Artigo, Vinicius Torres Freire, Folha de S. Paulo - A alma penada de Dilma Roussef

O que deve sentir ou pensar a presidente ao ver o enterro de indigente de seus planos econômicos?

"UM NEGÓCIO QUE era muito grosseiro;" "brincadeira que nos custa R$ 25 bilhões por ano". Foi com esse discurso de réquiem que o ministro da Fazenda, Joaquim Levy, enterrou o defunto que fora um dos planos mais estimados da primeira encarnação da presidente Dilma Rousseff: a redução de impostos que empresas pagam ao INSS.

O que a presidente sente ou pensa quando assiste à morte ingló- ria e ao enterro infame do seu programa econômico? O que diz a seus botões, durante a noite escura da alma, na solidão esplêndida do Alvorada?

Ela acredita nas fantasias mal escritas de seus discursos, que atribui a ruína que provocou a conjurações dos azares da economia do mundo?

Acredita, tal como algumas seitas de seus adeptos restantes, que foi vítima de conjurações de elites, "mídia" ou outro demônio? Vítima dessas elites a quem o governo paga e pagará juros aberrantes pela dívida que fez a fim de financiar uma fantasia caricata e transitória de progresso social, em vez de ao menos tentar cobrar-lhes mais impostos?

As elites, que tanto amaram o dinheiro de seu governo enquanto durou, que recebiam grana grossa para financiar a criação de oligopólios, ainda engolem meio trilhão de reais a juro quase zero, o "nacional-empresismo", outro programa que morre pelas mãos de tesoura de Levy.

Parece agora claro que Dilma não compreendia as consequências das encrencas enormes que criava, tal como endividar demais e levar à pindaíba o Tesouro Nacional e a Petrobras, para ficar nas mais rudimentares e estarrecedoras. Parecia mesmo convicta da eficácia de aplicar ao país uma versão decrépita, colegial e amadora do que imagina ter sido o desenvolvimentismo original, em si mesmo um "equívoco bem-sucedido", responsável por vários dos nossos horrores, como desigualdade, cidades monstruosas, ignorância de massa e elitismo disfarçado de "nacional e popular".

A presidente teria agora dúvidas? Ou balança a cabeça e tenta afastar a lembrança da lambança, tal como fazemos quando mentimos para nós mesmos a respeito dos nossos pecados? A julgar por biografias, histórias e exemplos vivos de poderosos vistos mais de perto, é provável que as perguntas sejam tão ingênuas quanto as ideias de Dilma.

Um político que chegou ao ápice do poder é quase tão oco quanto o tronco comido por cupins das árvores que desabam nas ventanias de São Paulo. Nesse quase vácuo há menos resistência para torcer seja lá o que tenha restado de ideias ou convicção. Até líderes maiores e melhores foram assim. Roosevelt tomou posse com um programa, começou a governar com outro e ainda mudou de ideia, com o que fez fama e história.


A alma de Dilma decerto não explica este quadriênio de perversões brasileiras, embora a presidente tenha se valido das oportunidades do governo imperial do país como poucos, encarnando a caricatura da Rainha de Copas. Mas o que explica ao menos o movimento dos seus humores? Dilma ora parece se debater furiosa dentro de uma bolha isolada mesmo das versões da realidade menos antipáticas a sua figura e a seu governo. Seria a fúria de alguém inquieta e ansiosa para voltar a sua vida passada, Dilma 1? Ou de uma alma penada sem rumo?

4 comentários:

Anônimo disse...

Não é a Dilma uma alma penada coisa nenhuma. Basta ver que ela não tem cérebro. A cabeça é oca, sem inteligência para o bem comum. Uma terrorista, jamais sabe fazer alguma coisa certa. Vide que ela mesma quebrou uma Lojinha de R$ 1,99 que administrava.

Incapacidade total ela tinha. Jamais poderia administrar uma economia do país, sem ter conhecimento algum para tanto.

No fim, transformou-se em uma BURRA, e agora se agara aos milicianos do exército paralelo de BOLIVARIANOS, que ela seu grupelho, chamam de Força Nacional, mas que todos sabemos que tal FORÇA NACIONAL, está a serviço do PT.

Anônimo disse...

Quem mais vai sofrer será aquele que ela a dizia prproteger e que votou em peso em Dilmaduro!

Anônimo disse...

E O EDITOR NÃO VAI TECER COMENTÁRIO SOBRE AS INVESTIAÇÕES DO STE QUE WALL STREE JORNAL E VEJA ESTÃO A FAZER.

Anônimo disse...

A burrada de Dilma em tratar das contribuições para a previdência geral (INSS) como imposto é de corar criancinha. Qualquer cidadão que tenha um mínimo de inteligência sabe que as contribuições previdenciárias devem ir para o passivo e que servem para remunerar aposentados futuros. Espera-se que alguns com um pouco de inteligência, pode ser mediana, entendam isso. Alguém já se perguntou como as pessoas que contribuem para a previdência viveriam na velhice se não tiverem retorno do que pagaram? O governo usa os recursos da previdência no orçamento fiscal e depois diz que os aposentados são um peso! Peso é a burrice de quem não pensa.

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