O adiamento da rodada única de Assembleias Regionais e
Temáticas do Orçamento Participativo (OP) – prevista para agosto e reagendada
para outubro, expõe novamente o caráter aventureiro, oportunista e demagógico do chamado OP, criado pelo então prefeito Olívio Dutra, PT, em Porto Alegre. Existem obras aprovadas em 1990 e que até hoje não foram executadas. O pedido foi realizado pela prefeitura, que pretende
reavaliar os recursos que serão disponibilizados ao processo. Para o
conselheiro Felisberto Luisi, a mudança é uma demonstração da desorganização
financeira da prefeitura, que resultará em um atraso no processo.
. O pedido da prefeitura foi aprovado por 30 dos 33
conselheiros do COP.
. A prefeitura não tem conseguido concluir as obras
demandadas nos últimos anos e deve reduzir o valor estipulado para o próximo
processo.
. Além das obras do OP, a prefeitura de Porto Alegre mantém a cidade esburacada, com uma dezena de canteiros sem ninguém trabalhando há mais de um ano.
. José Fortunati está sem dinheiro. Seu secretário da Fazenda pediu demissão diante do descalabro financeiro comandado pelo prefeito. Ele repetiu o que fez outro secretário da Fazenda, Dilma Roussef, que em 1988 abandonou o governo do então prefeito Collares por razões iguais, o que não a impediu de nomeá-lo, mais tarde, desta vez na presidência, para polpudo cargo de conselheiro da Itaipu Binacional - onde não tem poder de gestão, portanto sem possibilidade de introduzir desordens administrativas e financeiras.
. Para o orçamento de 2015, a estimativa é de que R$ 400
milhões sejam destinados para o OP – ainda sem previsão sobre o quanto deste
montante será distribuído entre demandas antigas e novas.





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