Contas públicas PDV revela ‘boa intenção’ de cortar, mas deve ser inócuo, revela jornal Valor.

Reportagem dos jornalistas Thais Carrança, Ana Conceição e Estevão Talar, informa que o programa de demissão voluntária (PDV) para servidores federais, sinaliza a disposição da administração Michel Temer em cortar despesas obrigatórias, embora a economia com a medida não seja significativa, ainda que atinja o potencial de R$ 1 bilhão estimado preliminarmente, afirmaram economistas. Para eles, a adesão dos funcionários do Executivo deve ser baixa, devido à dinâmica da carreira pública. Para atacar o gasto com a folha salarial, o governo deveria suspender reajustes já anunciados, que vão consumir bilhões de reais nos próximos anos.

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“O governo está deixando claro que não há mais espaço para corte de despesa discricionária, que é preciso caminhar para corte de gasto obrigatório, essa sinalização é importante”, diz a economista-chefe da XP Investimentos, Zeina Latif. A iniciativa também é positiva se incentivar Estados a seguirem esse caminho e se estimular a discussão sobre estabilidade do funcionalismo, acrescentou.
Para ela, diante da possibilidade de que a adesão ao plano retire o direito de se aposentar pelas regras do setor público, é mais provável que o PDV atraia servidores com pouco tempo de carreira, já enquadrados na nova regra, sem direito à aposentadoria integral. “Quem é da regra antiga não vai entrar de jeito nenhum, porque vai perder a integralidade”, diz.

Fábio Klein, economista da Tendências Consultoria, diz que um PDV é menos atrativo na carreira pública que no setor privado. Estabilidade e salários elevados do funcionalismo federal são fatores de desincentivo, afirma. Também a redução de carga horária não deve ter grande adesão, posto que a jornada dos serviço público não costuma ser exaustiva, acredita.

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