A força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba,
investiga qual foi o papel de um grupo de 13 bancos privados, de grande e médio
porte, em crimes financeiros envolvendo contratos avaliados em US$ 15 bilhões
entre o grupo Schahin e a Petrobras.
Os bancos são: Itaú BBA, Bradesco, o inglês HSBC, o espanhol Santander, Votorantim, Bonsucesso, Fibra, ABC Brasil, Bic, Pine, Tricury e Rural Itaú BBA, Votorantim e HSBC e o alemão Deutsche Bank.
Os detalhes das transações consideradas
suspeitas e os argumentos que apontam o envolvimento dessas instituições
constam de uma representação fiscal para fins penais da Delegacia da Receita
Federal em São Paulo, encaminhada ao Ministério Público Federal.
Os bancos fazem parte de grupo de credores que
emprestaram US$ 500 milhões ao Schahin e alegam que ficaram sem receber US$ 350
milhões. Para cobrar a dívida, teriam se organizado em bloco. Procurados pelo
Estado, declararam que não há irregularidade nas transações com o Schahin.
Na avaliação do órgão, há indícios de que os bancos foram
"coautores" do crime de lavagem de dinheiro.
Todas as transações - liberação e pagamento dos créditos
- desses bancos eram referentes ao contrato do navio-sonda Vitória 10.000 -
contratação da Petrobrás já sob investigação na Operação Lava Jato.
Eduardo Musa, ex-gerente da Petrobras, apresentou notas
fiscais que mostram o pagamento da propina que recebeu por ter ajudado na contratação
da sonda Vitória. Segundo ele, o pagamento foi negociada com o lobista Fernando
Soares, o Fernando Baiano, e com Bumlai e pago por várias offshores do grupo
Schahin.