Saiba por que o governo acha que é um erro sacar mais dinheiro dos depósitos judiciais

O governador José Ivo Sartori sabe que em algum momento acabará propondo a elevação dos saques sobre os depósitos judiciais, que passariam de 85% para 95% do bolo total, assegurando-lhe R$ 1 bilhão para atender algumas despesas que lhe causam enorme constrangimento, como a diferença que precisa para quitar a Folha, mas resiste por razões corretas.

Sem implementar a Teoria do Caos, qualquer solução dramática do governo pareceria menos dura para a opinião pública, favorecendo o discurso populista, demagógico e reacionário do PT e seus satélites na Assembléia, cujo vetor é a irresponsabilidade fiscal.

Compreenda as razões do governo:

1) O recurso é finito e em algum momento terá que ser devolvido, porque ele pertence a litigantes privados que estão disputando causas em juízo. Além disto, dentro de quatro meses tudo voltará á estaca zero.
2) A solução por poucos meses, empurrando a crise com a barriga, impediria a aprovação mais pacífica de ações realmente duras, embora capazes de apresentar resultados sustentados, portanto definitivos, como são os casos do desmonte de ativos que só causam despesas e de privilégios previdenciários inaceitáveis. Sem contar a proposta de elevar as alíquotas do ICMS, que não teria o apoio necessário, já que a resolução tópica da questão da Folha tornaria menos dramática a situação fiscal do Estado. 
3) Sobre os resgates – a taxa Selic, hoje em 14,25% ao ano, incide sobre cada valor sacado. Até o fim de 2015, mesmo sem a ampliação do limite, a Fazenda terá de desembolsar R$ 1 bilhão por conta disso. Parte do valor é revertida para o Fundo de Reaparelhamento do Judiciário. Para a oposição, a saída para reduzir as perdas envolveria uma negociação com o Tribunal de Justiça.

Porto Alegre terá dia de sol e calor. No interior, chuvas poderão ocorrer em Uruguaiana.

O sol abriu a manhã desta quinta-feiras em Porto Alegre, mas na maioria das regiões, mas o Sul, o Oeste e a fronteira com o Uruguai ocorre maior cobertura de nuvens e à tarde teremos períodos de chuva. A chuva será mais volumosa e persistente na área de Uruguaiana. Nestas regiões com instabilidade, a temperatura deve ter pequena variação e se manter mais baixa.

As maiores máximas devem ser observadas na Grande Porto Alegre e nos vales com marcas acima dos 30ºC mais uma vez.

As mínimas irão  dos 12°C em São José dos Ausentes, até a casa dos 32°C em Santa Cruz do Sul. Em Porto Alegre, os termômetros variam entre 19°C e 32°C.


Depois de aplicar dois bolos, Levy recebeu Sartori de pé na ante-sala do seu gabinete

Depois de aplicar dois bolos em  Sartori, o ministro concordou em receber Sartori no início da noite de ontem. A foto ao lado, de Luiz Chaves, passa a impressão de que o governador foi recebido de pé, numa sala de reuniões. O Piratini não esclareceu de que modo decorreu o encontro e nem quanto tempo durou, mas aparentemente foi breve. Na foto, os dois homens parecem pouco à vontade. 

Depois de ter levado dois bolos durante o dia, um de 30 minutos, de manhã, e outro de 16 minutos, á tarde, o governador José Ivo Sartori foi recebido finalmente pelo ministro da Fazenda, Joaquim Levy, na noite desta quarta-feira, para tratar da situação financeira do Rio Grande do Sul. 

Sartori afirmou para Levy que o governo está fazendo o seu ajuste fiscal, da mesma forma que a União vem trabalhando para equilibrar as suas contas. “Precisamos solidariedade ativa do governo federal. Estamos fazendo a nossa parte, com as mudanças estruturas necessárias”, enfatizou. 

O ministro não prometeu nada.


Sartori procurou o intermediário errado para pedir ajuda ao governo Dilma

O governador Ivo Sartori errou de endereço quando procurou o ministro Joaquim Levy para dobrar o governo Dilma e conseguir ajuda.

Ele deveria ter procurado a carceragem da Polícia Federal em Curitiba, onde encontraria melhores mediadores, no caso o ex-ministro Zé Dirceu, o ex-tesoureiro nacional do PT, João Vaccari, e o velho conhecido dos gaúchos, o dono da Braskem, Marcelo Odebrecht.

