Nota do editorO editor jamais escreveu uma só linha em defesa de um único dos réus apontados pelo MPF no caso do Detran. E nem fará isto enquanto o caso não for decidido pela Justiça Federal. O que o editor tem procurado é denunciar o inaceitável reduzido foco da investigação, adstrito apenas aos primeiros sete meses do governo Yeda, quando as malfeitorias ali ocorreram durante os oito anos dos governos Olívio e Rigotto. Na CPI do Detran até que sobrou alguma coisa para o governo Rigotto, mas os incidentes registrados no governo do PT foram ignorados. Quanto a Yeda, o editor acha que ao defendê-la da bandidagem do Eixo do Mal, cumpre papel semelhante aos que ousaram defender o inocente Capitão Dreyfuss. Não há nada - há zero contra ela. O editor tem coragem e conhecimento suficientes para garantir isto. Exclusivo
Mauri Cruz, ex-presidente do Detran (governo Olívio Dutra), Nazareno dos Santos, ex-secretário dos Transportes (gestão Olívio Dura na prefeitura), além da ONG Rua Viva, de Belo Horizonte, mais seis ex-administradores do Detran no governo do PT, tiveram bloqueados seus bens (imóveis e carros), bem como contas bancárias, para garantir a devolução de R$ 700 mil ao Detran, no caso de serem condenados no âmbito da ação por improbidade administrativa movida pelo MPE e que acaba de ser recebida (dia 16 de setembro) pelo juiz Fernado Carlos Tomaz Diniz, titular da 4ª. Vara da Faze nda Pública.
. O ex-presidente da CPI do Detran, Fabiano Pereira, do PT, pediu cópia do inquérito de 1904 folhas, sete volumes, além do processo de 1.500 páginas, mas os deputados da base aliada disseram ao editor que não viram nada disto. No relatório final da CPI e no relatório paralelo do PT não existe referência às malfeitorias denunciadas pelo MPE.
. O editor acabou de ler as 1.500 páginas do processo 001.0307674-8.
. As denúncias são devastadoras. Os réus Mauri e Nazareno apelaram e agravaram a decisão que
mandou bloquear seus bens e contas, bem como quebrar seus sigilos bancários e fiscais, mas os desembargadores da Primeira Câmara Civel mantiveram a decisão.
. Na época do governo Olívio Dutra, o Detran assinou convênio sem licitação com a
ONG Rua Viva, de Belo Horizonte, que subcontratou uma empresa do próprio presidente da ONG, a
Cidade Viva Ltda., que subcontratou outras empresas, na maior parte “laranjas inexistentes”, segundo o MPE (os procuradores visitaram cada empresa e constataram que oito entre dez nem existiam em Belo Horizonte,
sendo que das duas restantes, uma vendia até arreios de cavalos). O MPE constatou notas frias nas prestações de contas, violação da lei de licitações e prestações de contas frias, inclusive com o uso de notas xerocadas já usadas em outros acertos anteriores.
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A CPI do PT debruça-se justamente sobre malfeitorias existentes no Detran, mas tem se limiado a examinar incidentes ocorridos nos primeiros sete meses do atual governo, quando Yeda desmontou quadrilhas que operaram ali durante os quatro anos do governo Rigotto e durante os quatro anos do governo Olívio Dutra, do PT. O caso da ONG Rua Viva não tem nada a ver com o caso da mãe (Fundação Carlos Chagas) das quadrilhas posteriores ligadas à Universidade de santa Maria .