José de Souza Martins: A nova ignorância


- Valor Econômico / Eu &Fim de Semana

Nos anos 1970, as chamadas classes populares emergiram no cenário político brasileiro. Em alguns anos elegeriam um presidente da República. A intelectualidade dos movimentos populares produziu racionalizações que na essência asseguravam que o ignorante é sábio, na contramão dos valores da própria classe trabalhadora que, desde sua constituição entre nós, sempre valorizou a escola. Ignorância e poder se encontraram. Difundiu-se aqui a raiva como fundamento dos confrontos sociais, uma concepção antipolítica da luta de classes. O novo saber superficial e manipulável amalgamou-se com a raiva política, a incultura tornou-se prepotente. Durante quase um século a consciência da ignorância levou à busca da escola, à valorização da escola. Agora, a nova ignorância elegeu a escola como inimiga.

Da universidade ao palanque e do palanque ao botequim, o ignorante perdeu a consciência da ignorância, ao ponto de questionar o conhecimento erudito e minimizar e afrontar os profissionais do saber.

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Um comentário:

Anônimo disse...

Não vi nenhum mea culpa do grave e irresponsável erro cometido por este blog, ao divulgar a foto de um jovem com um lenço comunista como se aquele fosse o bandido assassino atirador da Flórida. Como se pode comprovar logo a seguir, a imagem não guarda nenhuma relação com o criminoso que, como era de se esperar, pertence a uma organização nacionalista de direita. E agora, quem irá indenizar o atingido pela irresponsabilidade da divulgação de sua imagem como se fosse um criminoso. Se isto ficasse limitado às redes sociais já seria um absurdo mas, ser divulgado através de blogs que dizem fazer jornalismo sério...? Ademais vemos o resultado de permitirem o uso de armas por pessoas desajustadas. Aliás, o perfil do criminoso é semelhante a de alguns leitores deste blog.