Artigo, Estadão - Um tropeço na recuperação

A recessão ficou mesmo para trás e a economia segue uma trajetória de crescimento, mas com inevitáveis oscilações

A recuperação econômica prosseguiu em agosto, com nível de atividade superior ao de um ano antes, embora o índice mensal tenha sido 0,38% menor que o de julho. A recessão ficou mesmo para trás e a economia segue uma trajetória de crescimento, bem caracterizada, mas com inevitáveis oscilações. Sinais de tropeço em agosto já haviam aparecido nos balanços da indústria, do varejo e dos serviços, mas com os dados principais confirmando um cenário melhor que o de 2016. Não trouxe grande surpresa, portanto, a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), usado como referência, no mercado, enquanto se esperam os dados trimestrais do Produto Interno Bruto (PIB). Os números do PIB do terceiro trimestre devem ser anunciados em 1.º de dezembro, mas já se pode ter uma ideia razoavelmente clara do andamento da produção, do consumo, do investimento e do comércio exterior.

Apesar da queda mensal de 0,38%, o nível de atividade foi 1,46% superior ao de um ano antes, na série com desconto dos fatores sazonais. Na série observada, isto é, sem ajuste, a diferença anual foi de 1,64%. Outros detalhes confirmam a continuidade da recuperação.

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Um comentário:

Anônimo disse...

Estrella: Brasileiro não vai mais trabalhar no pré-sal

O engenheiro Guilherme Estrella da Petrobras é o herói nacional que descobriu o pré-sal, uma das maiores reservas de petróleo do mundo:

Aos brasileiros que acreditavam que a venda de ativos da Petrobras atrairia mais investimentos e empregos para o país e para suas cidades, a notícia não é nada agradável.

A Medida Provisória 795/2017, que teve ontem (18) relatório aprovado em comissão especial, à toque de caixa, conforme queria o PMDB e o PSDB (governo de Michel Temer), determina a redução de tributos de empresas estrangeiras envolvidas nas atividades de exploração, desenvolvimento e produção de petróleo e gás natural.

Este é um pacote de isenções nunca visto antes! O Brasil será o país com uma das menores taxas de participação financeira na extração de suas riquezas naturais, de todo o mundo!

É quase como voltar a ser colônia. Na prática, a partir de 2022, o Brasil perderá cerca de 1 trilhão por ano, em tributos na área do petróleo.

Já em 2018, a previsão de renúncia de receita, decorrente desses incentivos fiscais, para as poucas empresas que já estarão em nosso território, é de cerca de R$ 16,4 bilhões!

Quem esperava emprego ou um reforço financeiro para sua cidade, com os Royalties do petróleo, pode tirar o cavalinho da chuva.

Os empregos gerados não contemplarão os brasileiros, pois os parlamentares que acompanham as matérias do setor, afirmam que as modificações acabarão com a política de CONTEUDO LOCAL e tendem a liberar, de vez, todos os incentivos fiscais, estimulando o conteúdo internacional.

Em outras palavras, as empresas trarão suas plataformas, com o seu próprio pessoal, para explorar nosso petróleo e não terão de pagar os impostos que hoje a Petrobras é obrigada a pagar, e nem precisarão gerar empregos no país..

Aos ingênuos que sempre discursaram por um governo liberal e de direita, acho que agora conseguiram o intento. Parabéns!