Youssef fala na CPi da Petrobrás e diz que o Planalto (Lula e Dilma) sabia de tudo

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Ao lado, Youssef, à esquerda, esta manhã. 

A CPI da Petrobras começou a ouvir nesta segunda-feira os 13 investigados pela Operação Lava-Jato que estão presos em Curitiba. Hoje, sete deles prestam esclarecimentos sobre o esquema de corrupção na estatal em audiência pública na Justiça Federal.

 Às 9h, o doleiro Alberto Youssef começou a ser interrogado pela CPI. Também serão ouvidos nesta segunda-feira os empresários Mario Góes e Fernando Soares, o ex-diretor da área Internacional da Petrobras Nestor Cerveró, Guilherme Esteves de Jesus — acusado de ser o operador financeiro do estaleiro Jurong —, o dono de empresas de terraplanagem Adir Assad e Iara Galdino, apontada como funcionário da doleira Nelma Kodama.

Hpke. o doleiro e delator Youssef afirmou aos deputados que o governo, o Planalto, sabia tudo sobre a roubalheira na Petrobrás. Ele confirmou que deu dinheiro para PP e PT para as campanhas eleitorais de 2010. O delator reafirmou que ajudou a bancar as campanhas da senadora Gleise Hoffman e da presidente Dilma, usando dinheiro sujo da Petrobrás.

O doleiro contou em detalhes de que modo eram conversações com o Palácio do Planalto, cujos intermediários nos acertos foram Ideli Salvatti, Gilberto Carvalho e Antonio Palocci. 

Na terça-feira, a CPI irá ouvir a doleira Nelma Kodama, o doleiro Carlos Habib Chater, René Pereira (ligado a Youssef), os ex-deputados Luiz Argolo, André Vargas e Pedro Corrêa

Polícia Federal acaba de indiciar ex-deputado do PT, André Vargas, e outros dois ex-deputados da base do Governo Dilma

O primeiro é Vargas, ex-PT. Os outros dois são Argôlo e Corrêa. - 


A Polícia Federal (PF) concluiu neste domingo  o inquérito sobre a participação dos ex-deputados federais Luiz Argôlo (SD-BA), Pedro Corrêa (PP-PE) e André Vargas (ex-PT) nos crimes investigados pela Operação Lava-Jato. Eles estão presos Presos desde 10 de abril, em Curitiba.

Os três foram indiciados pelo crime de lavagem de dinheiro.

Pedro Corrêa e sua filha, a ex-deputada Aline Corrêa, foram indiciados também por peculato. Eles se apropriavam dos salários de assessores. Segundo a investigação, Aline mantinha uma empregada doméstica sua como assessora da Câmara dos Deputados e ficava com todo o salário dela.

A partir da conclusão do inquérito, o Ministério Público Federal terá prazo de cinco dias para oferecer denúncia.


O ex-deputado petista André Vargas, aproveitando-se da sua condição de parlamentar e dirigente do PT, Partido do governo,  também teria atuado em um esquema de desvio de dinheiro da publicidade oficial do Ministério da Saúde e da Caixa Econômica Federal. Vargas chegou a ser expulso do PT quando surgiram as primeiras revelações sobre as sua proximidade com o doleiro Youssef.

Mulher de Mujica sofre derrota na disputa pela prefeitura de Montevidéu

O candidato da governante Frente Ampla (FA) Daniel Martínez angariou quase o dobro de votos de sua rival e companheira de partido, a senadora Lucía Topolansky, assumindo o cargo de prefeito da capital do Uruguai no domingo, segundo resultados parciais do tribunal eleitoral.

Em Montevidéu, onde a metade dos 3,3 milhões de uruguaios vivem, a coalizão de esquerda FA venceu novamente na cidade com mais da metade dos votos, divididos entre seus três candidatos.
Topolansky não conseguiu capitalizar a popularidade e o carisma de seu marido, o ex-presidente José Mujica, que foi parte ativa de sua campanha eleitoral. Pouco antes da divulgação dos primeiros resultados, Topolansky reconheceu a derrota.

"Estou feliz porque a Frente Ampla venceu", declarou antes de se reunir com Martínez na sede do partido.

O Partido da Concertación, uma coalizão de forças opositoras para as municipais, teria alcançado cerca de 40% dos votos entre seus três candidatos, liderados pelo empresário Edgardo Novick, um quase desconhecido na cena política que foi a revelação desta campanha, segundo alguns especialistas.

Após a divulgação das primeiras projeções, Novick mostrou-se satisfeito com o capital político reunido. "Vamos exercer a oposição seriamente (...) A Concertación chegou para ficar", declarou após reconhecer a derrota.