Com Itamar, 1999, Minas decretou moratória da dívida com a União

No discurso que fez ontem no Senado, aparteando a senadora gaúcha Ana Amélia, o senador Antonio Anastasia, que foi governador de Minas, lembrou que em 1999 o então governador Itamar Franco decretou moratória e não pagou o que devia à União.

Acabou enfrentando represálias parecidas como as que enfrenta Sartori.

Não cedeu e o governo FHC foi obrigado a compor.

Senador Anastasia, PSDB de Minas, critica postura cruel e fria de Dilma no caso do RS

O senador Antnio Anastasia, PSDB, ex-governador de Minas Gerais, mandou ao editor o texto integral do aparte que concedeu ontem a discurso pronunciado pela senadora Ana Amélia, no qual ela analisou a crítica situação fiscal do governo gaúcho e as retaliações produzidas por Dilma contra o Estado.

Anastasia virá na segunda-feira a Porto Alegre para um debate na Assembléia sobre governança, o que inclui o tema da dívida dos Estados. 

Leia:

Eu queria também fazer aqui uma manifestação de solidariedade ao Estado do Rio Grande do Sul. Como disse muito bem V. Exª, o Estado do Rio Grande do Sul é um dos Estados não só mais desenvolvidos, com os melhores indicadores e qualidade de vida do Brasil, mas, sobretudo, é um Estado fundamental na formação da cultura brasileira, pela sua história, pela sua tradição, pelo brio do seu povo, pela inteligência de sua gente, pelas suas riquezas, por sua beleza natural, por sua arquitetura, por sua culinária e, especialmente, por sua gente, pelos gaúchos, dos quais temos aqui uma representação tão distinta, dos três Senadores, mas quero me dirigir neste momento a V. Exª, uma gaúcha briosa, dedicada, batalhadora, que tem o Rio Grande do Sul no seu coração, assim como o Brasil. 
De fato, é muito triste nós observamos neste momento o Estado do Rio Grande do Sul passando por uma crise tão grave. Minas Gerais – eminente Senadora e caro Senador Dário Berger, que preside, neste momento, o Senado Federal – passou por uma situação semelhante, no início de 1999, quando o então Governador e ex-Presidente da República Itamar Franco assumiu o governo, mas, por vontade dele, declarou uma famosa moratória, não pagou a União Federal e também teve consequências. Mas havia ali outras questões que não existem agora. 
O que nós observamos, de fato, Senadora Ana Amélia, é que os Estados federados e os grandes Municípios estão sangrados, em uma hemorragia completamente incontida, no que se refere ao pagamento da dívida com a União Federal. 
E não é de agora que esse alerta vem sendo dado. Já faz anos e anos a fio que os governadores – e eu me incluo entre eles – do último quadriênio estão alertando a União de que a situação é insustentável. Só Minas Gerais pagou, no último ano do meu governo, R$6 bilhões de juros para o Governo Federal – juros de usura praticamente. É inadmissível numa negociação que foi feita, num primeiro momento, para ajudar os Estados, mas que, num segundo momento, lamentavelmente, ficou extremamente nociva. E os Estados não aguentam. E, no Rio Grande do Sul, por ser um Estado já bem consolidado, um Estado antigo, por isso, com um número alto de funcionários, com muitos aposentados, como também em Minas Gerais e Rio de Janeiro, por exemplo, essas dificuldades são maiores em razão do regime previdenciário. 
Então, lamentavelmente, observamos que, neste momento, como muito bem disse a Senadora Ana Amélia, a Federação deve surgir com a palavra-chave: solidariedade. A Federação deve ser solidária, deve haver reciprocidade: os Estados colaboram com a União, a União colabora com os Estados.
No momento em que o Governador Sartori, um homem de bem, dedicado, reconhecido, um grande administrador, pede socorro à União, ele tem uma resposta negativa. E, ao contrário de qualquer tipo de negociação, o Governo Federal, a meu juízo, de maneira até fria, declara o bloqueio das contas, levando insegurança aos servidores gaúchos, aos fornecedores do Estado do Rio Grande do Sul, a toda cadeia econômica daquele Estado, que já se encontra debilitada. Não é hora de retaliação, é hora do diálogo e da composição. A União Federal sabe muito bem como deve fazê-lo. 
Eu queria, portanto, eminente Senadora Ana Amélia, trazer aqui também essa solidariedade e o apoio, que tenho certeza de que é de todos os brasileiros, ao Rio Grande neste momento. 
Por convite da digna Assembleia Legislativa do Estado do Rio Grande do Sul, eu estarei, na próxima segunda-feira, em Porto Alegre fazendo parte de uma mesa redonda técnica sobre temas relativos à governança. Certamente, lá todos nós vamos, mais uma vez, de viva-voz, declarar nosso apoio ao Rio Grande do Sul e à necessidade que a União Federal tem, neste momento, de levar a sua mão a um dos Estados principais da nossa Federação. Parabéns pelo seu trabalho. E a história da República de Piratini, com a bandeira tricolor gaúcha, neste momento, está nas mãos de todos os Senadores desta Casa, que é a Casa da Federação. Muito obrigado.

