Tribunal excluí outro réu do Caso do Natal Luz. Processos ineptos dos promotores desmancham-se no ar.

O décimo réu denunciado pelos promotores Max Guazzeli e Antonio Képes no âmbito do Caso Natal Luz, Gramado, RS, Leandro Tomazelli, foi excluído neta segunda-feira do processo penal por decisão do desembargador Aristides Pedroso, 4ª. Cãmara Criminal do Tribunal de Justiça do RS.

. Este é nono caso seguido de pessoas que tiveram suas atividades investigadas, seus nomes jogados na lama e denunciados injustamente pelos dois membros do Ministério Público Estadual.

.  Leandro Tomazelli é defendido pelo advogado Santoro de Constantino.

. Nos últimos 60 dias, foram excluídos do processo, sempre por decisão da 4ª. Câmara Criminal, considerada a mais dura do Tribunal do RS: padre Elói Antonio Sandi, Rafael Prawer, Ricardo Peccin, Enoir Zorzanello, Guilherme Pretto, Rui Bresolin, Carlos Eduardo Scheibe e Beto Tomasini. Três deles foram processados porque advogaram em favor de clientes de Gramado, entre os quais o próprio prefeito. A Igreja Católica não foi atacada apenas pela denúncia inepta contra o padre Elói, porque foi peitada pelos promotores para a retirada de uma placa homenageando os fundadores do Natal Luz. Intimidado, o pároco local submeteu-se à ordem ilegal.

. Até o momento, 1/3 dos denunciados foram excluídos do processo. Os advogados do caso consideram que todos serão excluídos.

. Não se sabe por que razão a Corregedoria do Ministério Público Estadual ainda não mandou seus promotores desistirem das suas ineptas ações, pedirem desculpas aos empreendedores do Natal Luz e devolverem a festa ao povo de todo o mundo, mas sobretudo de Gramado.

5 comentários:

Anônimo disse...

Os réus deixarão de serem réus, mas o estrago ao Natal Luz será incomensurável.

Prefeitura não pode obrigar pessoas desfilarem ou terão que ser concursadas, não é mesmo Sr. Da Caminho?

Anônimo disse...

Políbio, esses promotores envergonham o MPE e colocam em dúvida a real necessidade da existência do mesmo. Esses promotores deveriam ser exonerados, ou melhor, demitidos, pois estão provando que a incompetência mora ali. Gramado foi difamada pelas TVs do Brasil e agora como fica? Será que esses mesmos promotores irão retirar o que disseram?

Surfista Prateado disse...

E não se sabe o quanto se paga para estes incompetentes. O editor aplaude.

Anônimo disse...

Creio que os Promotores fizeram seu trabalho, sem nomear as pessoas quando foram chamados pela mídia, por sua vez, o processo crime corre em segredo de justiça, não nomeando os denunciados.
O Processo existe para ser apurado a verdade dos fatos, ninguém é considerado culpado antes da sentença irrecorrível, por estas razões não acho que os Promotores erraram tanto assim, apenas denunciaram com base nas informações obtidas, mas a justiça é muito mais do que uma Denúncia.
Podem até falar que os Promotores foram levianos ao denunciarem tanta gente, mas isto só se verá ao final do processo.
Os Promotores não cometeram nenhuma ilegalidade, já que eles, Promotores, não tem este poder, eles requerem ao Juiz, e da decisão do Magistrado sempre caberá o duplo grau de jurisdição.
Também não se comprovou qualquer mácula ao evento, vez que foi uma das maiores edições a deste último, com público recorde.
A única coisa que mudou foi o afastamento de alguns, o que não comprometeu o Natal Luz.

Anônimo disse...

Em resposta ao leitor aí de cima:
Os promotores já condenavam os denunciados através da imprensa, antes do julgamento, nomeando-os sim pela imprensa, chamando-os de "mafiosos" e "quadrilheiros". Tornou-se extremamente desconfortável para os indiciados viver publicamente em Gramado.
Quanto as máculas ao evento, estas já foram sim comprovadas, pois o prejuízo (infelizmente, até hoje não-oficial, pois os organizadores não realizaram uma verdadeira prestação de contas, somente uma ridiculamente falha) pode chegar a 2 milhões de reais.
Sem contar a bagunça que virou a venda de ingressos, com inúmeras reclamações das agências de turismo por causa da confusão que era. Um dos Desfiles de Natal chegou a ter uma de suas arquibancadas completamente vazias, por causa de uma "troca" no grupo de ingressos para uma agência de turismo.

Então, não, não foi só o afastamento de alguns que mudou, e o Natal Luz foi sim comprometido.

Resta torcer para prefeitura conseguir reerguê-lo.