As duas coalizões apresentaram três candidatos para estas eleições. A lei eleitoral uruguaia permite que um partido tenha vários candidatos.


De acordo com dados oficiais parciais, a FA também venceu em Canelones com mais de 50% dos votos para seu candidato Yamandú Orsi e em outros quatro departamentos, enquanto o Partido Nacional ganhou em 12 e o Colorado em um.

Arno Augustin quer que PT rompa com Joaquim (Dilma) Levy

O chefe das pedaladas fiscais do primeiro governo Dilma quer briga com Levy. - 


As repórteres Natuza Nery e Marina Dias, da sucursal de Brasília, contam na Folha de São Palo que o executor das chamadas "pedaladas fiscais", prática que pode render a reprovação das contas da presidente Dilma Rousseff no TCU (Tribunal de Contas da União), o ex-secretário do Tesouro, Arno Augustin, hoje defende, nos bastidores, o rompimento com a atual política econômica do governo.

Augustin foi defenestrado por Dilma a pedido de Levy.

Levy e Augustin são como unha e carne.

Leia toda a reportagem:

Arno foi um dos mais influentes assessores presidenciais nos últimos quatro anos. Por vezes, chegou a ter mais poder que o então ministro da Fazenda, Guido Mantega.

A ele são atribuídas operações contábeis para camuflar o crescimento dos gastos e, assim, garantir artificialmente o cumprimento das metas de economia para pagar juros.

Membro da ala esquerdista Democracia Socialista no PT, ele deixou o governo decepcionado com a nomeação de Joaquim Levy na Fazenda.

Em fevereiro, a ala se reuniu em São Paulo para discutir conjuntura. Conhecido por sua lealdade a Dilma, Arno surpreendeu ao discursas. Sem esconder certa dose de "amargura", na definição de alguns dos presentes, ele negou que os problemas da economia derivam de maus passos dados nos últimos anos.

Conforme apurou a Folha, atribuiu o atual cenário de crise à retração mundial e à opressão do capital, simpático ao rival PSDB. Em outra ocasião, sugeriu que a ala encaminhasse ao diretório nacional do PT um pedido formal de reprovação da política econômica "neoliberal".

Arno, porém, reconheceu a necessidade de freios. Não citou nomes ao criticar o ajuste em curso –o corte inicialmente proposto por Levy foi de R$ 18 bilhões com reformas nas regras de benefícios trabalhistas e previdenciários.

Procurado, o ex-chefe do Tesouro chamou de "mentiroso" o relato sobre sua fala. Questionado pela reportagem sobre qual, então, teria sido o teor de suas declarações, não quis esclarecer. "Não é verdadeiro. Isso não é verdadeiro."

INTERIOR

Amigos afirmam que, quando não se envolve em atividades partidárias, Arno busca refúgio no interior do Rio Grande do Sul, onde mora com sua família.

Ele e Dilma nunca mais se falaram. No Palácio do Planalto, dizem que a presidente sequer toca no seu nome.

A frieza surpreende os que acompanhavam as reuniões quase diárias entre chefe e subordinado. De tão parecidos –apontados como centralizadores e turrões–, ministros diziam não saber onde começava um e terminava o outro.

Dizem que Arno defende Dilma quando alguém a ataca; e que sua decepção é mesmo com Lula, que chegou a criticá-lo publicamente.

O documento da Democracia Socialista feito após o encontro de fevereiro contém algumas colocações de Arno, mas em tom bem mais ameno que o verbalizado por ele.


Fala em "clara inflexão conservadora na gestão macroeconômica" e pede a volta do "desenvolvimentismo social". Aponta para o risco de o segundo mandato ter, "na melhor das hipóteses", um cenário "de baixo crescimento e eventual crescimento do desemprego, crescimento residual das políticas sociais, em um contexto de ajuste virtual vicioso, rigidez inflacionária e dificuldades crescentes na balança de pagamentos". 

Mujica não manda lembranças. Ele é, agora, a melhor testemunha sobre os crimes de Lula no Mensalão.

Num curto artigo, completamente equivocado, o competente jornalista Luiz Antônio Araújo, Zero Hora, escreve hoje que o ex-presidente do Uruguai, José Mujica, relatou uma "suposta" conversa que teve com Luiz Inácio Lula da Silva sobre o Mensalão.

Luiz Antonio escreveu isto ao elogiar o repórter do Estadão, Rodrigo Cavalheiro, que resolveu ouvir Mujica para saber se ele disse mesmo o que está no livro "Uma ovelha negra no Poder".

É que o ex-presidente uruguaio negou o que disse.

Ora, as declarações estão aspeadas.

