teor e a repercussão política das declarações dadas pela presidente Dilma Rousseff em entrevista publicada nesta terça-feira pelo jornal "Folha de S.Paulo". Relator da reforma política na comissão especial do Senado, e um dos integrantes da cúpula do PMDB, o senador Romero Jucá (RR) lembrou os últimos momentos que precederam a crise que levou ao impeachment do ex-presidente Fernando Collor .

— Pense num juízo! A presidente Dilma deu uma de Collor, chamou a crise para si — avaliou o senador peemedebista.

Jucá fez referência à postura de Collor antes de ser afastado do cargo. O ex-presidente dizia que cumpriria mandato até o último dia. Nesta sexta-feira, na entrevista, Dilma sentenciou:

— Eu não vou cair.

O senador Jorge Viana (PT-AC) afirmou que, na sua avaliação, a presidente Dilma não deveria ter dado tanto destaque às tentativas da oposição de abreviarem seu mandato.

— Não precisava ter gasto tanto tempo falando do PSDB. Deixa a gente (parlamentares) tratar dos golpistas. Isso é problema nosso — afirmou Viana.

A oposição também criticou nesta terça-feira as declarações de Dilma. Em nota, o presidente nacional do PSDB, senador Aécio Neves, disse que o discurso de Dilma é uma estratégia para inibir as instituições.

“O discurso do golpe que vemos hoje assumido pela presidente da República, e repetido pelos seus ministros e pelos petistas, nada mais é do que parte de uma estratégia planejada para inibir a ação das instituições e da imprensa brasileiras no momento em que pesam sobre a presidente da República e sobre seu partido denúncias da maior gravidade”, disse o senador.

Habitualmente crítico ao governo, o senador Lindbergh Farias (PT-RJ) elogiou o tom da entrevista de Dilma:

— Ela fez certo, a situação é grave. Ela pareceu, depois de muito tempo, a Dilma coração valente, disposta a brigar — disse Lindbergh, referindo-se ao slogan da campanha à reeleição.

Em 1992, durante solenidade no Palácio do Planalto, o então presidente Fernando Collor de Melo afirmou que ficaria no cargo até o fim de seu mandato. À época, Collor anunciara medidas que beneficiariam taxistas e caminhoneiros. Durante o discurso, ele pediu aos brasileiros para vestirem verde e amarelo em apoio a ele e ao seu governo.

— Peçam às suas famílias que no próximo domingo que saiam de casa com peças de roupa com uma das cores de nossa bandeira. Exponham nas janelas toalhas, panos e o que tiver nas cores da nossa bandeira. Quero pedir isso e irei cobrar de vocês esse pedido que lhes faço. No próximo domingo, nós estaremos mostrando onde está a verdadeira maioria: na minha gente, no meu povo, nos pés descalços, nos descamisados. Naqueles por quem fui eleito e para quem estarei governando até o último dia do meu mandato —disse Collor.


A estratégia de Collor, porém, foi malsucedida. Os chamados "caras-pintadas" foram às ruas vestidos de preto e pedindo o impeachment do então presidente. Dias depois, a CPI no Congresso concluiu que Collor foi beneficiado pelo suposto esquema de corrupção montado pelo ex-tesoureiro Paulo César Farias.

Governo discute liberação de reajuste para planos de saúde individuais

A jornalista Mônica Bérgamo informa na sua coluna de hoje na Folha de S. Paulo que o  governo Dilma Rousseff discute medidas para incentivar a venda de planos individuais de saúde no país. 

Leia as notas da jornalista sobre o assunto:

Empresas privadas pressionam setores da administração para que o reajuste de preços desses planos, hoje controlado, seja liberado. Alegam que só assim seriam estimuladas a aumentar a oferta dessa modalidade de serviço.
ALTA CÚPULA
Hoje deve ocorrer mais uma reunião na Casa Civil, em Brasília, para tratar do tema. Devem participar integrantes da cúpula do Ministério da Saúde e o presidente da ANS (Agência Nacional de Saúde), José Carlos de Souza Abrahão.
SOU CONTRA
Uma eventual liberação de reajuste de preços poderia atingir os 11 milhões de brasileiros que já têm planos individuais -hoje, eles são regulados e definidos pela ANS. O presidente da agência se manifestou contra a possibilidade de mudança.
ROTA CERTA

Já estão em estudo formas de alteração das atuais medidas normativas dos planos, por meio de projetos de leis e também de mudanças em normas da ANS.