Minas, 2o turno: Aécio, 61,3%; Lula, 25,2%

Instituto Paraná Pesquisas, 2o turno em Minas

Aécio Neves, PSDB, 61,3%
Lula, PT, 28,2%
Não sabe, 6,3%
Nenhum, 7,3%

Aécio venceria em Minas, mas Alckmin perderia para Marina

O diretor do Instituto Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo, mandou ontem a noite ao editor as pesquisas estimuladas que fez em Minas Gerais, adotando dois cenários, um com Aécio e outro com Geraldo Alckmin como opções do PSDB.

Com Aécio:

Aécio, 45,7%
Lula, 18,7%
Marina, 16,9%
Eduardo Cunha, 2,8%
Jair Bolsonaro, 2,7%
Caiado, 1,1%
Não sabe, 3,9%
Nenhum, 6,6%

Com Alckmin

Marina, 26,8%
Alckmin, 24,9%
Lula, 21,2%
Eduardo Cunha, ,6%
Jair Bolsonaro, 3,5
Caiado, 1,1%
Não sabe, 7,5%
Nenhum, 10,1%

Twitter acaba limite de 140 caracteres por mensagem

O Twitter acabou com a limitação dos 140 caracteres e agora admite mensagens de até 10 mil caracteres.


Ministros do Supremo aprovam salários mensais de R$ 39,2 mil

Em sessão administrativa, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) aprovaram o aumento dos próprios salários para o ano que vem, com reajuste no porcentual de 16,38% sobre os subsídios recebidos. Na prática, os vencimentos dos ministros passariam de R$ 33,7 mil, aproximadamente, para R$ 39,2 mil. O projeto precisa ser encaminhado ao Poder Executivo e aprovado pelo Congresso.

Uma cadeia de autoridades de todos os escalões e áreas possuem seus salários vinculados aos dos ministros do STF, o que quer dizer que todos receberão aumentos bem superiores ao dobro da inflação. 

Ministro da Fazenda deu novo bolo em Sartori

- Fosse Brizola o governador, Levy seria procurado em Brasília e esbofeteado em praça pública. - 

O governador José Ivo Sartori levou dois bolos do ministro da Fazenda, Joaquim Levy. De manhã, esperou 30 minutos na ante-sala e à tarde aguardou 15 minutos.

Nas duas vezes, o ministro confirmou a reunião.

Segundo informou o Piratini, a segunda reunião foi agendada depois de pedido de Eliseu Padilha. 

Os bolos demonstram a maneira descortês e desleal com que o governo Dilma trata o governo do RS, o que já tinha acontecido antes com Yeda, que depois de meia dúzia de afrontas, resolveu nem mais acompanhar o presidente Lula nas visitas ao Estado.

No final da tarde, Sartori ficou cerca de 15 minutos no gabinete e saiu. Questionado pela imprensa, disse ter sido informado de que o ministro não havia conseguido se liberar de compromisso no Congresso.

Eis aqui o discurso que Sartori gostaria de ter feito

O discurso a seguir, 10 minutos, foi feito nesta terça a noite na Câmara dos Deputados. Falou de improviso o deputado gaúcho Darcisio Perondi, que usou o tempo do líder do PMDB. Perondi usou retórica inflamada, porque pouco antes soube que o governo federal squestrou R$ 60 milhões das contas do governo gaúcho, tudo para garantir o pagamento da dívida com a União.