Acontece que o bufão de Montevidéu não honrou as calças que veste e atribuiu seus comentários aos dois jornalistas que escreveram o livro.

Isto é típico desse tipo de gente.

O PT, no Brasil, está cheio deles, como se percebeu no julgamento do Mensalão e ocorre agora nas investigações do Petrolão.

O editor trouxe um exemplar do livro no sábado.

A página com o texto completo da inconfidência está publicada logo abaixo.

Diante do exposto, Luiz Antônio conclui que face às declarações covardes de Mujica, as finanças públicas federais serão  poupadas de gastos com possível viagem do ex-presidente até a Câmara.
Acontece que o caso não será investigado pela Câmara, mas pelo Senado.

Mais adiante, Luiz Antonio faz outra confusão, ao condenar o espetáculo deprimente proporcionado por deputados que se venderam ao governo durante a votação das MPs do Ajuste fiscal.

O jornalista precisa ler urgentemente o que escreveu seu colega David Coimbra (texto a seguir). E exigir que a inconfidência de Mujica, reproduzida com aspas por dois jornalistas competentes do Uruguai, seja utilizada, sim, como elemento de prova para reabrir o julgamento do Mensalão e meter seu chefe, Lula da Silva, finalmente, na cadeia. 

Artigo, David Coimbra, Zero Hora - Um pouco de roubo

Ao lado, Dimas, o Bom Ladrão: ele roubava pouco. - 


Uns estão lá para roubar, outros roubam para estar lá. Tudo bem, não me importo de ser um pouco roubado. É preciso algum cinismo para viver como brasileiro. Temos, nós, brasileiros, coisas estranhas, como cartórios, por exemplo.

O cartório é o nosso cinismo remunerado. Todo mundo sabe que o cartório não garante a veracidade de nada, mas os cartórios são sempre solicitados e estão sempre lotados. As pessoas pagam por aqueles carimbos e saem de lá não com a sensação de que estão com um documento oficial nas mãos, mas com o alívio de ter cumprido uma dispensável e inútil exigência burocrática

No sistema anglo-saxão, não existem cartórios. Aqui, nos Estados Unidos, a despeito do cartapácio de documentos que já assinei, precisei num único dia de um notário, e o encontrei atrás do balcão de um banco privado. Como os bancos estão sempre vazios, porque todo mundo usa a internet, saí de lá em quatro minutos. Como tinha conta naquela agência, o trabalho do notário foi gratuito.

Nos países anglo-saxões, eles acreditam na sua palavra. Não tem burocracia e a fiscalização é frouxa. Mas, se você mente, a punição é dura. E certa.

Ao mesmo tempo, assim como há escassa vigilância oficial, qualquer cidadão pode (e exige) vigiar. Vou contar um caso que me deixou perplexo. Foi o tal escândalo dos e-mails da Hillary Clinton. Vi na TV e li nos jornais que ela estava em apuros porque, quando era secretária de Estado, usou seu e-mail privado para se comunicar com os assessores. Fiquei desconcertado. Mas qual é o problema? Entendi só no dia seguinte, quando um articulista do NY Times explicou que a História e o povo americano têm o direito de conhecer o conteúdo das conversas oficiais dos servidores públicos. Isso quase inviabilizou a candidatura de Hillary, imagine.

Dias atrás, havia eleições municipais aqui (por aqui sempre há algum tipo de eleição). Bem. Um americano me perguntou como são as eleições no Brasil. Fiz um resumo e, quando falei do sistema eletrônico de apuração, ele se espantou:

– Como assim? Vocês não veem o voto?

Contei que só 23 pessoas, fechadas em uma sala de Brasília, acompanham a soma digital dos votos. Ele não entendeu nada. Comentou, encantado:

– Como vocês confiam nas suas autoridades...

Não é uma contradição? Nós, que exigimos cartório até para comprar carro usado, somos desprendidos na eleição do presidente do país.

E aí também entra o nosso cinismo: nós fingimos que o processo é confiável para não nos incomodarmos.

Em tempo: não estou dizendo que houve fraude na eleição. Mas sei que, se houvesse, seria difícil de verificar.

O mesmo se dá com as nossas lides administrativas. Lula disse a Mujica, referindo-se ao mensalão:

– É a única forma de governar o Brasil.

Do que falava Lula, ao fim e ao cabo? Do cinismo.

O que foi Mujica, ao ressalvar que seu amigo Lula não é corrupto como Collor, e que processos como o mensalão estão entranhados no Brasil? Cínico.


