O prefeito (fotos ao lado, de Veja) verbalizou o que o editor e milhares de brasileiros pensaram sobre a nojenta reportagem da Globo. Ele afirmou que a intenção das críticas era cobrar da TV Globo que exibisse “o outro lado” da questão em vez de colocar as críticas à performance apenas como censura. “Não é censura, mas sim liberdade de expressão de alguém que não concorda com aquilo”, afirmou. O Fantástico só ouviu um lado - o lado dos renegados sociais. Leia o que publica o site de Veja:
O prefeito regional de Pinheiros, bairro nobre da zona
oeste de São Paulo, Paulo Mathias (PSDB) fez aquilo que milhares de brasileiros também fizeram nas redes sociais desde domingo, ou seja, três transmissões ao vivo no
Facebook, com críticas fortes à Rede Globo e ao músico
Caetano Veloso em razão de reportagem do Fantástico a respeito da controvérsia
causada pela exposição Queermuseu, no espaço cultural Santander, em Porto
Alegre, e pela performance La Bête, do Museu de Arte Moderna de São Paulo
(MAM-SP). O cantor foi entrevistado e criticou o que considerou censura. O ator Fábio Assunção também foi atacado por integrar,
assim como Caetano, o movimento “342 artes”.
Somando cerca de quarenta minutos ao todo, as imagens
trazem o prefeito regional classificando como “papelão”, “vergonha”, “lorota”,
“tosca” e “hipócrita” a matéria exibida pelo programa da emissora um pouco
antes, completando que o Fantástico “não sabe aonde se meteu”.
O prefeito regional de Pinheiros criticou a postura de
Caetano Veloso, questionando a presença de uma criança na performance do MAM.
“Que raio de criança o senhor Caetano Veloso acha que vai formar? Colocando uma
criança de cinco ou seis anos para apalpar um homem nu?”, diz, na transmissão
ao vivo. Mathias chegou a relacionar o cantor e o ator Fábio
Assunção ao consumo de drogas ilícitas. “Esse Fábio Assunção agora deve estar
cheirando um, fumando, bebendo…” e “Eu não fico o dia fumando maconha, viu seu
Caetano Veloso?”, são algumas das frases. O tucano também questiona porque os
artistas não vêm a público falar sobre leis de incentivo à cultura, em especial
a Lei Rouanet, dando a entender que eles “vivem” dos recursos dos fundos de
fomento público.
CLIQUE AQUI para examinar video do prefeito, no qual avalia os lixos artísticos.