Dólar em forte alta, fechou o dia em R$ 3,23

O dólar fechou esta tarde em R$ 3,23, em alta de 1,61%. A moeda americana chegou a custar R$ 3,23. A tensão no mercado refletiu-se em quedas das Bolsas em todo o mundo (nota abaixo).

Aécio avisa que Dilma não tem salvo-conduto para cometer crimes



Disposto a bater boca com Dilma e não com Lula e o segundo time do PT, o senador tucano Aécio Neves voltou a comentar a entrevista concedida pela presidente, em que ressalta que 'não vai cair'. O que ele disse esta tarde:

-  O que eu vejo é uma presidente acuada, fragilizada. Porque uma presidente da República que tem de vir a público para dizer que não vai cair é uma presidente que não se sente segura no cargo.

Aécio Neves ressaltou que Dilma Rousseff "não tem salvo-conduto".

Rebatendo as críticas de "golpe".

Aécio acrescentou que os movimentos da oposição vêm sendo feitos de "forma absolutamente responsável"

Lula, ofendido, vai ao Supremo contra Caiado

O ex-presidente protocolou nesta quarta-feira, no Supremo Tribunal Federal, um pedido de queixa-crime contra o senador Ronaldo Caiado (DEM-GO), um dos líderes da oposição democrática contra a presidente Dilma Rousseff.

A defesa de Lula pede a condenação do senador pelos crimes de "calúnia, injúria e difamação".

Em fevereiro, Caiado usou sua conta no Twitter para chamar Lula de "bandido frouxo", pedindo que ele pague pelos crimes que cometeu no Mensalão e no Petrolão.

Quedas brutas das bolsas de Xangai e Hong Kong assustam mais do que a crise da Grécia

Muitos leitores chamam a atenção do editor para o que está acontecendo na China nesta tarde, já que a Bolsa de Xangai despencou 9% e a de Hong Kong caía 5,8% no meio da tarde.

Os fatores são internos.

As quedas não são apenas de hoje.

A economia chinesa não crescerá este ano no mesmo ritmo alucinante dos anos anteriores.

As autoridades comunitas tentam domar o mercao de ações, mas sem êxito asté agora.

A queda nas Bolsas da China assustam mais do que a crise na Grécia.

Nos EUA, o Fed alertou para os desdobramentos dos problemas nos dois Países.

No Brasil, a Bolsa de SP, 16h10min, segundo o jornal Valor, caía 1,37%, movida pela suspensão do pregão na Bolsa de Nova Iorque por problemas técnicas, pela crise grega e pela queda das ações na China.

"Sozinha à beira do abismo", por Bernardo Mello Franco

Folha de São Paulo

A delação de Ricardo Pessoa empurrou Dilma Rousseff de volta para a beira do abismo. Desde os protestos de março, o governo nunca pareceu tão frágil, e o desfecho da crise, tão incerto.

O chefe do "clube das empreiteiras" transferiu a delegacia da Lava Jato para o Palácio do Planalto. Em uma só tacada, envolveu dois ministros no escândalo, os petistas Aloizio Mercadante e Edinho Silva, e lançou suspeitas sobre o financiamento das duas campanhas que elegeram Dilma, em 2010 e 2014.

Segundo o jornal "O Estado de S. Paulo", Pessoa ainda entregou aos procuradores uma planilha com título autoexplicativo: "Pagamentos ao PT por caixa dois". Se comprovados, os repasses podem desmontar o discurso do partido de que a prática de receber dinheiro em espécie ficou para trás com o mensalão.

De quebra, o delator acrescentou um novo verbete ao dicionário da corrupção, ao relatar que o tesoureiro João Vaccari se referia à propina como "pixuleco". Nos últimos dias, o partido voltou a pedir a libertação do ex-dirigente preso, alimentando os rumores de que ele está ameaçando romper o pacto de silêncio.

Ninguém mais questiona a gravidade da situação. Entre sexta e sábado, Dilma convocou duas reuniões de emergência no Alvorada, atrasando a aguardada viagem oficial aos Estados Unidos. Passará a visita de quatro dias com a cabeça no Brasil, onde sua base se desmancha e a oposição tenta ressuscitar o fantasma do impeachment.


O repique da crise encontra a presidente mais fraca e mais sozinha, pouco depois de bater novo recorde de impopularidade no Datafolha. Enrolado em seus próprios problemas, Lula ensaia um afastamento e sinaliza que não saltará do precipício com ela. O PMDB retomou o clima de ameaças, lideradas pelo presidenciável Eduardo Cunha. As citações a Mercadante e Edinho fragilizam a blindagem que resta, a das paredes e janelas do palácio.