No fim de semana, o presidente da UTC revelou que sua empresa doou R$ 7,5 milhões ao PT por medo de represálias do governo. Na prática, um tipo de espoliação. Alguma surpresa? Todo mundo sabe do relacionamento espúrio que sempre houve entre empreiteiras e governantes no Brasil. 

Hoje, os brasileiros se revoltam com isso. Porém, há três anos, quando Dilma pressionou a AG para que o contrato de reforma do Beira-Rio fosse assinado, o Rio Grande se ergueu em aplauso à presidente. Lembro exatamente da bazófia de Dilma na época, em uma ligação para os dirigentes da empresa:

– É o meu Estado, é o meu clube. Vocês não vão sair de lá. Antes, eu vou tirá-los.

Opa! Um presidente se intrometendo no relacionamento de duas empresas privadas? Fazendo ameaças? Com que direito? Com que poder? E os gaúchos sorriam, orgulhosos com essa prova clara de relacionamento promíscuo entre um alto funcionário público e uma empreiteira. Cinismo. Só com cinismo, para se viver como brasileiro. Podem me roubar um pouquinho.

Trapalhada do Piratini obriga Sartori a recuar, anular ato de demissão e manter Hoffman, PT, no cargo de diretor do BRDE

O ato de demissão do diretor gaúcho do BRDE, José Hermeto Hoffman, nomeado por Tarso Genro, foi anulado pelo governador José Ivo Sartori. O petista já voltou ao cargo.

Foi uma trapalhada inédita do Piratini.

Acontece que com a renúncia de Carlos Horn em janeiro e a demissão intempestiva de Hoffman, o RS ficou sem diretor no banco, já que os indicados por Sartori, embora aprovados pela Assembléia, ainda não passaram pelo Banco Central.

- O RS é o único dos três Estados do Sul que exige que diretores indicados pelo governador passem pelo crivo da Assembléia.

Governo estadual retomada discussão sobre o Projeto Cais Mauá

O governo estadual decidiu criar um grupo de trabalho para discutir o Cais Mauá, obra sob o comando da prefeitura de Porto Alegre.

O decreto saiu hoje no Diário Oficial do Estado.

Secretário da Fazenda de Tarso promete ir esta tarde à audiência da Comissão de Finanças da Assembléia

O ex-secretário estadual da Fazenda, Odir Tonollier, PT, falará esta tarde na Comissão de Finanças da Assembléia.

Ele avisou, ontem, que não discutirá diagnósticos.

O governo atual diz que Tarso deixou as finanças estaduais com projeção de R$ 5,4 bilhões de déficit para este ano.

Na semana passada, falou o atual secretario, Giovani Feltes, que acusou o governo Tarso de usar dinheiro de empréstimos para cobrir custeio, o que ocasionou a interrupção de novas parcelas acertadas com a banca.

O deputado Frederico Antunes, que pediu a presença de Tonollier, prometeu ouvir primeiro e perguntar depois.

A reunião vai sob o comando do presidente da Comissão de Finanças, Luis Lara, PTB.

Artigo, Bernardo Mello Franco, Folha - O mundo dos fundos

O Senado ganhou uma oportunidade para mexer num vespeiro que interessa diretamente a milhões de brasileiros. É a CPI dos Fundos de Pensão, que deverá ser instalada nos próximos dias.

A comissão foi criada para investigar prejuízos em instituições que cuidam da aposentadoria dos servidores de estatais. Estão na mira gigantes como a Petros, da Petrobras, o Postalis, dos Correios, e a Funcef, da Caixa Econômica Federal.

Os fundos reúnem 557 mil servidores aposentados e 2,7 milhões na ativa. É gente que reservou parte dos salários para garantir um futuro tranquilo e agora teme perder o que aplicou devido a decisões estranhas e negócios esquisitos.

Só o Postalis acumula rombo de R$ 5,6 bilhões. No mês passado, os poupadores foram avisados de que teriam que pagar uma contribuição extra superior a um quarto do salário para tapar o buraco. O fundo é controlado por dirigentes indicados por políticos do PT e do PMDB.

Na Petros, que tem 128 mil participantes e mais de R$ 66 bilhões de patrimônio, as perdas no ano passado foram estimadas em R$ 6,2 bilhões. E-mails interceptados pela Polícia Federal indicam que João Vaccari, o ex-tesoureiro do PT, influía na administração do bolo.

"O loteamento político e sindical dos fundos foi selvagem. Isso está na origem de muitos investimentos temerários", diz o senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), um dos autores do pedido de criação da nova CPI.

Em abril, o governo pressionou senadores a retirar assinaturas de outro requerimento, o que adiou o início das investigações. Agora o Planalto cochilou, e a comissão terá que ser instalada nesta semana.


