O Sindicato dos Rodoviários, que até agora não teve o
controle das assembleias dos trabalhadores e foi ultrapassada por uma comissão
de greve dominada pela oposição ligada ao PT, PSOL e PSTU, anunciou que fará
assembléia segunda-feira para decidir os rumos do movimento. Os dirigentes
sindicais deram declarações inequívocas de que querem o fim da paralisação,
considerando que a convocação do dissídio coletivo para o dia 17 esvaziou a
greve. Em função do virtual esvaziamento da greve, centenas de trabalhadores compareceram às garagens, mas foram impedidos de circular.
. Os empresários tentaram colocar os ônibus nas ruas esta
manhã, mas os ônibus foram vandalizados e em muitas garagens os piquetes,
alguns deles formados quase que exclusivamente por estudantes e manifestantes
que não são da categoria, impediram a circulação.
. Como o governador Tarso Genro continua mantendo sua
posição de não garantir a segurança de trabalhadores, passageiros e população,
protegendo apenas os grevistas que estão na ilegalidade, os empresários de
ônibus resolveram bater de novo nas portas da justiça, só que desta vez não
reduziram suas ações ao âmbito da Justiça do Trabalho. É que eles
protocolaram pedido de interdito proibitório para que cessem os piquetes,
inclusive com chamada para o uso da força pública, caso o juiz do caso conceda
liminar, o que pode acontecer a qualquer momento. Raramente a justiça comum nega este tipo de benefício, quando fica clara a ameaça à integridade dos patrimônios ou pessoas envolvidas no caso.
. A Justiça do Trabalho também foi acionada de novo, mas
os próprios advogados não acreditam que a desembargadora Kruse, que cuida do
caso, exija o uso da força pública para que sejam cumpridas suas ordens de
retomada dos serviços. A juíza decidiu, mas não faz valer sua sentença. Seria o
mesmo que o STF condenar os mensaleiros à prisão e não mandar a PF
recolhê-los, deixando-os livres para continuar roubando.