TRE rejeita contas eleitorais de Elói Braz Sessim

O TRE do RS acabou de reprovar as contas do ex-prefeito Elói Braz Sessim, que no ano passado foi candidato a deputado estadual pelo PTdoB,renunciando no meio do caminho.

Mesmo renunciando, os candidatos precisam fazer prestação de contas.

Com a decisão, Sessim fica inelegível e não poderá ser candidato a prefeito de Cidreira no ano que vem, como pretende.

Baixe o aplicativo Waze para iPhone e evite os pardais faturadores

O editor baixou hoje o aplicativo israelense Waze no seu iPhone, preocupado com a enorme incidência de multas em estradas pedagiadas estaduais, transformadas em pega-ratões de motoristas desavisados ou imprudentes. Algumas dessas estradas alteram bruscamente seus limites de velocidade, que oscilam entre 50, 60 ou 80 kms, circunstancialmente sem critério algum.

Ao conectar-se com outros motoristas, o aplicativo ajuda as pessoas a criarem comunidades locais que trabalham juntas para melhorar o percurso diário de todos. Isso significa que há ajjuda para evitar a frustração de ficar parado no trânsito, com informações das vias contendo alertas sobre acidentes, perigos, polícia e outros eventos ou economizando cinco minutos do seu percurso normal, simplesmente, mostrando-lhes novas rotas que talvez você nem as conheça.

Então, como isso funciona?
Depois de digitarem um endereço de destino, os usuários apenas dirigem com o aplicativo ligado e passam a contribuir passivamente com informações por onde trafegam. Ativamente, eles contribuem compartilhando alertas sobre acidentes, perigos, polícia e outros eventos ao longo do percurso, ajudando outros usuários da mesma área com informações atualizadas sobre o que está acontecendo ao redor.

Além das comunidades locais de motoristas que usam o aplicativo, Waze também é o lar de uma comunidade ativa de editores de mapa que garantem, sempre que possível, que os mapas estão atualizados em sua área.

Relatório de Bacci sobre impeachment do dr. Bassegio será votado no dia 12 de agosto

O deputado Ênio Bacci, PDT, apresentará seu relatório sobre o pedido de cassação do deputado Diógenes Bassegio no dia 12 de agosto.

Caso a cassação seja aprovada no âmbito da Comissão de Ética, o caso irá para a Comissão de Constituição e Justiça, depois para a Mesa e em seguida para deliberação no plenário.

Ponte de Laguna será inaugurada dia 15

A ponte de Laguna será inaugurada na semana que vem, dia 15. A nformação foi passada hoje pelo governador de Santa Catarina, Raimundo Colombo.

Servidores da Polícia Rodoviária fazem protesto no RS

Servidores da Polícia Rodoviária Federal do Rio Grande do Sul que trabalham em cargos administrativos e de chefia, divulgaram esta manhã umacarta aberta para pedir à superintendência que sejam removidos de suas atuais funções e passem a integrar o efetivo que realiza o serviço operacional nas estradas do Estado.

A ação, organizada pelo Sindicato dos Policiais Rodoviários Federal do RS (SINPRF/RS), é uma manifestação contra o parecer do Tribunal de Contas da União (TCU) e do Ministério Público Federal do Distrito Federal, que não reconhece os serviços administrativos como atividade de risco — fator necessário para a aposentadoria especial.

Atualmente os policiais possuem direito à aposentadoria especial com 30 anos de serviço, em virtude do desempenho da atividade de risco — sendo exigidos pelo menos 20 anos de atividade exclusivamente policial.s externas).

Perdoai-a Senhor, ela não sabe o que diz

Neste artigo, intitulado "Ela nem sempre sabe o que diz...", o jornalista Ricardo Noblat afirma que atualmente, ao contrário da época da ditadura militar, ninguém é torturado hoje para confessar um crime. E se for, diante do juiz poderá alegar que só confessou mediante tortura.

Leia todo o artigo, publicado em "O Globo":

Dilma pisou feio na bola em dois momentos da entrevista à Folha de S. Paulo. No primeiro quando disse:

- Olha, não costumo analisar ação do Judiciário. Agora, acho estranho. Eu gostaria de maior fundamento para a prisão preventiva de pessoas conhecidas. Acho estranho só.