Há muita coisa a se investigar no mundo dos fundos, que tem atraído pouca atenção dos órgãos de controle. Um dos caminhos será ouvir quem acompanhou os negócios de dentro. Entre conselheiros e servidores, muita gente pode ser convencida a contar o que sabe.

Mujica arrepia o pêlo e avisa que não fará depoimento no Senado. Caiado pode ir a Montevidéu atrás do ex-presidente do uruguai.

O ex-presidente do Uruguai José Mujica disse neste domingo que não irá ao Brasil caso seja convidado a depor no Senado sobre as informações que ouviu do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva envolvendo o escândalo do mensalão.O líder do Democratas no Senado, Ronaldo Caiado, informou ontem ao editor que vai ingressar com um requerimento de convite a Mujica para "colher mais informações sobre a confissão de Lula no seu envolvimento no Mensalão". Caiado está disposto a ir ao Uruguai para conversar com Mujica e os jornalistas que produziram o livro Uma Ovelha negra no Poder. 

Segundo Caiado, que apresentará o requerimento à Comissão de Relações Exteriores do Senado, "a acusação é muito séria, até porque é a própria esquerda brasileira que trata Mujica como uma espécie de mártir e coloca sua índole acima de qualquer suspeita".

— Não vou viajar para qualquer lugar..

Durante a semana, a biografia autorizada de Mujica Uma Ovelha Negra no Poder gerou polêmica no Brasil ao revelar reflexões de Lula sobre o Mensalão.

Mujica nega ter conversado com Lula sobre mensalão.

No livro (o editor possui um exemplar no escritório), Mujica diz claramente, entre aspas, que Lula comandou o Mensalã (leia notas a seguir, deste domingo). 

De acordo com o livro, escrito pelos jornalistas uruguaios Andrés Danza e Ernesto Tulbovitza, Lula teria contado a Mujica no início de 2010, em uma reunião em Brasília, que tinha que "lidar com muitas coisas imorais, chantagens" e que "esta era a única maneira de governar o Brasil".

Na sexta-feira, Mujica negou a conversa com Lula sobre o escândalo do mensalão.

O uruguaio mente. Suas declarações sobre o envolvimento com Lula no Mensalão estão aspeadas e constam do livro. 

PSDB vai para a TV bater duro no PT e no governo Dilma

Novo filme do PSDB, exibido neste domingo, bate duro no PT e no governo Dilma. Em resumo, a mensagem é de que a realidade foi escondida para que a presidente pudesse se reeleger. Além disso, o PSDB afirma que o governo está cobrando dos cidadãos brasileiros a conta da corrupção na Petrobras, com aumentos dos juros, da gasolina e dos impostos.]

N inserção anterior, o PSDB utilizava a mesma estética e e contava uma mentira na televisão: a do corte do seguro-desemprego; filmes revelam que estratégia tucana será manter a campanha negativa o máximo possível para tentar desgatar Dilma e o PT

Brossard ensinou aos senadores o caminho do veto a Fachin

O advogado Luiz Fachin poderá ter seu nome rejeitado pelo Senado, o que seria inédito na história do Congresso.

A sabatina do indicado de Dilma para o STF foi confirmada para amanhã, mas a votação em plenário foi adiada por decisão do presidente Renan Calheiros, atendendo pedido de senadores do PSDB que viajaram para Nova Iorque.

Restrições a indicados para o STF são bastante incomuns.

A objeção mais famosa ocorreu em 1982, quando Paulo Brossard era senador. Diante da indicação de Alfredo Buzaid, feita pelo general Figueiredo, disse Brossard:

- Ele é o símbolo do regime militar e por isto voto contra. 

Algo semelhante ocorre com Luiz Fachin, porque aprová-lo é o mesmo que aprovar o governo do PT, dada sua intimidade com o Partido e suas causas más.

Fachin usa a Intrernet para dizer que não é radical

O professor de direito Luiz Edson Fachin, indicado pela presidente Dilma Rousseff a uma vaga de ministro no STF (Supremo Tribunal Federal), recorreu às redes sociais para se apresentar como defensor da propriedade privada e do casamento, além de negar irregularidade no exercício de advocacia, entre 1990 e 1999, época em que ocupava o cargo de procurador do Estado do Paraná.


"Não tenho nenhuma posição radical em nenhuma dessas áreas", disse o professor em uma série de quatro vídeos disponibilizadas em uma página do Facebook intitulada "Movimento FachinSim", em oposição a uma onda de citações de "FachinNão" na internet.

CLIQUE AQUI para conhecer a página e examinar os videos.

