- O autor é advogado, escritor e engenheiro, mas também ex-presidente da Fiergs e e-representante do Brasil na OIT.
As entidades do sistema financeiro que emitiram nota em apoio à indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal foram derrotadas, mas o seu despudorado gesto público é mais do que um episódio político. É um símbolo. Não se discute aqui a biografia do indicado, nem se pretende negar a qualquer setor da sociedade o direito de manifestar opinião sobre tema institucional relevante. O ponto é outro: quando corporações econômicas se mobilizam ostensivamente para influir na composição da Corte Suprema, fica exposta uma doença mais profunda da vida nacional — a substituição do interesse público por cálculos de conveniência setorial.
O Supremo não é uma agência reguladora do mercado, nem um departamento jurídico do governo, nem um balcão de garantias para grupos organizados. É, ou deveria ser, a última trincheira da Constituição. Por isso, a escolha de seus ministros deveria ser cercada de sobriedade, escrutínio moral, independência e distância prudente de interesses corporativos. Quando setores poderosos se apressam em declarar apoio a este ou àquele nome, a pergunta inevitável é: apoiam por convicção republicana ou ...
CLIQUE AQUI para ler muito mais.
2 comentários:
O que o senado tem feito e burrice estratosferica....aprovando nomes ao STF que no outro dia vira inimigo deles e passa a ser verdugo deles proprios...ACORDARAM....os velhinhos da republica acordaram....um juiz imparcial é segurança para os cidadãos, para a nação, para os empresarios, e para os proprios politicos... mas um juiz imparcial também não será segurança para os corruptos, que pululam aos montes dentro do congresso... e por este motivo que eles sempre comcordaram com este jogo SUJO DO PT EM TRANSFORMAR O STF EM TRIBUNA POLITICA RADICAL QUE AGORA FICOU PERIGOSO DEMAIS ......acordaram...mudou o jogo...e Lula caminha, embora tardiamente, para seu outono pólitico
O Brasil, em sua história, já deu início a dezenas de reconstruções políticas, econômicas, etc, porém nenhuma delas atinge seu escopo final!
Postar um comentário