Leia:

O SR. DARCÍSIO PERONDI (Bloco/PMDB-RS. Como Líder. Sem revisão do orador.) - Sr. Presidente, Sras. e Srs. Deputados, o Rio Grande do Sul está de luto. O Rio Grande do Sul está chocado. O Rio Grande do Sul está em torpor.
Há poucos minutos, a Presidenta Dilma, através do Tesouro Nacional, bloqueou todas as contas do Governo do Estado. Todas! Qualquer imposto de qualquer cidade dos 500 Municípios gaúchos, qualquer imposto que o cidadão pagar teráo dinheiro retido em nome do Tesouro Nacional.
Pela primeira vez na história do Brasil e na história do Rio Grande do Sul, um Governo Federal penaliza um Estado. O Rio Grande do Sul está mal. O Rio Grande do Sul está quebrado. A Presidenta Dilma sabe disso. Foi alertada disso. O meu Governador pediu audiência com a Sra. Presidenta, mas não foi recebido. O Tesouro esqueceu.
O Ministro da Fazenda ignorou a crise, e as contas foram bloqueadas. O Rio Grande do Sul, os gaúchos, os idosos, os doentes, os funcionários dos hospitais, os funcionários públicos, os fornecedores não vão receber — não vão receber!
É uma calamidade instalada há pouco no Rio Grande, por um ato arbitrário, vertical de um Governo, de uma Presidente insensível, de uma Presidente fria, com um Estado que a recebeu de braços abertos. A Presidenta Dilma é gaúcha, nasceu em Minas, mas o nosso Rio Grande a recebeu. Recebeu a sua mãe, recebeu a sua filha, recebeu a sua neta. E a Presidente da República faz esse gesto, prejudicando o nosso Estado.
E o que é mais grave, gaúchos que estão me ouvindo lá no Estado —repito —, o que é mais grave, Deputado Osmar Terra, Deputado Mauro Pereira, Deputados gaúchos e do Brasil inteiro que me ouvem, éque foi o Governo do PT, foram os 4 anos do Governo Tarso Genro que pioraram as contas públicas. O Tarso Genro, que foi Ministro do Lula e do PT, aumentou o salário por conta neste ano de 2015, aumentou o salário para 2016, aumentou o salário para 2017, aumentou o salário para 2018.
Faltam todo mês 400 milhões para fechar. Ele gastou 20% mais de toda arrecadação do Estado. E, mais ainda, ele usou o dinheiro das precatórias, ele usou o dinheiro do Banco Mundial, que era para fazer estrada, para pagar conta. Mas o pior de tudo — o pior de tudo — é que foi irresponsável, gastador, desinteressado público, enganador da população gaúcha. Ele, Tarso, é metade responsável pela dívida do Estado; a outra metade é de responsabilidade dos Governadores da Revolução, depois do Governador Jair Soares.
Mas os 4 anos do Governo Tarso foram um absoluto desastre. Tarso tinha que estar na cadeia. Tarso tinha que estar na cadeia! E o que acontece? Ele está solto, e o Sartori sofrendo. Amanhã, vão morrer gaúchos nos hospitais. Amanhã, poderá faltar água e luz, pelo bloqueio das contas do Tesouro Nacional.
Então, a responsabilidade foi do Governo do PT. E a Dilma sabe. Ela que não venha com conversa de que não sabia e que não venha com conversa de que o Sartori não disse o porquê de ter pedido audiência.
Presidenta Dilma, por favor — por favor! — ajoelhe-se, olhe para o céu e volte atrás.
Não faça isso com o seu Estado, com o Estado que a recebeu, com o Estado que gosta da senhora! E a senhora faz isso.
Vou repetir, Srs. Deputados. Nas contas do meu Estado, qualquer imposto que um empresário ou um cidadão pagar para o Governo do Estado, a partir de amanhã, está bloqueado e vai cair aqui no Tesouro Nacional. O Tesouro Nacional que teve muito dinheiro para as pedaladas fiscais; o Tesouro Nacional que deu muito dinheiro para o BNDES; o Tesouro Nacional que alimentou a PETROBRAS; o Tesouro Nacional que alimentou PETROBRAS, e a PETROBRAS foi o centro, foi a lavoura da corrupção.
E o País vive em uma crise sem precedentes. As pessoas não compram. Os empresários não conseguem pagar os impostos. E ela faz isso! A D. Dilma faz isso.
A bancada gaúcha amanhã vai se reunir, vai reagir. Os gaúchos estão chocados. Que tristeza! Eu tenho vontade de chorar. É lamentável! É lamentável! É triste, muito triste, desesperador, muito desesperador. Que gesto irresponsável! Que gesto antipatriótico da Presidenta Dilma! Mas a senhora tem chance. A senhora tem chance.
Eu acho que deve restar, no cantinho do seu coração, um pouco de amor pelo Rio Grande! Um pouco de amor pelo Estado em que nasceu a sua filha! Um pouco de amor pelo Estado em que nasceu sua neta!