Petrópolis e Jardim Botânico são os bairros de imóveis novos mais caros de Porto Alegre

Segundo Exame/Fipe deste final de semana, Petrópolis e Jardim Botânico são os bairros de preços médios de m2 de imóveis novos mais caros de Porto Alegre, R$ 7.800 a R$ 7.900.

Em seguida, a lista inclui Bela Vista, Floresta, Higienópolis e Vila Ipiranga, R$ 7.000,00 a 7.400,00. Depois surgem Auxiliadora,Menino Deus, Passo da Areia e Santana, R$ 6.100,00 a R$ 6.800,00. Mont Serrat, São Sebastião e Tristeza integram o batalhão seguinte, R$ 5.301,00 a R$ 5.900,00.

Os bairros de m2 mais baratos são Passo das Pedras e Protásio Alves, R$ 2.900 a R$ 3.100,00.

Os demais bairros com registro feito por Exame/Fipe:

- Coronel Aparício Borges, Jardim do Salso, Jardim Itu Sabará, sarandi, Agronomia, Cavalhada, Centro e Vila Nova - R$ 3.800,00 a r$ 4.700,00.
- Camaquã,Cristo Redentor, Glória e Partenon - R$ 5.000,00 a R$ 5.300,00.

Em 12 meses, a alta dos imóveis novos em Porto Alegre foi de apenas 2,5%. O preço médio foi de R$% 5.402,00.





Porto Alegre continua com o preço de imóveis mais caro do RS: R$ 5.402,00 o m2

Pôrto Alegre é a cidade gaúcha de mais alto preço de imóveis novos, segundo dados de Exame deste final de semana. A revista, em parceria com a Fipe, fez o levantamento dos preços em 100 cidades brasileiras,10 das quais no Estado.

Eis as três cidades com mais altos preços por m2:

Porto Alegre, R$ 5.402,00
Canoas, R$ 3.901,00
Caxias, R$ 3.815,00

No ano passado, o preço médio do m2 em Porto Alegre subiu apenas 2,5¨%, portanto abaixo da inflação. Os preços dos usados subiu 4,3%.

Esta alta moderadíssima ocorreu mesmo depois que as construtoras cortarasm em 1/3 seus lançamentos em 2014. O número de imóveis em oferta caiu 20%.




Gramado é a cidade gaúcha de mais alto preço de imóveis usados

Gramado é a cidade cujo preço médio do m2 dos imóveis usados é o mais alto do RS. Segundo a revista Exame que começou a circular neste final de semana, o valor é de R$ 6.648,00.

A revista fez o levantamento dos preços em 100 cidades brasileiras,10 das quais no Estado.

Porto Alegre (R$ 5.040,00) e Passo Fundo (R$ 3.686,00) são os dois outros que completam a lista dos três de preços mais altos.

Santa Maria não integra esta lista inicial, mas com alta de 22% no ano passado, registra a maior alta no País.

Leia, aqui, a inconfidência aspeada de Mujica a respeito da confissão de Lula sobre sua condição de chefe do Mensalão

Muitos safados petistas e mais safados leitores deste site, tentaram esclarecer o que não leram, questionando o que o editor publicou ontem.

O editor mandou trazer o livro do Uruguai na noite desta sexta.

Eis o que ele fala sobre os crimes do Mensalão e a chefia de Lula:

"Lula não é um corrupto como foi Collor de Mello e outros ex-presidentes brasileiros", disse-nos Mujica ao referir-se ao caso.

Os autores de Uma Ovelha Negra estavam conversando com o uruguaio claramente sobre o Mensalao, conforme parágrafo anterior.

Está tudo aspeado.

Logo adiante, no mesmo segundo parágrafo, Mujica declara, entre aspas novamente:

- Esta é a única forma (Mensalão) de governar o Brasil .... O Mensalão também é esse País, tudo é grandioso por lá. 

Só não entende quem não quer entender.

O fato é que Lula só não responderá por este crime se o MPF e a CPi da Petrobrás não quiserem.

O segredo sobre a confissão de Lula foi um segredo guardado até agora por Mujica.

Senador Luiz Henrique da Silveira morre aos 75 anos em Joinville, S

O senador Luiz Henrique da Silveira (PMDB) morreu na tarde deste domingo (10) em Joinville, no Norte de Santa Catarina. Ele tinha 75 anos e chegou a ser encaminhado ao hospital, mas não resistiu, segundo a assessoria de imprensa do Hospital da Unimed.

Além de senador desde 2011, o político catarinense foi prefeito de Joinville por três mandatos, deputado federal, deputado estadual e governador de Santa Catarina por dois mandatos, entre 2003 e 2010.

