Artigo, Ives Gandra Martins - A rejeição de Jorge Messias e o preço da rigidez institucional

Tenho a impressão de que a rejeição da indicação de Jorge Messias para a Suprema Corte, pelo Senado Federal, por 42 votos contrários a 34, ocorrida em 29 de abril, representou uma derrota do presidente Lula, e não do Advogado-Geral da União.

A meu ver, o ponto fraco de sua defesa ocorreu quando, ao ser questionado sobre os episódios de 8 de janeiro, ele afirmou ter sido o autor da acusação, tratando aquela desordem como um golpe de Estado. Na verdade, tratou-se de uma baderna, pois, sem o uso de armas, não haveria como configurar um golpe. Certamente, tal posicionamento enfraqueceu a sua apresentação.

Por outro lado, sabe-se que o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, juntamente com o Centrão, não desejava essa indicação e decidiu demonstrar sua força perante o presidente Lula. 

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2 comentários:

Anônimo disse...

O pinguço corrupto não aceitou a derrota e irá reapresentar o perdedor. Assim conquistará uma dupla derrota, algo jamais visto na miserável História da República Bananeira.

Anônimo disse...

Pelo regimento do senado só na próxima legislatura. Se bem que não existe nada que muito dinheiro não compre.

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