Sra. Presidente, revise o que fez hoje com o Rio Grande! Revise, Sra. Presidente!
Muito obrigado

Fiergs lista números do desastre industrial, mas evita criticar o governo Dilma e foge de propostas de mudança de rumo

Números e análises anódinos de hoje, da Fiergs, sobre o desempenho industrial gaúcho do primeiro semestre, sem análise das razões da desindustrialização, que é brasileira, e nem de propostas para mudar o cenário:

Produção
RS
Queda de 10,9%
- A pior do Brasil, só à frente de Amazonas, menos 15,5%.
Brasil
Queda de 8,3%

Os piores
O setor metal mecânico teve grande influência sobre o resultado, respondendo por 9,7% deste total. Veículos (-4,5%), máquinas e equipamentos (-3,2%), produtos de metal (-1,4%) e - 0,6% na metalurgia se destacaram na retração industrial no Estado no período”, destacou Nunes.

Ociosidade industrial
21,1%
- Nem na crise de 2009 o cenário foi pior, com ociosidade de 20%

Empregos
Já a geração de empregos formais na indústria caiu 37% em 2015. A previsão da entidade é que até o final do ano cerca de 50 mil postos de trabalho sejam fechados no Rio Grande do Sul. “A recuperação parcial da indústria gaúcha – ou seja, voltar para a média dos últimos anos – é favorecida pela elevada ociosidade dos fatores de produção e pela pequena base de comparação.

Exportações
As exportações gaúchas também sentiram o impacto da crise, com queda de 17,8%. Isso se explica, em parte, por que dos oito principais destinos de nossas vendas acontecem para a América Latina, tendo como nosso principal parceiro econômico a Argentina.

Há 140 dias sem receber, Odebrecht, Queiroz Galvão, Camargo Corrêa e A. Gutierrez suspendem obras de Angra 3

Para onde se olha, o horizonte dos negócios no Brasil só tem previsão de chuvas, tempestades, raios e trovões, escreve hoje a newsletter Petronotícias, que já está circulando, ao analisar os problemas mais recentes da construção da usina nucelar Angra 3.

Leia as informações:

Não há otimismo que reanime as empresas de engenharia. Algumas já respiram por aparelhos, sem sentir qualquer efeito dos remédios ministrados na CTI. Pelo andar da carruagem, o Brasil ainda terá que assistir a perda de milhares de empregos nos setores correlatos. Principalmente na área do petróleo. A péssima notícia agora vem da resposta que a maioria das empresas contratadas para montar Angra 3 estão dando à inadimplência da Eletronuclear há mais de 140 dias. Unilateralmente, a Odebrecht, a Queiroz Galvão, a Camargo Corrêa, a Andrade Gutierrez (setor de montagem) e a Techint enviaram uma carta documentando a desistência do contrato de montagem industrial da Usina Nuclear Angra 3.

CLIQUE AQUI para ler tudo.

Artigo, Gilberto Simões Pires - A crise é pura consequência

Aqueles que acompanham os editoriais do Ponto Crítico sabem bem o quanto tenho me dedicado, muitas vezes de forma exaustiva e/ou até cansativa, em explicar o que é CAUSA e o que é CONSEQUÊNCIA nas propostas e decisões que acabam por promover a existência e/ou o aprofundamento das mais variadas crises.  

Volto, portanto, a afirmar mais uma vez, que esta CRISE econômica, social e política que o país vive (ou -policrise-, como refere o governador paulista Geraldo Alkmin), a qual já estava escrito nas estrelas,  é pura CONSEQUÊNCIA de má administração pública petista. Sob todos os aspectos (técnicos e morais). 

Como os EFEITOS estão sendo sentidos em praticamente todas as atividades e pessoas, o que é preciso enfatizar neste momento é que a cura só será possível através de um ataque frontal às CAUSAS que levaram a esta situação. Jamais, como muita gente que não pensa está a exigir, pelo aprofundamento das CONSEQUÊNCIAS. 

Usando, portanto, fatos muito recentes, a lógica do raciocínio impõe o entendimento, com absoluta clareza, de que a decisão tomada pela Moody's, agência de classificação de risco, de rebaixar o -rating soberano do Brasil-, de "Baa2" para "Baa3" (última nota dentro da faixa considerada como grau de investimento), não pode ser vista como CAUSA dos nossos problemas.

