No quarto trimestre de 2025 o indicador havia registrou alta de 0,37%
Por setores
A indústria teve o melhor desempenho, com crescimento de 1,3%. A agropecuária e o setor de serviços registraram alta de 1%.
Os númeos são péssimos e estão perto de um cenário perverso de retração.
O IBC-Br é utilizado pelo mercado como um termômetro da atividade econômica antes da divulgação oficial do PIB pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), prevista para 29 de maio. O indicador do Banco Central considera estimativas da agropecuária, indústria, serviços e impostos, embora utilize metodologia diferente da aplicada pelo IBGE.
O PIB mede a soma de todos os bens e serviços produzidos no país e serve como principal indicador da evolução econômica. Em linhas gerais, quando o PIB cresce, há aumento da produção, do consumo e dos investimentos. Já a retração indica desaceleração da atividade econômica.
A aceleração da economia ocorre em um ano eleitoral e em meio a medidas adotadas pelo governo federal para estimular o consumo e a atividade. Entre elas estão a isenção do Imposto de Renda para quem recebe até R$ 5 mil mensais, a liberação de recursos do FGTS e a ampliação de linhas de crédito mais baratas.
Apesar do resultado positivo no primeiro trimestre, analistas do mercado financeiro seguem projetando desaceleração da economia no acumulado de 2026. O próprio Banco Central tem defendido um ritmo mais moderado de crescimento como parte da estratégia para controlar a inflação.
Na ata mais recente do Comitê de Política Monetária (Copom), divulgada nesta semana, a autoridade monetária informou que o chamado “hiato do produto” permanece positivo. Isso significa que a economia continua operando acima de seu potencial estimado, o que pode aumentar pressões inflacionárias.
Os números de março, no entanto, mostraram perda de ritmo. Segundo o Banco Central, o IBC-Br caiu 0,7% em relação a fevereiro, interrompendo uma sequência de três meses de alta. No mês anterior, o indicador havia avançado 0,87%.
Na comparação com março de 2025, o índice registrou crescimento de 2,3%, sem ajuste sazonal. Já no acumulado dos três primeiros meses do ano, houve expansão de 0,3%. Em 12 meses até março, o crescimento apurado pelo BC foi de 0,7%.
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