A assessoria de imprensa do senador e a assessoria do Hospital da Unimed informaram que, na manhã deste domingo, ele estava em sua casa, em Itapema, no Litoral Norte. Depois, foi para Joinville, onde chegou por volta das 12h. Enquanto almoçava, o senador sofreu parada cardiorrespiratória.

O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) foi acionado. Os socorristas tentaram reanimá-lo até a chegada no hospital. Na unidade de saúde, a equipe médica fez tentativas de reanimação, com  massagem cardíca e remédios por cerca de uma hora e meia, mas a morte foi confirmada às 15h15.

Segundo a assessoria de imprensa do político, o velório será realizado no Centreventos Cau Hansen, em Joinville, a partir do final da noite deste domingo. O enterro será na mesma cidade, durante o final da tarde de segunda-feira (11).

Biografia
Natural de Blumenau, Luiz Henrique da Silveira nasceu em 25 de fevereiro de 1940. Se formou em direito pela Universidade Federal de Santa Catarina e iniciou sua vida pública em 1971, quando foi eleito presidente do Diretório Municipal do MDB de Joinville.
De 1987 e 1988, ele assumiu o Ministério de Estado da Ciência e Tecnologia. Entre 1993 e 1996 foi presidente do Diretório Nacional do PMDB.
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Presidente do Senado decreta luto de 3 dias pelas morte de Luiz Henrique
De acordo com seu site oficial, o político foi deputado estadual entre 1973 e 1975. Assumiu o cargo de deputado federal durante cinco mandatos: 1973 a 1975, 1983 a 1987, 1987 a 1991, 1991 a 1995, 1995 a 1997.
Também foi prefeito de Joinville por três mandatos. O primeiro foi entre 1977 e 1982. A segunda eleição como chefe do Executivo municipal ocorreu em 1997, quando foi reeleito ao segundo mandato entre 2001 e 2004.

Luiz Henrique da Silveira foi eleito duas vezes como governador de Santa Catarina: entre 2003 e 2006 e de 2007 a 2010. Depois disso, em 2011, ele assumiu o cargo de senador, no qual ficaria até 2019.

Fachin, a anatomia de uma fraude

Na análise a seguir, o blog O Antagonista deste domingo desmonta a explicação incorreta concedida por Luiz Facchin e pela OAB do Paraná, segundo a qual ele não praticou ilegalidade ao advogar privadamente e como procurador do Estado.

O editor agrupou as seis notas de análise do blog, para facilitar a leitura por parte dos frequentadores deste site.

Leia tudo:

O advogado Luiz Edson Fachin, indicado por Dilma Rousseff ao STF, passará por uma sabatina no Senado, na terça-feira. Fachin é um ideólogo, um jurista que escolheu um lado, como ele mesmo disse -- o do Partido dos Trabalhadores. É, portanto, o contrário do que deveria ser um ministro do Supremo Tribunal Federal.

Esse aspecto está sendo exaustivamente apontado e discutido. Mas ele empalidece diante de outro: Luiz Edson Fachin tem a sua carreira de procurador do Estado do Paraná marcada por uma fraude.


Na semana passada, uma nota técnica da Consultoria Legislativa do Senado afirmou que Luiz Edson Fachin praticou advocacia ilegalmente depois de ser nomeado procurador do Estado do Paraná -- função que exerceu de 1990 a 2006.

A nota diz o seguinte: "Com base em tudo que expusemos, pode-se concluir que, tendo o sr. Luiz Edson Fachin tomado posse após janeiro de 1990, quando já se encontravam em vigor as proibições de advogar constantes tanto da Constituição do Paraná quanto da Lei Complementar 51, de 1990, a atuação no âmbito da advocacia privada, concomitantemente com o o exercício do cargo de Procurador do Estado, viola, prima facie, o ordenamento legal."

As notas técnicas 
colidentes. A da OAB é uma fraude.]
Diante disso, a Ordem dos Advogados do Brasil, seção estadual do Paraná, divulgou uma nota pública. Nela, a OAB/PR afirma que "durante o período em que perdurou a atividade do Dr. Fachin como procurador do Estado, realizou a devida anotação do impedimento para a advocacia contra o Estado do Paraná, restando autorizada a advocacia privada que não infringisse tal impedimento.

Leiam a nota:

"A OAB Paraná vem, em face dos questionamentos formulados na Comissão e Constituição e Justiça do Senado da República a respeito da compatibilidade entre o exercício da advocacia e a função de Procurador do Estado pelo Dr. Luiz Edson Fachin até o ano de 2006, prestar os seguintes esclarecimentos:

A Constituição do Estado do Paraná, antes da reforma de 1999, não veda o exercício da advocacia privada dos Procuradores de Estado, limitando-se, apenas, a impedir a advocacia contra o próprio Estado-membro.