Da mesma forma é preciso salientar que a notícia que o governo do Estado do RS recebeu, ontem, da Secretaria do Tesouro Nacional, de que todos os recursos do Estado gaúcho ficarão bloqueados até que a parcela da dívida com a União, referente a julho, seja paga, conforme reza o contrato de NEGOCIAÇÃO DAS DÍVIDAS DOS ESTADOS, também não é CAUSA de coisa alguma.

Tais desastres terríveis, que atingem tanto o Brasil quanto o RS, como pode ser constatado por todos aqueles que resolverem consultar os ARTIGOS ANTERIORES do Ponto Critico, verão que tudo que está acontecendo foi, exaustivamente, previsto, comentado e anunciado por este editor.

O que mais preocupa, como saliento no início deste editorial, é que algumas autoridades, eleitas e nomeadas, apenas se deram conta dos problemas plantados e construídos por eles mesmos. Não mostram, infelizmente,  preocupação em atacar as CAUSAS dos problemas que geraram a crise.
Vejam, por exemplo, a atitude lamentável do deputado federal Perondi, que preferiu criticar o governo Federal pelo bloqueio das contas do Estado do RS. Pode? O deputado, como se vê, se nega a fazer uma leitura correta do problema. Tanto é verdade que em momento algum propôs medidas que levem a debelar as chamas deste incêndio infernal. 
O que me entristece é que os brasileiros, e os gaúchos, depois de tantas exposições, acharam melhor ver a crise chegar, ao invés de propor medidas capazes de evitar os seus terríveis e evidentes EFEITOS. Pode? 

Sartori, o comensal solitário do Massolin di Fiori

O jornalista Fernando Albrecht, Jornal do Comércio, conta com exclusividade esta historinha exemplar protagonizada na segunda-feira pelo governador Ivo Sartori, que resolveu jantar sozinho e com despesa de apenas R$ 17,00 num dos restaurantes mais conhecidos da zona Norte de Porto Alegre.

Leia:

Histórias da cidade I
     Segunda-feira, por volta das 21h, um cidadão entra no restaurante Massolin di Fiori, na avenida Carlos Barbosa,e senta sozinho numa mesa. Dois discretos seguranças o aguardaram do lado de fora da casa. Ele pediu um prato de massa com carne de panela e uma jarra de vinho comum.

Histórias da cidade II
    Conversou com alguns fregueses nas mesas próximas.

    Depois de jantar, ainda ficou por algum tempo. Depois pagou a conta – R$ 17,00 mais a jarra de vinho – e pediu desculpas por não ficar mais tempo, dizendo que tinha que acordar muito cedo. Era o governardor José Ivo Sartoti  (PMDB).

Sartori vai desfiar seu rosário de lamentações para a bancada federal gaúcha, 16h, no Congresso

Ao lado, o muro das lamentações. - 





Será as 16h a reunião do governador Ivo Sartori com a bancada de deputados federais e senadores do RS em Brasília.

Deputados como Darcísio Perondi, PMDB, estão indignados com o sequestro dos depósitos do governo gaúcho e com o deslegante gesto do ministro da Fazenda, que esta manhã negou-se a receber o governador (leia nota abaixo).

Bancada do PMDB reúne-se com Temer e reafirma apoio a Cunha

Depois que tomou um chá de banco e foi desconsiderado pelo ministro da Fazenda, que nem o recebeu, o governador Ivo Sartori visitou o vice-presidente Michel Temer, que se reuniu com a bancada federal na casa do deputado Tadeu Philipelli.

O governador pediu ajuda, mas Temer pouco pode fazer.

A reunião dos deputrados com o vice contou com a presença do deputado Eduardo Cunha e serviu para que Temer tomasse conhecimento do apoio da bancada ao presidente da Câmara.

Alguns deputados tentaram introduzir a questão do impeachment, mas foram dissuadidos a fazer isto.

A reunião terminou há pouco.

Ministro virá dia 21 para tratar da inclusão do RS nas obras atuais da Ferrovia Norte-Sul

O deputado Jerônimo Goergen, PP, informou por Whats App ao editor que no dia 21 o ministro dos Transpotes virá ao RS para tratar da inclusão do Estado nas obras de construção da Ferrovia Norte-Sul.

GM de São José dos Campos demitiu 500 trabalhadores, diz sindicato

O Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos, anunciou hoje que a GM demitiu 500 trabalhadores.

Há greve na fábrica local da montadora. 5.200 trabalhadores estão parados.
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