E no segundo:

- Não gosto desse tipo de prática. Não gosto. Acho que a pessoa, quando faz [delação], faz fragilizadíssima. Eu vi gente muito fragilizada [falar]. Eu não sei qual é a reação de uma pessoa que fica presa, longe dos seus, e o que ela fala. E como ela fala. Todos nós temos limites. Nenhum de nós é super-homem ou supermulher. Mas acho ruim a instituição, entendeu? Transformar alguém em delator é fogo.

No primeiro: por que ela gostaria que houvesse maior fundamento para a prisão de pessoas conhecidas? Por que só para a prisão de pessoas conhecidas?

Ou se pede maior fundamento para a prisão de pessoas em geral ou não se pede só para um tipo de pessoas.

No segundo: Dilma não disse que foi ela quem sancionou a lei que permite a delação. A lei carrega a assinatura dela. Se a delação não fosse possível, casos de corrupção jamais seriam esclarecidos. Não só casos de corrupção.

A delação, conforme a lei da Dilma, nada tem a ver com a delação da época em que Dilma, presa e torturada, resistiu e não entregou os companheiros.


Ninguém é torturado hoje para confessar um crime. E se for, diante do juiz poderá alegar que só confessou mediante tortura.

MPF arquiva denúncia de Milmann contra autores da Lista Burman-Schlosser

O Ministério Público Federal arquivou o caso da notícia-crime promovida pelo jornalista, filósofo e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Luis Millmann, contra o reitor Burman e o pró-reitor de Pós Graduação, José Schlosser por suposta prática de racismo. A decisão foi tomada pela procuradora da República em Santa Maria, Paula Martins da Costa Schirme.

O caso segue tramitando na Procuradoria da República de Santa Maria, visando à apuração dos fatos sob a perspectiva cível-administrativa, vinculada à temática da Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC).


No dia 3 de junho de 2015, foi tornada pública a informação de que Milman acusou os professores pela prática de promover perseguição e atitude racista, ao pretender “listar” os nomes de alunos e professores israelenses dos cursos de pós-graduação. A determinação partiu do pró-reitor adjunto de Pós-Graduação (PRPGP), José Fernando Schlosser, quando no dia 15 de maio fez circular um memorando solicitando a todos os chefes de programas de pós-graduação uma relação de alunos e professores israelenses que participam destes cursos, “para finalidade de boicote”, acusou o jornalista

Este é o calendário do julgamento das contas de Dilma no TCU

Acompanhe o calendário do julgamento das contas do governo Dilma Roussef no Tribunal de Congtas da União:

22 de julho - Venceria o prazo dado pelo TCU para a defesa das pedaladas fiscais de Dilma, mas nesta quarta-feira a Corte avisou que isto só acontecerá no início de agosto.

Fim de agosto - Julgamento das contas.

Neste meio tempo, 16 de agosto, ocorrerão manifestações de rua, cujas dimensões influenciarão as decisões seguintes do TCU e do Congresso.

Nardes insinua que contas de Dilma serão rejeitadas no TCU. E visa: "Ela tem que se preocupar com o Congresso"

Augusto Nardes já dá como certa a rejeição das contas, porque na entrevista a seguir ele manda Dilma se preocupar com o Congresso, a quem caberá julgá-la por improbidade administrativa, depois de condenada pelo TCU.

O ministro Augusto Nardes, relator das contas de 2014 de Dilma Rousseff, rebate entrevista da presidente e afirma que 'pedalada' em 2014 foi 'extremamente superior' em relação aos anos anteriores: 

- Essa questão do contingenciamento também não houve nos anos anteriores. Não existe golpe nenhum. O TCU cumpre a legislação. As instituições têm de funcionar e têm de ser fortes. Não há um sentimento de golpismo.

Ele sustenta que o julgamento no TCU é técnico: 

- Estamos na fase técnica. A presidente deveria se preocupar com a parte política depois, no Congresso.

À 'Folha de S. Paulo', Dilma defendeu suas contas: 'Eu não acho que houve o que nos acusam. É interessante notar que o que nós adotamos foi adotado muitas vezes antes de nós'

Intercity decide-se por hotel no novo shopping de Passo Fundo

O complexo multiuso, ancorado pelo Passo Fundo Shopping terá ainda um dos maiores hotéis da região Norte do Estado. Os investidores do empreendimento fecharam com o Intercity Hotels, a segunda rede de hotéis que mais cresce no mercado brasileiro. 