Por isso, a OAB Paraná, durante o período em que perdurou a atividade do Dr. Fachin como Procurador do Estado, realizou a devida anotação do impedimento para a advocacia contra o Estado do Paraná, restando autorizada a advocacia privada que não infringisse tal impedimento.

Portanto, o exercício da advocacia privada pelo Dr. Luiz Edson Fachin durante o período em que foi Procurador do Estado do Paraná não está eivado de qualquer ilicitude."

É uma nota fraudulenta, como se verá a segui


A nota fraudulenta
da OAB do Paraná
A nota da OAB/Paraná é fraudulenta porque diz que a reforma da Constituição do Paraná ocorreu em 1999. Mentira. Ela data de 1989. Mais precisamente, de 5 de outubro de 1989. Ou seja, antes de Luiz Edson Fachin tornar-se procurador do Estado.

No artigo 125 da Constituição do Paraná, está escrito:

"O exercício das atribuições na Procuradoria-Geral do Estado é privativo dos procuradores integrantes da carreira,que será organizada e regida por estatuto próprio, definido em lei, com observância dos arts. 39 e 132 da Constituição Federal.

Parágrafo Terceiro: É vedado aos procuradores do Estado:
1 -- exercer advocacia fora das funções administrativas"
Luiz Edson Fachin, portanto, foi nomeado procurador quando já era proibido aos procuradores advogar.

A nota fraudulenta da OAB/PR, no entanto, tenta encobrir uma outra fraude ainda mais grave, como se verá no próximo post.

Como a OAB do Parana
desrespeitou a Constituição
A fraude mais grave cometida pela OAB/PR, e Luiz Edson Fachin estava perfeitamente inteirado dela, foi na ocasião em que ele consultou a OAB/PR sobre se havia impedimento do exercício da função de advogado simultaneamente à de procurador do Estado.

A OAB/PR anotou na carteira profissional de Luiz Edson Fachin que havia apenas um impedimento: o de ele atuar como advogado contra o Estado do Paraná. Mentira.

Assim, a OAB/PR, depois da promulgação da Constituição do Estado do Paraná, em 1989, fraudulentamente deu o seu aval para que Luiz Edson Fachin pudesse exercer a função de procurador simultaneamente com a de advogado. O que havia sido proibido em absoluto no ano anterior, sem nenhuma exceção.
Vamos adiante...

Fachin é um ignorante
da Constituição
Recapitulando: a nota divulgada pela OAB/PR comete a fraude de datar de 1999 uma Constituição promulgada uma década antes. Com isso, lança fumaça não apenas sobre o fato incontornável de Luiz Edson Fachin ter cometido a ilegalidade de exercer a função de procurador de Estado simultaneamente à de advogado, como tenta esconder a ilegalidade cometida pela própria entidade. A OAB/PR fez uma anotação completamente contrária à lei na carteira profissional de Luiz Edson Fachin, e com a anuência do principal interessado.

Luiz Edson Fachin passou no concurso para procurador em 1985 e tomou posse em 1990. À diferença do que afirmam os defensores da sua candidatura ao STF, o fato não significa que ele pode driblar a Constituição do Estado do Paraná. Se assim fosse, a Constituição -- Federal, inclusive -- seria passível de ser relativizada por casos individuais. Não há Carta Magna no mundo civilizado que seja exposta a excepcionalidades como essa. Ter passado em concurso cria a expectativa do direito, não o direito

O indicado de Dilma Rousseff poderá dizer, como todo petista, que não sabia da fraude da OAB/PR? Sim. Mas isso significaria afirmar também que ele desconhece a Constituição do próprio estado em que atua. Um ignorante da lei pode se tornar ministro da mais alta corte do país?

Aos senadores só
resta o veto ao nome de Fachin
O Antagonista espera que ainda haja senadores que percebam a extrema gravidade do que foi revelado aqui. O país atravessa uma crise institucional, e a aprovação de Luiz Edson Fachin para o STF representaria mais um golpe contra a nação.

Na sabatina de terça-feira, os cidadãos de bem contam com os senadores do PMDB e de outros partidos conscientes, para reprovar o nome de Luiz Edson Fachin para o STF. Ele não é apenas um ideólogo, ele cometeu uma ilegalidade, e com a cumplicidade da OAB do Paraná.

Quanto aos principais representantes do PSDB, eles encontraram uma forma de abster-se da votação. Os tucanos partirão em alegre e oportuna revoada para Nova York, a fim de assistirem à entrega de um prêmio a FHC.

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