Nesta reportagem de Gilberto Maringoni, intitulada "Dilma, a direita perplexa e a esquerda indignada", a revista de Mino Carta, Carta Capital, tradicional frequentador dos cofres dos governos do PT, confessa que não entende o que Dilma Roussef faz com seu segundo mandato. O repórter diz que eleita pedalando um rosário de inverdades, Dilma busca
desesperadamente agradar os que queriam sua derrota e acaba por desagradar quem
possibilitou sua reeleição.
. Carta Capital exagera quando constata que Dilma deixa a direita perplexa, porque não se trata disto, já que o novo ministro da Fazenda e os movimentos feitos na área econômica são os que ela defendeu e defende. Quanto à esquerda, é possível, sim, que haja alguma perplexidade, mas não indignação, porque os cofres públicos continuarão abertos para todas as suas lideranças.
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Há poucas expectativas positivas para o Brasil de 2015. O
próprio palácio do Planalto parece incentivar tais visões, para justificar a
adoção de medidas duras e impopulares.
A impressão geral é que vão começar os últimos quatro
anos de uma administração que conseguiu a proeza de queimar parcela
significativa de seu capital político – obtido em uma campanha acirrada e
politizada – em dois meses.
O segundo mandato de FHC provocou sensação semelhante, no
início de 1999. Mas isso se deu após a posse. Como os mais velhos se lembram,
em janeiro daquele ano, o real, cotado em US$ 1,20 e mantido artificialmente
valorizado para possibilitar a vitória tucana, chegou a US$ 3,20, em meio a uma
aguda crise cambial.
Dilma, por sua vez, pouco sensível a diversos matizes da
esquerda que possibilitaram sua vitória, apressou-se, três dias após o segundo
turno, em emitir um sinal para o mercado financeiro.
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