Justiça bloqueia bens de executivos do fundo Postalis

Entre eles, está o atual presidente do fundo, Antonio Carlos Conquista, que foi indicado ao cargo pelo PT

A Justiça Federal de São Paulo determinou o bloqueio dos bens de vinte pessoas ligadas ao Postalis, fundo de pensão dos funcionários dos Correios, referente à venda de um terreno para o fundo. O bloqueio será aplicado até o valor total de 196 milhões de reais, segundo despacho judicial enviado a Juntas Comerciais e ao Banco Central.
Entre os executivos do Postalis que tiveram os bens bloqueados está o atual presidente do fundo, Antonio Carlos Conquista, que já foi do fundo de pensão da Petrobras e foi indicado ao cargo pelo PT, a convite do presidente dos Correios, Wagner Pinheiro. A lista ainda inclui o presidente do Conselho, Ernani Coelho, também indicado pelos Correios ao cargo, e o diretor administrativo, Roberto Macedo de Siqueira Filho. Também fazem parte da lista ex-diretores como Ricardo Oliveira Azevedo, da área financeira, que foi indicação do PMDB, e Sinécio Greve, da área de seguridade.
A determinação do bloqueio dos bens, que será feito até atingir o valor total da compra do terreno, foi dada em um processo de improbidade administrativa movido pelo Ministério Público Federal de São Paulo. O processo corre desde meados de junho em segredo de Justiça. O MP pede na ação que seja anulada a compra do terreno de 117.000 metros quadrados em Cajamar (SP), que abriga hoje um centro logístico dos Correios, feita pelo Postalis em 2012.
As suspeitas em torno da operação se deram porque uma empresa com sede na Nova Zelândia, a Latam Real State, atravessou o negócio do Postalis. O fundo de pensão estava negociando a área em Cajamar diretamente com o empresário Luiz Fernando Pires, sócio da construtora mineira Mascarenhas Barbosa Roscoe e proprietário original do terreno. Segundo as investigações, o Postalis estava disposto a pagar 194 milhões de reais pelo terreno. Mas Pires o vendeu por 150 milhões de reais à Latam, que três meses depois o revendeu ao Postalis pelo valor inicial oferecido pelo fundo.
Obras - Os empresários que fizeram o negócio imobiliário também tiveram seus bens bloqueados. Além de Pires, o advogado Marcelo Bicudo, representante da Latam Real State, também teve os bens bloqueados.
O advogado Rubens Bombini, sócio de Marcelo Bicudo, explica que a diferença entre o valor de compra do terreno e o da sua venda ao Postalis se deu porque a Latam Real State construiu o galpão hoje usado pelos Correios. Mas não soube dizer quem são os sócios da empresa da Nova Zelândia e explicou que Bicudo estava em férias e, por isso, não poderia responder.
Os envolvidos não foram ainda notificados pela Justiça, nem mesmo de que estão envolvidos em um processo de improbidade administrativa. Por telefone, o presidente do Postalis, Antonio Carlos Conquista, disse que a negociação da área em Cajamar começou em 2010, portanto, antes de ele assumir a presidência do fundo. A aprovação do negócio se deu na sua gestão, mas calcada, segundo ele, em laudos que confirmavam o valor justo dos negócios. "E, como ultrapassava 5% do patrimônio do fundo, foi levado à apreciação do conselho", disse ele.
O presidente do Conselho do Postalis, Ernani Carneiro, disse que o negócio tem um bom rendimento para o fundo, apesar do atraso. O fundo estimou que o centro logístico entraria em operação em 2013, mas só neste ano o complexo foi entregue. Os Correios afirmaram que o atraso se deu por causa de ajustes pedidos pela estatal.
Os ex-diretores do Postalis não foram encontrados pela reportagem para comentar o caso e o empresário Luiz Fernando Pires não respondeu às ligações. Os presidentes da diretoria e do conselho do fundo não souberam informar se o imóvel está registrado com ganhos ou perdas no balanço de 2014, que ainda não foi divulgado.
Maus negócios - A compra do terreno é apenas mais uma das negociações colocadas sob suspeita feitas pelo fundo Postalis nos últimos anos. Também fazem parte dessa lista aplicações em bancos que seriam posteriormente liquidados, como o Cruzeiro do Sul e o BVA, e também investimentos atrelados à dívida de países com problemas, como a Argentina e a Venezuela.
Como resultado dessa equação, o Postalis registrou um rombo de 5,6 bilhões de reais no plano de benefício definido do fundo. A Previc chegou à conclusão, depois de seis meses de investigações, que os diretores e conselheiros do fundo eram responsáveis por uma parte desse rombo.


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